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  • Por que amamos tanto nossos cachorros e quando esse vínculo pode fazer mal?



    Especialistas do CEUB explicam como a convivência com os cães influencia o bem-estar e alertam para dependência emocional e humanização excessiva

    Companhia nos dias difíceis, festa na chegada do tutor e presença garantida no sofá ou na cama. Para muitas pessoas, os cachorros passaram de animais de estimação e ocupam um lugar importante na vida afetiva da família. Mas o que explica uma ligação tão forte entre cães e humanos? E existe um limite para esse afeto? No Dia do Cachorro, celebrado em 26 de agosto, especialistas do Centro Universitário de Brasília (CEUB) explicam como esse vínculo é construído, quais benefícios a convivência pode trazer e quando a relação começa a provocar prejuízos para o tutor ou para o próprio animal.

    Segundo Adriane Rayde, pesquisadora do curso de Psicologia do CEUB, e Michelle Andrade, professora e orientadora da instituição, a conexão não surge de uma hora para outra. Ela se desenvolve na convivência e nas experiências compartilhadas ao longo do tempo. “O vínculo é construído na convivência. O cão está presente na rotina, recebe e oferece interação, participa de momentos bons e acompanha o tutor em períodos difíceis. Com o tempo, essa presença ganha significado emocional. Muitas vezes, o tutor encontra no animal companhia, carinho e relação de confiança”, explicam.
     

    Os cães também passam a fazer parte das memórias e dos hábitos familiares. Participam de mudanças, viagens, comemorações, perdas e diferentes fases da vida. Essa presença constante ajuda a explicar por que tantos tutores os consideram integrantes da família. “Quando uma pessoa diz que seu cão é da família, precisamos compreender o significado afetivo dessa fala. Para aquele tutor, existe uma história compartilhada e um vínculo que merece ser respeitado”, afirma Adriane.

    A convivência pode favorecer o bem-estar

    Ter um cachorro envolve responsabilidades diárias, como oferecer alimentação, organizar passeios, brincar e acompanhar a saúde do animal. Esses compromissos podem ajudar a estabelecer uma rotina mais organizada e ativa. “Um simples passeio pode estimular a pessoa a sair de casa, caminhar e encontrar outras pessoas. A convivência também proporciona momentos de brincadeira, carinho e companhia. Tudo isso pode favorecer o bem-estar”, observa a psicóloga do CEUB.
     

    Os passeios também podem contribuir para a socialização. Encontros entre cães frequentemente aproximam seus tutores e criam oportunidades para conversas, troca de experiências e novos vínculos. Segundo Adriane Rayde, isso não significa, no entanto, que a companhia do animal substitua cuidados médicos ou psicológicos quando eles são necessários. O cachorro pode fazer parte de uma rede de afeto e apoio, mas não deve ser colocado como única fonte de segurança emocional do tutor.

    Quando o apego se torna prejudicial?

    Amar muito um cachorro não representa, por si só, um problema. O alerta aparece quando a relação começa a limitar a vida do tutor ou comprometer o bem-estar do animal. De acordo com a psicóloga do CEUB, é importante observar situações em que a pessoa se afasta de familiares e amigos, abandona atividades importantes, sofre excessivamente diante de pequenas separações ou depende do cachorro para se sentir segura e acolhida.

    “Precisamos ter cuidado para não considerar todo apego intenso como algo prejudicial. O ponto principal não é a quantidade de amor, mas o impacto que essa relação está tendo na vida de ambos”, explica. Do lado do cão, sofrimento intenso quando fica sozinho, dificuldade para se afastar do responsável e necessidade constante de contato podem indicar dependência excessiva ou ansiedade. Mudanças persistentes de comportamento devem ser avaliadas por um médico-veterinário.

    Humanizar não é o mesmo que amar

    Outro risco aparece quando o tutor passa a tratar o cachorro como se ele tivesse as mesmas necessidades e emoções que uma pessoa. “Podemos amar profundamente um animal, considerá-lo parte da família e ainda assim respeitar sua natureza. Um vínculo saudável envolve carinho, cuidado e responsabilidade, mas também o reconhecimento de que o cão possui necessidades próprias”, afirma Adriane.

    Segundo o médico-veterinário do CEUB Taynã Matos, os cães também estabelecem vínculos afetivos com seus responsáveis. “Isso pode ser percebido quando o animal busca proximidade, acompanha o responsável pela casa, demonstra alegria ao reencontrá-lo e apresenta redução do estresse em sua presença. Muitos demonstram sinais de tristeza ou ansiedade na ausência”, explica. De acordo com o docente do CEUB, esses comportamentos podem indicar que o animal associa o tutor a proteção, previsibilidade e segurança. 


