Grupo GSH adota novos critérios para doação de sangue

Grupo GSH adota novos critérios para doação de sangue, de acordo com a nova portaria do Ministério da Saúde

A partir de outubro mais pessoas poderão estar aptas a doar sangue, graças à atualização dos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde para a doação em todo o país. A Portaria GM/MS nº 11.685/2026 revisa diferentes situações que anteriormente impediam a doação por períodos mais longos ou até de forma definitiva, tornando as regras mais específicas para determinados casos e ampliando a possibilidade de participação de voluntários, sem abrir mão da segurança transfusional.


O Grupo GSH, referência nacional em hemoterapia, já está devidamente alinhado às novas determinações e preparou suas equipes e processos para a aplicação dos novos critérios a partir da data de entrada em vigor da portaria. A atualização inclui mudanças na avaliação clínica dos candidatos, nos períodos de inaptidão e na análise de situações relacionadas a medicamentos, procedimentos, doenças e viagens.


“Uma atualização como essa é importante porque acompanha a evolução do conhecimento médico e permite que situações que antes eram tratadas de maneira mais restritiva possam ser avaliadas de forma individualizada. O resultado é a possibilidade de que mais pessoas possam contribuir com a doação de sangue, sempre respeitando critérios técnicos rigorosos para proteger tanto o doador quanto o paciente que receberá a transfusão”, explica Dr. Leandro Felipe Figueiredo Dalmazzo, vice-presidente médico do Grupo GSH.


Entre as mudanças está a liberação de algumas condições clínicas que anteriormente resultavam em inaptidão definitiva. No caso das neoplasias, por exemplo, a nova regulamentação estabelece inaptidão definitiva para melanoma e neoplasias do sistema hematopoiético, como linfomas, leucemias e mielomas. Para outras neoplasias, a doação poderá ser realizada cinco anos após o término do tratamento, desde que o candidato esteja em remissão e sem doença ativa. Histórico de carcinoma in situ de colo uterino e carcinoma basocelular de pele também deixa de impedir a doação após o tratamento concluído.


“A lógica passa a ser mais específica para cada situação. Não se trata simplesmente de liberar ou impedir a doação, mas de estabelecer critérios e períodos compatíveis com o risco envolvido em cada condição. É por isso que a triagem clínica continua sendo fundamental, é ela que permite avaliar individualmente cada candidato antes da coleta”, afirma a superintendente médica do Grupo GSH, Dra. Fabiana Akil.


A revisão também reduz períodos de inaptidão em diversas situações. Quem recebeu transfusão de sangue ou teve um novo parceiro sexual, por exemplo, passa de um período de 12 meses sem doar para quatro meses. Para quem teve resfriado comum, sem febre, o prazo após o desaparecimento dos sintomas passa de sete para três dias, desde que a pessoa não esteja utilizando medicamentos.


Procedimentos como tatuagem e maquiagem definitiva também tiveram seus prazos revisados. Quando realizados em local que possa ser avaliado e esteja de acordo com as normas sanitárias, o período de inaptidão passa de 12 meses para um mês, como definido também pelo comitê médico do GSH. Para piercing, acupuntura e procedimentos estéticos invasivos, como botox, preenchimentos e microagulhamento, o período passa a ser de sete dias, desde que seja possível avaliar as condições de segurança do procedimento. Caso essa avaliação não seja possível, permanecem períodos maiores de inaptidão.


Também houve mudanças relacionadas a medicamentos. O uso de agonistas de GLP-1 injetáveis, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, passa a exigir um período de inaptidão de 14 dias após o início do tratamento ou mudança de dose, desde que o paciente não apresente sintomas de desidratação. O compartilhamento do medicamento, entretanto, determina inaptidão de quatro meses.

No caso dos anabolizantes e hormônios injetáveis, o período de inaptidão passa de seis meses para quatro meses. Quando houver prescrição médica, o candidato deve apresentar a documentação durante a triagem para avaliação da possibilidade de liberação antes desse prazo.


