Evento gratuito reúne atividades esportivas, aulão de dança e espaço para piquenique no dia 25 de outubro
O Shopping SP Market realiza, no dia 25 de outubro, mais uma edição da Rua de Lazer, iniciativa que convida famílias a aproveitarem uma manhã de atividades físicas, convivência e diversão ao ar livre. Das 9h às 14h, o estacionamento em frente à Decathlon é transformado em um espaço dedicado ao movimento e ao lazer, com atrações para diferentes idades e ambiente aberto à participação de pets.
A programação inclui atividades esportivas e brinquedos com a Decathlon, além de um mega aulão de FitDance em parceria com a Smart Fit, das 10h às 12h. O público também pode aproveitar a área para caminhadas, piqueniques e passeio com o amigo de quatro patas.
“Queremos incentivar as pessoas a redescobrirem os espaços da região e incluírem novas experiências na rotina, como a Rua de Lazer. A parceria com marcas como Decathlon e Smart Fit permite oferecer uma programação diversificada, que combina esporte e movimento em um ambiente acessível para todos”, afirma Maíra Santos, gerente de marketing do SP Market.
Toda programação é gratuita, aberta ao público e está sujeita às condições climáticas e não será realizada em caso de chuva.
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Serviço A casa parece menor do que realmente é?Escolha dos móveis, excesso de objetos e problemas na circulação estão entre os fatores que comprometem a percepção de amplitude; mudanças simples ajudam a deixar os espaços mais funcionais Nem sempre a sensação de que a casa está pequena significa falta de metragem. Em muitos casos, a disposição dos móveis, o excesso de objetos e escolhas inadequadas de decoração podem comprometer a circulação e fazer com que os ambientes pareçam menores do que realmente são. A boa notícia é que algumas mudanças simples ajudam a aproveitar melhor o espaço, sem a necessidade de mudar de imóvel ou realizar grandes reformas. O Shopping Interlar Interlagos, especializado em móveis, decoração e soluções para a casa, reúne opções para diferentes estilos de ambientes e necessidades. Confira cinco erros comuns que podem prejudicar a percepção de espaço e veja como evitá-los.
Um sofá volumoso em uma sala compacta ou uma mesa de jantar que dificulta a passagem são exemplos de como móveis desproporcionais podem comprometer o aproveitamento dos ambientes. Antes de comprar uma peça, é importante medir o espaço disponível e considerar não apenas as dimensões do móvel, mas também a área necessária para utilizá-lo confortavelmente. Em salas pequenas, sofás com braços menos largos, mesas compactas e móveis com desenho visualmente leve podem ajudar a manter a funcionalidade sem sobrecarregar o ambiente. A escolha deve considerar também as necessidades dos moradores e a quantidade de pessoas que utilizam o espaço.
Mesas laterais, banquetas, estantes, objetos decorativos e outros acessórios podem deixar a casa mais personalizada, mas, quando utilizados em excesso, prejudicam a organização visual e reduzem a área livre. Uma alternativa é priorizar peças que tenham utilidade no cotidiano e revisar periodicamente os objetos expostos. Móveis multifuncionais, como bancos com compartimentos internos e mesas com espaço para armazenamento, também podem ajudar a conciliar organização e praticidade.
A disposição dos móveis influencia diretamente a maneira como um ambiente é percebido e utilizado. Quando a passagem entre o sofá, a mesa de centro e outros elementos fica comprometida, a sala pode parecer mais apertada e se tornar menos confortável. O ideal é planejar a posição das peças considerando os caminhos de circulação, a abertura de portas e gavetas e o acesso às áreas de uso frequente. Sempre que possível, liberar passagens e evitar móveis em locais de movimento intenso contribui para uma distribuição mais funcional.
Ambientes escuros podem parecer visualmente mais fechados, especialmente quando há poucos pontos de luz ou cortinas que bloqueiam a iluminação natural. Aproveitar a entrada de luz durante o dia e distribuir fontes de iluminação artificial de maneira equilibrada ajuda a valorizar os espaços. Luminárias de piso, abajures e pontos de luz indireta podem complementar a iluminação principal e criar diferentes efeitos no ambiente. Espelhos posicionados estrategicamente também podem ampliar a percepção de profundidade e refletir a luz, desde que não provoquem reflexos desconfortáveis.
