Saiba como acompanhar o envelhecimento do seu pet

Alimentação, acompanhamento veterinário e adaptações na rotina ajudam a identificar mudanças e preservar a qualidade de vida de cães e gatos idosos

Assim como acontece com os seres humanos, envelhecer é uma parte natural da vida de cães e gatos. Com os avanços na medicina veterinária, na nutrição e nos cuidados oferecidos pelos responsáveis, os pets também estão vivendo por mais tempo. Cães de pequeno porte, por exemplo, podem chegar aos 18 anos, enquanto os de grande porte podem alcançar cerca de 13 anos. Entre os gatos, a expectativa pode chegar a aproximadamente 20 anos quando criados em ambientes seguros e com os cuidados adequados.

Mais do que representar apenas uma mudança na idade, essa fase vem acompanhada de transformações no organismo e no comportamento dos animais. Redução da atividade física, alterações no metabolismo, mudanças no peso e na mobilidade e necessidades nutricionais diferentes são alguns dos aspectos que podem aparecer ao longo do envelhecimento.

“O envelhecimento é um processo natural e cada animal passa por ele de uma maneira. Por isso, observar o comportamento, a alimentação e a disposição do pet ao longo do tempo ajuda o responsável pelo pet a perceber mudanças e buscar orientação quando necessário”, explica Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company.

A idade em que um animal passa a ser considerado sênior também não é igual para todos. Para cães, pode-se considerar a partir dos 7 anos, e para gatos a partir dos 10, embora possa ter variação de acordo com o porte e estado fisiológico de cada pet.

Uma das principais adaptações durante o envelhecimento está relacionada à alimentação. Com a redução da atividade física e as mudanças no metabolismo, o controle do peso passa a ter ainda mais importância. Ao mesmo tempo, é necessário garantir nutrientes que contribuam para a manutenção da massa muscular, da saúde intestinal e do funcionamento adequado do organismo.

Proteínas de boa qualidade e alta digestibilidade, fibras, prebióticos, vitaminas, minerais e antioxidantes podem fazer parte de uma alimentação adequada para essa fase. A composição e a quantidade de alimento, porém, devem considerar as características individuais do animal, como idade, porte, nível de atividade e condições de saúde. Também vale observar mudanças no apetite, na ingestão de água e na mastigação, que podem indicar a necessidade de uma avaliação veterinária.

Alguns animais passam a dormir mais, apresentam menor disposição para atividades ou demonstram dificuldade para subir em móveis, escadas ou realizar movimentos que antes faziam parte da rotina. Nesses casos, os cuidados podem ser adaptados para oferecer mais conforto, sem deixar de estimular o animal de acordo com suas condições.

Passeios e brincadeiras devem respeitar a disposição e a mobilidade de cada pet, enquanto camas, comedouros e outros recursos podem ser posicionados de maneira mais acessível quando necessário. O acompanhamento veterinário também deve fazer parte da rotina, permitindo monitorar peso, mobilidade, saúde oral e outras alterações que podem surgir com a idade.

Mais importante do que olhar apenas para a idade é conhecer os hábitos e as características de cada pet. Observar mudanças graduais e manter consultas periódicas ajuda a identificar novas necessidades e adaptar os cuidados ao longo do envelhecimento, contribuindo para que cães e gatos aproveitem essa fase com mais conforto e qualidade de vida.