Autor: agitosp

  • Sexo perfeito só existe no cinema

    Sexo perfeito só existe no cinema: brasileiros contam as trapalhadas que acontecem em momentos de intimidade

    Cãibra, flagras indesejados e puxadas de mega hair são algumas histórias que mostram que o sexo da vida real é bem diferente do cinema

    Nem sempre tudo ocorre como planejado na Hora H. Pelo menos é o que mostra a recente pesquisa feita pelo Sexlog, a maior rede social de sexo e swing da América Latina. Segundo o levantamento, quase metade (49%) dos brasileiros ouvidos pelo Sexlog já passou por uma situação engraçada ou constrangedora durante o sexo. Para 19%, isso aconteceu várias vezes. Somando quem não protagonizou, mas presenciou uma trapalhada, o número chega a 60%.

    O levantamento ouviu mais de dois mil usuários e o retrato que aparece é o de um sexo bem distante da perfeição dos filmes: tem perna que trava, porta que abre sem aviso e barulho que ninguém planejou.

    O ranking das trapalhadas

    A cãibra é a campeã isolada das trapalhadas. Entre os que contaram seu maior mico, 40% citam a dor, torção ou outro desconforto físico causado por posições que acabam exigindo mais preparação do que imaginamos, como o frango assado e a cavalgada.. Em seguida aparecem as interrupções e os flagras, seja por alguém, pelo celular ou por um pet (26%). Os barulhos indesejados fecham o pódio, com 20%, e o pum responde sozinho por 15%.

    Logo atrás vêm a ausência de ereção (19%) e os problemas com a camisinha ou com algum acessório sexual (18%). Derrubar alguma coisa ou bater em algum lugar aparece em 12% dos relatos, mesma fatia de quem chamou a pessoa pelo nome errado ou cometeu outra gafe. Fechando a lista, 9% erraram a posição ou tentaram uma acrobacia que não deu certo.

    Os micos acontecem tanto na aventura quanto na rotina. Quase metade (48%) foi em um encontro casual, e 39% com o parceiro ou a parceira fixa. O motel aparece como cenário em 22% dos casos, e 18% aconteceram em uma experiência a três ou com mais pessoas.

    A idade muda o tipo de trapalhada. Entre os jovens de 18 a 24 anos, os micos que mais se destacam são a acrobacia que deu errado (22%, mais que o dobro da média geral, de 9%) e o pum (20%, contra 15% no total). Já a cãibra chega ao pico na faixa dos 25 aos 34 anos, quando atinge 47% dos entrevistados.

    Quando a perna trava

    Juan* viveu a versão mais extrema do mico campeão. A cãibra nas duas pernas veio quando a parceira estava por cima e o desfecho foi mais que inesperado, além de parar no meio da transa, ele ainda precisou pedir socorro. “Só deu tempo de chamar meu pai”, conta.

    Altair* também teve o sexo interrompido por questões físicas. Ele conta que sua panturrilha travou no meio da transa e ele ainda precisou lidar com as piadas da parceira. “Minha esposa riu e me chamou de velho. Mas,  ela fez uma massagem, a dor passou e continuamos”, lembra.

    Os micos não se restringem ao sexo a dois, no swing também é comum haver algumas trapalhadas. É o caso de Cleber* que estava com três casais quando sentiu a  coxa travar. Ele relata que até tentou disfarçar, mas não deu: precisaram esticar a perna dele e fazer massagem. “Na hora foi constrangedor. Passada a cãibra, virou risada, brincadeira, e o clima esquentou de novo. Só que dessa vez eu fiquei por baixo”.

    Flagras e interrupções

    Ter sua transa flagrada não estava nos planos de Robson*, que  estava no quarto com a parceira quando a nora chegou. Ele conta que correu para se esconder. “Fui para trás do guarda-roupa, mas não consegui cobrir tudo e uma parte ainda ficou aparecendo”, resume.

    E quem acredita que são só os humanos que flagram a transa alheia pode até não acreditar que os animais de estimação também são responsáveis por momentos curiosos e inusitados. Paola* é uma das entrevistadas pelo Sexlog que relata ter sido atrapalhada pelo pet. “Nós estávamos no sofá da sala quando o gatinho da minha enteada surgiu do nada. Ele meteu a pata no meu olho e correu. Eu pulei na hora, e meu parceiro ficou sem entender o que tinha acontecido”, conta.

    Também foi um gato que atrapalhou a festa de Hoty*. Ela conta que eram oito pessoas na mesma cama quando o animal entrou animado pelo quarto. “Ele entrou naquele modo turbo da madrugada que os gatos têm, tomou impulso na parede, pisou no meu marido, caiu por cima de outras duas mulheres e por isso elas se desequilibraram e caíram por cima do resto do grupo”, relembra.

    Barulhos e frases fora de hora

    Há também quem fique constrangido depois da relação. É o cado de Roh* que passou a noite com um rapaz em seu trailer. De manhã, a caminho do banheiro, deu de cara com a vizinha do trailer ao lado, que gritou: “A noite foi boa, né? Ouvi tudo, a noite toda”. “Quase morri de vergonha”, conta. Os dois voltaram para mais uma rodada, agora com ela se controlando para não fazer barulho.

    O caso de Mikaelly* envolve mais que só o barulho. Ela conta que além de ouvir o parceiro soltar um pum na hora H, ela também sentiu um cheiro desconfortável. “Ele, envergonhado, tentei emendar uma desculpa falando que o banheiro tem cheiro de esgoto”, diz.

