Autor: agitosp

  • 5 alimentos aliados da saúde do coração

    Quando o assunto é saúde cardiovascular, alguns alimentos, como salmão e azeite de oliva extravirgem, já são amplamente reconhecidos por seus benefícios. No entanto, existem outros alimentos que costumam gerar dúvidas ou até serem considerados inadequados, mas que também podem fazer parte de uma alimentação cardioprotetora.

    Óleos vegetais, ovos, leite e até o chocolate com alto teor de cacau são exemplos de alimentos que, quando consumidos nas quantidades adequadas e dentro de um padrão alimentar equilibrado, podem contribuir para a saúde do coração.

    A seguir, vou apresentar cinco alimentos que nem sempre são associados à saúde cardiovascular, mas que podem integrar uma alimentação saudável e ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas.

    1. Óleos de sementes

    Os óleos de sementes estão entre os alimentos mais controversos da nutrição atualmente. Óleos de canola, girassol, cártamo, gergelim e semente de uva já foram classificados como “tóxicos” e associados à inflamação e ao desenvolvimento de doenças crônicas. No entanto, essas alegações não são sustentadas pelas evidências científicas disponíveis.

    Estudos mostram que substituir gorduras saturadas, como manteiga, banha e óleo de coco, por gorduras poli-insaturadas presentes nos óleos de sementes pode reduzir os níveis de colesterol LDL (“colesterol ruim”), um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

    Assim, quando consumidos em quantidades adequadas e utilizados para substituir fontes de gordura saturada, os óleos de sementes podem fazer parte de uma alimentação saudável e contribuir para a proteção da saúde do coração.

    Como consumir:

    • Utilizar óleos de canola ou girassol no preparo de refeições. 
    • Empregar óleo de gergelim para finalizar preparações, especialmente da culinária oriental. 
    • Preferir esses óleos em substituição a gorduras ricas em gordura saturada. 
    • Consumir sempre com moderação, dentro de uma alimentação equilibrada.
    1. Batatas

    A batata não é o problema; a forma de preparo é que faz diferença. O consumo frequente de batatas fritas e chips, geralmente preparados por imersão em óleo e frequentemente acompanhados de manteiga, queijo, bacon ou molhos ricos em gordura e sódio, pode contribuir para o aumento do risco de doenças cardiovasculares.

    Por outro lado, quando consumida cozida ou assada, a batata é um alimento nutritivo, fonte de carboidratos, fibras (principalmente quando consumida com a casca), vitamina C, vitamina B6 e potássio. Esse mineral desempenha papel importante no controle da pressão arterial, no equilíbrio dos líquidos corporais e na função muscular.

    Estudos mostram que uma maior ingestão de alimentos ricos em potássio está associada a um menor risco de hipertensão arterial, acidente vascular cerebral (AVC) e outras doenças cardiovasculares. Assim, quando consumida em quantidades adequadas e inserida em uma alimentação equilibrada, a batata pode fazer parte de uma dieta saudável para o coração.

    Como consumir:

    • Batata cozida. 
    • Batata assada. 
    • Batata rústica assada. 
    • Temperada com ervas aromáticas, especiarias e azeite de oliva extravirgem, em vez de molhos ricos em gordura e sódio.
    1. Leite desnatado

    Nos últimos anos, o leite passou a ser alvo de críticas nas redes sociais. Muitas publicações afirmam que ele seria um alimento “inflamatório” ou excessivamente processado. No entanto, essas alegações não são sustentadas pelas evidências científicas.

    O leite desnatado mantém praticamente todos os nutrientes presentes no leite integral, como proteínas de alta qualidade, cálcio, fósforo, potássio e vitaminas do complexo B. Quando fortificado, também é uma importante fonte de vitamina D. A principal diferença é a retirada da maior parte da gordura, reduzindo o teor de gorduras saturadas e o valor calórico.

    As evidências científicas mostram que o consumo de leite e derivados, especialmente as versões com menor teor de gordura, pode fazer parte de uma alimentação cardioprotetora. Quando consumido em quantidades adequadas e dentro de um padrão alimentar equilibrado, o leite desnatado não está associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares.

    Como consumir:

    • No café da manhã. 
    • Em vitaminas e smoothies. 
    • Com aveia, frutas ou cereais integrais. 
    • Em preparações culinárias, dentro de uma alimentação equilibrada.
    1. Ovos

    Durante muitos anos, os ovos foram considerados um dos principais vilões da saúde cardiovascular devido ao colesterol presente na gema. No entanto, as evidências científicas mais recentes mostram que, para a maioria das pessoas (com exceção de indivíduos com hipercolesterolemia familiar ou outras condições que exijam restrições específicas orientadas pelo médico ou nutricionista), o colesterol dos alimentos exerce um impacto muito menor sobre os níveis de colesterol no sangue do que se acreditava no passado.

    O ovo é um alimento altamente nutritivo, fornecendo cerca de 6 gramas de proteína de alta qualidade por unidade, além de vitaminas, minerais e compostos bioativos importantes para a saúde. A gema concentra a maior parte desses nutrientes, incluindo vitaminas A, D, E e B12, colina e os carotenoides luteína e zeaxantina, antioxidantes que contribuem para a saúde ocular.

