Autor: agitosp

  • Esculturas de tatus gigantes criam rota artística pelo Eixo Platina, no Tatuapé


    Exposição “A vida é como um traço”, de Anselmo Oliveira Jr., transforma trecho de 3,6 quilômetros da região em uma galeria a céu aberto

    Os tatus vão tomar conta do Tatuapé a partir de setembro. Esculturas gigantes e coloridas criadas pelo artista plástico Anselmo Oliveira Jr. estarão distribuídas por diferentes pontos do Eixo Platina, formando uma rota artística que poderá ser percorrida a pé. A proposta, que aproxima arte, arquitetura, urbanismo e a identidade do território, integra a exposição “A vida é como um traço”, promovida pela Porte e em cartaz até 20 de dezembro de 2026.

    Além das esculturas de tatus, com mais de dois metros de comprimento, Anselmo também apresenta outras esculturas e telas de seu acervo, ampliando o percurso artístico pelos empreendimentos da Porte. A exposição transforma os espaços em uma espécie de galeria a céu aberto e propõe uma experiência de descoberta pela região, em uma espécie de “caça” cultural e instagramável.

    O percurso acompanha o Eixo Platina, nova centralidade urbana de 3,6 quilômetros entre as estações Belém e Carrão do Metrô. As obras estarão distribuídas por diferentes pontos do eixo, passando por como Geon 652, Crona 665, Platina 220, Almagah 227 e Metria 624, além do Espaço Porte. A proposta é que moradores, trabalhadores e visitantes possam conhecer as obras enquanto circulam pelo território.

    A escolha dos tatus retoma uma relação direta com a história do bairro. Em 2020, a Porte apoiou o projeto TATU.URB, que convidou cinco artistas a transformar a figura do tatu, animal que dá nome ao Tatuapé, em esculturas de mais de dois metros de comprimento e 1,60 metro de altura. As obras foram instaladas em diferentes pontos da região, como Praça Silvio Romero, Parque do Ceret, Shopping Anália Franco, Shopping Metrô Tatuapé e Praça do Bom Parto. Anselmo foi um dos artistas participantes da iniciativa.

    Seis anos depois, o artista retorna ao território com uma nova interpretação dos tatus. Em “A vida é como um traço”, as esculturas são utilizadas como suporte para traduzir sentimentos, escolhas e desafios presentes na caminhada da vida. A proposta parte da ideia de que a vida, assim como um traço, é construída ao longo de um percurso.

    Cada tatu representa um sentimento associado a uma cor: amarelo, esperança; azul, paz e serenidade; verde, renovação; vermelho, amor e fraternidade; e preto, a união de todas as cores. Juntas, as obras formam uma narrativa sobre caminhos, encontros e escolhas.

    “A proposta é mostrar que a vida é feita de caminhos, encontros e escolhas, e que podemos transformar cada etapa em algo belo”, explica Anselmo. O artista estabelece em sua produção uma relação direta entre sua experiência com a cidade e sua expressão artística. A presença das obras no Eixo Platina reforça justamente essa conexão entre arte e espaço urbano, levando a produção artística para ambientes de circulação e convivência.

    Para a Porte, a iniciativa faz parte de uma visão de cidade que vai além da construção de edifícios. A empresa busca incorporar arte, cultura e novos espaços de convivência aos territórios onde atua, valorizando também artistas que possuem uma relação com a região.

    “Acreditamos que a arte tem um papel importante na construção e na qualificação dos espaços urbanos. Quando colocamos uma obra de arte em um ambiente de circulação e convivência, ela deixa de estar restrita a uma galeria e passa a fazer parte da vida das pessoas. É uma maneira de tornar a cidade mais interessante, mais humana e mais conectada com a sua própria identidade. E, ao mesmo tempo, apoiar artistas que têm uma relação com o território é uma forma de valorizar a produção local e dar visibilidade a esses talentos”, afirma Rafael Palucci, diretor de Marketing da Porte.

    A exposição também reforça a estratégia da Porte de incorporar arte e cultura aos espaços que desenvolve no Eixo Platina, região que vem passando por um processo de transformação urbana. Nesse contexto, o percurso artístico funciona como mais uma camada de conexão entre os empreendimentos e a cidade, criando uma experiência que combina arte, arquitetura, urbanismo e circulação pelo território.

  • A Mente de um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva

    “A Mente de um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva” apresenta histórias de 17 serial killers em São Paulo

    Exposição reúne 16 cenas de crime e mais de 20 ambientes que exploram a psicologia criminal, as técnicas de investigação e o fenômeno cultural do true crime

    São Paulo recebe, a partir de setembro, “A Mente de um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva”, exposição inédita que convida o público a mergulhar no universo da psicologia criminal, das técnicas de investigação e do fenômeno cultural do true crime. Ao longo da experiência, serão apresentadas as histórias de 17 serial killers, distribuídas por 16 cenas de crime e mais de 20 ambientes, que combinam documentos, recriações, conteúdos audiovisuais e recursos interativos.

    A experiência propõe uma imersão no universo dos crimes reais a partir de diferentes perspectivas, permitindo ao visitante conhecer casos, analisar evidências e compreender como os investigadores trabalham na reconstrução de crimes. Entre os destaques está uma investigação exclusiva em realidade virtual, que amplia a experiência e coloca o público no centro de uma investigação criminal.

    A exposição apresenta diferentes casos de serial killers a partir de documentos, recriações e conteúdos audiovisuais, além de recursos interativos que permitem ao público conhecer aspectos das investigações e da psicologia forense. 

    Com uma combinação de cenografia, tecnologia e conteúdo documental, “A Mente de um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva” transforma casos de grande repercussão em uma experiência que permite ao público observar, investigar e refletir sobre os elementos por trás de alguns dos crimes mais marcantes da história.

    Os ingressos para A Mente de um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva já estão disponíveis pelo aplicativo e pelo site da Fever. 

