Autor: agitosp

  • Museus do Parque da Ciência Butantan têm programação especial para a 20ª Primavera dos Museus


     

    Com o tema “Museus para todas as pessoas”, atividades convidam o público a refletir sobre inclusão, diversidade e pertencimento, por meio de jogos e oficinas
     

    Entre os dias 23 e 26 de setembro, os museus do Parque da Ciência do Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo, apresentam uma programação especial para a 20ª Primavera dos Museus. A iniciativa, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), incentiva museus, Pontos de Memória e instituições culturais a desenvolverem ações que aproximem diferentes públicos, valorizem histórias e identidades diversas por meio da cultura.
     

    Com o tema “Museus para todas as pessoas”, a edição deste ano propõe reflexões sobre como tornar os espaços culturais cada vez mais acessíveis, inclusivos, diversos e representativos. A programação também visa ampliar o diálogo sobre o direito à memória, ao patrimônio cultural, à participação e ao pertencimento.
     

    No Parque da Ciência Butantan, os museus de Microbiologia Professor Isaías Raw, Biológico, da Vacina, Histórico – Espaço Terra Firme e o de Saúde Pública Emílio Ribas (MUSPER) prepararam atividades voltadas a públicos de diferentes idades.
     

    A programação começa na quarta-feira (23), às 11h30, com o jogo Micro-caça, no Museu de Microbiologia Professor Isaías Raw. Os visitantes serão convidados a explorar a exposição de longa duração do museu em busca de informações sobre a diversidade dos microrganismos e conceitos da microbiologia.
     

    Na quinta-feira (24), às 14h, o Museu Biológico promove mais uma edição dos Seminários do Museu Biológico, que reúne especialistas e o público geral para discutir temas do mundo científico. O encontro será realizado no auditório do museu e abordará a democratização dos espaços museológicos.
     

    No sábado (26), a programação reúne diversas atividades. O Museu de Saúde Pública Emílio Ribas (MUSPER) promove, às 9h, o roteiro “Da Ponte Pra Cá”, inspirado na obra dos Racionais MC’s. A caminhada pelos bairros do Bom Retiro e da Luz investigará marcos de memória e de saúde para compreender a região central de São Paulo. A atividade discutirá como a ideia de “margem” é construída pela exclusão e pela escassez de políticas públicas, e não apenas pela geografia. Durante o percurso, os participantes serão convidados a observar a região para além de suas fachadas e refletir sobre as marcas deixadas na cidade.
     

    Também no sábado, o Museu da Vacina realizará uma edição especial de sua visita monitorada, voltada ao público a partir dos 60 anos. A atividade acontece às 11h, com educadores apresentando a história da vacinação e convidando os visitantes a refletir sobre saúde e prevenção de doenças.
     

    O Museu de Microbiologia Professor Isaías Raw promove, às 11h e às 15h, a oficina “A tecnologia do barro unindo saberes”. A atividade convida o público a conhecer como diferentes etnias indígenas utilizavam a cerâmica para expressar suas tecnologias e cosmovisões.
     

    Para completar a programação, o Museu Histórico realiza, às 14h30, a oficina Eco Cobra, voltada ao público infantojuvenil. Os participantes poderão criar uma cobra “ecológica” com tampinhas de garrafa PET e aprender sobre a importância da reciclagem, da ciência e da conservação das serpentes brasileiras.
     

    Ao integrar ciência, história, saúde, cultura e meio ambiente, o Parque da Ciência Butantan reforça seu compromisso com a educação científica e ambiental e com a construção de espaços de diálogo e valorização de diferentes saberes.
     

    Fotos:

    Atividades no Parque: 

    Foto 1: Link

    Crédito: Comunicação Butantan

    Foto 2: Link

    Crédito: José Felipe Batista/Comunicação Butantan

    Museu da Vacina: 

    Foto 1: Link

    Crédito: Marília Ruberti/Comunicação Butantan
     

    Foto 2: Link
    Crédito: Comunicação Butantan
     

    A programação completa da Primavera dos Museus no Parque da Ciência Butantan está aqui
     

    Jogo Micro-caça | Museu de Microbiologia Professor Isaías Raw
    Data: quarta-feira (23/9)
    Horário: 11h30
    Local: Museu de Microbiologia Professor Isaías Raw
    Faixa etária: Geral
    Não é necessário se inscrever
     

    Seminários do Museu Biológico | Museu Biológico
    Data: quinta-feira (24/9)
    Horário: 14h
    Local: Auditório do Museu Biológico
    Faixa etária: Geral
    Todos os participantes recebem certificado
     

    Roteiro “Da Ponte Pra Cá” | MUSPER
    Data: sábado (26/9)
    Horário: 9h
    Local: Bairro do Bom Retiro – ponto de encontro na estação da Luz, nas saídas em frente ao parque Jardim da Luz
    Faixa etária: Jovens e adultos
    Inscrições via WhatsApp: (11) 93448-5845
     

    Visita monitorada – edição especial Maior Idade | Museu da Vacina
    Data: sábado (26/9)
    Horário: 11h
    Local: Pátio do Museu da Vacina
    Faixa etária: A partir de 60 anos
    Inscrições via formulário: Link
     

    A tecnologia do barro unindo saberes | Museu de Microbiologia Professor Isaias Raw 
    Data: sábado (26/9)
    Horário: 11h e 15h
    Local: Deck do Museu de Microbiologia Professor Isaías Raw
    Faixa etária: Geral
    Inscrições na recepção do Museu de Microbiologia
     

    Eco Cobra | Museu Histórico
    Data: sábado (26/9)
    Horário: 14h30
    Local: Museu Histórico
    Faixa etária: Infantojuvenil
    Inscrições na recepção do Museu Histórico, a partir das 14h10

  • Costa Cruzeiros lança pacote inédito para as Ilhas Canárias

    Costa Cruzeiros lança pacote inédito para as Ilhas Canárias a bordo do Costa Smeralda 

    • Novo pacote inclui os voos entre Brasil e Espanha; cruzeiro de 7 noites; três noites de hotel em Madri após o desembarque do cruzeiro e os transfers terrestres

    • A oferta está disponível para os cruzeiros com embarques em Las Palmas, na Gran Canária, nos dias 26 de novembro e 24 de dezembro de 2026; e nos dias 29 de janeiro, 19 de fevereiro e 26 de março de 2027

    • A viagem completa pelas Ilhas Canárias custa a partir de 12 parcelas de R$ 1.403,08 por pessoa em cabine interna dupla 

    Costa Smeralda. Foto: Divulgação

    São Paulo, 18 de setembro de 2026 – O programa Conexão Costa, da Costa Cruzeiros, amplia sua oferta para destinos internacionais. O viajante brasileiro tem agora a oportunidade de aproveitar as belezas e o clima ameno do balneário espanhol das Ilhas Canárias em pacote inédito que combina voos, cruzeiro, hotel e traslados terrestres, com saídas entre novembro de 2026 e março de 2027.