    Os relatos de micos e trapalhadas no sexo são diversos, um dos mais curiosos é o de Luiz que estava empolgado quando segurou o cabelo da parceira e ouviu: “Não puxa, que é mega hair”. Ele lembra que não conseguiu continuar e até hoje acha graça do ocorrido. 

    A risada salva o clima

    A maioria leva o mico na esportiva. A reação mais comum, citada por um em cada três, é cair na risada e seguir em frente. Depois vêm ficar com vergonha e tentar disfarçar, transformar a situação em uma história para contar, ver o parceiro rir junto e ajudar a levar na brincadeira e, por fim, ficar constrangido mas conseguir retomar. Ver o clima acabar na hora está entre as respostas menos citadas.

    O pum, símbolo clássico do constrangimento, quase nunca encerra a transa. O que mais derruba o clima é quando o corpo não colabora como o esperado.

    Quando perguntados sobre o que mais acabaria com o clima, os usuários apontam em primeiro lugar uma falha de higiene ou um imprevisto desagradável. Em seguida vêm chamar a pessoa pelo nome errado e ser interrompido por alguém ou pelo celular. O barulho corporal aparece lá no fim da lista, embora preocupe mais os jovens.

    Com a idade, a risada passa a ser dividida. Os mais jovens tendem a rir sozinhos e seguir em frente. Os mais velhos contam mais com o parceiro para levar o mico na brincadeira.

    O que dizem os números

    “O que mais chama atenção nas respostas é a facilidade com que as pessoas riem de si mesmas”, afirma Mayumi Sato, CMO do Sexlog. “Sexo de verdade tem cãibra, gato que entra no quarto e parente que chega sem avisar. Quem consegue rir junto nessas horas mostra uma intimidade que nenhuma performance perfeita substitui”.

  • Cabana Burger tem segundo smash grátis nesta última quinta-feira do mês

    Promoção oferece um segundo burger na compra de um sanduíche selecionado da linha smash e é válida para consumo no salão das unidades participantes

    Créditos: Divulgação

    O Cabana Burger, rede brasileira de hamburguerias fundada em 2016, promove a ação 2×1 no Salão, que garante um burger extra na compra de um dos sanduíches participantes da linha smash. A iniciativa acontece na última quinta-feira de cada mês
    e reúne quatro opções do cardápio da marca, em uma oportunidade para conhecer ou revisitar alguns dos burgers da rede.

    Entre as opções estão o Bacon Blast, para quem aprecia o sabor marcante do bacon; o Cabana Burger, smash com queijo americano alface crespa e molho Cabana (maionese a base de picles temperado com páprica picante); o Oklahoma Crispy, que aposta no
    contraste de texturas com cebola crocante; e o PCQ, o clássico pão, carne e queijo. A promoção também contempla as versões vegetarianas Cabana Burger e Oklahoma Crispy.

    Com unidades em São Paulo e no Rio de Janeiro, o Cabana Burger combina produção artesanal e estrutura própria para garantir o padrão de qualidade de seu cardápio. A fábrica da marca é responsável pelo fornecimento de 90% dos insumos utilizados
    nas hamburguerias, reforçando o controle sobre os processos e a atenção aos ingredientes. Com a ação 2×1 no Salão, a rede convida o público a conhecer ou revisitar seus burgers, aproveitando a oportunidade para experimentar diferentes
    opções do cardápio.

    A ação é válida exclusivamente para consumo no salão das unidades participantes, com exceção das lojas Cabana Burger Aeroporto T2 e ParkShopping São Caetano.

    Serviço
    2×1 no Salão | Cabana Burger
    Quando: última quinta-feira de cada mês, conforme calendário promocional.
    Burgers participantes: Bacon Blast, Cabana Burger, Oklahoma Crispy, PCQ, Cabana Burger Veg e Oklahoma Crispy Veg.
    Onde: Exceto unidades Aeroporto T2 e ParkShopping São Caetano.
    Consumo: exclusivamente no salão.
    Regras: promoção não cumulativa com outras promoções, cupons, descontos ou benefícios. Não é permitida a troca por burgers não contemplados na ação. Condições sujeitas a alterações sem aviso prévio.

  • Trem da Serra do Mar Paranaense é opção para o feriado de Finados

    A Serra Verde Express terá saída extra do Trem da Serra do Mar Paranaense na segunda-feira (2), Dia de Finados, fora do calendário regular do passeio. Com a data adicional, o visitante pode aproveitar a sexta, sábado, domingo ou segunda do feriado prolongado para fazer o passeio de trem e conhecer Morretes.

    “Muita gente desiste do passeio quando vê a previsão de céu nublado, mas é justamente nesses dias que a Serra do Mar mostra outra face. Em dias mais fechados, a mata fica ainda mais verde e a viagem ganha um clima de mistério que encanta quem está a bordo”, afirma Adonai Arruda Filho, diretor-geral da Serra Verde Express.

    O percurso dura cerca de quatro horas e corta a maior área preservada de Mata Atlântica do país. Pela janela, o passageiro acompanha pontes, túneis, cachoeiras e desfiladeiros de uma ferrovia inaugurada em 1885 e considerada uma obra-prima da engenharia.

    Morretes de rua em rua

    Às margens do Rio Nhundiaquara, o centro histórico de Morretes preserva casarões coloniais, ruas de pedra e um ritmo tranquilo que convida a caminhar sem pressa. É ali que o visitante encontra o barreado, prato típico do litoral paranaense, servido nos restaurantes da cidade.