    Mais informações

    Abertura ao público: 3 de setembro de 2026
    Local: Shopping Eldorado, São Paulo
    Duração: aproximadamente 90 minutos
    Classificação etária: a partir de 16 anos; menores de 18 anos devem estar acompanhados por um adulto
    Horários de funcionamento: das 10h às 22h – aberto todos os dias, exceto às segundas
    Ingressos: a partir de R$50 

  • O Brilho do Natal by LightWire no 41º Natal Luz de Gramado

    O Brilho do Natal by LightWire no 41º Natal Luz de Gramado

    O Brilho do Natal by LightWire leva espetáculo imersivo com tecnologia, dança e luz ao Palácio dos Festivais no 41º Natal Luz de Gramado

    Novo espetáculo imersivo estreia em outubro e transforma um dos principais espaços culturais de Gramado em uma experiência que combina figurinos iluminados, tecnologia e narrativa natalina
     


    O Palácio dos Festivais, um dos endereços mais emblemáticos de Gramado, será transformado em palco para uma nova experiência durante o 41º Natal Luz. Entre as novidades da próxima temporada está O Brilho do Natal by LightWire, espetáculo criado pela companhia brasileira de arte e tecnologia que combina dança, tecnologia, luz e narrativa em uma experiência imersiva para o público.

    A atração integra a programação oficial do Natal Luz e marca a estreia da LightWire em uma temporada aberta ao público em Gramado. Conhecida por desenvolver experiências que unem performance e tecnologia, a companhia ganhou projeção internacional após sua participação no America’s Got Talent, onde recebeu o Golden Buzzer, e ampliou sua presença no Brasil com projetos como o Rock in Rio.

    No Palácio dos Festivais, a companhia propõe uma experiência construída a partir da integração entre corpo, luz e movimento. Em cena, bailarinos utilizam figurinos tecnológicos desenvolvidos com LED e fibra óptica, enquanto conteúdos visuais e iluminação são sincronizados com a coreografia e a trilha sonora.
     

    A proposta é fazer com que a tecnologia não apareça apenas como elemento visual, mas passe a integrar a própria narrativa do espetáculo. “A tecnologia só faz sentido quando está a serviço da emoção. Em O Brilho do Natal, queremos criar uma experiência em que luz, movimento, música e narrativa estejam conectados para que o público não apenas assista, mas se sinta parte daquele universo”, afirmam Daniel e Felipe de Almeida, fundadores da LightWire.
     

    O espetáculo utiliza recursos de iluminação, projeção e conteúdo digital para construir diferentes ambientes ao longo da apresentação. A precisão da sincronização entre os elementos tecnológicos e os movimentos dos bailarinos é parte central da experiência.
     

    A temporada terá 75 apresentações, com sessões de aproximadamente 60 minutos. As apresentações acontecerão de quinta a domingo, às 15h e às 18h, além de feriados, com capacidade para 800 pessoas por sessão.

    O 41º Natal Luz de Gramado acontece de 22 de outubro de 2026 a 17 de janeiro de 2027. Os ingressos para O Brilho do Natal by LightWire e a programação completa da temporada estão disponíveis no site oficial do Natal Luz.

    Link de compra: https://www.natalluzdegramado.com.br/atracoes/brilho-de-natal#ingressos

  • McLaren ganha pintura ao vivo neste sábado no MorumbiShopping

    Artista JUUH realiza intervenção sobre a McLaren Artura no dia 26, em programação que reúne arte, automobilismo e colecionismo no Rooftop do empreendimento
     
    Créditos das imagens: PH: Frame Arte
    O Encontro de Super Esportivos do MorumbiShopping recebe, neste sábado, 26 de setembro, uma intervenção artística ao vivo sobre uma McLaren Artura, no acabamento Mauvine Blue. A artista visual e fotógrafa contemporânea JUUH leva seu traço caligráfico para a carroceria do superesportivo, em uma ação que aproxima arte e cultura automotiva. Realizado pelo MorumbiShopping, com concepção e curadoria da BE Galeria, o evento segue até domingo, 27 de setembro.
    A intervenção acontece em três blocos, das 17h às 18h, das 19h às 20h e das 21h às 22h. A pintura será feita sobre uma película aplicada à carroceria, preservando a pintura original da McLaren.
    A ação dá continuidade à programação iniciada no último sábado, quando o artista Luis Vidalrealizou uma intervenção sobre a Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2. Além da McLaren e da Lamborghini, o Rooftop reúne o Porsche 911 Carrera 3.2 coupé, de 1984, uma exposição de mini carros e, nos encontros de clubes, veículos de colecionadores.
     
    Créditos das imagens: PH: Frame Arte
    No vão central, no Piso Lazer, o público pode conferir uma exposição de obras de arte e miniaturas colecionáveis, com trabalhos de artistas como Luis Vidal. O espaço também recebe tours guiados gratuitos, conduzidos pela curadoria do projeto, que conectam os dois espaços. Os tours acontecem às sextas e sábados, das 10h às 17h, e aos domingos, das 15h às 18h, mediante agendamento pelo aplicativo Multi.
    Na sexta-feira, 25 de setembro, o Rooftop recebe um novo encontro de clubes de carros esportivos, com cerca de 20 veículos de colecionadores. Um DJ também acompanha a programação na sexta, no sábado e no domingo.
    O Encontro de Super Esportivos segue até 27 de setembro. A exposição no vão central funciona diariamente, das 10h às 22h. A programação do Rooftop acontece na sexta e no sábado, das 17h às 22h, e no domingo, das 15h às 20h. A participação é gratuita.
    ServiçoEncontro de Super Esportivos – MorumbiShoppingData: até 27 de setembro de 2026Intervenção artística na McLaren: sábado, 26 de setembro, das 17h às 18h, das 19h às 20h e das 21h às 22hArtista: JUUHVeículo: McLaren ArturaLocal da intervenção: Rooftop, Piso G4Exposição: Vão Central, Piso Lazer, diariamente, das 10h às 22hRooftop: sexta e sábado, das 17h às 22h; domingo, das 15h às 20hTours guiados gratuitos: sexta e sábado, das 10h às 17h; domingo, das 15h às 18h, mediante agendamento pelo aplicativo MultiEvento gratuitoLocal: Vão Central e Rooftop do MorumbiShoppingEndereço: Av. Roque Petroni Júnior, 1.089 – Jardim das Acácias, São Paulo – SP, 04707-900
  • Tecnologia para conter algas e Praia de Sabino volta a ficar própria