Não é necessário limitar a decoração a tons neutros para criar uma sensação de amplitude. O desafio está em equilibrar cores, estampas, texturas e contrastes para que os elementos conversem entre si, sem gerar excesso de informação visual. Uma base de cores coordenadas, combinada a pontos de destaque em almofadas, quadros ou objetos decorativos, pode ajudar a criar continuidade entre os elementos. Cortinas instaladas próximas ao teto e que acompanham a altura da parede, por exemplo, também podem contribuir para a percepção de um pé-direito mais alto. Com opções de mobiliário, decoração e soluções para diferentes necessidades, o Shopping Interlar Interlagos oferece aos consumidores a possibilidade de pesquisar alternativas para renovar os ambientes e encontrar ideias para deixar a casa mais prática, confortável e bem aproveitada.
Serviço: Shopping Interlar Interlagos Endereço: Avenida Interlagos, 2.225 – Interlagos – São Paulo – SP Segunda a sábado: das 10h às 22h. Domingos e feriados: das 14h às 20h. Dormir mal e passar horas no celular? Veja 7 hábitos que prejudicam o bem-estarIsolamento e sedentarismo também estão entre comportamentos que podem afetar a qualidade de vida; Especialista em Ciência da Felicidade explica o que fazer para começar a mudá-los
Dormir mal, passar horas diante de telas, ficar muito tempo sentado e se afastar das pessoas são comportamentos comuns que, quando se repetem, podem prejudicar diferentes aspectos do bem-estar. Alguns afetam o sono e a disposição, enquanto outros reduzem o convívio social, o descanso ou o tempo dedicado a atividades prazerosas. Identificar quais deles estão mais presentes na rotina é o primeiro passo para começar a mudar. Para Gustavo Arns, especialista em Ciência da Felicidade, um dos riscos é que esses comportamentos se tornem automáticos e deixem de ser percebidos. “Um comportamento danoso ao nosso bem-estar puxa outro, que puxa outro”, afirma. O contrário também pode acontecer. Uma mudança positiva na rotina pode facilitar outras escolhas que favoreçam a qualidade de vida. Veja sete hábitos que merecem atenção e o que pode ser feito para começar a mudá-los, segundo o especialista. Os 7 hábitos que merecem atenção
O sono inadequado pode provocar irritabilidade, sonolência, menor capacidade de concentração e dificuldade para tomar decisões. Quando a privação se torna frequente, também está associada a prejuízos para a saúde física e mental. É durante o descanso que o organismo realiza processos importantes para a memória, o humor e a recuperação física. Além da quantidade de horas, é importante observar a regularidade dos horários e como a pessoa se sente ao acordar. Arns também recomenda diminuir o contato com telas antes de dormir. Segundo ele, deixar o celular, o computador e outros dispositivos de lado de 30 a 45 minutos antes de se deitar pode ajudar a preparar o corpo para o sono.
O estresse é uma resposta natural diante de desafios e não precisa ser tratado como algo sempre negativo. Uma dose de tensão pode ajudar a reagir a determinadas situações, mas o problema começa quando esse estado se prolonga e o organismo tem pouco espaço para se recuperar. Nessa situação, podem surgir alterações no sono, no apetite, na energia e na concentração, além de piora de problemas de saúde preexistentes. Se a sensação de tensão acompanha boa parte dos dias, vale observar o que está consumindo mais energia e em quais momentos há, de fato, descanso. Pausas ao longo da rotina, tempo longe do trabalho e atividades que ajudem a desacelerar não precisam ficar restritos às férias ou aos fins de semana.