    Outro produto tradicional é a bala de banana, feita de forma artesanal e vendida em lojinhas e fábricas do centro. Outra parada quase obrigatória é o sorvete de gengibre, sabor que virou marca registrada da região. Na feira de artesanato, peças em madeira, cerâmica e fibras naturais mostram o trabalho dos artistas locais e rendem boas lembranças da viagem.

    Entre as novidades, o Hangar Morretes chama a atenção de quem chega à cidade. Inaugurado em 2025, o espaço tem como estrela um Airbus A318 restaurado, que pode ser visitado por dentro, com detalhes da estrutura do avião à mostra. O local fica à beira do rio e reúne gastronomia, música e uma exposição de carros antigos.

    Descer pela manhã ou subir no fim da tarde

    O roteiro mais tradicional sai de Curitiba e chega a Morretes no fim da manhã, a tempo do almoço. Para quem já está em Morretes ou quer aproveitar a manhã na região e voltar à tarde para a capital, a opção é o caminho inverso. O trem sobe a serra no meio da tarde, às 15h e termina l perto do anoitecer, com o pôr do sol.

    Com ou sem sol, a combinação de natureza, história e sabores faz de Morretes um dos destinos mais procurados do litoral paranaense nos feriados. “O trem é a porta de entrada para uma experiência completa, que movimenta restaurantes, artesãos e comerciantes de toda a região”, completa Adonai.

    Serviço

    Trem da Serra do Mar Paranaense no feriado de Finados

    Datas: 30 de outubro a 2 de novembro de 2026

    Saídas: às 8h30, da Rodoferroviária de Curitiba (sentido Morretes); às 15h, da estação de Morretes (sentido Curitiba)

    Reservas e informações: www.serraverdeexpress.com.br ou pelo WhatsApp (41) 3888-3472

    Hangar Morretes: Rua Almirante Frederico de Oliveira, 337, Vila Santo Antônio, Morretes (PR)

  • Estudo identifica excesso de peso em 30% dos gatos avaliados e 75% dos tutores não percebem

    Pesquisa aponta que a maioria dos tutores subestima a condição corporal dos pets, o que pode dificultar a identificação do sobrepeso e da obesidade

    O excesso de peso pode passar despercebido na rotina dos gatos, alerta a WeVets, o maior grupo de saúde veterinária do Brasil. De acordo com estudo brasileiro publicado na revista científica PLOS ONE em janeiro de 2026, 28,7% dos gatos domiciliados
    avaliados apresentavam sobrepeso ou obesidade. Entre os gatos com sobrepeso, os tutores subestimaram a condição corporal em 71% dos casos. Para os gatos com obesidade, a proporção foi de 75%.

    A avaliação considerou o escore de condição corporal dos animais, indicador clínico que observa características como a cobertura de gordura e a percepção das costelas e da cintura. O estudo também identificou maior frequência de excesso de peso
    entre gatos de 7 a 10 anos e entre os que tinham menor nível de atividade física. Os resultados descrevem os animais avaliados na pesquisa e não representam uma estimativa para todos os gatos do país.

    “Como o ganho de peso pode ocorrer gradualmente, o tutor nem sempre percebe a mudança ou pode considerar que o gato está apenas mais robusto. Também existe, mesmo que em menor grau, a percepção de que o pet saudável é um pouco mais gordinho. A
    avaliação veterinária ajuda a verificar a condição corporal e a definir orientações compatíveis com a idade, a saúde e a rotina de cada pet”, afirma Gustavo Jorge Gonçalves, médico veterinário da WeVets.

    A pesquisa de opinião mais recente da Association for Pet Obesity Prevention (APOP), divulgada em 2026, também aponta dificuldades para controlar o peso dos felinos. Entre os tutores que tentaram ajudar seus gatos a emagrecer, 19% relataram que os
    animais chegaram ao peso saudável. O levantamento ouviu tutores e profissionais veterinários e se baseou em respostas dos participantes.

    O acompanhamento do peso deve considerar mais do que o número indicado pela balança. A avaliação profissional pode orientar o controle das porções, a escolha da alimentação e formas de estimular a atividade física. Mudanças na dieta precisam
    ser conduzidas com orientação veterinária, de acordo com as necessidades de cada gato.

    “O ganho de peso em gato é silencioso. Ele não deixa de comer, não deixa de brincar, e por isso o tutor costuma só notar quando alguém de fora aponta”, afirma Gonçalves. “A condição corporal é avaliada na própria consulta de rotina, e é
    a partir dela que dá para ajustar porção e alimentação com alguma precisão.”

    O estudo brasileiro avaliou 188 gatos de 80 domicílios em Goiânia (GO) e foi publicado na PLOS ONE em 7 de janeiro de 2026. A pesquisa de opinião da APOP ouviu 265 pessoas, entre tutores e profissionais veterinários, em 45 estados dos Estados
    Unidos.

  • No Dia de Finados, o luto por um animal também pede lugar

    Pesquisas mostram que a dor pela morte de um pet pode ter a mesma forma do luto por uma pessoa, e que aquilo em que o tutor acredita sobre o destino do animal interfere na forma como ele atravessa a perda

    No dia 2 de novembro, milhões de brasileiros vão aos cemitérios levar flores, acender velas e rezar por quem morreu. É um dos poucos dias do ano em que a saudade tem permissão para aparecer em público. Quem perdeu um cão ou um gato costuma ficar de fora desse ritual: não há data e, muitas vezes, não há com quem falar sobre a perda.

