Autor: agitosp

  • Medo de anestesia? Entenda como funciona e por quê confiar

     

    Especialista também tira as dúvidas mais comuns e revela técnicas que diminuem os efeitos colaterais do procedimento

    Se você já fez uma cirurgia, deve se lembrar de ter contado até 10 de trás pra frente e de repente acordar como se nada tivesse acontecido. Parecia que você estava apenas dormindo, mas esteve durante um bom tempo sob efeito de uma anestesia que, além de te fazer dormir, também tem a função de impedir a dor, o movimento e a formação de memórias durante um procedimento cirúrgico. 

    A anestesia funciona a partir da combinação de medicações que podem ser injetados na veia, inalados através da respiração ou aplicados em uma parte específica do corpo. A indicação da anestesia é para procedimentos em que haverá estímulo de dor ou incômodo constante. De acordo com o Dr. Luiz Fernando dos Reis Falcão, anestesiologista da Rede de Hospitais São Camilo de SP, a medicação mais forte utilizada atualmente é conhecida como opioide, que pode ser mil vezes mais potente que a morfina. “Entretanto, para evitar os efeitos colaterais da anestesia, como dificuldade de urinar, respirar e coceira, especialistas na Bélgica desenvolveram as técnicas opioide-free ou poupadora de opioides, já utilizadas no Brasil, com baixa ou nenhuma quantidade da substância, sem abrir mão da eficácia”, explica.

    As novas técnicas são indicadas principalmente para pessoas com apneia do sono, comum em obesos, pois facilita a respiração na volta da anestesia. “São perfeitas para este caso, uma vez que o opioide pode dificultar a respiração”, completa o médico.

    Tipos de anestesia

    Há dois tipos de anestesia: a geral e a regional. A anestesia geral, por exemplo, é aquela que faz dormir durante todo o procedimento. Já a regional é subdividida em anestesia de neuroeixo, aplicada na coluna para anestesiar das pernas até a barriga ou peito (como a raquianestesia e peridural) e anestesia periférica, aplicada em um nervo específico para causar efeito apenas uma parte específica do corpo. 

    Segurança

    O médico conta que o anestesista acompanha o procedimento do início ao fim. “Enquanto você está sob anestesia, ele confere a pressão arterial, frequência cardíaca, respiração e quantidade de oxigênio no sangue. Isso irá garantir a segurança da anestesia para que você possa acordar pensando que vem de um profundo sono, como se estivesse em casa”, tranquiliza o anestesiologista. 

    Veja abaixo outras dúvidas respondidas pelo médico:

    1) É possível não acordar de uma anestesia geral?

    Não, após uma anestesia geral todos devem acordar. O mito de “não acordar” é originado de casos que podem ter tido alguma complicação durante a cirurgia ou que não resistiram ao procedimento.

    2) Todo mundo pode tomar anestesia? 

    Sim, não existe contraindicação específica para receber a anestesia. O que pode acontecer é a alergia a alguma medicação, que deve ser substituída por outra com o mesmo objetivo de dormir e tirar a dor.

    3) Anestesia é totalmente segura ou pode causar alguma complicação?

    Nos dias atuais, a anestesia é muito segura. Existem diversas medicações e monitores avançados para oferecer esta confiança para médico e paciente. Entretanto, por mais seguro que o procedimento seja, existem os riscos não controláveis, como uma reação alérgica a alguma substância, por exemplo. 

    4) É verdade que quando a pessoa acorda da anestesia, ela pode não sentir os membros inferiores?

    Sim, isso pode acontecer quando a pessoa recebe a anestesia geral e na coluna (raquianestesia e peridural). A anestesia na coluna, além de tirar a dor, também retira os movimentos. É preciso lembrar, porém, que é um efeito temporário e que acaba em algumas horas, junto com a medicação.

  • Conheça 5 terapias alternativas para pets

    Utilizando recursos naturais e técnicas que não têm contra-indicações para tratar dos pets, a musicoterapia e outras técnicas ganham espaço nas clínicas veterinárias; especialista em comportamento animal Cleber Santos, da ComportPet, lista algumas delas e comenta os principais benefícios

    Créditos: Envato Elements

    São Paulo, março de 2019 – As terapias alternativas têm ajudado a tratar e amenizar as dores de muitos cães e gatos. A busca por esses métodos em clínicas veterinárias está cada vez mais alta, por isso cada vez mais veterinários procuram se especializar e indicar esses tratamentos aos animais. Na busca por soluções naturais e menos invasivas para cuidar dos seus cães, os tutores estão apostando em terapias alternativas – como a musicoterapia, os florais e o shiatsu.