Estar sozinho por escolha é diferente de não ter vínculos nos quais seja possível confiar, conversar e pedir ajuda. O Harvard Study of Adult Development, iniciado em 1938, relaciona a qualidade das relações à saúde e à felicidade ao longo da vida. Autoridades de saúde também reconhecem a conexão social como um dos elementos importantes para o bem-estar individual e coletivo. O especialista aponta que família e amigos costumam aparecer entre as primeiras respostas quando as pessoas são questionadas sobre felicidade, mas nem sempre recebem tempo e atenção compatíveis com essa importância. A solidão também pode se aprofundar quando o contato com outras pessoas vai desaparecendo da rotina. Para recuperar esses vínculos, não é necessário esperar uma grande mudança. Procurar um amigo, conversar com alguém da família, participar de uma atividade coletiva ou se aproximar mais de pessoas do próprio convívio são possibilidades. O importante é criar oportunidades reais de contato, em vez de esperar que a proximidade aconteça sozinha.
Pensar sobre uma dificuldade pode ajudar a encontrar uma solução, mas o problema aparece quando retorna às mesmas preocupações repetidamente, sem conseguir sair desse ciclo. Esse padrão é chamado de ruminação mental e está associado à manutenção de emoções negativas e a sintomas de ansiedade e depressão. A proposta não é tentar impedir pensamentos desagradáveis nem se obrigar a pensar de forma positiva. Vale perceber quando a preocupação se tornou repetitiva e está consumindo parte importante do dia. Quando isso provoca sofrimento, interfere na rotina ou se torna difícil de controlar, a orientação é procurar um profissional de saúde.
Ficar no celular depois de um dia cansativo pode parecer descanso, mas nem sempre significa que a mente realmente parou. O excesso de telas pode ocupar justamente o período que seria destinado à recuperação, além de reduzir o tempo disponível para conversas, hobbies e outras formas de lazer. O uso próximo ao horário de dormir também merece atenção porque pode atrapalhar o sono. Durante o dia, uma forma de avaliar o excesso é perceber se o celular acompanha todas as refeições, interrompe conversas ou ocupa automaticamente qualquer momento livre. Criar períodos sem dispositivos e fazer pausas realmente offline ajuda a devolver espaço a outras atividades.
A luz natural ajuda a regular o relógio biológico, responsável por organizar ciclos como sono e vigília ao longo de aproximadamente 24 horas. Passar grande parte do dia em ambientes fechados e com pouca luminosidade pode dificultar essa regulação e também está relacionado ao humor. Para quem permanece muitas horas em locais fechados, uma possibilidade é aproveitar momentos do dia para ficar em ambientes externos ou próximos à luz natural. Isso não significa que a exposição ao sol substitua tratamento para alterações de humor ou sintomas de depressão.
A falta de movimento e o uso frequente de álcool, cigarro ou outras substâncias podem prejudicar o bem-estar e estão associados a problemas de saúde física e mental. A atividade física regular, por outro lado, contribui para o sono, a disposição e a saúde mental. Caminhar, pedalar, dançar e realizar outras atividades que coloquem o corpo em movimento também contam. Para reduzir o sedentarismo, a orientação é começar com movimentos que caibam na rotina. Levantar durante o expediente, caminhar pela casa ou dar uma volta no quarteirão são formas simples de passar menos tempo sentado e incluir mais movimento no dia a dia. O consumo de álcool e cigarro também merece atenção. A Organização Mundial da Saúde associa o álcool a mais de 200 doenças, lesões e condições de saúde, incluindo depressão, ansiedade e transtornos relacionados ao uso da própria substância. Todas as formas de consumo de tabaco são prejudiciais, e a nicotina provoca dependência. Quando há dificuldade para reduzir o consumo ou sensação de perda de controle, a orientação é procurar um profissional de saúde. Por onde começar Perceber hábitos que precisam mudar não significa tentar reorganizar toda a vida de uma vez. Para Arns, a autoavaliação deve ajudar a entender o momento atual, sem se transformar em cobrança. “Faça simplesmente um registro objetivo”, pondera. Uma saída é escolher o comportamento que mais interfere na rotina e começar por uma mudança possível. Pode ser antecipar o horário de dormir, caminhar durante a semana, procurar alguém que não vê há algum tempo ou estabelecer um período do dia longe das telas. Depois que esse ajuste estiver incorporado, outros podem ser feitos. Os hábitos ajudam a proteger o bem-estar, mas não substituem acompanhamento especializado. Quando alterações de humor, sono, energia ou interesse persistem, pioram ou começam a prejudicar trabalho, estudos e relações, a orientação é procurar um profissional de saúde. 