    Governo de SP usa tecnologia de ultrassom para conter algas e Praia de Sabino volta a ficar própria para banho 
    Na Semana do Tietê, projeto-piloto da Cetesb, em operação há dois meses, registra redução de 91,5% na concentração de toxina produzida pelas algas que formam a “nata verde” em um braço do Rio Tietê, no noroeste paulista


    Depois de 245 dias com restrição ao banho, principalmente por causa da proliferação de algas, a Praia Municipal de Sabino, no noroeste paulista, voltou a ser liberada para banho. A melhora foi registrada dois meses após a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), colocar em operação 14 boias inteligentes que usam ondas de ultrassom para conter a chamada “nata verde”.
     

    Nesse período, a concentração de microcistina caiu 91,5%: passou de 23 microgramas por litro, em 17 de agosto, para 1,95 micrograma por litro, em 15 de setembro. A toxina é produzida por determinadas algas e, em níveis elevados, impede o uso recreativo da água.
     

    A liberação da praia de água doce para o banho ocorreu após duas análises consecutivas registrarem concentrações abaixo do limite de 5 microgramas por litro: 2,8 microgramas por litro, em 8 de setembro, e 1,95 micrograma por litro, no dia 15. A classificação vale desde sexta-feira (18) até o dia 25, quando as condições da praia serão novamente atualizadas.
     

    Esta é a terceira vez que a prainha é considerada própria para banho em 2026. As outras duas foram nos dias 9 e 16 de janeiro. Nas demais semanas, as restrições ocorreram principalmente por causa das algas. Em alguns períodos, as análises também identificaram E. coli. A bactéria indica contaminação por fezes, que pode estar relacionada ao lançamento de esgoto sem tratamento ou a dejetos de animais carregados pela chuva.
     

    “O Tietê faz parte da vida e da identidade de milhões de paulistas. O resultado em Sabino mostra como a tecnologia, incorporada às políticas públicas do IntegraTietê, pode acelerar a recuperação do rio e devolver esses espaços às pessoas. É com essa visão que cuidamos do Tietê em toda a sua extensão, de Salesópolis a Itapura”, afirma a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
     

    Como o ultrassom ajuda a controlar as algas

    As boias começaram a operar em 21 de julho no Córrego do Esgotão, braço do Rio Tietê localizado no reservatório de Promissão e que influencia diretamente a qualidade da água da Praia Municipal.

    O funcionamento é simples. As algas precisam ficar na superfície para receber luz solar e realizar a fotossíntese. O ultrassom dificulta que elas permaneçam na superfície. Com menos luz, elas perdem a capacidade de crescer e se reproduzir. O sistema não utiliza produtos químicos e atua sem causar danos aos peixes, às plantas ou aos demais organismos aquáticos.
     

    Com investimento de cerca de R$ 9 milhões da Cetesb, o projeto cobre 960 mil metros quadrados, área equivalente a mais de 130 campos de futebol. São aproximadamente 7 milhões de metros cúbicos de água, ou seja, volume suficiente para encher 2.800 piscinas olímpicas.
     

    As 14 boias trabalham de forma interligada. Cada uma tem alcance aproximado de 500 metros de diâmetro. Quatro equipamentos também funcionam como estações de monitoramento. Sensores medem, 24 horas por dia, oxigênio dissolvido, pH, turbidez, temperatura, clorofila e ficocianina.
     

    Os dados alimentam um sistema que ajusta automaticamente a frequência e a intensidade das ondas. Uma estação meteorológica acompanha chuva, vento e temperatura. Toda a estrutura funciona com energia solar e baterias de lítio. Desenvolvida na Holanda, a tecnologia já é utilizada em cerca de 60 países.

    Efeito aparece antes do previsto
     

    A previsão inicial era de que os primeiros efeitos aparecessem depois de 90 dias. Em Sabino, a queda da microcistina foi registrada no segundo mês.

    O projeto-piloto terá duração de um ano. Nesse período, a Cetesb avaliará o desempenho das boias durante a chuva, a estiagem e as variações de temperatura.
     

    “É um resultado promissor, que já permite à população voltar a usar a prainha. Agora, vamos acompanhar o desempenho das boias em diferentes condições climáticas. Se a efetividade for confirmada ao longo do projeto, a experiência de Sabino poderá orientar o uso da tecnologia em outros municípios banhados pelo Tietê que também enfrentam a proliferação de algas e a formação da chamada “nata verde””, afirma o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo.
     

    Tietê também é observado do espaço

    Desde junho, a Cetesb usa imagens de satélite e inteligência artificial para acompanhar grandes extensões do Rio Tietê. A iniciativa é inédita no Brasil. A lógica lembra o uso de satélites para identificar desmatamento e outras mudanças nas florestas. Neste projeto, porém, o olhar está voltado para a água. O sistema monitora cerca de mil quilômetros do Tietê, de Suzano a Itapura, além do Rio Pinheiros e dos principais reservatórios da bacia.
     

    As imagens são atualizadas semanalmente. Cada pixel representa uma área de aproximadamente três metros por três metros. Esse nível de detalhe permite localizar algas, matéria orgânica e outras alterações na superfície.
     