     

    Essas técnicas podem fazer muito bem para a saúde do animal, visto que ajudam a fortalecer o sistema imunológico, relaxam, promovem bem-estar e mantêm o organismo funcionando em equilíbrio. “O principal benefício é não oferecer nenhum tipo de efeito colateral aos cães. Essas técnicas podem ser usadas como terapias complementares para curar o animal de uma enfermidade, por exemplo”, explica o especialista em comportamento animal Cleber Santos, da ComportPet,

     

    Além de auxiliar no tratamento de diversas doenças, alguns desses tratamentos – como a musicoterapia – são indicados também para cães agitados, estressados ou agressivos. “É fundamental que, antes de qualquer método ser aplicados no animal, o tutor procure um veterinário e um especialista em comportamento animal, para que tracem um diagnóstico conjunto e indique os tipos de terapias que serão mais benéficas para aquele cão”, explica Cleber.

     

    Saiba mais sobre algumas técnicas:

     

    Musicoterapia

     

    O método usa a música e diversos elementos sonoros – melodias, ritmos e harmonias- para promover mudanças positivas nos pets. “Através de sessões da técnica de musicoterapia, é possível diminuir o nível de estresse do animal, fazendo com que ele relaxe e responda melhor a um tratamento no processo de cura de uma doença, por exemplo.

     

    Cleber explica que não há contra-indicações, embora possa ocorrer uma piora no comportamento do pet, se o tipo de música utilizada não for adequada. “O ritmo das músicas depende da necessidade de cada bichinho. Normalmente são músicas com violinos, violão e piano. Beethoven, por exemplo, costuma ser indicado para acalmar cães agitados”, conta.

     

    As sessões de musicoterapia devem ser indicadas e realizadas por um profissional. Em um tratamento a longo prazo, podem ser ensinados alguns exercícios para o tutor fazer em casa com o cão, para complementar as sessões.

     

    Florais

     

    Essa técnica ajuda os animais em questões ligadas ao comportamento. “O tratamento, que é baseado na essência das flores, é muito usado para auxiliar os cães a equilibrarem suas emoções e atingirem maior bem estar”, explica Cleber.

     

    A terapia pode ser aplicada, por exemplo, para acalmar cães hiperativos, auxiliar no tratamento da depressão, ou fazer com que os latidos em excesso diminuam. “A terapia floral não tem contraindicações, é um tratamento suave e não causa nenhum mal ao animal”, complementa o especialista.

     

    Acupuntura

     

    Essa técnica milenar chinesa consiste na aplicação de agulhas na pele dos animais. As agulhas causam estímulos no corpo, levando ao controle ou à cura de certas doenças. “O grande auxílio com esse método pode ser dado aos pets que sofrem com problemas respiratórios, doenças dermatológicas, neurológicas, do sistema reprodutivo, musculares ou relacionados à estrutura óssea”, indica Cleber.

     

    Shiatsu

     

    Original do Oriente, pressiona pontos energéticos vitais, estimulando os órgãos internos associados à eles. “Assim como a técnica aplicada em humanos, o método é baseado na pressão dos pontos, trazendo benefícios para os cães em casos de estresse, ansiedade e agressividade. Também é útil em casos de lesões musculares, problemas respiratórios e outros desequilíbrios na saúde do cão”, diz.

     

    Reiki

     

    Esse método é descrito como cura natural por canalização de energia vital. Através das mãos do especialista, o objetivo é  restabelecer o equilíbrio físico, mental e emocional do pet. “Pode aliviar dores, atenuar efeitos colaterais de outros tratamentos e promover conforto emocional para o cão”, finaliza Cleber.

  • Sexo faz bem para a saúde? Urologista esclarece dúvidas sobre o assunto

     

    A busca pela melhora na qualidade de vida inclui alguns fatores importantes para garantir mais saúde e longevidade. Alimentação balanceada, hábitos saudáveis, prática regular de exercícios físicos e redução dos níveis de estresse no cotidiano são os caminhos mais comuns para quem pretende viver melhor.