86ª Festa das Flores de Joinville86ª Festa das Flores de Joinville prepara grande encontro repleto de beleza, cores e experiências Com o tema “Um Feliz Encontro”, a 86ª Festa das Flores de Joinville vai promover a conexão ente diversos públicos, que poderão vivenciar diferentes e memoráveis experiências odos os anos, no mês de novembro, a cidade de Joinville (SC), se transforma em um grande jardim com a sua Festa das Flores, a mais antiga festa do gênero, no Brasil. Neste ano, a Festa das Flores de Joinville chega à sua 86ª edição, que será realizada entre os dias 17 e 22 de novembro, no Centro de Exposições e Convenções da Expoville. Com o tema “Um Feliz Encontro”, a 86ª Festa das Flores de Joinville vai promover a conexão ente diversos públicos, que poderão vivenciar diferentes e memoráveis experiências. “Pela beleza, diversidade e qualidade das plantas que apresentamos em nossa exposição, a Festa das Flores de Joinville é ponto de encontro de orquidófilos, colecionadores e profissionais da área, além de uma grande atração para o público em geral, que se encanta com as cores, formas e beleza das milhares de orquídeas, flores e plantas ornamentais”, afirma Oraci Reinheimer, presidente da AJAO – Agremiação Joinvilense dos Amadores de Orquídeas, entidade realizadora da Festa das Flores. E ele completa: “É essa pluralidade que inspira o tema desta edição que vai reunir atrações e vivências que irão envolver públicos de todos os estilos e idades”. Espetáculo de flores A grande atração da Festa das Flores de Joinville é a exposição. Com cerca de 3,6 mil metros quadrados, o cenário reúne milhares de orquídeas, flores e plantas ornamentais das mais variadas espécies, formas, cores e tamanhos. Nos pódios das campeãs, as mais belas e bem cultivadas orquídeas e plantas da exposição, eleitas por um júri especializado, ganham lugar de destaque. Entre todas as plantas, a soberana é a Laelia purpurata, orquídea nativa da Mata Atlântica e que tem o auge da sua floração no mês de novembro. Além de ser a planta símbolo da Festa das Flores, a Laelia purpurata é a flor símbolo de Joinville e do Estado de Santa Catarina. A festa também traz como atrações o Mercado de Plantas, a Feira Multissetorial e o Concurso de Jardins, que envolve a comunidade de Joinville e reforça o seu título de “Cidade das Flores”. O entretenimento tem espaço garantido com o Concurso da Flor da Melhor Idade e apresentações culturais que ocorrem nos palcos localizados em diferentes espaços do evento. Conhecimento científico A Festa das Flores de Joinville também reserva espaço especial para promover o conhecimento científico, com a programação do “II Salão Laelia pururata”. Neste ano, o Salão Laelia purpurata traz como destaque o IV Congresso Nacional de Jardins Botânicos (IVCNJB), que ocorre de forma integrada à programação da Festa das Flores. O Congresso é realizado pela Rede Brasileira de Jardins Botânicos (RBJB) e UNIVILLE – Universidade da Região de Joinville, e tem como foco debater a conservação, a pesquisa, educação ambiental e os rumos da flora brasileira com gestores, pesquisadores e educadores. Para o público em geral, o II Salão Laelia purpurata vai oferecer oficinas de cultivo de orquídeas e ações de educação ambiental, voltadas a adultos e crianças. História e cultura Por sua representatividade histórica e cultural, a Festa das Flores é reconhecida como Festa Oficial do município, como Patrimônio Imaterial de Joinville e, ainda, Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Estado de Santa Catarina. A Festa das Flores de Joinville é realizada pela AJAO – Agremiação Joinvilense dos Amadores de Orquídeas, com apoio da Prefeitura de Joinville, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult). SERVIÇO — 86ª FESTA DAS FLORES DE JOINVILLE Data: 17 a 22 de novembro de 2026 Local: Centro de Exposições e Convenções da Expoville – Joinville (SC) Informações: www.festadasflores.com.br Instagram: @festadasflores.jlle Gabi Melim estreia turnê “Escapismo” em São PauloGabi Melim estreia turnê “Escapismo” em São Paulo com participações surpresas No dia 30 de outubro, no Bona Casa de Música, cantora apresenta show dividido em três atos que percorrem diferentes momentos de sua trajetória musical![]() Depois de apresentar ao público o universo de “Escapismo”, Gabi Melim estreia em São Paulo, no dia 30 de outubro, a turnê de mesmo nome. No Bona Casa de Música, a cantora apresenta o repertório de seu segundo álbum solo em um show dividido em três atos e promete participações surpresas no palco. Com cerca de 1h30 de duração, o show foi construído como uma narrativa que atravessa diferentes momentos da trajetória da cantora. A divisão em capítulos conecta experiências que marcaram sua carreira, a passagem pelo Melim e a construção de sua identidade artística no trabalho solo. Apesar de abraçar o novo, Gabi não abre mão de sua trajetória e do que a fez chegar até aqui. O espetáculo parte justamente desse encontro entre referências, memórias e novas possibilidades. O repertório reúne as faixas de “Escapismo”, álbum que transita pelo pop, MPB e outras referências da música brasileira e traz participações de Luísa Sonza, Maria Gadú, Duda Beat, Ana Gabriela e Mestrinho. A proposta do show é ampliar para o palco as diferentes camadas exploradas no disco e criar uma experiência que acompanhe essa trajetória. “Eu quis que o show tivesse começo, meio e fim, como uma história. Cada ato representa um momento, uma versão minha e uma parte dessa caminhada. Ao mesmo tempo em que revisito coisas que fazem parte de quem eu sou, também apresento essa Gabi que estou descobrindo agora. Acho que o palco vai ser o lugar onde tudo isso vai ganhar outra dimensão”, conta Gabi Melim. A ideia de revisitar diferentes atos ganha peso diante dos 17 anos de carreira da cantora, que começou a compor e se apresentar ainda na adolescência e ganhou projeção nacional ao lado dos irmãos no Melim. Com o grupo, acumulou mais de 3 bilhões de streams e 400 shows, além de apresentações em grandes festivais e turnês internacionais. Em sua trajetória solo, Gabi passou a ampliar suas referências e explorar novas possibilidades sonoras. “Escapismo” já ultrapassou 1,5 milhão de streams nas plataformas digitais, consolidando a repercussão do projeto antes de sua chegada aos palcos. A turnê leva essa narrativa para o ao vivo e coloca em cena as diferentes versões da artista que atravessam o álbum. SERVIÇOGabi Melim — Turnê Escapismo 📅 Data: 30 de outubro de 2026 Eles têm amantes — mas dizem que não existe traiçãoGleeden debate os novos limites da fidelidade e mostra como o consentimento pode mudar a forma de entender uma relação O que caracteriza uma traição: a presença de uma terceira pessoa ou a quebra de um acordo entre duas pessoas? A pergunta ganha novos contornos à medida que diferentes formas de relacionamento passam a ser discutidas de maneira mais aberta. Para o Gleeden, plataforma de encontros extraconjugais e relações não monogâmicas, o debate sobre fidelidade também passa por entender que cada casal pode estabelecer seus próprios limites e acordos. Um dos exemplos que mais desafiam a concepção tradicional de traição é o cuckold, dinâmica em que uma pessoa pode sentir prazer ao saber, imaginar ou acompanhar o envolvimento sexual do parceiro ou da parceira com outra pessoa. Embora ainda seja tratado muitas vezes como tabu ou fantasia, o fenômeno também faz parte da vida real de casais que estabelecem esse tipo de acordo. Quando a terceira pessoa deixa de ser uma traiçãoNo Brasil, um dos exemplos mais conhecidos é o da influenciadora Bella Mantovani e seu marido, Vagner “Fera” Macedo, que falam publicamente sobre a dinâmica cuckold/hotwife vivida pelo casal. Na relação dos dois, experiências com terceiros são discutidas e fazem parte dos acordos estabelecidos pelo próprio casal. Fera chegou a se apresentar publicamente como o “maior corno do Brasil” e chegou a enviar ao Guinness World Records uma solicitação para