    Como construir uma relação saudável?

    A convivência equilibrada combina afeto, cuidados com a saúde, limites e respeito às características da espécie. Alimentação adequada, vacinação e vermifugação em dia, acompanhamento veterinário, exercícios, brincadeiras, estímulos mentais, socialização e um ambiente seguro são essenciais. O tutor também deve permitir que o cachorro exerça comportamentos naturais, como farejar, explorar ambientes, passear, mastigar objetos apropriados, descansar e interagir. 

    Esse equilíbrio resume o que o animal precisa para ter qualidade de vida: “Cão feliz é aquele que se sente amado, mas que pode agir como cão”. O especialista alerta que a humanização excessiva pode trazer consequências para a saúde e o comportamento do animal. Ansiedade, insegurança, dependência, falta de limites e obesidade provocada pela oferta de alimentos inadequados estão entre os possíveis problemas. “O cão precisa ser tratado com carinho, mas respeitando sua natureza de animal”, reforça o veterinário.

  • Dia Mundial do Cachorro mostra como os pets ganharam espaço na rotina dos tutores

    Continental Shopping reúne serviços especializados de saúde, higiene, estética e produtos para cães e gatos, com destaque para a estrutura da Pets&Life

    Cada vez mais presentes na rotina das famílias, os pets também passaram a fazer parte de decisões relacionadas a cuidados, saúde, bem-estar e praticidade. No Dia Mundial do Cachorro, celebrado em 26 de agosto, o Continental Shopping mostra como essa relação se traduz em serviços especializados que permitem aos tutores cuidar dos animais sem precisar sair da rotina.

    Localizado na zona oeste de São Paulo, o Continental Shopping é pet friendly e conta com operações voltadas ao atendimento de cães e gatos. Entre os destaques está a Pets&Life, referência em medicina veterinária especializada, que reúne banco de sangue e hemocentro veterinário, laboratório de análises clínicas e serviços de diagnóstico por imagem.

    A unidade atende cães e gatos e oferece uma estrutura voltada à realização de exames, diagnósticos e suporte aos médicos-veterinários, ampliando as possibilidades de atendimento especializado para os animais na região. Um

    O banco de sangue da Pets&Life foi um dos primeiros do segmento veterinário no Brasil e utiliza práticas de coleta, fracionamento e armazenamento de hemocomponentes baseadas em protocolos de alto nível. A empresa também destaca o pioneirismo de sua responsável técnica, Lilian Tatibana, no desenvolvimento e na padronização de um sistema de coleta de sangue felino desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP), que contribuiu para o avanço das técnicas utilizadas no segmento.

    Além da área de saúde, o shopping também conta com a Finny Pet, centro estético para cães e gatos localizado no Piso Boulevard. A operação oferece serviços de higiene e estética, além de produtos específicos para os pets, roupas e acessórios, permitindo que os cuidados com os animais sejam incorporados à rotina dos tutores.

    “Ser pet friendly vai além de permitir a circulação dos animais. É também oferecer serviços que contribuam para a rotina e o bem-estar dos pets e de seus tutores. No Continental, temos operações especializadas que atendem diferentes necessidades, desde cuidados de higiene e estética até serviços de saúde e diagnóstico veterinário”, afirma Carolina Moura, gerente de Marketing do Continental Shopping.

    A presença dos pets no dia a dia também acompanha uma transformação na relação entre animais e seus tutores. Cães e gatos passaram a ocupar um espaço importante na rotina das famílias, o que aumenta a busca por serviços especializados de saúde, higiene, estética e bem-estar.

    No Continental Shopping, essa mudança se traduz em uma estrutura que permite aos tutores encontrar, em um mesmo endereço, serviços e produtos voltados aos cuidados dos animais, integrando as necessidades dos pets à rotina de quem vive na zona oeste de São Paulo.

    Para os tutores que desejam estender o passeio, algumas operações de alimentação do shopping também recebem clientes acompanhados de seus pets. Entre elas estão o Rock&Ribs e o Cabana Burger, que permitem incluir os animais na programação durante a visita ao empreendimento. 

  • Esfriou? O comportamento do seu cachorro pode mudar completamente


    Médica-veterinária do CEUB orienta como manter o bem-estar dos animais durante os períodos de baixas temperaturas

    Com a chegada das frentes frias e queda bruscas de temperaturas, mudanças no comportamento dos cães tornam-se mais frequentes. Menos disposição para passeios, aumento do tempo de descanso e busca constante por locais aquecidos estão entre os principais sinais observados pelos tutores durante os períodos de baixas temperaturas.