    Mas além desses fatores, o sexo também pode ser um ingrediente interessante na rotina de quem busca uma vida mais saudável. “Além de proporcionar prazer e melhorar o humor, a vida sexual ativa também provoca o funcionamento de diversos músculos e equilíbrio no nível de alguns hormônios”, explica Dr. Emilio Sebe Filho, urologista especializado em rins, próstata e prótese e fundador da rede de clínicas Lifemen.

    Abaixo, o especialista pontua alguns benefícios do sexo. Confira:

    Melhora o estresse

    A atividade sexual é capaz de reduzir os níveis de cortisol, conhecido por hormônio do estresse.  A liberação de dopamina e endorfina no organismo durante o sexo também aumenta a sensação de prazer e bem-estar, além de diminuir o nível de ansiedade.

    Ajuda na qualidade do sono

    O sexo também é um aliado para quem procura uma boa noite de sono. “Após o orgasmo o corpo libera ocitocina e prolactina, hormônios relacionados às sensações de amor e relaxamento. Tal reação tem efeito prolongado devido a funções neurotransmissoras que agem no organismo”, explica o especialista.

    Previne problemas cardíacos

    A prática regular de sexo pode reduzir os riscos de ataques cardíacos, pois melhora o fluxo sanguíneo e a circulação. “O ato sexual pode ser comparado a um exercício físico moderado, já que há aumento nos batimentos cardíacos e na pressão arterial, além de promover o funcionamento de diversos músculos do corpo humano”, conclui Dr. Emilio.

  • Medos e dúvidas que envolvem a cirurgia da catarata

     

    A pedido da Central da Catarata (www.centraldacatarata.com.br), o médico oftalmologista e diretor do Hospital de Olhos de São Paulo (HOSP), Jorge Mitre, esclarece as principais dúvidas sobre a cirurgia. O especialista é um dos parceiros do negócio de impacto social que tem o objetivo de oferecer acesso às pessoas de baixa renda à cirurgia de catarata.

     

    Maior sensibilidade à luz, visão embaçada, sensação de neblina nos olhos, ajuste constante no grau dos óculos e percepção que as cores estão desbotadas – esses são apenas alguns dos sintomas percebidos por pacientes com catarata, doença responsável por 51% dos casos de perda de visão no planeta. Para se ter uma ideia do avanço da doença, a cada cinco segundos, uma pessoa se torna cega no mundo; no Brasil, a estimativa da Sociedade Brasileira de Oftalmologia é que existam sete milhões de pessoas com a doença. Embora o diagnóstico seja relativamente simples, a cura requer cirurgia. É aí que se encontra o principal entrave. Com receio, muitos pacientes – sobretudo os idosos –, adiam o procedimento. Para esclarecer as principais dúvidas dos pacientes, a Central da Catarata entrevistou médico oftalmologista e diretor do Hospital de Olhos de São Paulo (HOSP), Jorge Mitre.

    Segundo o médico, postergar a decisão da cirurgia envolve riscos significativos, entre eles o glaucoma. Dr. Mitre explica que a catarata muito madura e envelhecida – ou seja, quando o paciente já tem a doença por um longo período – é mais difícil de ser removida; para quebrar o cristalino, demanda o uso de maior quantidade de energia no aparelho de faco. “Isso gera mais inflamação e mais tempo para recuperar a visão. Um outro problema que ocorre é o desenvolvimento do estrabismo. Quando o paciente já não enxerga em um dos olhos, o outro naturalmente se desvia”, esclarece.

    O primeiro passo para o sucesso na cirurgia de correção da opacidade do cristalino é, segundo o oftalmologista, a escolha do local para realização do procedimento e a confiança depositada no médico. Para isso é preciso avaliar se a clínica possui bom nome no mercado – avaliação que pode ser feita verificando a qualidade das cirurgias realizadas – e que tenha um centro cirúrgico adequado, pois caso haja alguma complicação o médico poderá sanar rapidamente.

    Além disso, o oftalmologista, ainda em consulta, deve esclarecer, com convicção, todas as dúvidas sobre o procedimento: como será a anestesia, cuidados no pós-operatório, se causa dor, quando voltará a enxergar, entre outros questionamentos. Desmistificando a catarata, o tratamento humanizado aumenta ainda mais a confiança do paciente para realização da cirurgia de catarata. “Quando isso acontece, o paciente chega convicto no dia da cirurgia, pois ele já rompeu todas as barreiras do medo”, conta o especialista.