tentar ser reconhecido como o “maior corno do mundo”, iniciativa que não resultou em um recorde oficial. Por trás do tom provocativo e bem-humorado da história, existe uma questão que vai muito além do fetiche: quem determina o que é traição dentro de uma relação? Bella e Fera afirmam que sua dinâmica é construída a partir de diálogo, consentimento, liberdade e limites definidos pelos dois. Para Thaís Plaza, terapeuta sexual e embaixadora do Gleeden no Brasil, a diferença fundamental está justamente nos acordos. “Uma infidelidade não é simplesmente a presença de uma terceira pessoa. Temos que observar os acordos daquela relação. Quando existe consentimento para uma determinada experiência, estamos falando de uma dinâmica completamente diferente de descobrir que um acordo de exclusividade foi quebrado às escondidas.” Do fetiche à realidadeO interesse pelo cuckold pode ter diferentes motivações. Para algumas pessoas, pode envolver voyeurismo, o prazer de perceber que o parceiro é desejado, ciúme, transgressão, novidade ou simplesmente uma fantasia sexual. Não existe uma única explicação para o interesse pela prática. E fantasia, desejo e prática não são necessariamente a mesma coisa. “Uma pessoa pode se excitar com uma fantasia durante anos e nunca desejar colocá-la em prática. Para quem decide experimentar, o ponto central deve ser o consentimento genuíno, a comunicação e a possibilidade de interromper ou renegociar os acordos a qualquer momento”, explica Thaís. A especialista também destaca que aceitar uma prática por medo de perder o relacionamento, por pressão do parceiro ou para provar que é uma pessoa “de mente aberta” não caracteriza consentimento verdadeiramente livre. O que dizem os usuários do Gleeden?Levantamentos divulgados pelo Gleeden ajudam a dimensionar o interesse dos brasileiros pelo tema. Em uma pesquisa sobre cuckolding, 36% dos entrevistados afirmaram que gostariam de ver o parceiro com outra pessoa, enquanto 60% disseram que aceitariam estar com outra pessoa enquanto o parceiro observa. O dado que mais chama atenção para a discussão sobre fidelidade é que 91% consideraram que, quando existe consentimento entre as partes para incluir uma terceira pessoa na relação, não há infidelidade. Outro levantamento realizado pela plataforma com 9.380 usuários brasileiros mostrou que 95% declararam ter algum tipo de fetiche, embora apenas 4% afirmassem já ter realizado todas as suas fantasias. Voyeurismo e exibicionismo apareceram entre os interesses mencionados. Os números não significam que exista um único modelo de relacionamento sendo adotado, mas ajudam a mostrar que desejos, fantasias e acordos afetivo-sexuais podem ser mais diversos do que a ideia tradicional de monogamia pressupõe. Novos relacionamentos, novos acordosO debate também se conecta a uma transformação mais ampla na maneira como os adultos discutem relacionamentos e não monogamia. Segundo outro estudo divulgado pelo Gleeden em 2025, 53% dos brasileiros entrevistados afirmaram já ter vivido algum tipo de relação não monogâmica, enquanto 42% declararam ter uma visão positiva sobre a não monogamia. Para Thaís Plaza, esses dados não significam o desaparecimento da monogamia, mas indicam uma maior disposição para discutir quais regras fazem sentido para cada relação. “Não existe um modelo afetivo-sexual que funcione para todo mundo. Há pessoas plenamente felizes na monogamia e outras que constroem acordos diferentes. O problema começa quando presumimos que a outra pessoa conhece uma regra que nunca foi discutida. Relações precisam de acordos, e acordos precisam de diálogo.” É justamente nesse espaço de discussão que o Gleeden propõe ampliar a conversa: mais do que definir o que é certo ou errado para todos, entender quais são os limites, desejos e acordos de cada relação. A história de Bella e Fera mostra que o cuckold pode ultrapassar o campo da fantasia e existir como uma dinâmica consensual entre pessoas reais. Já os dados do Gleeden ajudam a colocar essa experiência dentro de uma discussão maior sobre desejo, não monogamia e novas formas de compreender a fidelidade. No fim, talvez a pergunta mais importante não seja “o que a sociedade considera traição?”, mas: o que você e seu parceiro consideram traição? |
Crédito: Magnific 