    Essa ausência tem nome. “Na psicologia, o luto que a sociedade não valida é chamado de luto não reconhecido, e a literatura científica descreve a morte de um animal de estimação como um exemplo desse fenômeno”, explica a psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo humano-animal e luto pet.

    A dor tem a mesma forma

    Juliana cita um estudo publicado em janeiro de 2026 na revista PLOS One, conduzido pelo psicólogo Philip Hyland, da Universidade de Maynooth, na Irlanda, ouviu 975 adultos do Reino Unido. “Entre os que já tinham perdido um animal e também uma pessoa próxima, 21% apontaram a morte do pet como a perda mais dolorosa que viveram”, conta a psicóloga.

    “O achado mais importante, porém, é outro: os sintomas de luto prolongado se organizaram da mesma maneira, fosse a perda de um animal ou de um ser humano. Mesmo assim, os manuais diagnósticos usados no mundo todo, a CID-11 e o DSM-5-TR, só admitem o diagnóstico de transtorno do luto prolongado após a morte de uma pessoa. O autor defende que essa regra seja revista”,explica.

    Para onde eles vão

    Em Finados, uma pergunta ganha força entre os tutores: para onde vão os animais? A resposta depende da fé de cada um, e não cabe ao psicólogo dizer qual está certa. O que cabe é observar o que essa crença faz com o luto.

    Juliana Sato traz à tona uma revisão sistemática publicada na revista Omega, que reuniu 36 estudos sobre o vínculo entre tutores e animais após a morte, traz pistas nessa direção. Numa pesquisa italiana incluída na revisão, acreditar que existe vida após a morte também para os animais esteve associado a uma elaboração melhor do luto, enquanto acreditar que esse destino é reservado apenas às pessoas esteve associado a um luto mais intenso. Outros estudos descrevem tutores que sentiram culpa por acreditar que o animal estava num lugar ruim, ou que eles próprios estavam sendo punidos pela perda.

    “Não existe uma crença correta para atravessar o luto. Existe a necessidade de que a pergunta sobre o destino do animal seja escutada, em vez de respondida às pressas com um era ‘só um bicho’ ou com uma promessa vazia”, complementa a psicóloga.

    Manter o vínculo sem ficar preso a ele

    A mesma revisão mostra que continuar se relacionando com o animal que morreu, o que a literatura chama de vínculos contínuos, pode aliviar ou agravar o luto. Paea Juliana Sato, “rituais, memoriais, lembranças e até sonhos ajudaram tutores a se sentirem menos sozinhos. Quando o vínculo se organiza em torno da culpa ou dos aspectos dolorosos da relação, o sofrimento tende a aumentar”.

    Finados pode ser a ocasião para o tutor criar o próprio ritual, como acender uma vela, visitar o lugar onde estão as cinzas ou escrever para o animal. “Quando a saudade, depois de meses, continua impedindo a pessoa de trabalhar, dormir ou conviver, é hora de procurar ajuda profissional. Os profissionais também têm responsabilidade nesse caminho: a revisão aponta que reações de veterinários e profissionais de saúde que minimizam o vínculo do tutor podem piorar o luto”, finaliza a especialista.

  • Ração completa reúne em uma refeição todos os nutrientes e energia

    Ração completa reúne em uma refeição todos os nutrientes e energia

    Como um prato equilibrado, a ração completa reúne em uma refeição todos os nutrientes e energia que o pet precisa

    Alimentos completos e balanceados são formulados para cada espécie e fase da vida, sem a necessidade de combinar vários alimentos ou de suplementação

    A alimentação equilibrada é fundamental para a saúde, o bem-estar e a longevidade, tanto dos seres humanos quanto dos animais. Proteínas, gorduras, vitaminas e minerais desempenham funções essenciais no
    organismo e precisam ser fornecidos em quantidades adequadas. Embora as exigências nutricionais sejam diferentes entre humanos e pets, o princípio é o mesmo: uma dieta equilibrada é indispensável para a manutenção da vida.

    No caso dos cães e gatos, a combinação desses nutrientes é planejada de acordo com as particularidades de cada espécie e fase de vida. Os alimentos completos e balanceados são formulados para fornecer os nutrientes necessários para manutenção da
    saúde dos animais, nas proporções adequadas e podendo considerar ainda fatores como as necessidades nutricionais específicas de porte, raça, castração, enfermidades, nível de atividade física entre outros. É como um prato equilibrado, que reúne
    diversos nutrientes em uma única refeição, porém, sem a necessidade de combinar vários alimentos para atender às necessidades nutricionais do animal.

    Os avanços científicos também contribuíram para transformar a alimentação de cães e gatos ao longo dos anos. A intensificação do vínculo entre humanos e seus animais de estimação elevou as exigências dos responsáveis pelos pets, ampliando a
    busca por um portfólio mais sofisticado. Esse movimento impulsionou investimentos em pesquisa e tecnologia, possibilitando o desenvolvimento de alimentos cada vez mais especializados e personalizados. “Diretrizes de instituições internacionais, como
    a FEDIAF (Federação Europeia da Indústria de Alimentos para Animais de Estimação) e publicações técnicas, como o Manual Pet Food da ABINPET, contribuem para ampliar o conhecimento sobre as necessidades nutricionais de cães e gatos. Hoje, contamos com ingredientes e tecnologias que permitem desenvolver fórmulas adequadas a diferentes fases da vida e
    particularidades, como envelhecimento, castração e controle de peso”, explica Lívea Maria Gomes, Zootecnista que atua no time de treinamento da Adimax.