    Quando detecta uma mudança, o sistema emite um alerta. A informação orienta as equipes sobre onde coletar amostras, fazer vistorias ou reforçar a fiscalização.

    As duas tecnologias se complementam. Em Sabino, as boias acompanham o Córrego do Esgotão em tempo real e emitem ondas de ultrassom. Do espaço, os satélites permitem observar centenas de quilômetros do Tietê de uma só vez.
     

    Seis das oito praias estão próprias

    A Cetesb monitora semanalmente oito praias de água doce ao longo do Médio e Baixo Tietê. As imagens de satélite ajudam a identificar alterações na superfície da água e a direcionar coletas, vistorias e outras ações em campo. A classificação das praias, no entanto, é definida a partir das amostras coletadas em cada local e analisadas em laboratório.
     

    No resultado válido até o dia 25, seis das oito praias, o equivalente a 75% do total, estão próprias para banho. Apenas Iacanga e Sales permanecem impróprias. Além de Sabino, receberam classificação favorável Anhembi, Rio Bonito (Botucatu), Arealva, Mendonça e Ubarana.
     

    Consulte antes de entrar na água

    Antes de nadar em uma das oito praias de água doce monitoradas pela Cetesb no Médio e Baixo Tietê, a orientação é verificar a classificação mais recente.

    A Companhia coleta amostras e realiza análises em laboratório todas as semanas. Às sextas-feiras, a situação de Anhembi, Rio Bonito, em Botucatu, Arealva, Iacanga, Mendonça, Sabino, Sales e Ubarana é atualizada no site e no aplicativo da Cetesb.

    Painel: https://appmonitoratiete.orbty.com.br/index.html
    Aplicativo da Cetesb: baixe o app Cetesb Mobile, gratuitamente, nas lojas virtuais de Android e iOS.
     

    Mesmo quando a praia estiver classificada como própria ou adequada, a recomendação é evitar o banho durante chuvas fortes e nas 24 horas seguintes. Isso porque a chuva pode arrastar para o rio esgoto, resíduos e fezes de animais, comprometendo temporariamente a qualidade da água.
     

    Um rio em recuperação

    O projeto-piloto de Sabino e o monitoramento por satélite fazem parte do IntegraTietê. Os efeitos desses investimentos já aparecem em diferentes pontos da bacia, da Região Metropolitana ao Médio Tietê.
     

    Um dos parâmetros usados nessa avaliação é o Carbono Orgânico Total (COT), que indica a quantidade de matéria orgânica presente na água. Quanto maior a concentração, maior tende a ser a carga de poluição, principalmente por esgoto “in natura”.
     

    Entre 2024 e 2026, a carga orgânica transportada pelo Tietê na saída da Região Metropolitana de São Paulo caiu de 218 para 154 toneladas por dia. A redução foi de 29,4%. Nos afluentes monitorados na Grande São Paulo, a concentração média de COT recuou 23% no mesmo período. A maior queda foi registrada no Córrego Lavapés, em Mogi das Cruzes: 56%.
     

    Também houve melhora nos rios Jaguari e Três Pontes, em Itaquaquecetuba, com reduções de 31% e 29%, respectivamente. Na capital, a concentração caiu 31% no Cabuçu de Cima e 26% nos córregos Aricanduva e Cabuçu de Baixo.
     

    A redução também chegou ao Médio Tietê. Em um trecho de aproximadamente 300 quilômetros, entre Santana de Parnaíba e a entrada do reservatório de Barra Bonita, a concentração média de COT caiu cerca de 15%.
     

    Ações integradas avançam em diferentes frentes para recuperar o Tietê

    Os resultados apresentados pela Cetesb fazem parte de um conjunto mais amplo de ações do Governo de São Paulo para a recuperação do Rio Tietê. Por meio do IntegraTietê, lançado em 2023, o Estado reúne iniciativas em diferentes frentes, como saneamento, desassoreamento, fiscalização ambiental, monitoramento da qualidade da água, recuperação ambiental e qualificação das margens do rio. Desde o lançamento do programa, mais de R$ 25 bilhões foram destinados à recuperação do Tietê e de seus afluentes.
     

    Uma das principais frentes é a ampliação do saneamento. Desde 2023, mais de 1,5 milhão de domicílios passaram a contar com coleta e tratamento de esgoto, beneficiando cerca de 4,5 milhões de pessoas. A expansão do saneamento é acompanhada por outras intervenções estruturantes para a recuperação do rio.
     

    Na frente de desassoreamento, mais de 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados desde 2023, com investimentos superiores a R$ 1,4 bilhão por meio da SP Águas, Agência de Águas de São Paulo, vinculada à Semil. O volume corresponde a 90% da meta de 7,2 milhões de metros cúbicos prevista até o fim de 2026. Para se ter uma ideia, somente em 2025, foram removidos mais de 2,3 milhões de metros cúbicos de sedimentos dos rios Tietê e Pinheiros, o equivalente a 192 mil caminhões cheios. Enfileirados, dariam a distância de São Paulo a Salvador. 

    A retirada de lixo flutuante também integra as ações de recuperação. No Rio Pinheiros, foram removidas 149,7 mil toneladas desses materiais desde 2023, com investimentos superiores a R$ 231 milhões.
     

    Fiscalização e monitoramento ampliam acompanhamento ambiental

    Outra frente é o reforço da fiscalização ambiental. Criado em março de 2025, o Grupo de Fiscalização Integrada do Rio Tietê (GFI-Tietê) reúne Semil e suas vinculadas (Cetesb, SP Águas e Fundação Florestal), além da Polícia Militar Ambiental, Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Comitês de Bacias Hidrográficas e municípios das seis Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos envolvidas.
     

    Desde a criação do grupo, a Cetesb já realizou 608 inspeções, 1.416 coletas e análises laboratoriais e aplicou 168 penalidades, que resultaram em mais de R$16,4 milhões em multas. Já a Polícia Militar Ambiental percorreu mais de 7,4 mil quilômetros em ações de fiscalização, abrangendo cerca de 450 mil hectares de áreas de interesse, com 252 autos de infração e aproximadamente R$ 521 mil em multas.
     