    Um longo trajeto para voltar a enxergar

    São 1.967 quilômetros e 32 horas de viagem de Biritinga, interior da Bahia, à cidade de São Paulo. A possibilidade de voltar a enxergar – com segurança e um preço acessível –, motivou Maria das Graças Souza, 65 anos, a enfrentar o longo trajeto para realizar a cirurgia pela Central da Catarata. A aposentada enfrentava dificuldades para costurar e realizar os afazeres domésticos sozinha, mas a perda da visão revelou um problema ainda mais sério. Durante o diagnóstico da catarata, os exames alertaram para alta concentração de glicose no sangue. 

    Marlene Souza, filha da aposentada, conta que após a cirurgia, a qualidade de vida da mãe melhorou muito; hoje, ela toma mais cuidado com a alimentação e a saúde – e voltou a costurar sem o uso dos óculos. “Assim que minha mãe saiu da sala de cirurgia, ela já voltou a enxergar.  Parecia uma criança, testando cada olho, enxergando as cores. Todos nós choramos de felicidade ao ver ela enxergando novamente”, relembra emocionada.

    Na percepção do dr. Mitre, além da catarata, os pacientes chegam com outras doenças silenciosas. “É impressionante a patologia que os pacientes apresentam e nem sabem. Recebemos diariamente pessoas que estavam muito tempo sem opção para realizar a cirurgia; são pacientes idosos que não têm convênio ou condições de serem operados em uma clínica particular, por conta dos altos custos. Quando vamos examinar, com um diagnóstico mais profundo, percebemos que eles têm problemas muito mais sérios que a catarata, como a retinopatia diabética, degeneração macular ou deslocamento de retina; são doenças que precisam ser solucionados imediatamente. E somente a cirurgia de catarata não vai resolver o problema; a cirurgia, na verdade é o início de um processo amplo de recuperação do estímulo e da oportunidade de ampliar esses cuidados médicos”, revela o oftalmologista.

    A catarata é a principal causa de cegueira em pacientes com diabetes no Brasil; eles têm o risco duplicado de desenvolver a doença, quando comparados com a população geral. Nesses pacientes, a catarata aparece mais cedo e evolui mais rápido do que a versão senil da doença – que acomete pessoas idosas. A consulta oftalmológica para os seniores é decisiva para alterar as condições de saúde ocular e reduzir o número de deficientes visuais por causas que poderiam ser evitadas. A dificuldade de enxergar causada pela catarata é considerada um dos primeiros sinais durante o processo de envelhecimento. Contudo os sintomas mais comuns dos pacientes com catarata são muitas vezes negligenciados pelos idosos e pelos familiares.

    “No envelhecimento, a sensação que o idoso tem é que tudo está piorando na vida dele. Há redução na mobilidade, dores e já não conseguem mais ler, ver tevê ou realizar as atividades corriqueiras que gostava. Quando realizamos a cirurgia de catarata – e devolvemos a ele a visão –, percebemos de imediato o impacto gerado na vida desse paciente”, afirma o oftalmologista. Nesse contexto, o acesso a informações sobre como vencer o medo e os desafios do atendimento são essenciais para que o problema da catarata não comprometa a qualidade de vida.

  • Como estimular os pequenos a escovar os dentes

    No Dia Mundial da Infância, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) mostra como incentivar as crianças a cuidarem da saúde bucal;

    Problemas odontológicos comuns como cáries e doença periodontal podem ser evitados com consultas periódicas ao odontopediatra

    Educar as crianças sobre a importância da higiene bucal diária é uma tarefa que exige paciência e criatividade. Desde cedo, a escovação deve ser um hábito diário e deve contar com a supervisão de um adulto no momento da limpeza. 

    Segundo Claudia Cinelli, odontopediatra e membro da Câmara Técnica de Odontopediatria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), a recomendação é fazer a higiene ao acordar e sempre após as refeições. “A escova de dente deve ter cerdas macias e cabeça pequena para facilitar os movimentos e o creme dental precisa conter flúor, uma concentração mínima de 1.100 ppm, pois como comprovado cientificamente, essa quantidade é efetiva para prevenção de futuras cáries ”, diz a especialista.