    Segundo a professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Rafaela Barbosa, o frio impacta diretamente a rotina e o comportamento dos animais. “Assim como os humanos, muitos cães ficam menos ativos em dias frios. A redução de exercícios físicos e estímulos mentais pode provocar ansiedade, irritação e até comportamentos destrutivos”, explica.

    A especialista alerta que cães que passam muito tempo sem atividades podem apresentar latidos excessivos, mastigação de objetos, inquietação e alterações no sono. “Quando há acúmulo de energia e pouca estimulação, o animal tende a manifestar isso dentro de casa. Por isso, é importante adaptar a rotina mesmo nos dias mais frios”, afirma Rafaela.

    Entre as recomendações estão manter brincadeiras em ambientes internos, oferecer brinquedos interativos e realizar pequenos treinos ao longo do dia. “Jogos de busca, enriquecimento ambiental e atividades rápidas ajudam a estimular o cão física e mentalmente, reduzindo o estresse e melhorando o bem-estar”, destaca a professora do CEUB.

    A docente também chama atenção para os cuidados com animais mais sensíveis, como filhotes, cães idosos e pets com problemas articulares. “Esses animais precisam de ambientes aquecidos e exercícios de menor impacto. Além disso, mudanças bruscas de temperatura podem afetar ainda mais a saúde deles”, ressalta.

    Outro ponto de atenção é a hidratação. Embora o consumo de água costume diminuir durante o inverno, ela continua sendo fundamental para o bom funcionamento do organismo. Além disso, a redução da atividade física pode influenciar o gasto energético dos animais, exigindo acompanhamento dos tutores em relação à alimentação e ao peso corporal.

    Para a especialista, observar mudanças de comportamento durante o inverno é essencial para garantir qualidade de vida aos pets. “Caso o tutor perceba sinais persistentes de ansiedade, apatia, desconforto ou alterações importantes na rotina do animal, o ideal é procurar acompanhamento veterinário para evitar agravamentos”, conclui Rafaela.

    Recomendações para manter o bem-estar dos cães durante o inverno

    • Mantenha a rotina de atividades: mesmo nos dias frios, reserve momentos para brincadeiras e exercícios. Caso os passeios sejam reduzidos, estimule o pet dentro de casa com jogos e desafios.
    • Invista em brinquedos interativos: brinquedos recheáveis, tapetes de farejar e atividades de enriquecimento ambiental ajudam a gastar energia e evitam o tédio.
    • Ofereça um local aquecido para descanso: disponibilize camas, mantas e espaços protegidos do vento e da umidade, especialmente para filhotes, idosos e cães de pelo curto.
    • Observe mudanças de comportamento: apatia, excesso de sono, irritabilidade, latidos frequentes ou destruição de objetos podem indicar necessidade de mais estímulos ou até desconforto físico.
    • Mantenha a hidratação: durante o frio, alguns cães tendem a beber menos água. É importante estimular o consumo e manter os recipientes sempre limpos e abastecidos.
    • Redobre a atenção com cães idosos: animais com problemas articulares podem sentir mais desconforto nas baixas temperaturas. Nesses casos, o acompanhamento veterinário é fundamental.
    • Acompanhe a alimentação: com a redução das atividades físicas, alguns cães podem gastar menos energia. O tutor deve observar o peso do animal e seguir as orientações do médico-veterinário.
    • Procure ajuda especializada quando necessário: se o animal apresentar mudanças persistentes de comportamento, sinais de dor, ansiedade ou apatia, a avaliação veterinária é indispensável.
  • Por que fogos de artifício assustam cachorros e gatos?

    Toda virada de ano a história se repete: donos de cães e gatos divulgam, em cartazes nas ruas ou postagens nas redes sociais, a fuga de seus bichinhos de estimação, que sumiram assustados durante a queima de fogos no réveillon. O problema é tão grave que motivou a proibição de fogos de artifício com som alto em cidades como São Paulo, Cuiabá, Campo Grande, Curitiba e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal. A medida beneficia não só animais, mas também idosos, autistas, bebês e enfermos.

    Os cães têm a capacidade auditiva maior que a dos humanos e, para eles, barulhos acima de 60 decibéis, que equivale a uma conversa em tom alto, podem causar estresse físico e psicológico, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). O ouvido canino é capaz de perceber uma frequência maior de sons, se comparado a humanos, e podem detectar sons quatro vezes mais distantes. Por esse motivo, a queima de fogos com barulho, em comemorações como o réveillon, torna-se um momento de desespero para os animais, silvestres e domésticos.