    Além de fornecer os nutrientes essenciais na quantidade certa, algumas formulações também incorporam ingredientes funcionais, ou seja, que podem oferecer benefícios específicos à saúde dos pets. Entre eles estão os prebióticos, condroprotetores, antioxidantes naturais, entre outros que, a depender dos ingredientes incluídos na formulação, podem contribuir para diminuir os sinais do estresse, auxiliar na saúde intestinal, colaborar no cuidado das
    articulações, promover uma pelagem mais bonita, auxiliar com os cuidados orais e até promover mais energia e vitalidade ao animal.
    A presença e a combinação desses componentes variam conforme a formulação e os objetivos nutricionais de cada
    alimento.

    Por isso, a escolha de um alimento deve levar em conta as características e as necessidades nutricionais de cada pet. Uma formulação adequada à espécie, à fase da vida e às particularidades do animal permite oferecer, em uma única refeição, os
    nutrientes necessários para uma alimentação completa e balanceada.

  • Washington, DC além dos monumentos: livrarias, cafés e espaços criativos

    Washington, DC além dos monumentos: um roteiro por livrarias, cafés e espaços criativosDe livrarias independentes a cafés tradicionais, descubra espaços que fazem parte da vida cultural da capital americana
    Além dos monumentos e museus que marcam a história dos Estados Unidos, Washington, DC tem uma cena cultural que vale a visita. Livrarias independentes, cafés, espaços de convivência e bairros com personalidade oferecem diferentes maneiras de explorar a capital americana, combinando literatura, gastronomia e experiências locais.
    Para quem gosta de caminhar e descobrir lugares fora do roteiro tradicional, esses endereços revelam um lado da cidade ligado à leitura, à arte e ao encontro de diferentes comunidades.Livrarias e cafés que fazem parte da cena cultural Livraria Kramers, localizada na Connecticut Avenue NW, em Dupont CircleEm Washington, DC, algumas livrarias se destacam tanto pelo acervo quanto pela experiência de visita. Em frente ao Eastern Market, a Capitol Hill Books ocupa três andares repletos de livros usados, distribuídos por prateleiras, escadas, janelas e até pelo banheiro. Em funcionamento desde 1991, é uma opção para quem gosta de garimpar títulos e descobrir obras inesperadas.
    A Politics & Prose é outro endereço importante da cena literária local. Fundada em 1984 na Connecticut Avenue NW, a livraria combina um amplo acervo com encontros com autores e outros eventos culturais. Além da unidade original, conta com outras unidades em diferentes bairros.
    Para quem procura livros antigos e edições especiais, a Second Story Books, em Dupont Circle, reúne um extenso acervo de obras usadas e raras. A visita também pode ser combinada com um passeio pelo bairro, conhecido por seus restaurantes, galerias e espaços culturais.
    Alguns endereços permitem combinar a leitura com uma pausa para comer ou tomar café. A Kramers, em Dupont Circle, reúne livraria, cafeteria e restaurante desde 1976. É uma opção para folhear livros, fazer uma pausa durante o passeio e aproveitar o movimento do bairro.
    A Busboys and Poets também combina gastronomia e cultura. Com restaurantes, livrarias e bares, a rede foi inspirada no poeta Langston Hughes e promove atividades relacionadas a literatura, artes e questões sociais. Com oito unidades em diferentes bairros da capital, funciona como ponto de encontro para leitores, artistas e comunidades locais.
    Em Adams Morgan, a The Potter’s House reúne café, livraria e iniciativas comunitárias. Fundado em 1960, o espaço tem um acervo voltado a temas como justiça social, cultura e espiritualidade, além de uma programação que incentiva o diálogo e a participação da comunidade.Bairros e espaços para explorar sem pressa O Kogod Courtyard, pátio coberto no complexo do Smithsonian American Art Museum e National Portrait Gallery A cena criativa de Washington, DC também pode ser descoberta em espaços culturais e passeios pelos bairros. O Kogod Courtyard, localizado no complexo que abriga a National Portrait Gallery e o Smithsonian American Art Museum, é um pátio coberto por uma estrutura de vidro que oferece um lugar para descansar entre as visitas. 
    Em Adams Morgan, cafés, restaurantes e estabelecimentos independentes convivem com casas históricas e uma vida noturna movimentada. A diversidade cultural do bairro se reflete na gastronomia, bares e espaços que atraem moradores e visitantes ao longo do dia e da noite. 
    Já Dupont Circle combina livrarias tradicionais, museus, galerias e restaurantes, em uma região marcada pela presença de instituições culturais e diversidade internacional. É um ótimo ponto de partida para um roteiro a pé, com paradas para leitura, café e gastronomia. 
    Em Capitol Hill, a arquitetura histórica e os edifícios políticos dividem espaço com ruas arborizadas, pequenos comércios e áreas verdes. Uma das principais atrações do bairro é a Folger Shakespeare Library, a maior coleção de obras do Shakespeare do mundo e o recurso definitivo para explorar o universo do escritor. 
    Capitol Hill também oferece oportunidades para combinar visitas culturais com passeios ao ar livre e uma parada no Eastern Market, conhecido pelo mercado e comércio local. 
    Entre livros, cafés e bairros históricos, Washington, DC mostra que há muito a descobrir além de seus cartões-postais mais conhecidos. Esses são alguns dos endereços que ajudam a conhecer a cidade por outra perspectiva, com experiências que aproximam os visitantes da vida cultural e do cotidiano local. 
  • Plataforma japonesa libera programação no Brasil