    O pacote completo contempla os voos de ida e volta entre São Paulo e Las Palmas, com conexão em Madri; o cruzeiro de 7 noites a bordo do navio Costa Smeralda; 3 noites em hotel 4 estrelas com café da manhã incluído em Madri, capital espanhola, logo após o desembarque do cruzeiro, além dos transfers entre o aeroporto e o terminal de cruzeiros de Las Palmas na ida, bem como entre o aeroporto e o hotel em Madri para o retorno ao Brasil. 

    Las Palmas, Tenerife e Lanzarote. Fotos: Divulgação

    A oferta exclusiva está disponível para os cruzeiros de 7 noites a bordo do Costa Smeralda com embarque em Las Palmas, na Gran Canária, nos dias 26 de novembro e 24 de dezembro de 2026 (Natal); e nos dias 29 de janeiro, 19 de fevereiro e 26 de março de 2027. O roteiro percorre alguns dos destinos mais emblemáticos da região, incluindo Funchal, na Ilha da Madeira; Santa Cruz, em Tenerife; Puerto del Rosario, em Fuerteventura; e Arrecife, em Lanzarote. O pacote completo pelas Ilhas Canárias custa a partir de 12 vezes sem juros de R$ 1.403,08 por pessoa em cabine interna dupla.* 

    Durante o cruzeiro, os hóspedes têm a oportunidade de vivenciar dois exclusivos Sea Destinations, experiências imersivas realizadas em alto-mar e inspiradas nos destinos visitados. Em um dos pontos mais escuros do mar das Canárias, o céu se revela em todo o seu esplendor, permitindo observar a posição de planetas, galáxias e constelações em um cenário repleto de estrelas. Já próximo a Arrecife, o Costa Smeralda navega em direção ao lendário Atlantis Crest, uma montanha submersa formada por três vulcões e envolta em mistério. A partir desse cenário fascinante, os hóspedes participam de uma experiência sensorial e imersiva inspirada no mito da cidade perdida de Atlântida.

    Entre as experiências Sea Destinations: Atlantis Crest e O Ponto Mais Escuro das Ilhas Canárias. Fotos: Divulgação

    “Com este novo pacote do Conexão Costa, oferecemos ao viajante brasileiro uma forma ainda mais prática e segura de explorar um dos destinos mais fascinantes da Europa. Ao reunir aéreo, cruzeiro, hospedagem e traslados em uma única solução, proporcionamos mais comodidade no planejamento da viagem e uma experiência sem preocupações. Além de conhecer as paisagens únicas das Ilhas Canárias a bordo do Costa Smeralda, o hóspede prolonga sua viagem com uma estadia em Madri, enriquecendo ainda mais a jornada”, destaca Carlos Coscione, diretor de Business Intelligence e Marketing Planning da Costa Cruzeiros para as Américas.

    “As Ilhas Canárias são um destino que reúne natureza exuberante, cultura e clima agradável durante todo o ano. Com este novo pacote, queremos tornar essa experiência ainda mais acessível ao viajante brasileiro, combinando a vivência a bordo do Costa Smeralda com a descoberta de destinos icônicos da Espanha”, destaca Ruy Ribeiro, diretor Comercial da Costa Cruzeiros no Brasil.

    Costa Smeralda. Fotos: Divulgação

    O pacote para as Ilhas Canárias pode ser adquirido por meio das agências de viagens e pelo portal Costa Extra, exclusivo para as agências de viagens. Mais informações estão disponíveis no Conexão Costa. * O valor mencionado é referente ao cruzeiro com embarque no dia 26 de novembro e está sujeito à disponibilidade, podendo sofrer alterações sem aviso prévio.

  • Villa Pehuenia combina neve, cultura mapuche e natureza

    Destino pouco conhecido na Patagônia argentina, Villa Pehuenia combina neve, cultura mapuche e natureza preservada

    Lago Aluminé, em Villa Pehuenia. Crédito: Turismo Neuquén.

    Villa Pehuenia, na província de Neuquén, no norte da Patagônia argentina, parece desafiar a imagem clássica da região associada a paisagens áridas, ventos intensos e grandes extensões de estepe. Às margens do lago Aluminé e cercada por montanhas cobertas por florestas de araucárias milenares, a pequena localidade oferece uma versão mais verde, silenciosa e intimista do destino patagônico.

    Localizada a cerca de 310 quilômetros da capital neuquina, Villa Pehuenia tem pouco mais de 2 mil habitantes e faz parte de um circuito turístico ainda menos conhecido pelos brasileiros do que os tradicionais Bariloche e San Martín de los Andes. O que atrai visitantes é justamente essa atmosfera de refúgio: ruas tranquilas, baixa densidade urbana e uma relação estreita com a natureza.

    A paisagem é marcada pelos pehuenes, nome dado às araucárias na língua mapuche, árvores que podem viver por mais de mil anos e que se tornaram símbolo da região. Suas sementes, os pinhões, seguem sendo um alimento tradicional para as comunidades indígenas que habitam a área há séculos.

    No verão, o lago Aluminé se transforma no principal ponto de encontro. Suas águas transparentes convidam para passeios de caiaque, stand-up paddle e navegação, enquanto trilhas de diferentes níveis de dificuldade levam a mirantes naturais com vistas para os vales e montanhas da cordilheira. Já no inverno, a neve muda completamente o cenário e atrai viajantes em busca de atividade ao ar livre.