    “Esse é um problema seríssimo”, diz o médico-veterinário Daniel Prates, proprietário de uma clínica no Distrito Federal. “Já atendi um cão que atravessou uma vidraça [durante a queima de fogos]. Chegou aqui cheio de cacos de vidro enfiados na região de rosto, peito e pescoço. Por sorte não cortou a jugular ou entrou vidro nos olhos. Também atendi o caso de um cão que morreu de infarto”, conta.

    Além disso, Prates adverte sobre os riscos de fuga do animal e de acidentes. “Já recebemos um cachorro que saiu pelo portão assustado, atravessou a rua e o carro pegou”. Ele recomenda aos donos de animais muito sensíveis uma atenção especial na hora da queima de fogos. “Aconselho deixá-los à vontade perto dos donos, que é onde eles se sentem mais seguros. Se forem presos sozinhos ou deixados do lado de fora da casa pode ocorrer acidentes horríveis”.

    Segundo a médica-veterinária Kellen Oliveira, presidente da Comissão de Bem-Estar Animal do CFMV, muitos filhotes acabam sofrendo um “erro de sociabilização”, que precisa ocorrer no período entre 21 a 90 dias de vida dos cães e gatos, e desenvolvem fobias, sobretudo a sons altos como fogos de artifício e trovoadas.

    “Para isso, alguns animais devem passar por um processo de dessensibilização ou contracondicionamento. E muitos que infelizmente não passam por esse processo podem vir a óbito por vários motivos. Aos tutores que sabem que seus animais têm fobia a ruídos a gente pede uma atenção especial agora no final do ano”, orienta.

    Dicas

    Mesmo com leis municipais proibindo fogos com estampido (sons de tiro), eles ainda podem ser ouvidos em grandes comemorações ou dias de final de campeonato de futebol. Por isso, é importante que as pessoas tomem algumas providências para atenuar o impacto do barulho excessivo nos seus bichinhos de estimação. “Nesse momento não dá para fazer uma dessensibilização, mas a gente tem outras técnicas que podem ser utilizadas que amenizam o sofrimento dos animais”, lembra Kellen Oliveira. O CNMV oferece algumas dicas importantes.

    Primeiro, é importante manter o animal identificado, com plaquinha na coleira contendo número de telefone e e-mail. Em caso de fuga do bichinho, a chance de recuperá-lo é maior.

    Outra dica está na preparação de um ambiente acolhedor para o animal. “Prepare o ambiente e acostume seu animal a um espaço fechado, que abafe o som dos fogos. Pode ser um quarto, a lavanderia ou a garagem. Não deixe seu pet em sacadas, perto de piscinas ou em correntes”, aconselha a entidade. Vale lembrar que os pássaros criados em gaiolas também devem ser protegidos.

    Esse espaço deve conter “tocas”, como espaços debaixo da cama ou caixas de transporte. Essas tocas devem ter objetos com o cheiro do dono, principalmente se os donos forem passar a virada do ano longe de seus animais. Os gatos, por sua vez, gostam de se esconder em lugares altos, como no alto de armários ou prateleiras.

    Outra dica do CNMV é não deixar comida à vontade para seu animalzinho. Se você alimenta seu cão duas vezes por dia, o alimente pela manhã normalmente e prepare brinquedos recheáveis com as comidas preferidas dele para fornecer próximo da hora de maior intensidade dos fogos. Ossos naturais bem grandes, para evitar engasgamentos, podem ser opções. O objetivo é ele estar motivado a se entreter com os brinquedos e ficar menos preocupado com o barulho.

    Caso seu animalzinho fique muito estressado, desesperado e tenha convulsões ou tente fugir por portas e janelas, uma alternativa é usar medicamentos calmantes. Converse com um veterinário a respeito. O importante é chegar em 2022 com seus bichinhos de estimação seguros e acolhidos.

    Fonte: O Tempo

  • Fogos de artifício incomodam somente os cachorros?

    Fogos de artifício incomodam somente os cachorros? Entenda como pode impactar outros animais 

    A Coordenadora do Curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera explica que é essencial adotar medidas preventivas para proteger todos os animais durante as celebrações 

    Ano após ano, tem se tornado mais comum a conscientização do impacto dos fogos de artifícios nos cachorros, entretanto, há uma ampla variedade de animais que são afetados. A Coordenadora do Curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera destaca que, desde cachorros e gatos, que são os principais animais domésticos, até animais de fazendas e silvestres podem sofrer durante esse período do ano. 