    O monitoramento ambiental também foi ampliado. A Cetesb incorporou 284 novos profissionais e recebeu investimentos superiores a R$43 milhões em equipamentos, tecnologias e ferramentas de inteligência ambiental. Entre as iniciativas está um sistema de monitoramento com imagens de satélite e inteligência artificial, capaz de acompanhar aproximadamente mil quilômetros de rios e reservatórios paulistas em tempo real. 
     

    Recuperação ambiental e qualificação das margens

    Desde 2023, o Estado soma cerca de 45 mil hectares de áreas compromissadas para recuperação ambiental, sendo cerca de 10 mil hectares em Áreas de Preservação Permanente (APPs). Nas nascentes do Tietê, em Salesópolis, aproximadamente 60,9 hectares estão em recuperação, com o plantio de mais de 74 mil mudas de espécies nativas. Já por meio do Fundo Estadual de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (Fehidro), já foram financiados cerca de R$ 47,5 milhões em projetos de restauração florestal, recuperação de mananciais e proteção de nascentes em diferentes regiões paulistas.
     

    Nas margens do rio, a SP Águas prevê ainda investimentos de R$ 73,4 milhões até 2028 na manutenção do paisagismo implantado após a conclusão das obras de rebaixamento do Rio Tietê, no trecho entre a Barragem da Penha e a foz do Rio Pinheiros.
     

    A área tem aproximadamente 350 mil metros quadrados e 25 km de extensão, em ambas as margens, o que equivale a cerca de 50 campos de futebol, contando com aproximadamente 40 mil árvores, a maioria da flora brasileira, e arbustos e forrações de pelo menos 100 espécies variadas. O trabalho inclui poda, retirada de árvores caídas, transplantes, tratamento de pragas e doenças, adubações, replantio de 4 mil árvores/ano e 14 mil arbustos/ano, com a manutenção e reposição constante e cíclica de toda a área verde gramada e ajardinada, incluindo a remoção de detritos, lixo e entulho (esses oriundos de desova clandestina), conservação e limpeza das vias de acesso dos serviços e do sistema de microdrenagem.

  • Receita Burguer Wellington

    Receita Burguer Wellington

    Veja como preparar esse delicioso burguer para abrilhantar o seu jantar. 

    Rendimento: 1 unidade
    Tempo de preparo: 40 minutos
    Calorias: 1.600 kcal por unidade

    Ingredientes:
    Para o Burguer Wellington:
    1 quadrado de massa folhada gelada, de 25 × 25 cm
    2 hambúrgueres bovinos grelhados e frios
    2 fatias de queijo cheddar
    2 colheres (sopa) de Maionese Premium Castelo
    Ketchup Castelo a gosto
    Mostarda Castelo a gosto
    1 rodela de tomate
    3 a 4 rodelas finas de cebola roxa
    4 a 6 rodelas de Pepino em Conserva Castelo
    1 gema para pincelar
    Gergelim branco e preto a gosto
    Para acompanhar:
    Batatas fritas
    Molho para Salada Rosé Castelo

    Modo de Preparo:

    Preaqueça o forno a 200 °C. Abra a massa folhada gelada sobre uma superfície lisa e espalhe a Maionese Premium Castelo no centro, deixando as bordas livres. Coloque um hambúrguer sobre a maionese, cubra com uma fatia de queijo cheddar e acrescente Ketchup Castelo e Mostarda Castelo a gosto. Distribua o tomate e a cebola roxa, acomode o segundo hambúrguer e cubra com a outra fatia de cheddar. Adicione mais um pouco de ketchup e mostarda e finalize o recheio com o Pepino em Conserva Castelo. Puxe as pontas da massa em direção ao centro e feche bem, pressionando as emendas. Coloque em uma assadeira com a emenda voltada para baixo e faça pequenos cortes superficiais na massa para a saída do vapor. Pincele com a gema e polvilhe o gergelim. Leve ao forno por aproximadamente 25 minutos, ou até a massa ficar bem dourada e crocante. Retire, aguarde alguns minutos antes de cortar e sirva com as batatas fritas e o Molho para Salada Rosé Castelo.

  • Cansei de Ser Belo explora com humor o lado ridículo da vaidade

    Cansei de Ser Belo, comédia inédita de Emílio Boechat, explora com humor o lado ridículo da vaidade

    Com direção de Kleber Montanheiro, a peça conta a história de um galã de novela que acha que sofre preconceito por ser bonito demais e decide ficar feio para ser levado a sério. A estreia é no dia 3 de outubro no Teatro YouTube

    crédito Tiago Moraes

    A jornada cômica de um ator “bonito demais” para ser levado a sério é ponto de partida de Cansei de Ser Belo, novo texto de Emílio Boechat, com direção de Kleber Montanheiro e com os atores Fernando Pavão, Erica Montanheiro, Wilson de Santos e Marcelo Goes no elenco. A comédia é produzida por Boechat e Marilia Toledo.

    O espetáculo tem sua temporada de estreia de 3 de outubro a 22 de novembro, no Teatro YouTube (na Galeria Magalu), com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h. 

    O autor Emílio Boechat conta que teve a ideia para escrever o texto depois de assistir à leitura de uma peça que tinha como protagonista um galã bem conhecido das novelas. “Pensei: por que esse homem tão bonito e bem sucedido ainda se dá ao trabalho de fazer teatro? Foi então que eu lembrei que, segundo o filósofo Henri Bergson, a vaidade é o ‘vício cômico’ mais engraçado. A partir disso decidi escrever sobre a vaidade de uma perspectiva diferente”, revela.