    Fundação Japão leva espetáculos de Kabuki para o cinema e streaming

    Fundação Japão leva espetáculos de Kabuki para o cinema e streaming

    JFF Discover Kabuki Tour acontece simultaneamente em sete países e terá ações presenciais em São Paulo, Porto Alegre e Recife

    A Fundação Japão apresenta, até maio de 2027, o JFF Discover Kabuki Tour, projeto internacional que acontece em sete países e aproxima o público de uma das mais tradicionais manifestações artísticas do Japão, o teatro Kabuki. No Brasil, a programação reúne sessões gratuitas de cinema em São Paulo, Porto Alegre e Recife, além de streaming gratuito sobre essa forma de manifestação cultural japonesa, conhecida por seus dramas estilizados, figurinos suntuosos e maquiagem marcante.

    Produzido exclusivamente pela Shochiku, uma das maiores e mais tradicionais empresas japonesas de entretenimento, o projeto Cinema Kabuki transporta para as telas espetáculos originalmente apresentados nos palcos. Com definição, som surround imersivo e recursos de captação cinematográfica, as produções oferecem ao público uma perspectiva privilegiada das encenações, com closes que revelam as expressões, o talento e a técnica dos atores, além dos detalhes dos figurinos, da maquiagem e da cenografia.

    Segundo, o SHOCHIKU Kabuki Official Site, graças à utilização de câmeras de alta tecnologia posicionadas em ângulos impossíveis de serem observados pelo público de uma apresentação convencional, os espectadores podem apreciar aspectos refinados da arte Kabuki.

    “Ao longo da exibição, a linguagem cinematográfica destaca em primeiro plano os pontos mais importantes de cada cena, conduzindo naturalmente o olhar do espectador. Isso torna a obra acessível para quem está conhecendo o Kabuki pela primeira vez, ao mesmo tempo em que proporciona uma compreensão mais profunda de sua estética, sua técnica de atuação e sua sofisticada tradição artística”, informa a produtora japonesa.

    As sessões presenciais do Cinema Kabuki contarão ainda com outro elemento característico dessa tradição. Equipe da Shochiku, vinda do Japão realizará pinturas Kumadori nas mãos dos participantes. A maquiagem, uma das marcas visuais do genêro, utiliza cores e traços expressivos e contribuirá para ampliar o contato do público com essa manifestação da cultura japonesa.

    Além das sessões presenciais, o JFF Discover Kabuki Tour disponibilizará gratuitamente, até maio de 2027, vídeos que apresentam os atrativos e as características do Kabuki . O conteúdo complementa a programação nos cinemas e reúne vídeos introdutórios que apresentam ao público conceitos, características e explicações sobre essa tradição teatral. Legendado em português, o material inclui cenas curtas e tradicionais do teatro Kabuki, diferentes das produções do projeto que integram as exibições presenciais. A proposta é oferecer ao público recursos para conhecer melhor a linguagem, a estética e os elementos que caracterizam essa manifestação artística antes ou depois das sessões.

    Para assistir gratuitamente acesse: https://en.jff.jpf.go.jp/feature/jff-discover-kabuki-online/

    Confira a programação presencial do Cinema Kabuki:

    SÃO PAULO:

    50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

    JFF Discover Kabuki Tour Renjishi (The Father and Son Shishi Lions) e Experiência de pintura corporal Kumadori

    Local: Solar Fábio Prado (Antigo Museu da Casa Brasileira)
    Data: 29 de outubro de 2026
    Horário: 18h
    Público: 450 pessoas
    INGRESSOS GRATUITOS. Retirada no local a partir das 12hVagas para a experiência de pintura corporal Kumadori limitadas.
    Retirada de senhas, à partir das 15h, e início da experiência às 16h.

    RECIFE

    JFF Discover Kabuki Tour
    Renjishi (The Father and Son Shishi Lions), Migawari Zazen (The Zen Substitute) e Experiência de pintura corporal Kumadori
    Local: Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ) – Derby (último update: 29/09)
    Data: 01 de novembro de 2026
    Gratuito, com retirada no local ou no site do Cinema da Fundação 1 hora antes de cada sessão.
    Horários:
    Experiência de pintura corporal Kumadori às 14h
    Exibição do filme Renjishi (The Father and Son Shishi Lions) às 15h
    Exibição do filme Migawari Zazen (The Zen Substitute) às 16h30
    Experiência de pintura corporal Kumadori às 17h30

    INGRESSOS GRATUITOS
    Retirada no local, ou no site do Cinema da Fundação 1hora antes do início de cada sessão
    Vagas para a Experiência limitadas.

    PORTO ALEGRE

    JFF Discover Kabuki Tour
    Migawari Zazen (The Zen Substitute), Renjishi (The Father and Son Shishi Lions) e Experiência de pintura corporal Kumadori

    Local: Cinemateca Capitólio

    Data: 04 de novembro de 2026

    Gratuito, retirada no local apenas, 30 minutos antes de cada sessão.