    É nessa época que o Parque de Neve Batea Mahuida ganha protagonismo. Administrado pela comunidade mapuche Puel, o centro de neve oferece pistas para iniciantes e famílias, além de proporcionar uma experiência pouco comum nos Andes: a oportunidade de conhecer uma operação turística conduzida diretamente por um povo originário. Do topo do complexo, em dias de céu limpo, é possível avistar lagos e vulcões.

    A gastronomia local também reflete a identidade da região. Restaurantes e casas de chá costumam incorporar ingredientes típicos da Patagônia, como truta, cordeiro, frutas vermelhas e pinhão, combinando tradições mapuches e influências da imigração europeia. 

    Embora ainda esteja fora das rotas mais movimentadas do turismo internacional, Villa Pehuenia vem ampliando sua infraestrutura de hospedagem e serviços sem abrir mão da escala reduzida que a caracteriza. O resultado é um destino que privilegia a contemplação e o contato com a natureza, em contraste com o ritmo acelerado de outros centros turísticos da Patagônia.

    SERVIÇO

    Localização: Villa Pehuenia está no corredor dos Andes, próxima à fronteira com o Chile, na província de Neuquén.

    Como chegar: A partir do Brasil, a opção mais prática é voar até Buenos Aires e, de lá, voar para Neuquén Capital. O trecho final até Villa Pehuenia é feito por estrada, em uma viagem de aproximadamente 5h.

    Quando ir: De dezembro a março, para aproveitar os lagos, trilhas e atividades ao ar livre; de junho a setembro, para experiências de inverno e neve.

    O que fazer: Trilhas, navegação, caiaque, stand-up paddle, gastronomia regional e atividades de neve no Batea Mahuida.

    Dica: Alugar um carro facilita os deslocamentos pela região e permite combinar Villa Pehuenia com outros destinos de Neuquén.

  • Histórias de famílias revelam o papel do acolhimento na doação de órgãos

    Setembro Verde: histórias de famílias revelam o papel do acolhimento na doação de órgãos

    Com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Hospital Universitário Cajuru realiza trabalho de identificação, acompanhamento e acolhimento de potenciais doadores

    Quando Michele Costa recebeu a notícia de que o pai, Carlos Antônio Costa, de 66 anos, havia morrido após um AVC, a família precisou enfrentar uma decisão difícil em meio ao luto: autorizar ou não a doação de órgãos. A resposta foi encontrada nas lembranças sobre a vida de Carlos e na generosidade que sempre marcou sua relação com as pessoas. “Num momento de muita dor, nós vimos uma possibilidade de encontrar esperança, pois o meu pai gostava de estar sempre ajudando o próximo. E nesse momento nós pensamos que, antes de partir, ele ainda estava fazendo mais um gesto de generosidade”, conta Michele, de 43 anos.

    A história, vivida no Hospital Universitário Cajuru, que realiza atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ajuda a traduzir a mensagem do Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação de órgãos. A doação pode beneficiar diferentes pessoas que aguardam uma oportunidade de continuar suas histórias. Por trás de cada doação existe uma história, uma família e uma rede de profissionais que atua para que esse gesto seja possível.

    CIHDOTT: atuação que começa antes da decisão familiar

    No Hospital Universitário Cajuru, esse trabalho é conduzido pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT). A atuação da comissão começa com a identificação de potenciais doadores. A equipe realiza busca ativa nas unidades de terapia intensiva, emergência e no centro cirúrgico do hospital, acompanha os protocolos de diagnóstico de morte encefálica e articula os profissionais e serviços envolvidos diante da possibilidade de doação. “A CIHDOTT é responsável por organizar e acompanhar o processo de doação dentro do hospital. Além de identificar potenciais doadores, acompanhamos o protocolo de morte encefálica, acolhemos a família e fazemos a articulação com a Central de Transplantes e as equipes envolvidas na captação”, explica a enfermeira Lucimar Sampaio, coordenadora da CIHDOTT e especialista em Captação, Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos.

    A morte encefálica corresponde à perda completa e irreversível das funções do cérebro e caracteriza a morte da pessoa. O diagnóstico é realizado de acordo com critérios médicos rigorosos e com a legislação vigente. Após a confirmação, a família recebe as informações necessárias sobre a possibilidade de doação e pode esclarecer suas dúvidas. No Brasil, a retirada de órgãos para transplante somente acontece mediante autorização familiar. Com o consentimento, a CIHDOTT articula as equipes assistenciais, o laboratório, o centro cirúrgico, a Central Estadual de Transplantes e equipes de captação para que o processo ocorra de forma segura, ética e organizada.

    Em 2025, o Hospital Universitário Cajuru registrou 40 notificações de potenciais doadores. Desses casos, 34 chegaram à etapa de entrevista familiar e, entre eles, 29 famílias autorizaram a doação, o que representou uma taxa de conversão de 85%. Em 2026, considerando os dados contabilizados até o momento, foram 27 notificações e 22 entrevistas familiares, com 14 autorizações e uma taxa de conversão de 64%. Os números ajudam a dimensionar a importância de uma etapa decisiva que acontece em meio ao luto: a conversa com a família e a decisão sobre a doação.

    Falar sobre doação em vida pode fazer a diferença

    Por isso, falar sobre o desejo de ser doador com antecedência pode fazer diferença. “A família é fundamental. No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende da autorização familiar. Por isso, conversar sobre esse assunto em vida é tão importante. Quando a pessoa manifesta claramente para sua família o desejo de ser doadora, ela facilita uma decisão que poderá ser tomada em um momento muito difícil”, salienta Lucimar.

    Para a costureira Aparecida Nunes de Lima, de 67 anos, o acolhimento recebido pela equipe foi essencial para que ela se sentisse segura ao tomar a decisão. Após a morte do filho Juan, ela autorizou a doação, lembrando-se da forma como ele havia conduzido a própria vida. “Foi um momento de muita dor e tristeza, mas, ao saber que com sua partida ele poderia ajudar várias pessoas a viver, eu não tive dúvidas de dizer sim. E, certamente, era o que ele gostaria, porque a vida dele sempre foi ajudar outras pessoas”, relata.