    A trama acompanha a jornada de Rodrigo Contreiras (Fernando Pavão), o homem que todo brasileiro conhece, o galã absoluto das novelas, um rostinho que as marcas exploram para vender qualquer tipo de produto. Mas, por trás do sorriso de porcelana, ferve uma crise existencial: cansado de ser apenas um “corpo sarado com milhões de seguidores”, ele decide destruir sua imagem de perfeição para ser levado a sério pela crítica especializada. Ele escolhe fazer uma peça de teatro por um motivo prático: é mais rápido de produzir do que um filme ou uma série. 

    Sua jornada cômica, a busca obsessiva pelo “prêmio de melhor ator”, se converte em uma descida voluntária ao que, para ele, é o submundo: o teatro alternativo e experimental.

    Boechat esclarece que a peça não diminui, de forma alguma, o teatro alternativo. “Nossa crítica é voltada às pessoas que buscam o reconhecimento a qualquer preço, que têm uma visão distorcida de quem são e tratam esse teatro experimental como algo menor, que dá trabalho pra quem ‘não é bonito o suficiente pra fazer televisão’”, comenta. 

    Para a atriz Erica Montanheiro, o humor da peça surge em boa parte do flerte com o absurdo. “O texto cria situações limítrofes nas quais, dificilmente, alguém iria se colocar. Essas situações criam constrangimento e, ao mesmo tempo, um olhar debochado sobre o ‘ser artista’. E é, através desse deboche, que as fragilidades do fazer artístico são expostas. Em um país como o Brasil – que não valoriza os trabalhadores da cultura – cada vez mais os próprios artistas são responsáveis por criar situações para vender sua imagem”, diz.

    Sobre seu personagem, o ator Fernando Pavão acrescenta: “Acho que o texto acerta a mão em cheio ao espelhar esse Rodrigo, um ator que precisa desesperadamente de visibilidade e reconhecimento com o  tempo em que vivemos hoje, em que muita gente busca isso via o mundo fantástico das redes sociais. Uma comédia deliciosa onde o universo dos atores e seus exageros é primorosamente retratado”.

    Já a encenação, de acordo com o diretor Kleber Montanheiro, tem como ponto de partida essa “ideia do jogo cênico da comédia, que é muito característico do Emílio, e caminhar por um lugar um pouco mais surrealista, no sentido do exagero, de criar um espelhamento da sociedade através dessa amplitude”.

    Por fim, sobre a cenografia e figurino, Montanheiro diz que a ideia é trabalhar com a simplicidade. “Queremos que a cenografia seja muito simples, mas muito mutante, que tenha elementos que se transformam. Então, eles se transformam numa sala, num escritório, num camarim, quase como um grande contêiner que vai abrindo e dando origem a diferentes espaços físicos. E  isso remete um pouco a essa velocidade das redes sociais, quase como uma tela de celular”, comenta. 

    Sobre Emílio Boechat

    Emilio Boechat tem 35 anos de carreira escrevendo para rádio, teatro, cinema, TV e plataformas de streaming. Junto com Marilia Toledo ganhou o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Dramaturgia Original em Musicais (2023) por Ney Matogrosso – Homem com H. Já foi indicado aos prêmios Destaque Imprensa Digital (2023 e 2022), Rio Web Fest (2021), Troféu Mambembe (1998) e APETESP (1991). Ao lado dela, escreveu também os musicais Uma Noite na Broadway, Silvio Santos Vem Aí e Os Dez Mandamentos. 

    É autor das comédias Camila Backer Lives in concert, Eu era tudo pra ela e ela me deixou; do longa-metragem Barraco de Família e da série A Secretária do Presidente (Multishow/ Mixer). É co-produtor e head-writer da série Camila Baker, premiada pela Lei Paulo Gustavo em 2023. 

    Com Miguel Falabella e Rosana Hermann escreveu a minissérie O Som e a Sílaba e a 2a temporada de O Coro – sucesso aqui vou eu (Disney +) ainda inédita. 

    Foi head-writer da segunda temporada da série Na Fama, Na Lama (Multishow). Escreveu com Ingrid Guimarães por três anos os roteiros do programa Mulheres Possíveis (GNT). De 2005 a 2020 foi roteirista da Record TV, onde escreveu novelas e minisséries como Bela a Feia, Rebelde e Os Dez Mandamentos.

    Sobre Kleber Montanheiro

    Multiartista com 30 anos de carreira, Kleber Montanheiro é diretor cênico, cenógrafo, figurinista e artista visual em expografia. Indicado a mais de 25 prêmios (FEMSA, APCA, Shell, Prêmio Bibi Ferreira e Prêmio DID – Destaque Imprensa Digital) em diversas categorias, foi contemplado pela maioria delas. 

    Destacam-se em sua direção espetáculos como Ópera do Malandro, de Chico Buarque de Holanda; Carmen, a Grande Pequena Notável, de Heloísa Seixas e Júlia Romeu; Nossos Ossos, do livro homônimo de Marcelino Freire e Tatuagem, um musical adaptado do filme de Hilton Lacerda, da qual recebeu diversas indicações ao prêmio Bibi Ferreira e venceu o prêmio APCA como melhor diretor.

    Por Carmen, a Grande Pequena Notável, recebeu o Prêmio São Paulo de melhor figurino. Dirigiu, concebeu, criou cenografia e figurinos do musical da Broadway Cabaret, de John Kander e Fred Ebb, que cumpriu temporada no 033 Rooftop, do Teatro Santander – SP recebendo os prêmios Bibi Ferreira de melhor direção e melhor figurino. 

    Em 2025 dirigiu e concebeu o musical brasileiro original João, indicado a melhor direção nos prêmios Bibi Ferreira, DID e APCA. Em Gal – o musical, assina a direção e o figurino. 