    “A sensibilidade auditiva dos pets, como gatos e cães, pode levar a reações extremas de medo e ansiedade, enquanto animais silvestres e de fazenda podem sofrer estresse severo, resultando em comportamentos perigosos e problemas de saúde”, comenta Ranna Sousa, Coordenadora do Curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera. 

    Para minimizar os impactos dos fogos de artifício em todos os animais, é essencial adotar medidas preventivas como criar ambientes seguros e confortáveis para pets, evitar soltar fogos perto de áreas naturais e habitats de animais silvestres, e manter animais de fazenda em abrigos protegidos. “Promover a conscientização sobre os efeitos negativos dos fogos pode incentivar práticas alternativas de celebração, garantindo o bem-estar de todos os animais durante as festividades”, reforça a docente da Faculdade Anhanguera. 

    Entenda como os fogos de artifício impactam diferentes espécies: 

    Impacto em Cachorros 

    Os cachorros são conhecidos por sua sensibilidade auditiva e os fogos de artifício podem causar medo extremo, ansiedade e estresse. Os ruídos altos e inesperados podem levar a comportamentos como tremores, latidos excessivos, tentativa de fuga e até problemas de saúde como taquicardia e convulsões. 

    Impacto em Gatos 

    Embora os gatos também sejam afetados pelos fogos de artifício, suas reações podem ser menos visíveis. Gatos tendem a se esconder em lugares seguros quando estão assustados, mas o estresse causado pelos ruídos pode levar a problemas comportamentais e de saúde, como perda de apetite e agressividade. 

    Impacto em Animais Silvestres 

    Os animais silvestres são especialmente vulneráveis aos fogos de artifício. Aves podem abandonar seus ninhos, deixando ovos e filhotes desprotegidos. Mamíferos, como coelhos e veados podem entrar em pânico e fugir, aumentando o risco de acidentes. Além disso, o estresse causado pelos fogos pode afetar a reprodução e a sobrevivência desses animais. 

    Impacto em Animais de Fazenda 

    Animais de fazenda, como cavalos, vacas e galinhas, também podem ser impactados negativamente pelos fogos de artifício. O barulho pode causar pânico e levar a comportamentos perigosos, como tentativas de fuga e colisões. Em casos extremos, o estresse pode afetar a produção de leite e ovos.

  • Seu cachorro fica te encarando parado?

    Seu cachorro fica te encarando parado? Especialistas explicam o motivo

    Seu cachorro fica te encarando parado? Saiba o que esse comportamento revela sobre emoções, vínculo e comunicação silenciosa.

    Você já teve a sensação de estar sendo observado e, ao virar, se deparou com seu cachorro parado, te encarando em silêncio? Essa cena comum para quem vive com cães costuma gerar curiosidade — e até certo desconforto. Mas segundo especialistas em comportamento animal, o motivo desse comportamento vai muito além de um simples pedido de petisco. O olhar fixo dos cães esconde um universo de significados emocionais e instintivos que surpreende até tutores experientes.

    Por que o cachorro te encara por tanto tempo?

    A primeira explicação é instintiva. Cães evoluíram ao lado dos humanos por milhares de anos e, nesse tempo, aprenderam a ler expressões faciais e a usar o olhar como forma de comunicação. Diferente dos lobos selvagens, os cães domesticados mantêm contato visual com os humanos sem demonstrar agressividade. Pelo contrário: esse comportamento está associado à criação de vínculo e confiança.

    Contato visual libera hormônio do amor

    Pesquisas realizadas por cientistas japoneses demonstraram que quando um cão encara seu tutor por alguns segundos, ambos produzem mais ocitocina — o chamado “hormônio do amor”. Esse hormônio está ligado ao afeto e ao apego, o mesmo liberado entre mães e filhos humanos. Por isso, o olhar fixo do seu cachorro pode ser uma espécie de “abraço visual”, uma tentativa de estreitar o laço emocional entre vocês.

    Ele está tentando entender como você está

    Cães são extremamente sensíveis ao estado emocional dos humanos. O olhar fixo pode ser uma tentativa de ler suas emoções. Seu cachorro consegue perceber se você está triste, nervoso ou animado apenas observando seu rosto, tom de voz e até postura corporal. Quando ele te encara, pode estar perguntando em silêncio: “está tudo bem aí com você?”.