    Além das informações recebidas, a forma como foi acolhida pela equipe também marcou a experiência da família. “O acolhimento foi maravilhoso. Humano, amoroso, seguraram nas nossas mãos e nos acolheram. Tiraram nossas dúvidas e nos deram a segurança necessária para dizer sim”, acrescenta Aparecida. É justamente nessa proximidade com os familiares que se revela uma das dimensões mais importantes da atuação da CIHDOTT: informar sem pressionar, esclarecer dúvidas, oferecer segurança e respeitar o tempo e a decisão da família.

    Um legado que continua

    Para Michele, a experiência também ganhou uma forma de permanecer. Professora de musicalização infantil, cantora e compositora, ela transformou a experiência na canção Legado do Amor. “O processo de doação de órgãos fez a gente ressignificar o nosso luto. E por isso eu compus a música Legado do Amor. Sou musicista e passar por todo esse processo me inspirou a compor a canção”, conta. A obra nasceu de uma despedida que, para a família, também trouxe a possibilidade de outras vidas seguirem adiante.

    Como parte das ações do Setembro Verde, o Hospital Universitário Cajuru realiza, no dia 25 de setembro, uma missa em homenagem aos doadores de órgãos e seus familiares. A celebração será no jardim do hospital, às 12 horas. A celebração será um momento de gratidão e reconhecimento às famílias que, mesmo diante da dor da perda, se solidarizam com a causa e autorizam o gesto nobre da doação de órgãos, contribuindo para que outras vidas possam continuar.

    Para Lucimar, ampliar essa conversa é uma forma de fazer com que mais famílias conheçam a vontade de seus entes queridos e tenham mais segurança para decidir sobre a doação. “Uma única doação pode transformar e até salvar várias vidas. Por isso, falar sobre doação de órgãos é falar sobre esperança, amor e a possibilidade de continuar a vida por meio de outra pessoa. Ser doador é uma decisão que pode deixar um legado de vida.”

  • 10 anos da Taverna Medieval

    Taverna Medieval celebra 10 anos com atrações gratuitas, gastronomia e reconhecimento para sua carta de bebidas

    Programação reúne Hobbit Day, palestras sobre cultura pop, jogos e história, além de música medieval.

    Aniversário marca o retorno de receitas de sucesso e uma nova Batalha de Hambúrgueres.

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    Taverna Medieval completa 10 anos em 22 de setembro e comemora com uma programação que reúne os universos presentes na identidade da casa: história, fantasia, música, jogos e gastronomia.

    Localizado na Vila Mariana, o restaurante terá atividades gratuitas nos dias 22, 23, 27 e 30 de setembro, e o retorno de receitas que marcaram sua trajetória. A celebração ganha um motivo adicional para brindar: o reconhecimento pela Prazeres da Mesa na categoria “Melhor Carta de Bebidas” do Prêmio Melhores da Taça 2026.

    O aniversário coincide com o Hobbit Day e abre uma agenda que passa pelo universo de Tolkien, pelo impacto de Game of Thrones na cultura pop, pela criação de jogos e pelos conhecimentos da Idade Média. As atividades acontecerão na Masmorra da Taverna, com entrada gratuita, por ordem de chegada.

    Aniversário com Hobbit Day, jogos e bardos

    Na terça-feira, 22 de setembro, a partir das 19h, a festa dos 10 anos contará com a participação da Toca-SP e de fãs de Tolkien. A programação inclui quiz sobre O Senhor dos Anéis e a Idade Média, RPG ambientado no universo da obra e concurso de cosplay.

    Asmodee estará presente com seus jogos, e a Philip Mead oferecerá uma degustação de hidroméis. A música ficará por conta do duo Olam Ein Sof, que circulará pelos ambientes da casa como os bardos da celebração. As atrações se distribuirão ao longo da noite.

    Magia, Game of Thrones e os bastidores dos jogos

    Na quarta-feira, 23 de setembro, a partir das 19h, a Masmorra recebe três palestras que aproximam história, fantasia e criação.

    A escritora e professora Claudia Fusco, mestre em Estudos de Ficção Científica pela University of Liverpool, apresentará “Magia na Idade Média”.

    Em “Game of Thrones: 15 anos da série que mudou a cultura pop”Carlos Carvalho, o KHAL, criador da GOTBR, maior comunidade brasileira dedicada à saga, abordará a produção e seu impacto cultural.

    Já “Da Ideia à Mesa: Criação, produção e marketing de boardgames e RPGs” reuniráGuilherme Goulart, criador de Arcadia Quest e ex-vice-presidente de Produção da CMON Games, eCarlos Carvalho, ex-gerente de marketing criativo da mesma empresa. O encontro será dedicado aos bastidores do desenvolvimento e da divulgação dos jogos.

    Domingo começa mais cedo com música medieval francesa

    No domingo, 27 de setembro, a Taverna abrirá mais cedo para a celebração, com um show do duo Olam Ein Sof às 12h, na Masmorra.

    A apresentação será dedicada ao repertório de música medieval francesa. Em um formato lúdico, os artistas interpretarão as canções, explicarão suas origens e compartilharão seus processos de pesquisa e criação, aproximando o público da história por meio da música.

    O céu antes dos telescópios

    Na quarta-feira, 30 de setembro, às 19h, a programação recebe a palestra “Astronomia antes dos telescópios: a leitura do céu, da Antiguidade à Idade Média”, com Roberto Dell’Aglio Dias da Costa.

    Professor associado do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo e diretor do Parque de Ciência e Tecnologia da USP, o Cientec, o pesquisador conduzirá o encontro na Masmorra da Taverna.

    Sabores que marcaram uma década voltam à disputa

    A comemoração também chega ao cardápio com o retorno das Azeitonas de Sherwood. De volta após pedidos dos clientes, a porção reúne azeitonas recheadas com carnes bovina, suína e de frango, depois empanadas.