    Censura: Livre

    Abertura da sala de cinema para o público: 17h
    Exibição do filme Migawari Zazen (The Zen Substitute) às 17h10
    Exibição do filme Renjishi (The Father and Son Shishi Lions) às 18h30
    Experiência de pintura corporal Kumadori às 19h30

    Sinopses:

    Renjishi: The Father and Son Shishi Lions

    Filmado por YAMADA Yoji, um mestre do cinema japonês, Renjishi conta a história de amor e provações entre um leão pai e seus filhotes, interpretados pelo falecido NAKAMURA Kanzaburō e seus filhos na vida real, Kankurō e Shichinosuke. Sua poderosa dança dos leões, com o leão pai de juba branca e os filhotes de juba vermelha movendo-se em perfeita harmonia, é o destaque inesquecível da produção.

    Diretor: YAMADA Yoji

    Roteiro: KAWATAKE Mokuami

    Ano: 2008

    Duração: 55 minutos

    Gênero: Cultura Japonesa, Dança

    Elenco: NAKAMURA Kanzaburō, NAKAMURA Kankurō , NAKAMURA Shichinosuke

    Migawari Zazen ( The Zen Substitute)

    O lorde YAMAKAGE Ukyō é um mulherengo notório, mas é completamente dominado por sua esposa. Ao saber que sua amante, Hanago, chegou à capital, ele fica desesperado para vê-la. No entanto, sua esposa, Tamanoi, recusa-se a deixá-lo sair de casa. Desesperado, Ukyō inventa uma mentira: ele afirma que precisa se recolher ao templo privado da propriedade para uma sessão de meditação Zen durante toda a noite. Ele ordena a seu servo, Tarō Kaja, que se cubra com um manto de meditação e atue como seu substituto, enquanto Ukyō escapa para se encontrar com Hanago. Mas…

    Diretor: (não fornecido)

    Roteiro: OKAMURA Shikō

    Ano: 2010

    Duração: 62min

    Gênero: Cultura Japonesa, Comédia

    Elenco: NAKAMURA Kanzaburō, MATSUMOTO Kōshirō, BANDŌ Mitsugorō

  • Timidez pode ser enfrentada sem mudar quem você é

    Professor Alan dos Santos explica como enfrentar dificuldades de expressão, ganhar confiança e reconhecer os sinais de ansiedade social

    Falar em público, apresentar um trabalho ou expressar uma opinião pode ser um desafio para quem sente timidez. Mesmo quando existe vontade de participar, o receio de se expor pode dificultar a comunicação. Aprender a lidar com esse desconforto, porém, não significa necessariamente mudar a própria personalidade.

    O professor e doutor Alan dos Santos, da Faculdade de Psicologia da Unoeste explica que as experiências de vida e os contextos sociais influenciam a maneira como cada pessoa desenvolve suas habilidades de expressão. Compreender os fatores envolvidos no comportamento é um caminho para enfrentar dificuldades e ampliar as possibilidades de participação em situações acadêmicas e profissionais.

    Como a timidez se desenvolve

    A personalidade é construída ao longo da vida, de acordo com as experiências e as relações estabelecidas em diferentes ambientes. Na avaliação de Santos, os estímulos recebidos durante a infância e as oportunidades de comunicação influenciam esse processo. Ele também reconhece a participação de fatores genéticos.

    “Uma chave de leitura psicanalítica para entendermos a timidez é o conceito de inibição, definido por Freud em Inibição, sintoma e angústia (1926). Nesse texto, ele mostra que algumas funções do corpo podem ser restringidas quando sua realização provoca conflito psíquico e angústia. Desse modo, alguém pode desejar falar, aproximar-se, apresentar uma ideia ou ocupar determinado lugar e, ao mesmo tempo, experimentar uma força psíquica que o faz recuar”

    A dificuldade pode aparecer quando alguém deseja participar de uma conversa, compartilhar uma opinião ou assumir uma posição de destaque, mas recua diante do desconforto. Como as experiências são individuais, compreender o que provoca essa reação também é importante para encontrar formas de lidar com ela.

    Superação

    A experiência do professor ajuda a ilustrar como é possível desenvolver a comunicação sem necessariamente se tornar extrovertido. Ao escolher a docência, Santos precisou aprender a falar diante de outras pessoas e enfrentar situações que exigiam exposição.

    Essa experiência também aparece em sua produção literária. Nos livros Zonas (com.tato) e Insular (Borboleta Azul), o professor aborda aspectos relacionados à fala e à própria timidez. As obras contextualizam como a dificuldade de se expressar atravessa sua trajetória pessoal.

    “Não me tornei uma pessoa extrovertida, continuo sendo bastante introvertido no geral, mas consigo dar as minhas aulas com alguma tranquilidade e até me divertir com elas. Talvez tenham ficado resquícios de timidez, mas eles não me paralisam mais”, relata.

    Para o professor, aprender a lidar melhor com a timidez já representa uma forma de superação. A experiência mostra que desenvolver habilidades de comunicação não exige abandonar características pessoais, mas pode ampliar a liberdade para fazer escolhas e participar de diferentes situações.

    Como ganhar confiança para falar em público

    Praticar técnicas de oratória e desenvolver familiaridade com situações de exposição são estratégias que podem ajudar a construir confiança. Alan ressalta, entretanto, que também é importante compreender os fatores que provocam a inibição, principalmente quando o medo dificulta a realização de atividades desejadas.

    Enfrentar gradualmente situações desconfortáveis pode ser uma maneira de desenvolver essas habilidades. Em vez de evitar todas as oportunidades que provocam insegurança, a pessoa pode avançar aos poucos, respeitando seus limites e reconhecendo que erros fazem parte do processo.

    “Somos todos humanos, portanto, falhos e sujeitos ao erro. Mesmo que não tenha dado certo hoje, amanhã dará”, observa o professor.