    Esse comportamento é mais comum em lares onde há uma conexão emocional forte com o pet. Cães que convivem de perto com a família aprendem a usar o olhar como uma forma de oferecer suporte, conforto e, claro, buscar interação.

    Seu cachorro quer algo — e sabe que você vai entender

    Outra explicação possível é que o cachorro aprendeu que esse gesto gera resultado. Quando ele te encara e você automaticamente oferece um petisco, faz carinho ou convida para um passeio, ele associa o comportamento à recompensa. Isso é um exemplo claro de condicionamento. E sim, muitos cães usam o olhar como estratégia para conseguir o que desejam — e funciona muito bem!

    Fonte: Giro Marília

  • Benefícios dos sapatos para cachorros

    Charmosos e fofos, os sapatos para cachorros também são itens importantes para a saúde dos pets. Eles ajudam a evitar o acúmulo de sujeira nos pelos das patas e protegem contra o excesso de calor em asfaltos e pisos cimentados, evitando queimaduras.

    “Os sapatinhos desenvolvidos para cães possuem solados antiderrapantes, que impedem o animal de escorregar em superfícies lisas”, explica a médica-veterinária Ivana Carvalho. No caso de animais idosos com problemas de equilíbrio, a profissional explica que eles podem se beneficiar da ação antiderrapante, conseguindo mais estabilidade na locomoção.

    Proteção contra sujeiras nas ruas

    Em regiões altamente urbanizadas, é comum que os pavimentos acumulem resíduos diversos, como poeira, óleos de combustíveis e partículas liberadas pelo desgaste de pneus. Esses resíduos podem se fixar nas patinhas dos cães durante os passeios, tornando-se uma fonte de contaminação. 

    Como os cachorros têm o hábito natural de se lamber para se limpar, acabam ingerindo essas substâncias, o que pode representar riscos à saúde ao longo do tempo. A exposição contínua a esses elementos pode levar a problemas digestivos, intoxicações ou até mesmo complicações mais sérias. Por isso, o uso dos sapatos pode ser uma vantagem para proteger os animais.

    Utilize os sapatos somente quando necessário

    A veterinária Ivana Carvalho alerta para o uso contínuo dos sapatinhos por períodos prolongados, pois podem impedir o desgaste natural das unhas, deixar a pele das patas excessivamente finas e com umidade entre os dedos, favorecendo a proliferação de fungos.

    “Os cães transpiram através da pele das patas e utilizam o contato com superfícies frias para manter um controle interno de temperatura. Portanto, isolar completamente as patinhas por períodos longos pode ser prejudicial para a saúde dos cãezinhos”, explica.

    Por isso, mantenha o cachorro com sapato somente durante as atividades de passeioEm casa, o animal deve permanecer com as patas livres. 

    Deixe as patas confortáveis

    É importante que o tutor saiba o tamanho da pata do cachorro, pois cada sapato possui um formato que varia conforme o porte do animal. “Estão disponíveis os tamanhos PP, P, M, G, GG. Como diferentes raças possuem diversidade no comprimento das patinhas, é necessário experimentar o sapatinho e verificar se o modelo não causa restrição de movimentos nas articulações”, finaliza a veterinária Ivana Carvalho.

    Fonte: Tribuna

  • Quatro dicas para aliviar o estresse em cachorros durante o período de chuvas

    As fortes chuvas acendem um alerta ao tutor, que vê seu pet sofrendo por estresse devido aos ruídos provenientes das trovoadas. Pensando nisso, veterinária da Boehringer Ingelheim apresenta quatro dicas que auxiliam no relaxamento do cachorro 

     

    O final do ano é um período marcado por fortes chuvas em todo o país, principalmente em dezembro, com a chegada do verão. Entre os que mais sofrem com essa situação estão nossos animais de estimação, principalmente os cães, que podem se assustar facilmente com os raios e trovões. 

     

    Durante um episódio de estresse, o cachorro demonstra diversas características que devem ser observadas pelos tutores. As principais são: tremores excessivos, tentativas de fuga, perda de apetite, respiração rápida, latidos frequentes e inquietação. 

     

    Para auxiliar os tutores nessa situação, Karin Botteon, médica-veterinária e gerente técnica da área de pets da Boehringer Ingelheim, apresenta quatro dicas fundamentais para ajudar a relaxar o cão em um momento de tensão: 

     

    • Medicamentos naturais ou farmacêuticos 

     

    A utilização dos feromônios, como aqueles análogos sintéticos do odor materno por exemplo, estão disponíveis no formato de spray ou difusores e ajudam os cães a se sentirem seguros e protegidos no ambiente, sendo uma excelente opção para acalmar os pets. Outra estratégia que pode ser aplicada é a suplementação com produtos naturais (como triptofano, passiflora, dentre outros) ou até mesmo medicamentos que podem aliviar o estresse. Porém, o uso destas ferramentas é indicado apenas com orientação veterinária.  