    Já a Batalha de Hambúrgueres, vai resgatar oito receitas queridas pelo público em um torneio inspirado nas justas medievais. Os burgers Merlim ao molho mágico e Monte da perdição serão os dois primeiros da disputa. Em cada duelo, o hambúrguer mais vendido avança para a próxima fase. A disputa segue até setembro de 2027, quando o campeão conquistará seu retorno definitivo ao menu. Os clientes decidirão o resultado a cada pedido.

    Uma carta reconhecida no mês do aniversário

    O reconhecimento na categoria “Melhor Carta de Bebidas” do Prêmio Melhores da Taça 2026, da Prazeres da Mesa, chega após uma reformulação profunda da carta de coquetéis e poções da Taverna, edição especial de 10 anos.

    O trabalho envolveu intensa pesquisa, testes e aperfeiçoamento de receitas, com atenção ao equilíbrio de cada bebida e à harmonia da seleção como um todo. Diferentes sabores, aromas e intensidades foram combinados para atender a diversos paladares, preservando a identidade medieval e fantástica da casa.

    Concedido por um júri especializado, o reconhecimento reforça uma proposta que acompanha a Taverna ao longo de seus dez anos: fazer da qualidade da gastronomia uma parte tão marcante da visita quanto a ambientação. A conquista celebra o trabalho coletivo de quem desenvolve, prepara e apresenta as bebidas, em uma experiência na qual as poções também contam histórias.

    Programação:

    22 de setembro, terça-feira, a partir das 19h
    Aniversário e Hobbit Day com Toca-SP, quiz, RPG de O Senhor dos Anéis, concurso de cosplay, jogos da Asmodee, degustação de hidroméis da Philip Mead e música com Olam Ein Sof.

    23 de setembro, quarta-feira, a partir das 19h
    Palestras ao longo da noite:

    • “Magia na Idade Média”, com Claudia Fusco.
    • “Game of Thrones: 15 anos da série que mudou a cultura pop”, com Carlos Carvalho, o KHAL.
    • “Da Ideia à Mesa: Criação, produção e marketing de boardgames e RPGs”, com Guilherme Goulart e Carlos Carvalho.

    27 de setembro, domingo, às 12h
    Show de música medieval francesa com o duo Olam Ein Sof. A casa abrirá mais cedo para a celebração.

    30 de setembro, quarta-feira, às 19h
    Palestra “Astronomia antes dos telescópios: a leitura do céu, da Antiguidade à Idade Média”, com Roberto Dell’Aglio Dias da Costa.

    Serviço:

    10 anos da Taverna Medieval
    Endereço: Rua Gandavo, 456, Vila Mariana, São Paulo.
    Local das atividades: Masmorra da Taverna Medieval.
    Entrada: gratuita, por ordem de chegada, em todas as datas.

  • Os sabores de primavera em Serra Negra

    Serra Negra floresce: os sabores de primavera do Grupo Café Boteco

    Do croissant ao gelato de manga com maracujá: o roteiro gastronômico de Serra Negra ganha ares de primavera

    A primavera chega ao Circuito das Águas Paulista em 22 de setembro e em Serra Negra ela também se sente à mesa. Entre as oito casas do Grupo Café Boteco, algumas trazem para a estação produtos que combinam com dias mais longos e quentes: do croissant ao gelato, passando por uma Fontana do Chopp.

    Panne – uma parada obrigatória para o croissant

    Na padaria artesanal de inspiração francesa que abre o dia do grupo, a aposta para a estação é a versão caprese do croissant: queijo derretido, tomate e mix de folhas dentro da mesma massa amanteigada, de farinha importada da França, que já é o cartão de visitas da casa.

    Café Boteco – chope gelado nas mesinhas da calçada

    Na casa que deu origem ao grupo, as mesinhas na calçada, marca registrada do Café Boteco desde sua fundação, seguem sendo o point certo para os dias mais quentes da primavera, com uma carta de 20 tipos de chope para acompanhar.

    Pebo – gelato de manga com maracujá para refrescar a tarde

    Na gelateria autoral do grupo, que renova os sabores toda semana, a novidade da estação é o gelato de manga com maracujá, que une o doce tropical da fruta à acidez do maracujá, combinação perfeita para os dias mais quentes. Para quem prefere o clássico da casa, segue no cardápio a combinação de maracujá com chocolate belga, que une a acidez da fruta ao sabor amargo do chocolate.

    La Terrazza – camarão, limão e clima de Toscana

    No restaurante de gastronomia italiana contemporânea, o Capellini ai Gamberi, massa fina com camarões grelhados, pesto de limão e bottarga, traz um frescor cítrico que combina com a estação, na casa que também carrega a certificação internacional de sustentabilidade da Fundación Restaurantes Sostenibles.

    Botecário – a Fontana do Chopp para abrir a temporada

    Enquanto o Café Boteco aposta na carta, o Botecário vai pelo sistema self-service: a Fontana do Chopp, com mais de 5 torneiras rotativas, é a sugestão da casa para brindar os primeiros dias mais quentes do ano.

  • Penúltimo episódio de ‘Suart Não Consegue Salvar o Universo’

    PENÚLTIMO EPISÓDIO DE ‘STUART NÃO CONSEGUE SALVAR O UNIVERSO’ ESTREIA NA HBO MAX NESTA QUINTA-FEIRA

    O nono capítulo da série chega exclusivamente à plataforma às 22h.

     Parece que Stuart e seus colegas estão próximos de salvar o universo… Ou será que não? O nono e penúltimo episódio da primeira temporada de STUART NÃO CONSEGUE SALVAR O UNIVERSO, nova comédia Max Original, estreia na HBO Max nesta quinta-feira (17) às 22h(horário de Brasília), e dá sequência às aventuras do grupo em meio a um caos multiversal.

    No próximo capítulo, o quarteto se vê em uma realidade boa até demais: um mundo de histórias em quadrinhos, a grande especialidade de Stuart (Kevin Sussman). Mas será que a sorte é tanta assim?