    Sobre a quantidade de creme dental, a odontopediatra Claudia diz que depende da idade. O ideal é iniciar com uma pequena porção (correspondente a meio grão de arroz) e aumentar aos poucos até a medida de um grão de ervilha, conforme o crescimento da criança.

    Outra recomendação para habituar as crianças à limpeza dos dentes é o próprio exemplo dos pais. Ao participarem juntos da escovação dos pequenos, os responsáveis mostram que a escovação faz parte dos hábitos diários.

    Durante a higienização, brincadeiras lúdicas como músicas, livros e fazer interação com personagens que a criança goste também podem tornar a escovação mais agradável. Deixar a criança escolher a cor ou o personagem da escova dental facilita a familiarização com o objeto que será usado diariamente.

    Orientação para os pais

    A odontopediatra afirma que os pais devem ser orientados a realizar a escovação dos filhos desde o aparecimento do primeiro “dente de leite”. Nessa fase, a recomendação é que os adultos tenham total responsabilidade pela higiene da criança. A partir dos três até os cinco anos de idade a criança pode iniciar a escovação sozinha, mas sempre sob a supervisão dos pais.

    “A habilidade manual das crianças para a adequada escovação é adquirida aos poucos, por isso, é recomendado que os responsáveis acompanhem a higiene bucal até os nove anos de idade”, explica ela.

    Os cuidados com a saúde bucal não devem ser deixados de lado durante o período em que a criança está na escola. Também cabe à instituição incentivar as crianças a fazerem a higiene. Para promover as boas práticas, o colégio pode oferecer oficinas e aulas que abordam o tema, além de estabelecer um horário para escovação conjunta como efeito motivacional para os pequenos.

    Visita ao odontopediatra

    Para combater qualquer tipo de medo que a criança tenha de ir ao(a) cirurgião(ã) – dentista, toda a equipe do consultório odontológico deve ser treinada para dar boas-vindas aos pais e à criança.

    Para tanto, a recomendação é de que o ambiente seja amigável para facilitar a adaptação do comportamento e transmitir segurança, tornando a visita agradável. “Durante a consulta, o profissional poderá utilizar, por exemplo, a técnica de ‘dizer, mostrar e fazer’, para assim, a criança se habituar às consultas odontológicas”, indica Claudia Cinelli.

    É essencial que o odontopediatra tenha compreensão do desenvolvimento cognitivo da criança e faça uso do vocabulário apropriado de acordo com o nível de compreensão. Também é importante que o profissional conheça as capacidades físicas e motoras do seu paciente, pois assim estabelecerá um elo de confiança, entendendo seus medos, anseios e dificuldades.

    Orientações

    A odontopediatra e membro da Câmara Técnica do CROSP, Claudia Cinelli, destaca alguns cuidados essenciais para os pais sempre estarem atentos:

    – A boca é a porta de entrada de várias bactérias e, por isso, é preciso manter os dentes sempre limpos para que elas não se multipliquem e causem danos aos dentes e tecidos adjacentes.

    – Os doces, sob qualquer forma, são os grandes vilões da boca. Eles têm açúcar e são encontrados em refrigerantes, bolos, balas, chicletes, bolachas, biscoitos, achocolatados, leite de soja, sucos artificiais, entre outros. De acordo com a Associação Brasileira de Odontopediatria (ABOPED), a orientação de ingestão de açúcar deve ser feita somente após os dois anos de idade e no máximo duas vezes ao dia.

    – O núcleo familiar deve estar envolvido com as estratégias de prevenção, que incluem a alimentação adequada e escovação/higiene oral correta.

  • Roteiro personalizado revela uma Chicago subterrânea e com foco na sustentabilidade

    Referência em soluções urbanísticas, a cidade dos arranha-céus se desenvolveu preservando áreas verdes e adotando medidas sustentáveis

    No alto dos edifícios, tetos verdes amenizam o calor do verão e contribuem para a melhoria da qualidade do ar. Por baixo das ruas, níveis subterrâneos movimentam a logística de serviços. Ao redor, mais de 570 parques, um rio de 251 quilômetros de extensão e o quinto maior lago do mundo. Esta é Chicago, cidade do meio-oeste americano, referência quando o assunto é planejamento urbano.