     

    • Fones de Ouvido para Cachorros 

     

    Já existem no mercado fones ou tampões de ouvidos específicos para cachorros, sendo uma ótima opção para abafar os ruídos das chuvas. No entanto, quando os cães não estão habituados a usar esse tipo de equipamento, é fundamental que o tutor realize um treinamento prévio para que o animal se acostume e não rejeite os fones.

     

    • Mantenha seu cão distraído e entretido durante a chuva 

     

    Criar um ambiente agradável, fechando cortinas e janelas, diminuir a luz do ambiente e o uso de caminhas ou casinhas confortáveis, é de extrema importância. Ligar a TV ou colocar músicas relaxantes no ambiente pode ajudar a distrair o cão durante a tempestade também pode ser útil. O uso de brinquedos interativos, especialmente aqueles que liberam ração ou petisco, é ainda mais indicado, pois desvia a atenção do animal dos ruídos. 

     

    • Treinamento é a chave para o sucesso 

     

    Idealmente, o treinamento para estas situações deve ser iniciado desde filhote e o tutor pode utilizar vídeos com sons de chuva e trovoadas durante interações positivas como brincadeiras e petiscos, de forma que o cão associe aqueles sons a algo que o deixa feliz e relaxado. A intensidade dos ruídos (volume dos sons) deve ser gradativamente aumentada durante o período de treinamento para que não haja um susto ou estresse ao primeiro contato com os ruídos. 

     

    No entanto, se o cão já é adulto, praticar comandos básicos como “sentar” e “deitar”, durante a tempestade com o auxílio de petiscos e brincadeiras, pode auxiliar na distração do cão, exigindo foco e concentração e redirecionando sua atenção do medo para uma atividade que requer esforço físico e mental.

     

    Além dessas estratégias, a especialista ressalta a importância do tutor se sentir calmo durante toda essa situação, já que o cachorro pode perceber a ansiedade do dono e se estressar ainda mais. “O primeiro passo para que o cão se sinta seguro é entender que os humanos nãos estão aflitos com a situação. Antes de realizar qualquer interação, certifique-se de estar calmo e converse com seu pet de maneira reconfortante e em um tom suave. Isso fará total diferença durante o episódio”, complementa Botteon. 

     

    Em casos mais graves, quando os métodos descritos não acalmam o animal, é recomendado consultar um médico-veterinário comportamentalista. O profissional poderá apresentar novos caminhos personalizados para auxiliar no controle da ansiedade durante crises mais intensas. 

     

  • Vacina contra raiva não é só no mês do Cachorro Louco

    A doença, que é fatal para animais e humanos, pode ser transmitida em qualquer época do ano

    No Brasil, agosto é o período do ano em que as cadelas mais entram no cio, o que provoca uma reação agressiva nos machos, por essa razão, agosto ficou conhecido como o Mês do Cachorro Louco e assim foi associado às campanhas de vacinação contra a raiva. Os cães, em disputa pelas fêmeas, se mordem e podem propagar mais rapidamente a raiva, doença viral, sem cura, que afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo humanos.

    Porém, a ciência já comprovou que a doença pode ser transmitida em qualquer época do ano e a tradição de associar o mês de agosto à raiva foi mantida apenas como forma de chamar a atenção da população para uma questão que é de saúde pública.

    Portanto, a vacinação deve ser realizada a qualquer tempo, pois a doença não tem cura e só a vacina é capaz de evitar o contágio. A taxa de mortalidade da raiva é de 100%, após surgirem os sintomas, tanto em pessoas quanto em animais. “Como mamíferos, cães e gatos de estimação estão suscetíveis à doença que provoca uma série de sintomas graves, incluindo agressividade e paralisia. Por isso, donos de pets têm todos os motivos para não se descuidarem do calendário de vacinação”, alerta a médica-veterinária, Emilene Prudente, gerente de produtos da Zoetis.

    A vacinação de cães e gatos é a principal estratégia de controle, pois impede que o vírus da raiva circule entre os animais domésticos e humanos. No Brasil, graças às campanhas de vacinação, o número de casos de raiva em humanos diminuiu significativamente nas últimas décadas, mas, como no caso de outras doenças, se não houver engajamento dos tutores de animais de estimação pode haver retrocessos. Portanto, independentemente do mês, é importante lembrar que ao vacinar cães e gatos, evita-se a disseminação de uma doença que provoca muito sofrimento e é fatal.

