Crescimento de problemas digestivos persistentes em gatos e cães acende alerta

Crescimento de problemas digestivos persistentes em gatos e cães acende alerta e reforça papel da nutrição, segundo pesquisa

Vômitos, diarreia, alterações no apetite e perda de peso estão entre os sinais de enteropatia crônica; 95% dos Médicos-Veterinários relatam aumento dos casos nos últimos dois anos

Créditos: Divulgação/ROYAL CANIN®

Um levantamento inédito encomendado pela ROYAL CANIN® e conduzido pela Censuswide revela dados de atenção sobre a saúde gastrointestinal de gatos e cães no Brasil. A pesquisa, realizada com 1.000 tutores e 100 Médicos-Veterinários, destaca os desafios do diagnóstico da enteropatia crônica, caracterizada por sinais gastrointestinais persistentes ou recorrentes por três semanas ou mais, como vômitos, diarreia, alterações no apetite, perda de peso, excesso de gases, alterações nas fezes e desconforto abdominal.

Mais da metade dos responsáveis ouvidos na pesquisa (61%) relata que seus gatos ou cães já apresentaram esses sinais de forma prolongada ou recorrente. O dado chama atenção para uma condição ainda pouco conhecida: 64% dos entrevistados nunca ouviram falar em enteropatia crônica. Além da duração e da frequência dos episódios, alguns sinais merecem atenção especial, como sangue nas fezes, dor aparente, apatia intensa, vômitos repetidos ou dificuldade de manter alimento ou água. Como os sinais podem se confundir com os de outras doenças, a consulta com um Médico-Veterinário é essencial para investigar as causas e estabelecer o diagnóstico correto.

“Os responsáveis conhecem a rotina e o comportamento dos seus pets e, por isso, podem perceber mudanças que fogem do habitual. Observar alterações recorrentes no apetite, no peso, nas fezes ou na disposição, registrar essas ocorrências e compartilhar as informações com o Médico-Veterinário pode contribuir para uma investigação mais completa”, afirma Letícia Tortola, Médica-Veterinária e Especialista em Comunicação Científica da Royal Canin Brasil.

Na visão dos profissionais, o cenário também chama atenção: 95% dos Médicos-Veterinários perceberam aumento nos casos de enteropatia crônica nos últimos dois anos e todos afirmaram já ter se deparado com a condição na prática. Os números representam a percepção dos entrevistados e não o total de casos registrados no país.

A alimentação também aparece como parte importante dos cuidados com a saúde digestiva. Embora 98% dos responsáveis pelo pet reconheçam que ela é essencial para a saúde, apenas 35% utilizam um alimento coadjuvante. Entre os profissionais brasileiros ouvidos, 30% citam a nutrição como abordagem inicial para o tratamento da enteropatia crônica.

Quando o animal apresenta alterações digestivas, 78% dos responsáveis afirmam recorrer a medicamentos e 37% a alimentos preparados em casa. Qualquer mudança na alimentação ou no tratamento, porém, deve ser feita com orientação veterinária. Preparações caseiras, como frango e arroz, não oferecem todos os nutrientes necessários, podendo causar deficiências nutricionais quando utilizadas por longos períodos. Para serem completas e balanceadas, precisam ser formuladas por um especialista em nutrição de cães e gatos.

“A recomendação nutricional não termina na escolha do alimento. É importante que o responsável pelo pet entenda por que ele foi indicado, quanto e como oferecê-lo e o que observar na resposta do animal. Em alguns casos, o Médico-Veterinário poderá utilizar diferentes estratégias nutricionais até encontrar a mais adequada”, complementa Letícia.

A pesquisa mostra ainda os desafios da adesão ao tratamento nutricional. Enquanto os Médicos-Veterinários apontam a aceitação do alimento (34%) e o acesso à dieta (32%) como os principais entraves, 30% dos responsáveis citam a falta de informação clara como a maior dificuldade para seguir a recomendação.

Os chamados alimentos coadjuvantes são formulados para oferecer suporte nutricional a necessidades específicas de saúde e devem ser utilizados com orientação veterinária. Para gatos e cães com necessidades digestivas, a linha Gastrointestinal da ROYAL CANIN®, a mais completa do mercado, reúne versões secas e úmidas de alta digestibilidade e alta palatabilidade e diferentes formulações de acordo com a condição de cada animal, incluindo opções com teor reduzido de gordura, fibras específicas, proteínas hidrolisadas e prebióticos.

Em alguns casos, também pode ser indicada a alimentação combinada, com a oferta de alimentos secos e úmidos da mesma versão. Quando orientada pelo Médico-Veterinário, essa combinação pode favorecer a aceitação do alimento e contribuir para a ingestão de água, respeitando as quantidades adequadas para cada animal.

Para mais informações sobre a ROYAL CANIN®, visite o site da empresa.

***

Sobre a pesquisa

A pesquisa quantitativa, encomendada pela ROYAL CANIN®, foi conduzida online pela Censuswide entre 15 e 28 de janeiro de 2026 com 5.000 tutores de gatos e cães e 500 Médicos-Veterinários em cinco países: Brasil, China, Estados Unidos, Reino Unido e Tailândia. No Brasil, foram ouvidos 1.000 tutores, divididos igualmente entre as duas espécies, e 100 Médicos-Veterinários com 25 anos ou mais. A Censuswide segue o Código de Conduta da Market Research Society e os princípios ESOMAR.