     

    Para conhecer estas atrações e seus detalhes que saem do trivial dos principais passeios turísticos, a agência Chicago Travel & Tours desenvolve roteiros customizados, de acordo com os interesses de cada viajante ou grupo de turismo. Na programação, é possível incluir visita a pontos diferenciados, como parques da orla do lago Michigan, edifícios sustentáveis do centro financeiro e ruas subterrâneas que não estão nos cartões-postais, mas são fundamentais para o bom funcionamento da terceira maior cidade dos Estados Unidos.

     

    De acordo com a empresária Ediana Braham, fundadora da agência, muito do que se vê hoje na cidade faz parte de um plano visionário, de 1909, do arquiteto Daniel Burnham (1846-1912) que defendia o espaço público ao ar livre. O projeto já previa naquela época que no futuro o trânsito seria um dos grandes problemas da sociedade moderna. Com isso, foi idealizada uma logística com ruas em níveis subterrâneos por onde veículos que transportam carga pesada ou prestam serviços de coleta de lixo, entrega de produtos ou correspondências pudessem trafegar sem interferir no nível térreo. Uma espécie de rede de túneis que interliga prédios e lojas do centro financeiro.

     

    “No nosso tour percorremos esta parte para mostrar tudo o que acontece ali, já que muitas pessoas que chegam à cidade não tem a menor ideia que algumas das ruas que visitam, fazem compras ou se divertem em atrações estão sobre outra Chicago”, explica a empresária.

     

    Mais uma premissa do plano arquitetônico foi o de priorizar o verde por meio da criação de parques. O objetivo era preencher toda a orla do lago Michigan como um cinturão verde para proporcionar ao morador um contato próximo de convívio com a natureza.

     

    “Hoje 8,5% de Chicago é constituída por parques, são mais de 570 distribuídos pela cidade. Os brasileiros se surpreendem ao ver a quantidade de verde conectado com a movimentação e agitação da metrópole”, conta. “Todos os parques são gratuitos e oferecem diversas atividades esportivas como tênis, basquete, futebol, além de pistas para caminhar, correr e pedalar.”

     

    Chicago também valoriza e incentiva a adesão aos tetos verdes. Segundo dados oficiais, são mais de sete milhões de metros quadrados destinados a este tipo de espaço. O próprio prédio da prefeitura tem sua laje coberta pela vegetação. A medida tem uma série de benefícios sustentáveis como, por exemplo: redução de temperatura interna, diminuição nos gastos de energia, retardo no escoamento da água de chuva, redução do barulho e nas emissões de carbono no ar.

     

    Roteiros de imersão

     

    O planejamento urbano de Chicago tem chamado a atenção dos brasileiros, tanto que uma comitiva do Fórum da Indústria da Construção de Santos e Região (Ficon), composta por construtores, empresários e políticos da Baixada Santista (litoral paulista), já esteve na cidade e realizou um roteiro de imersão, onde constatou de perto as soluções urbanísticas adotadas pela metrópole americana.

     

    Toda prestação dos serviços turísticos foi realizada pela Chicago Travel & Tours. A agência é a única do meio-oeste americano especializada na elaboração e viabilização de roteiros personalizados com o foco para o atendimento ao público brasileiro.

  • 5 dicas para fazer sua própria horta caseira e agroecológica

     

    A agroecologista e professora do Namu Cursos Alessandra Nahra ensina que é possível fazer uma horta em qualquer lugar!

     

           

     

    O Namu Cursos (https://namucursos.com.br/), primeira plataforma de videoaulas voltada exclusivamente para o bem-estar, lançou uma novidade: o curso “Hortas Caseiras e Agroecológicas”. São 10 aulas de aproximadamente 30 minutos cada uma, que ensinam desde a montagem do canteiro até o momento certo para podar. O investimento é de 286 reais e também conta com uma apostila complementar. Nas aulas, a agroecologista Alessandra Nahra, professora do curso, ensina como plantar os próprios alimentos de maneira econômica e sustentável. Confira aqui algumas de suas dicas! 

    1º Passo: Veja onde há luz natural

    Segundo Alessandra, o primeiro passo é encontrar um local onde haja bastante luz, “pode ser uma laje da casa, um quintal, uma varanda ou até mesmo o parapeito de uma janela, mas é importante ser um local que você passe todos os dias, para que consiga sempre ver a horta”, diz a professora.

    2º Passo: Use recipientes para fazer canteiros

    Um dos pontos a serem ressaltados em uma horta caseira é que não precisa ter terra no chão. “É possível usar praticamente qualquer recipiente: caixote de feira, baldes plásticos e caixas de isopor. Até gavetas de madeira podem virar canteiros”, explica.