“A redução de alguns períodos de inaptidão representa uma oportunidade para que pessoas que já são doadoras, ou que desejam começar a doar, possam retornar mais rapidamente à condição de aptas. Mas é importante ressaltar que cada caso continua sendo avaliado pela equipe responsável pela triagem. A flexibilização dos prazos vem acompanhada de critérios objetivos para garantir a segurança do processo”, reforça Dr. Leandro.


Mais segurança na avaliação


A nova portaria também incorpora mudanças que ampliam os mecanismos de segurança da triagem. Uma delas é a inclusão do NAT para malária como teste de triagem em todas as doações de sangue. Este teste detecta o material genético do parasita causador da Malária, reduzindo o tempo de espera de 12 meses para 30 dias em doadores que visitaram áreas endêmicas e também impedindo a transmissão em casos assintomáticos.


Também foram atualizados os critérios para candidatos que viajaram ou são procedentes de regiões nacionais ou internacionais com circulação de doenças infecciosas que não são prevalentes no local da doação.

Para a malária, especificamente, a exposição a regiões de mata, bosque ou floresta passa a ser considerada na avaliação, assim como episódios recentes de febre ou suspeita da doença.


“A informação fornecida pelo candidato durante a triagem é uma das ferramentas mais importantes para a segurança transfusional. Por isso, é fundamental informar corretamente o histórico de saúde, medicamentos utilizados, viagens, procedimentos realizados e qualquer outra situação questionada pela equipe. A avaliação médica considera esse conjunto de informações para determinar se a doação pode ser realizada com segurança”, explica Dra. Fabiana.


A nova regulamentação também altera critérios relacionados a histórico de hepatite viral, malária, hemocromatose, hipertireoidismo, cirurgia bariátrica, procedimentos endoscópicos, úlcera péptica, uso de PrEP e PEP, transplantes e terapia gênica, entre outras situações.


Principais mudanças:

Entre os critérios atualizados pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026 estão:

  • Doadores acima de 70 anos: doadores de repetição podem continuar doando, mediante requisitos específicos e avaliação médica;
  • Transfusão de sangue e novo parceiro sexual: período de inaptidão reduzido de 12 para quatro meses;
  • Resfriado comum sem febre: período reduzido de sete para três dias após o desaparecimento dos sintomas, sem uso de medicamentos;
  • Tatuagem e maquiagem definitiva: período reduzido de 12 meses para um mês, quando o local puder ser avaliado e estiver regulamentado;
  • Piercing, acupuntura e procedimentos estéticos invasivos: período de sete dias, desde que seja possível avaliar as condições de segurança;
  • Cirurgia bariátrica: período reduzido de 12 para seis meses, desde que o candidato não apresente anemia;
  • Procedimentos endoscópicos: período reduzido de seis para quatro meses;
  • Anabolizantes e hormônios injetáveis: período passa de seis para quatro meses, observadas as condições previstas na nova norma;
  • Agonistas de GLP-1 injetáveis: inaptidão de 14 dias após início ou mudança de dose, desde que não haja sintomas de desidratação;
  • Malária: novos critérios de elegibilidade e inclusão do NAT para malária na triagem de todas as doações;
  • Neoplasias: revisão dos critérios, com possibilidade de doação em determinadas situações após o tratamento e período de acompanhamento;
  • Hemocromatose: deixa de ser impedimento definitivo para a doação, observadas as orientações sobre a frequência das doações;
  • PrEP e PEP: inaptidão de 4 meses a contar da última dose oral ou 2 anos se for uso injetável.

As novas regras entram em vigor em outubro de 2026 e serão aplicadas em todos os bancos de sangue do Grupo GSH ((confira as localizações neste link), em conformidade com as determinações do Ministério da Saúde.


Em São Paulo, o GSH Banco de Sangue atende nos seguintes endereços:

  • Unidade Paraíso: Rua Tomás Carvalhal, 711, bairro Paraíso – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;
  • Unidade Bela Vista | Hospital BP, Rua Maestro Cardim 769, Bela Vista (Portaria 2) – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados; 
  • Unidade Santo André, Av. Dom Pedro II, 877 (Próximo ao Parque Celso Daniel), atende de segunda a sábado, das 7h às 12h.