    Ficha Técnica

    Texto: Emilio Boechat

    Direção, cenário e figurino: Kleber Montanheiro

    Elenco: Fernando Pavão, Erica Montanheiro, Wilson de Santos e Marcelo Goes

    Direção de Produção: Marilia Toledo e Emilio Boechat

    Desenho de luz: Gabrielle Souza

    Trilha Sonora: Emilio Boechat e Vinícius Loyola

    Fotos: Kiko Ferrite

    Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

    Sinopse

    Rodrigo Contreiras é um ator que todo brasileiro conhece, um galã absoluto das novelas, um rostinho que as marcas exploram para vender qualquer tipo de produto. Mas, por trás do sorriso de porcelana, ferve uma crise existencial: cansado de ser apenas um “corpo sarado com milhões de seguidores”, ele decide destruir sua imagem de perfeição para ser levado a sério pela elite intelectual.

    Serviço

    Cansei de Ser Belo, de Emílio Boechat

    Temporada: 3 de outubro a 22 de novembro de 2026

    Sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h

    Teatro YouTube (Galeria Magalu – Conjunto Nacional) – Av. Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo

    Ingressos: R$120,00 (inteira) e R$60,00 (meia-entrada)

    Vendas online:

    https://www.eventim.com.br/event/cansei-de-ser-belo-teatro-youtube-22035387

    Classificação: livre

    Duração: 70 minutos

    Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

  • Festival anuncia Edson e Hudson, Roberta Miranda e Maria Cecília & Rodolfo

    Revelando SP: Festival anuncia Edson e Hudson, Roberta Miranda e Maria Cecília & Rodolfo, como as primeiras atrações para a edição da capital paulista

    Gabriel Sater e Bavini também se apresentam no evento, que acontece entre 12 e 15 de novembro com entrada gratuita, no Parque do Trote, Zona Norte da cidade

    Foto: Edson & Hudson/Divulgação

    O Revelando SP, festival que celebra as tradições e raízes culturais do estado de São Paulo, já tem confirmadas as primeiras atrações musicais para a edição da capital, que acontece entre os dias 12 e 15 de novembro, no Parque do Trote, na Zona Norte. Edson & Hudson, Maria Cecília & Rodolfo e Roberta Miranda são alguns dos destaques da programação. Idealizado pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado, o evento conta com gestão da Associação Paulista dos Amigos da Arte em parceria com a Prefeitura de São Paulo. A entrada é gratuita. 

    “O Revelando SP é um encontro com a alma do nosso estado. Ao anunciar as primeiras atrações musicais da edição da capital, reforçamos nosso compromisso de preservar e valorizar a cultura raiz paulista. É uma oportunidade para que a população da capital viva, no caso de muitos que moram aqui revivam, os saberes, os costumes e as tradições que atravessam gerações. Os visitantes também terão a oportunidade de conhecer as histórias que moldaram a identidade de São Paulo e celebrar, em um só lugar, a riqueza das manifestações que fazem do nosso estado um território com pluralidade, memória e pertencimento”, comemora Marilia Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

    Estão confirmados também Gabriel Sater e Bavini, filhos de dois grandes nomes da música brasileira, Almir Sater e Sérgio Reis, que já marcaram presença em outras edições do Revelando SP. Outros nomes devem ser anunciados em breve. A programação do evento reúne ainda gastronomia típica, artesanato e manifestações artísticas que fazem parte da cultura tradicional paulista, como congada, catira, jongo, moçambique e folia de reis, além de uma exposição tropeira e representações caipiras, caiçaras, indígenas, ciganas e andinas.

    A edição da capital fecha a temporada do Revelando SP 2026, que já passou por cinco cidades neste ano: Americana, Barretos, Iguape, São José dos Campos e Presidente Prudente, e recebeu um público total de 443 mil visitantes. No ano passado, nos quatro dias de evento na capital paulista, 380 mil pessoas passaram pelo festival no Parque do Trote.

    Com mais de 60 edições ao longo de quase três décadas, o Revelando SP se consolidou como vitrine da cultura paulista, promovendo encontros e garantindo que saberes, ritmos e sabores permaneçam na memória coletiva do estado. 

    Serviço

    Revelando SP Capital

    Data: 12 a 15 de novembro

    Local: Parque Trote – Av. Nadir Dias de Figueiredo, s/n – Portão 1 – Vila Guilherme

    Entrada: Gratuita

    Classificação: Livre

  • Você quer ser doador de órgãos? Sua família precisa saber!

    Coordenador da e-DOT do Hospital Santa Marcelina afirma que conversa pode ser decisiva para transformar o desejo de doar em oportunidade de salvar uma vida

    O Hospital Santa Marcelina se une às ações do Dia Mundial da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, que visam conscientizar a população sobre a importância de manifestar à família o desejo de ser doador. O Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo e a data é marcada por campanhas que buscam ampliar o número de doações e reduzir gargalos que ainda dificultam o acesso de pacientes a transplantes.

    O médico e coordenador da e-DOT (Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes), Carlos Almeida, explica que o principal desafio para garantir a captação do órgão para doação é a falta de informação por parte da família. Ele destaca que a legislação no Brasil é diferente dos outros países, ou seja, mesmo que a pessoa declare o desejo de doar, e deixe isso registrado de alguma forma, não há garantias legais para que sua vontade aconteça. “A decisão é sempre da família, que precisa ser informada e deve estar preparada para esse momento”, afirma o médico. 

    Para ele, é importante falar sobre a morte, tema que ainda é considerado um tabu por grande parte das pessoas. Por isso, ampliar a informação é uma das formas de contribuir para que mais famílias estejam preparadas para esse momento. “Eu acho que esse é um grande empecilho também: evitar o assunto. Não é fácil, ninguém quer, mas todo mundo vai passar por isso. Se a gente souber qual é a vontade do nosso familiar e tiver esse sentimento de que a gente pode ajudar o próximo, eu acho que conseguimos sensibilizar cada vez mais pessoas”, afirma Dr. Carlos.