    Criada por Chuck Lorre, Zak Penn e Bill Prady, STUART NÃO CONSEGUE SALVAR O UNIVERSO é a nova comédia Max Original do mesmo universo de “The Big Bang Theory”. Nas últimas semanas, os fãs da icônica série – também disponível na HBO Max – puderam se reencontrar com alguns de seus personagens mais emblemáticos, como Penny (Kaley Cuoco), Raj (Kunal Nayyar), Amy (Mayim Bialik), Bernardette (Melissa Rauch), entre outros.

    A série já foi renovada para a sua segunda temporada, e os seis primeiros episódios estão disponíveis na HBO Max. Novos capítulos vão ao ar na plataforma todas as quintas-feiras, às 22h(horário de Brasília).

  • Natal da Serra Catarinense cria roteiro integrado

    Natal da Serra Catarinense cria roteiro integrado para fortalecer o turismo regional

    Projeto do Conserra e da Amures reúne municípios em uma estratégia inédita de promoção turística, valorização cultural e estímulo à economia durante a temporada de fim de ano.

    A Serra Catarinense prepara uma novidade para o calendário turístico de 2026: a criação do projeto Natal da Serra Catarinense, uma iniciativa que pretende transformar as celebrações natalinas dos municípios em um roteiro turístico regional integrado. Pelo menos 12 municípios dos 18 municípios da Amures já confirmaram participação na proposta, apresentada pelo Conselho de Turismo da Serra Catarinense (Conserra) e pela própria Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures).

    A adesão foi definida durante reunião com gestores municipais de turismo, realizada no início da semana, na tarde de segunda-feira (14), na sede da Amures. A proposta representa um novo movimento de fortalecimento do turismo regional, ao unir diferentes destinos, eventos e experiências em uma estratégia conjunta de divulgação e comercialização.

    Natal como novo produto turístico da Serra

    De acordo com o presidente do Conserra, Valdir Della Giustina, o objetivo é elaborar um calendário regional de Natal que valorize as características de cada município e estimule a circulação de visitantes por diferentes destinos da Serra Catarinense.

    “A partir da elaboração de um calendário regional, num modelo integrado inédito no país, o projeto busca transformar as celebrações natalinas em um produto turístico capaz de estimular a circulação de visitantes, fortalecer a economia local e ampliar a permanência dos turistas na região”, destaca Valdir.

    A iniciativa pretende reunir atrações culturais, programações natalinas, manifestações tradicionais e experiências que expressem a identidade dos municípios participantes. A intenção é oferecer ao visitante mais do que um evento isolado: uma oportunidade de conhecer a diversidade da Serra durante a temporada de fim de ano.

    União de municípios amplia oportunidades

    Idealizado pela empresa Darte Entretenimento, o projeto contará com um núcleo de gestão responsável pelas ações comerciais, de marketing, divulgação, gestão e direção geral da iniciativa. O empresário Rodrigo Cadorin explica que o Natal da Serra Catarinense funcionará como um grande guarda-chuva de promoção turística, reunindo os municípios que aderirem à proposta.

    Cada cidade continuará responsável pelo desenvolvimento e investimento em sua própria programação natalina. A diferença estará na possibilidade de contar com uma estratégia regional de divulgação e comercialização, conectando os eventos locais a roteiros turísticos capazes de estimular a visitação a mais de um município.

    “A proposta é integrar os eventos existentes, qualificá-los e criar oportunidades para que o turista conheça diferentes cidades da Serra Catarinense”, explica Cadorin.

    A participação não exige, necessariamente, grandes investimentos adicionais por parte dos municípios. O modelo prevê adesão ao projeto, capacitação e qualificação dos eventos locais, de modo que possam ser incorporados ao roteiro integrado e apresentados como atrativos turísticos.

    Fortalecimento da economia e da identidade regional

    Ao unir municípios em torno de uma programação natalina regional, o projeto Natal da Serra Catarinense abre novas possibilidades de promoção dos destinos, valorização da cultura e movimentação da economia local. A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar a permanência dos visitantes, estimular o consumo no comércio, na gastronomia, na hotelaria e nos serviços turísticos, além de fortalecer a imagem da Serra como destino de experiências durante todo o ano.

    A proposta do Conserra e da Amures reforça a importância do planejamento integrado entre os municípios e sinaliza uma nova frente de desenvolvimento turístico para a região. Com a união de esforços, o Natal da Serra Catarinense pretende transformar a diversidade das celebrações locais em uma experiência regional capaz de atrair visitantes e gerar novas oportunidades para os empreendedores do setor.

  • Paula Fernandes e Simone Mendes lançam “Circo”

    Paula Fernandes e Simone Mendes lançam “Circo”, parceria inédita sobre força feminina

    Faixa integra o projeto “30 & Poucos Anos” e chega hoje às plataformas digitais; clipe oficial será lançado amanhã (18/09)

    crédito da foto: Marcos Hermes

    Após a boa recepção do público a “30 & Poucos Anos”, Paula Fernandes apresenta “Circo”, faixa inédita gravada em parceria com Simone Mendes, que chega às plataformas digitais, hoje (17/09), às 21h. A canção integra o trabalho registrado durate apresnetação, na Vibra, em São Paulo, que reúne releituras de grandes sucessos da carreira e músicas inéditas. O videoclipe oficial será lançado no dia seguinte, 18 de setembro. Faça o pré-save em https://umusicbrazil.lnk.to/Circo.

    Composta por Mari Pinheiro, Diego Ferrari, Alana Porto, Clênio Bruno e Murilo Santos, “Circo” retrata o desgaste de uma relação marcada por idas e vindas, em que o amor se transforma em um espetáculo repetitivo de promessas, desculpas e decepções. Na interpretação de Paula Fernandes e Simone Mendes, a canção traduz a força feminina diante de um relacionamento que perdeu sua verdade.

    ‘Circo’ fala sobre aquele momento em que a gente percebe que não pode mais aceitar viver sempre a mesma história. É uma música forte, emocionante e muito verdadeira. Dividir essa canção com a Simone tornou tudo ainda mais especial. Ela trouxe uma interpretação incrível e tenho certeza de que o público vai sentir toda a emoção que colocamos nessa gravação”, comenta Paula Fernandes.

