Exposição “A vida é como um traço”, de Anselmo Oliveira Jr., transforma trecho de 3,6 quilômetros da região em uma galeria a céu aberto
Os tatus vão tomar conta do Tatuapé a partir de setembro. Esculturas gigantes e coloridas criadas pelo artista plástico Anselmo Oliveira Jr. estarão distribuídas por diferentes pontos do Eixo Platina, formando uma rota artística que poderá ser percorrida a pé. A proposta, que aproxima arte, arquitetura, urbanismo e a identidade do território, integra a exposição “A vida é como um traço”, promovida pela Porte e em cartaz até 20 de dezembro de 2026.
Além das esculturas de tatus, com mais de dois metros de comprimento, Anselmo também apresenta outras esculturas e telas de seu acervo, ampliando o percurso artístico pelos empreendimentos da Porte. A exposição transforma os espaços em uma espécie de galeria a céu aberto e propõe uma experiência de descoberta pela região, em uma espécie de “caça” cultural e instagramável.
O percurso acompanha o Eixo Platina, nova centralidade urbana de 3,6 quilômetros entre as estações Belém e Carrão do Metrô. As obras estarão distribuídas por diferentes pontos do eixo, passando por como Geon 652, Crona 665, Platina 220, Almagah 227 e Metria 624, além do Espaço Porte. A proposta é que moradores, trabalhadores e visitantes possam conhecer as obras enquanto circulam pelo território.
A escolha dos tatus retoma uma relação direta com a história do bairro. Em 2020, a Porte apoiou o projeto TATU.URB, que convidou cinco artistas a transformar a figura do tatu, animal que dá nome ao Tatuapé, em esculturas de mais de dois metros de comprimento e 1,60 metro de altura. As obras foram instaladas em diferentes pontos da região, como Praça Silvio Romero, Parque do Ceret, Shopping Anália Franco, Shopping Metrô Tatuapé e Praça do Bom Parto. Anselmo foi um dos artistas participantes da iniciativa.
Seis anos depois, o artista retorna ao território com uma nova interpretação dos tatus. Em “A vida é como um traço”, as esculturas são utilizadas como suporte para traduzir sentimentos, escolhas e desafios presentes na caminhada da vida. A proposta parte da ideia de que a vida, assim como um traço, é construída ao longo de um percurso.
Cada tatu representa um sentimento associado a uma cor: amarelo, esperança; azul, paz e serenidade; verde, renovação; vermelho, amor e fraternidade; e preto, a união de todas as cores. Juntas, as obras formam uma narrativa sobre caminhos, encontros e escolhas.
“A proposta é mostrar que a vida é feita de caminhos, encontros e escolhas, e que podemos transformar cada etapa em algo belo”, explica Anselmo. O artista estabelece em sua produção uma relação direta entre sua experiência com a cidade e sua expressão artística. A presença das obras no Eixo Platina reforça justamente essa conexão entre arte e espaço urbano, levando a produção artística para ambientes de circulação e convivência.
Para a Porte, a iniciativa faz parte de uma visão de cidade que vai além da construção de edifícios. A empresa busca incorporar arte, cultura e novos espaços de convivência aos territórios onde atua, valorizando também artistas que possuem uma relação com a região.
“Acreditamos que a arte tem um papel importante na construção e na qualificação dos espaços urbanos. Quando colocamos uma obra de arte em um ambiente de circulação e convivência, ela deixa de estar restrita a uma galeria e passa a fazer parte da vida das pessoas. É uma maneira de tornar a cidade mais interessante, mais humana e mais conectada com a sua própria identidade. E, ao mesmo tempo, apoiar artistas que têm uma relação com o território é uma forma de valorizar a produção local e dar visibilidade a esses talentos”, afirma Rafael Palucci, diretor de Marketing da Porte.
A exposição também reforça a estratégia da Porte de incorporar arte e cultura aos espaços que desenvolve no Eixo Platina, região que vem passando por um processo de transformação urbana. Nesse contexto, o percurso artístico funciona como mais uma camada de conexão entre os empreendimentos e a cidade, criando uma experiência que combina arte, arquitetura, urbanismo e circulação pelo território.