  • 6 dicas para escolher um cachorro que se adapte bem em apartamento

    Entenda os fatores essenciais para garantir que seu cão viva feliz e saudável em espaços reduzidosDivulgação: Freepik

    Escolher um cachorro para viver em apartamento requer uma análise cuidadosa, levando em consideração não apenas a estética, como o tamanho, mas também o temperamento, energia e necessidades específicas da raça, garantindo que tanto o animal quanto os moradores estejam felizes e confortáveis. Segundo dados do IBGE, aproximadamente 46% dos lares brasileiros possuem um cão, sendo muitos deles dentro de apartamentos.

    Porém, nem todos se adaptam bem a ambientes pequenos e, por isso, a escolha certa pode fazer toda a diferença na convivência e na qualidade de vida. Além dos aspectos comportamentais e físicos do pet, é fundamental considerar as regras e regulamentos do condomínio onde se mora. Alguns prédios têm restrições em relação ao tamanho, à quantidade de animais permitidos por apartamento, ou até mesmo exigências sobre o comportamento dos pets nas áreas comuns.

    “Estar ciente desses pontos e escolher um animal que se encaixe nesses critérios é essencial para evitar problemas futuros e garantir uma convivência tranquila tanto para os moradores quanto para os vizinhos”, destaca Felipe Muniz, professor de Medicina Veterinária no Centro Universitário Newton Paiva. Pensando nisso, o especialista separou algumas dicas que podem ajudar a escolher o companheiro perfeito para apartamento: 

    Tamanho: Esse é um dos primeiros aspectos a considerar. Cães de grande porte, como o Labrador ou o Golden Retriever, podem não ser os mais adequados para espaços reduzidos, a menos que recebam bastante exercício físico e estímulo mental. Raças menores, como o Shih Tzu ou Maltês, geralmente se adaptam melhor a ambientes menores devido à sua necessidade reduzida de espaço.

    Energia: Raças com alta energia, como o Terrier, necessitam de muita atividade física para evitar comportamentos destrutivos. Para apartamentos, é indicado optar por raças com um nível de energia mais moderado, que fiquem satisfeitas com caminhadas diárias e algumas brincadeiras dentro de casa, como o Bulldog Francês.

    Temperamento: Cachorros mais calmos e que lidam bem com a solidão tendem a se adaptar melhor a ambientes menores e a rotinas onde passam mais tempo sozinhos. Raças como o Maltês, Shih Tzu, Yorkshire e Chihuahua são conhecidas por seu comportamento tranquilo e afetuoso, o que as torna ótimas companhias para a vida em apartamento.

    Latido: A quantidade de barulho que um cão faz é especialmente importante em ambientes onde os vizinhos estão próximos. Raças conhecidas por serem mais silenciosas, como o Bulldog e o Maltês, são opções para evitar problemas com barulho excessivo. “É importante ressaltar que o latido faz parte do comportamento natural dos cães, sendo um meio de comunicação. Assim, independentemente da raça, o latido ocorrerá em algum momento”, pontua o especialista.

    Sociabilidade: Se o cachorro precisar conviver com outros animais ou com pessoas que visitam frequentemente o apartamento, a sociabilidade da raça deve ser levada em consideração. Algumas raças, como o Beagle, são conhecidas por serem sociáveis e gostarem de interagir com outros animais e pessoas, o que pode ser uma vantagem em ambientes compartilhados.

    Treinamento: A capacidade do cão de ser treinado também é um fator a considerar. Em um ambiente limitado, a obediência é fundamental para evitar problemas. Raças como o Border Collie e o Labrador são altamente treináveis, mas exigem bastante estimulação, são grandes e enérgicos para o convívio em apartamento. Já o Shih Tzu, apesar de menos treinável, pode se adaptar bem a regras básicas em um condomínio.

    Escolher um companheiro para viver em um apartamento é uma decisão importante que influencia tanto a qualidade de vida do animal quanto a do dono. Por isso, a decisão deve ser tomada com cuidado, levando em conta todas essas dicas para garantir a harmonia no lar. Cada animal tem suas particularidades, e entender as necessidades específicas do pet é o primeiro passo para uma escolha acertada. “E se você não tem a disponibilidade, trabalha o dia inteiro fora e chega em casa cansado, talvez não seja o melhor momento para se ter um cão, podendo, de repente, buscar outro pet que não seja tão dependente”, finaliza o especialista.