    Como funciona

    A e-DOT é formada por um grupo de profissionais de saúde responsável por organizar a identificação de potenciais doadores de órgãos e tecidos nos hospitais. Essa equipe é preparada para fazer a abordagem das famílias e garantir que esse momento seja de acolhimento e respeito.

     “A proposta é mostrar que, mesmo na dor, existe a possibilidade de ajudar outras pessoas a não passarem pelo mesmo sofrimento”, explica Dr. Carlos. Segundo ele, quando há recusa os motivos mais comuns são o desconhecimento da vontade do paciente e questões religiosas. 

    Por outro lado, ele conta que nesses anos de profissão acumula lembranças de muitas histórias bonitas e inspiradoras, de pessoas que decidiram fazer a diferença na vida de outras famílias e dão seu testemunho de como o ato conforta diante da dor de perder um ente querido.

    Doar é seguro

    A retirada dos órgãos para a doação pode acontecer de duas formas: em pacientes falecidos ou após ser constatada a morte cerebral. No primeiro caso, é possível destinar à doação córneas e alguns tecidos. Já no segundo, o procedimento começa com a constatação de que o paciente tem perda completa e irreversível das funções do cérebro. Essa avaliação é feita pela equipe médica e não há margem para interpretações. Ela não deixa dúvidas da morte cerebral, seguindo o protocolo definido pelo Conselho Federal de Medicina e Ministério da Saúde, com uma sequência de exames e testes clínicos”, explica Dr. Carlos Almeida.

    A captação dos órgãos 

    Depois da autorização familiar, a captação dos órgãos é realizada por uma equipe externa, responsável pela retirada e pelo encaminhamento dos órgãos de acordo com os critérios de compatibilidade e necessidade estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes. Os órgãos captados no hospital não são destinados, por questões éticas, a pacientes internados na própria instituição.

    A idade, por si só, também não determina a possibilidade de doação. Segundo o médico, no caso das córneas, pacientes de até 75 anos podem ser avaliados e, em situações específicas, a avaliação pode ser realizada em pessoas de até 81 anos, dependendo das condições do paciente.

    Contudo, a doação de órgãos envolvendo crianças, por exemplo, envolve desafios específicos e pode ser emocionalmente mais delicada para as famílias e para as equipes de saúde. Dr. Carlos Almeida explica que além da autorização familiar e das condições dos órgãos é preciso avaliar a existência de receptores compatíveis, considerando a idade e o tamanho dos órgãos do potencial doador.

    “Cada doação é uma vitória. Tivemos pacientes adultos que conseguiram doar córneas, rins, fígado, beneficiando diversas pessoas”, lembra Dr. Almeida. Entre janeiro e agosto, segundo dados apresentados pelo médico, o Hospital Santa Marcelina registrou a captação de oito rins, dois fígados e 20 córneas.

    Dados Brasil

    O Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo, coordenado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Cerca de 95% dos transplantes realizados no país são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em números absolutos, o Brasil é o segundo país que mais realiza transplantes no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

    Os dados mais recentes consolidados pelo Ministério da Saúde mostram que, em 2025, o Brasil registrou 4.321 doadores efetivos de órgãos, o maior número da série apresentada entre 2018 e 2025. Foram 15.909 potenciais doadores, dos quais 27,2% foram efetivados.

    No mesmo ano, foram realizados 9.938 transplantes de órgãos sólidos, além de 17.790 transplantes de córnea e 3.258 transplantes de medula óssea. Somando essas modalidades, foram 31.986 transplantes em 2025.

    Apesar dos avanços, a necessidade ainda é grande. Ao final de 2025, 82.711 pessoas estavam no cadastro técnico de espera por transplantes, sendo 48.159 aguardando órgãos e 34.552 aguardando transplante de córnea. Os rins e as córneas concentram as maiores demandas.

  • Nascente Azul: flutuação é atividade também para dias de frio e chuva

    Neste segundo semestre, o Brasil atravessa um período de instabilidade climática. Para quem vai viajar para Bonito (MS), surge uma preocupação referente à viabilidade dos passeios ao ar livre em dias de frio ou de chuva. Porém, na Nascente Azul, os visitantes estão livres de possíveis inquietações por causa do clima.

    Em qualquer período do ano, a flutuação na Nascente Azul pode ser realizada com total qualidade e segurança e a experiência continua memorável, mesmo em dias mais frios ou chuvosos. A mudança do clima ou da estação pode até mudar o cenário do lado de fora, mas, durante a flutuação, o visitante vai sempre encontrar uma água cristalina, uma vida subaquática exuberante e o contato direto com a natureza.

    Depois de uma filtragem natural pelas rochas calcárias da Serra da Bodoquena, a água brota da Nascente Azul a uma vazão constante de aproximadamente 180 litros por segundo e a uma temperatura em torno de 24°C durante todo o ano, independente das condições externas. Esse processo garante a extraordinária cristalinidade que caracteriza a flutuação do parque.

    A Nascente Azul conta com estrutura e equipamentos preparados para proporcionar mais conforto aos visitantes. O atrativo fornece, por exemplo, trajes de neoprene, material que ajuda a manter o calor corporal dentro da água. Cada estação do ano revela uma paisagem diferente e, em todas elas, a Nascente Azul está pronta para proporcionar uma experiência inesquecível em Bonito.

    Parque reconhecido como símbolo de recuperação ambiental, sustentabilidade, acessibilidade e inovação, a Nascente Azul oferece ainda o balneário, cujo acesso está incluso no ingresso da flutuação. Ele conta com uma série de atrações, como lago de água corrente com circuito de pontes suspensas, parque aquático flutuante, praia de água doce, trilhas ecológicas e autoguiadas e muito mais. Os aventureiros podem aproveitar, por um valor à parte, a tirolesa de 450 metros de extensão.

    Nascente Azul

    Rodovia Bonito Bodoquena, km 22 – Bonito/MS

    Mais informações em: nascenteazul.com.br