    3º Passo: Encontre a espécie mais adequada para plantar

    Para Alessandra, é preciso utilizar o bom senso na hora de escolher o que plantar. “Não adianta plantar agrião se você ou ninguém da sua casa come este vegetal”. Além disso, é importante levar em conta a geografia do espaço que se tem disponível para a seleção. “Plantas como hortaliças, temperos e aromáticas exigem pelo menos 5 horas de sol direto por dia. Ou seja, é preciso de um espaço que receba luz mais constante”, explica. “Mas não desanime se a sua casa não recebe tanta luz! Pesquise espécies mais resistentes e experimente”.

    4º Passo: Sempre cubra o solo com matéria orgânica

    O solo precisa estar sempre coberto com palha, folhas secas e restos de poda. “Aquele que fica exposto perde a umidade. Além disso, a ação bactericida do sol atrapalha os microrganismos, responsáveis por torná-lo rico em nutrientes”, revela Alessandra

    5º Passo: Adube e regue com regularidade

    Este é um passo muito importante para manter a planta bem nutrida.  “A cada 20 dias a terra precisa ser revestida com composto orgânico, humus de minhoca ou bokashi”, diz aagroecologista. Ela lembra ainda que é preciso regar a planta todos os dias. “Mas é importante ter cuidado para não exagerar nas doses de água”, finaliza.

  • Ilha da Madeira é destino para toda a família

    Ilha da Madeira

     

    De piscinas naturais a observação de golfinhos, há inúmeros passeios para curtir com as crianças

     

    A Madeira, um verdadeiro paraíso português em meio ao Oceano Atlântico, é um destino turístico com natureza, mar, riquezas culturais e delícias gastronômicas. Localizado a 90 minutos de voo saindo de Lisboa, este pequeno arquipélago reúne atrações para todas as idades. Por isso, é o lugar perfeito para passar as férias com toda a família.

    Confira cinco passeios para fazer com os filhos na Madeira:

    Observação de golfinhos e baleias
    Um passeio de barco já é algo incrível de se fazer em família, mas a possibilidade de ver esses majestosos animais deixa tudo ainda melhor. Golfinhos e baleias nadam livremente pelas águas que cercam a Ilha da Madeira, e é possível vê-los brincando graciosamente no mar. Uma experiência única tanto para adultos quanto para crianças!

    Piscinas naturais
    Sol e calor combinam muito bem com um bom banho de piscina, e a Madeira tem um tipo incrível: as piscinas naturais, formadas por rochas vulcânicas, onde o mar entra naturalmente. As mais famosas são as de Porto Moniz e Seixal, onde há estrutura completa para receber os banhistas. É uma maneira de estar próximo à natureza, em um lugar diferente, mas muito seguro para os jovens nadadores.

    Jardim Monte Palace
    Este jardim é um oásis da natureza, com muita vegetação, um charmoso lago e até um museu com exposições de arte. Mas a melhor parte é que para chegar até lá é necessário tomar um teleférico, curtindo um passeio emocionante e uma vista inesquecível. Para voltar, os carros de cesto, um meio de transporte típico da ilha, são uma opção que garante muita adrenalina. Os pequenos adoram!

    Museu CR7
    As crianças que gostam de futebol costumam ser fãs do craque Cristiano Ronaldo, que nasceu na Madeira. Por lá existe o Museu CR7, que exibe vários prêmios do jogador, camisas, chuteiras, bolas, estátuas de cera e até um painel interativo com sua carreira desde o começo, quando defendia o clube madeirense Andorinha. Para a alegria dos pequenos, há também diversos hologramas interativos.

    Grutas de São Vicente
    Impossível não aguçar a criatividade dos turistas mirins em um percurso subterrâneo de um quilômetro, formado há quase 900 mil anos por uma erupção vulcânica. O caminho termina no Centro de Vulcanismo, que explica de forma pedagógica e lúdica como o Arquipélago da Madeira foi formado.