    Fiquei muito feliz com o convite da Paula para participar desse projeto. A gente teve uma troca muito bacana durante todo o processo. Ela me mandou algumas músicas e, quando ouvi, lembrei dessa canção que eu já tinha separado e guardado na minha lista de repertório para futuros projetos. Como a Paula é uma mulher forte, de muita personalidade, achei que essa música tinha tudo a ver com o projeto e que poderia fazer sentido para nós duas. E deu muito certo! A gravação foi linda, a música tem uma letra muito forte e eu tenho certeza de que o público vai amar esse encontro tanto quanto a gente”, conta Simone Mendes.

    “30 & Poucos Anos” revisita diferentes fases da carreira de Paula Fernandes por meio de grandes sucessos e canções inéditas. Concebido como uma celebração de sua trajetória, o projeto reúne a essência musical que consagrou a artista e abre espaço para novas sonoridades e colaborações.

    A participação de Simone Mendes reforça essa proposta ao reunir duas das vozes femininas de maior destaque da música sertaneja. A parceria combina potência vocal e sensibilidade e se soma aos encontros que marcam “30 & Poucos Anos”, aproximando diferentes momentos e referências da carreira de Paula Fernandes.

  • Depois que o bebê nasce, quem cuida da mãe?

    Enquanto toda a atenção se volta para o recém-nascido, especialistas alertam que a saúde física e emocional da mulher influencia diretamente a amamentação, o sono, o vínculo e até o desenvolvimento infantil. O problema é que, muitas vezes, ela deixa de ser paciente justamente quando mais precisa de cuidados.

    O bebê nasce cercado de atenção. Ainda na maternidade, passa por exames, recebe vacinas, tem consultas agendadas e uma série de recomendações para acompanhar seu crescimento e desenvolvimento. A mãe, por outro lado, costuma deixar o hospital carregando muito mais do que um recém-nascido nos braços. Ela volta para casa com um corpo em recuperação, alterações hormonais intensas, noites fragmentadas, dúvidas sobre a amamentação, mudanças na rotina e uma nova identidade para construir.

    Mesmo vivendo uma das fases mais exigentes da vida, muitas mulheres deixam de ser o centro do próprio cuidado justamente quando mais precisam de acompanhamento.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o período pós-parto como uma fase crítica para a saúde materna e recomenda acompanhamento contínuo da mulher nas semanas seguintes ao nascimento do bebê. Além da recuperação física, esse período exige atenção para questões emocionais, nutricionais, hormonais e sociais que podem impactar diretamente a saúde da mãe e da criança.

    Na prática, porém, ainda existe uma cultura que concentra praticamente toda a assistência no recém-nascido.

    “A primeira pergunta que quase todo mundo faz é: ‘O bebê está bem?’. É uma pergunta importante, claro. Mas existe outra que também deveria ser feita: ‘E você, como está?’. Muitas mães deixam de ser pacientes justamente quando mais precisam de cuidado”, afirma a pediatra Dra. Gigliola Peláez, especialista em amamentação com certificação internacional IBCLC (International Board Certified Lactation Consultant), especialista em sono infantil e que atua no acompanhamento integral da dupla mãe-bebê.

    Segundo ela, esse olhar limitado pode comprometer não apenas a recuperação da mulher, mas também a amamentação, o sono, o vínculo familiar e o desenvolvimento do bebê.

    Cuidar da mãe também é cuidar da criança

    Durante décadas, a Pediatria concentrou seus esforços, naturalmente, na prevenção e no tratamento das doenças infantis. Mas, nos últimos anos, uma série de estudos passou a demonstrar que o bem-estar materno influencia diretamente os desfechos relacionados ao bebê.

    A própria OMS e o UNICEF defendem que a promoção do aleitamento materno depende não apenas da vontade da mulher, mas também de uma rede de apoio estruturada, acompanhamento profissional qualificado e políticas públicas que garantam condições para que a amamentação aconteça.

    No Brasil, dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019) mostram que aproximadamente 45,8% das crianças menores de seis meses recebem aleitamento materno exclusivo, percentual superior ao registrado em décadas anteriores, mas ainda distante da meta global estabelecida pela OMS, que pretende alcançar 70% até 2030.

    Para a Dra. Gigliola, esses números ajudam a mostrar que incentivar a amamentação vai muito além de orientar a mãe a oferecer o peito.

    “Quando uma mulher sente dor para amamentar, não consegue descansar, está emocionalmente sobrecarregada ou enfrenta dificuldades que ninguém percebe, é muito mais difícil manter a amamentação. Não basta olhar para o bebê. Precisamos entender como essa mãe está vivendo o pós-parto.”

    A mãe continua sendo paciente

    No consultório da Dra. Gigliola, a primeira consulta de um recém-nascido dura entre duas horas e meia e três horas.

    O motivo não é apenas a avaliação detalhada da criança.

    É porque, antes de examinar o bebê, ela examina a mãe.

    “Quero entender como foi a gestação, como aconteceu o parto, como está a recuperação, se existe dor, como está a produção de leite, a alimentação, a suplementação, os exames, a saúde emocional e quais são as maiores dificuldades daquela mulher. Só depois vou avaliar o bebê.”

    Essa abordagem nasceu da experiência adquirida durante anos de atuação em pronto-socorro pediátrico.

    Segundo a médica, era comum receber famílias extremamente angustiadas porque o bebê chorava muito, parecia não mamar bem ou não dormia como imaginavam.

    “Muitas vezes, depois de examinar a criança, percebíamos que ela estava saudável. O que precisava de atenção era a mãe. Ela estava exausta, insegura, com fissuras nas mamas, sem dormir, alimentando-se mal ou começando a apresentar sinais de ansiedade.”

    Foi dessa percepção que surgiu seu modelo de atendimento voltado para a dupla mãe-bebê.

    “A mãe também vira minha paciente. Não é possível cuidar de um recém-nascido sem cuidar de quem passa praticamente vinte e quatro horas por dia ao lado dele.”

    A amamentação acontece no corpo de uma mulher

    Grande parte das campanhas de incentivo ao aleitamento materno destaca os benefícios do leite para o bebê.