    Quando a dificuldade persiste, o acompanhamento com profissionais qualificados pode ajudar a compreender suas causas. Alan recomenda a psicoterapia e a psicanálise como possibilidades para quem precisa investigar os fatores envolvidos na inibição e desenvolver recursos para se expressar.

    Timidez ou ansiedade social

    Embora possam envolver desconforto em situações sociais, timidez e ansiedade social não são sinônimos. Segundo o docente, a ansiedade social é um quadro clínico relacionado ao medo excessivo de se expor, ser julgado ou passar por situações de humilhação, especialmente quando existe avaliação do desempenho.

    O professor ressalta que nem toda pessoa tímida apresenta ansiedade social. A identificação de um transtorno exige avaliação profissional, considerando os sintomas e os critérios diagnósticos pertinentes.

    Por isso, sentir nervosismo ao falar em público ou ter dificuldade para iniciar uma conversa não significa, isoladamente, apresentar um transtorno. É importante considerar a intensidade do medo e o quanto ele interfere na vida cotidiana.

    Quando procurar ajuda profissional

    A timidez merece atenção quando impede a realização de atividades importantes ou limita significativamente a participação social. Ter dificuldade para apresentar trabalhos, ministrar palestras ou assumir tarefas que envolvam comunicação pode ser um sinal de que é necessário buscar apoio.

    “Sentir medo é humano e normal, mas também é humano enfrentar o medo”, afirma Santos.

    Quando a pessoa não consegue enfrentar esse desconforto e deixa de realizar atividades que deseja ou precisa fazer, procurar um psicólogo ou outro profissional de saúde mental qualificado pode ajudar a compreender a dificuldade e avaliar as possibilidades de cuidado.

    Desenvolver a comunicação não significa necessariamente eliminar a reação emocional. Como mostra a experiência do professor, é possível ampliar as próprias habilidades e participar de novas situações sem precisar deixar de ser quem se é.

  • Crianças e pets: como transformar a hora do petisco em uma lição

    Crianças e pets: como transformar a hora do petisco em uma lição de responsabilidade

    Crianças e pets: como transformar a hora do petisco em uma lição de responsabilidade

    Veterinária explica como envolver os pequenos nessa rotina sem comprometer a saúde dos animais

    Oferecer um petisco ao cachorro ou gato é um gesto comum entre crianças que convivem com animais de estimação. Na relação cada vez mais próxima entre pessoas e pets, a comida também ganhou espaço como demonstração de carinho. Além de fortalecer o vínculo, esse momento pode ser uma oportunidade para ensinar aos pequenos que cuidar de um animal envolve responsabilidade, limites e atenção à saúde.

    “É muito comum que as crianças gostem de oferecer petiscos aos pets como uma forma de carinho e interação. Esse pode ser um momento interessante para ensinar que demonstrar afeto também envolve responsabilidade. Ele pode fazer parte da rotina de forma segura e saudável, mas precisa ser oferecido na quantidade adequada e de acordo com as necessidades daquele animal”, explica a médica-veterinária Mayara Andrade, de GranPlus, da MBRF Pet.

    A associação entre petiscos e vínculo afetivo também aparece na literatura científica. Um estudo publicado em 2023 na revista Preventive Veterinary Medicine, realizado por pesquisadores do Ontario Veterinary College, da University of Guelph, no Canadá, ouviu 716 responsáveis por cães sobre seus hábitos de oferecer petiscos. Entre os principais motivos estavam fazer o animal feliz e fortalecer o vínculo. Quase 40% dos participantes afirmaram oferecer petiscos frequentemente como forma de demonstrar amor.

    Mayara explica que a questão, portanto, não é eliminar o petisco da rotina, mas oferecê-lo de maneira adequada. Segundo ela, os petiscos podem representar até 10% das calorias consumidas diariamente pelo animal. Como cães e gatos que recebem uma alimentação completa e balanceada já têm suas necessidades nutricionais atendidas, o alimento extra precisa ser considerado no consumo total do dia.

    “Não é uma questão de proibir. É possível oferecer petiscos, desde que isso seja feito de forma inteligente e que a quantidade seja calculada dentro da dieta do animal”, afirma a veterinária.

    A recomendação também não é igual para todos os pets. Segundo Mayara, animais com necessidades nutricionais específicas ou que seguem dietas determinadas por um veterinário podem ter restrições a determinados alimentos. Por isso, antes de incluir petiscos na rotina, a orientação profissional deve ser considerada.

    “Para as crianças, o cuidado pode começar com pequenas tarefas. Elas podem participar da pesagem do alimento, do oferecimento de água e da oferta do petisco, desde que a escolha e a quantidade sejam definidas por um adulto. Também podem aprender que o fato de o animal pedir comida não significa que ele deva receber mais e que, além disso, nem todo alimento humano pode ser saudável ou permitido para cães e gatos”, explica.

    O aprendizado se estende ainda ao momento da refeição. Não retirar o pote, não mexer no animal enquanto ele come e reconhecer sinais de desconforto são formas de ensinar respeito aos limites do pet.

    “Quando a criança entende que não pode simplesmente dar comida porque o pet pediu, ela começa a perceber que cuidar também é saber o que faz bem para ele. É uma forma simples de trabalhar responsabilidade e respeito. Uma boa dica é combinar com a criança um horário e uma quantidade fixos para o petisco do dia. Assim, o gesto de carinho entra na rotina sem atrapalhar a alimentação do animal”, diz a veterinária.