     

  • Diabetes: pés exigem cuidados especiais

    Doença pede atenção para ferimentos e infecções nos membros; Unhas encravadas e calos tendem a inflamar com mais facilidade

    Segundo dados do Ministério da Saúde, a diabetes é hoje uma doença que atinge 8,9% da população brasileira. Os riscos relacionados a essa patologia são muitos e para os pés, a disfunção é a causa número um de amputações não traumáticas no país. Para os que sofrem com o problema, o cuidado com os membros inferiores é essencial, vendo que sintomas como a fragilização dos vasos sanguíneos enfraquecem a pele e facilitam o aparecimento de ferimentos, além da má cicatrização dessas lesões.

    Segundo Cristina Lopes, coordenadora técnica da Doctor Feet, um simples machucado no pé de um diabético pode se tornar um problema grave. O motivo é a falta de sensibilidade no membro, que por não sentir dor, a pessoa acaba desenvolvendo calos de pressão, lesões na pele e nas articulações. “Essas complicações são um perigo constante e precisam de cuidados diários. Nos casos graves, a demora para cicatrização pode infeccionar o pé, levar à gangrena e, em último caso, amputação da área lesionada”, ressalta Cristina.

    É importante lembrar que ter a doença não significa necessariamente que ela atingirá os pés, mas é preciso atenção constante. Para ajudar na prevenção diária, Cristina destaca algumas dicas para o cuidado:

    1. Fazer uma minuciosa verificação nos pés diariamente, examinando se existem ferimentos, calos, edemas e áreas sensíveis
    2. Usar calçados confortáveis e que protejam os pés para evitar bolhas e calos, e no caso de sapatos abertos, evitar arranhões
    3. Secar bem os pés após o banho para evitar frieiras e utilizar cremes hidratantes específicos à noite para evitar ressecamento e rachaduras
    4. Utilizar óleos essenciais, como melaleuca, que evitem a proliferação de fungos que causam micoses
    5. Não cortar as unhas muito rentes e evitar mexer nas peles dos cantos para evitar ferimentos
    6. Fazer visitas regulares ao médico e, pelo menos a cada 30 dias, ao podólogo
  • Dia Mundial do Rim: 1,5 milhão de brasileiros têm doença renal crônica

    Estimativas mostram que 850 milhões de pessoas no mundo têm doenças renais crônicas que podem ser consequências de Diabetes, hipertensão arterial; Especialista do Hospital 9 de Julho explica o que são as doenças renais e como evitá-las

    O número chama atenção: 1,5 milhão de brasileiros sofrem de doença renal crônica (DRC). A boa notícia é que medidas como o hábito de ingerir água regularmente, uma alimentação saudável rica em verduras, legumes e frutas, evitar medicamentos sem orientação médica e fazer um check-up periódico podem ajudar a prevenir ou controlar as doenças renais, segundo a Dra. Zita Britto, nefrologista do Centro de Rim e Diabetes do Hospital 9 de Julho (H9J).

     

    As DRCs são caracterizadas pelo mal funcionamento dos rins e podem ser temporárias (aguda) ou definitivas e progressivas (crônica) “As causas mais frequentes que levam a doença são diabetes, hipertensão arterial, doenças infecciosas ou medicamentos usados de forma errada”, explica a médica. As doenças podem atingir os glomérulos e os túbulos que alteram a filtragem de sangue e a produção de urina. Outra alteração pode ser nas artérias renais, que alteram a chegada e a filtragem do sangue no rim.

     

    Os sintomas como cansaço, mal-estar e diminuição ou aumento exagerado da urina podem apontar DRC, porém alguns só aparecem tardiamente comprometendo o tratamento. Daí a importância do diagnóstico precoce, feito por meio do exame de urina e testes para avaliar a função renal (como a dosagem de creatinina e ureia).

     

    Segundo a Dra. Zita, 21 mil novos casos de doença nos rins são diagnosticados no Brasil por ano. Quando não tratados, podem comprometer em definitivo o funcionamento do órgão. A especialista explica que a DRC é tratada de acordo com o avanço da doença. Em alguns casos, uma dieta balanceada e medicamentos prescritos pelo médico auxiliam na recuperação. Em casos mais avançados, a especialista explica que pode ser necessária a realização de diálise ou transplante renal. “Para evitar problemas renais, é importante uma alimentação equilibrada, a ingestão adequada de água e acompanhamento médico regular” conclui a médica.

     

    Fonte:

    https://sbn.org.br/dia-mundial-do-rim/ano-2019/#fndtn-sobre

    http://www.bjn.org.br/details/1183/pt-BR/doenca-renal-cronica–definicao–epidemiologia-e-classificacao