    De fato, as evidências são robustas.

    Segundo a OMS, o aleitamento materno reduz o risco de infecções respiratórias, diarreias, obesidade, diabetes tipo 2 e pode contribuir para melhor desenvolvimento cognitivo. Para a mulher, está associado à redução do risco de câncer de mama, câncer de ovário e diabetes tipo 2, além de favorecer a recuperação uterina após o parto.

    Mas existe uma discussão que ainda recebe pouco espaço: a amamentação acontece no corpo de uma mulher que também precisa de cuidados.

    Livre demanda, despertares noturnos, adaptação hormonal, dor, fissuras, ingurgitamento mamário e insegurança fazem parte da realidade de muitas famílias nas primeiras semanas.

    “Existe um mito de que amamentar acontece naturalmente para todas as mulheres. Na verdade, a amamentação também é um aprendizado. Algumas mães precisam apenas de pequenos ajustes na pega. Outras precisam tratar fissuras, reorganizar a rotina ou até corrigir questões nutricionais e hormonais.”

    Segundo a especialista, um dos maiores equívocos é acreditar que toda dificuldade significa falta de leite.

    “Leite fraco praticamente não existe. Quando há baixa produção, precisamos entender a causa. Pode haver dor, pouca estimulação, alterações hormonais, deficiência nutricional ou outros fatores que podem ser tratados.”

    O peso invisível das noites mal dormidas

    Poucas experiências transformam tanto a rotina quanto o nascimento de um filho.

    Levantamentos internacionais estimam que pais de recém-nascidos podem perder centenas de horas de sono ao longo do primeiro ano de vida da criança, especialmente nos primeiros meses, quando as mamadas noturnas ainda fazem parte do desenvolvimento esperado.

    Para a Dra. Gigliola, esse impacto costuma ser subestimado.

    “O bebê acorda porque isso faz parte da maturidade neurológica dele. Mas quem também acorda é a mãe. Quando essa privação de sono se prolonga, ela interfere na recuperação física, na produção de leite, no humor e na capacidade de enfrentar os desafios do dia.”

    Especialista também em sono infantil, ela explica que não existe sono do bebê separado do sono da família.

    “Quando atendemos apenas a criança, perdemos uma parte importante da história. É preciso entender como todos estão dormindo.”

    Saúde mental também faz parte da consulta

    Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 10% das gestantes e 13% das mulheres no pós-parto desenvolvem algum transtorno mental, sendo a depressão pós-parto uma das condições mais frequentes. Em países de média e baixa renda, esses números podem ser ainda maiores. Estudos brasileiros apontam prevalências próximas de 25% em determinados grupos acompanhados pelo sistema de saúde.

    Apesar disso, muitas mulheres demoram para procurar ajuda.

    Algumas acreditam que o sofrimento faz parte da maternidade.

    Outras sentem culpa por admitir que não estão felizes o tempo todo.

    Na consulta, a Dra. Gigliola realiza rastreamento para identificar sinais de ansiedade e depressão pós-parto.

    “Nem sempre a mãe chega dizendo que está deprimida. Às vezes ela apenas relata que não consegue dormir, chora com frequência, sente culpa o tempo inteiro ou perdeu completamente o prazer pelas atividades. Esses sinais precisam ser valorizados.”

    Quando identifica fatores de risco, ela encaminha a paciente para profissionais especializados em saúde mental da mulher e acompanha a evolução durante as consultas pediátricas.

    “Não existe separação entre saúde emocional da mãe e saúde do bebê.”

    O corpo da mulher continua mudando

    As transformações do puerpério não terminam na maternidade.

    Durante a lactação, a redução dos níveis de estrogênio pode provocar ressecamento vaginal, diminuição da lubrificação natural, dor nas relações sexuais e alterações do assoalho pélvico.

    Uma revisão científica publicada em 2025, reunindo 65 estudos internacionais, identificou uma prevalência estimada de 53,6% de ressecamento vaginal entre mulheres lactantes, além de índices relevantes de dor durante a relação sexual ao longo do primeiro ano após o parto.

    Para a fisioterapeuta pélvica Regiane Migliorini, essas mudanças são frequentes, mas ainda pouco discutidas.

    “Muitas mulheres acreditam que sentir dor na relação depois de ter um bebê é normal e que precisam apenas esperar passar. Na realidade, boa parte desses sintomas pode ser avaliada e tratada.”

    Segundo ela, a fisioterapia pélvica pode auxiliar na recuperação muscular, na melhora da circulação, no tratamento da dor e na orientação para um retorno mais confortável à vida sexual.

    Rede de apoio não é luxo. É necessidade.

    Outro ponto frequentemente negligenciado é a carga mental da maternidade.

    Diversos estudos mostram que mulheres continuam concentrando a maior parte dos cuidados relacionados ao bebê e à organização da rotina familiar, mesmo quando retornam ao trabalho.

    Essa sobrecarga impacta diretamente a saúde física e emocional.

    “Quando a mãe consegue dormir um pouco, alimentar-se com calma, tomar banho ou simplesmente descansar porque alguém assumiu o cuidado do bebê por alguns minutos, isso também faz parte do tratamento.”

    Para a médica, fortalecer a rede de apoio deve ser uma responsabilidade compartilhada entre parceiros, familiares, empresas e profissionais de saúde.

    “Cuidar da mãe não é um favor. É uma estratégia de promoção de saúde para toda a família.”

    A pergunta que precisa ganhar espaço

    Nos últimos anos, a ciência avançou muito na compreensão dos primeiros mil dias de vida da criança.

    Mas talvez exista uma pergunta igualmente importante que ainda fazemos pouco.

    Como está a mulher que cuida desse bebê?

    Para a Dra. Gigliola, responder essa questão pode mudar completamente a experiência da maternidade.

    “Quando a mãe recebe orientação, acolhimento, tratamento e acompanhamento adequado, ela consegue amamentar com mais segurança, cuidar melhor da própria saúde e viver esse período de forma menos solitária. No fim das contas, cuidar da mãe também é uma das formas mais importantes de cuidar do bebê.”