    Além disso, grande parte da gordura presente no ovo é insaturada, considerada benéfica para a saúde cardiovascular. As evidências científicas mostram que, quando consumidos em quantidades adequadas e inseridos em um padrão alimentar equilibrado, os ovos podem fazer parte de uma alimentação saudável para o coração.

    Como consumir:

    • Ovo cozido. 
    • Ovo mexido. 
    • Omeletes com vegetais. 
    • Acompanhado de frutas e pães integrais no café da manhã ou em outras refeições.
    1. Chocolate com alto teor de cacau

    Durante muitos anos, o chocolate foi visto apenas como um alimento que deveria ser evitado. O chocolate amargo, com pelo menos 70% de cacau, é rico em flavonoides, compostos bioativos com ação antioxidante que contribuem para a saúde dos vasos sanguíneos, melhoram a função endotelial e podem auxiliar na manutenção da pressão arterial.

    Além dos flavonoides, o chocolate com alto teor de cacau fornece minerais como magnésio, cobre e ferro, importantes para diversas funções do organismo.

    Isso não significa que seu consumo deva ser liberado. Por ser um alimento calórico, o chocolate deve ser consumido em quantidades adequadas e inserido em um padrão alimentar equilibrado.

    Como consumir:

    • Dar preferência ao chocolate com pelo menos 70% de cacau. 
    • Consumir pequenas porções (cerca de 20 a 30 g por dia), quando houver espaço no planejamento alimentar. 
    • Como sobremesa após as refeições. 
    • Associado a frutas, como morango, banana ou maçã. 

    Outras estratégias para cuidar da saúde do coração

    • Pratique atividade física regularmente
      A prática de pelo menos 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada ajuda a controlar a pressão arterial, melhorar o perfil lipídico, favorecer o controle do peso corporal e reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
    • Gerencie o estresse
      O estresse crônico está associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares. Estratégias como atividade física, meditação, momentos de lazer e convivência social podem contribuir para o bem-estar e a saúde do coração.
    • Durma bem
      Dormir entre sete e nove horas por noite está associado a um melhor controle da pressão arterial, menor inflamação e melhor saúde metabólica.
    • Evite o tabagismo
      O cigarro é um dos principais fatores de risco modificáveis para as doenças cardiovasculares. Parar de fumar traz benefícios para a saúde em qualquer idade.
    • Reduza ou evite o consumo de álcool
      Mesmo pequenas quantidades de álcool podem aumentar a pressão arterial. Para a saúde cardiovascular, a recomendação mais segura é evitar ou limitar seu consumo.

    Conclusão

    Quando o assunto é saúde cardiovascular, nenhum alimento, isoladamente, é capaz de proteger ou prejudicar o coração. O mais importante é a qualidade da alimentação como um todo. Mais do que demonizar alimentos, a ciência mostra que o segredo está no equilíbrio, na variedade e na adoção de um estilo de vida saudável.

  • Dia Mundial do Doce de Leite – Iguaria ganha espaço como ingrediente afetivo

    Poucos ingredientes conseguem transitar tão naturalmente entre a memória afetiva e a alta gastronomia quanto o doce de leite. Presente em receitas caseiras e encontrado em quitandas, padarias e confeitarias, ele carrega consigo uma forte conexão com a infância e com a cozinha afetiva. Ao mesmo tempo, vem conquistando espaço em criações mais sofisticadas, nas quais aparece combinado a massas delicadas, chocolates, frutas, castanhas e diferentes texturas.

    O ingrediente é tão representativo na gastronomia latino-americana, que ganhou uma data própria. Em 11 de outubro é celebrado o Dia Mundial do Doce de Leite. A origem da iguaria, aliás, é cercada de disputas e diferentes versões entre países como Brasil, Argentina e Uruguai. Há pouca controvérsia, no entanto, quando o assunto é sua popularidade. A Embrapa destaca que Brasil e Argentina estão entre os principais produtores mundiais e que o doce de leite é amplamente utilizado como sobremesa e ingrediente na confeitaria e panificação.

    A permanência do doce de leite na gastronomia e sua capacidade de ganhar novas interpretações vem da sua versatilidade. Cremoso, intenso e com notas caramelizadas, o ingrediente consegue funcionar tanto como protagonista quanto como elemento de equilíbrio em uma sobremesa. Para os restaurantes, isso abre espaço para trabalhar um ingrediente reconhecido pelo público em apresentações que entregam familiaridade e surpresa ao mesmo tempo.

    É o caso do L’Entrecôte de Paris – rede de bistrôs reconhecida por inovar com o conceito de prato único no Brasil – que incorpora o doce de leite a duas sobremesas que fazem parte da identidade gastronômica da casa: o Mille Feuilles Eiffel e os Profiteroles. No Mille Feuilles Eiffel, sobremesa inspirada na tradicional pâtisserie francesa, foi criado um encontro interessante entre a delicadeza da receita francesa e um sabor profundamente familiar ao paladar brasileiro. Camadas de massa folhada são intercaladas com recheio de doce de leite e creme patissier de doce de leite. A finalização é feita com açúcar e cacau em uma decoração com a imagem da Torre Eiffel. Já no caso dos Profiteroles, outro doce aclamado na França, o doce de leite é saboreado tanto no recheio dos bolinhos feitos com a massa choux leve e aerada, quanto na calda, que também é feita com o ingrediente. Essa clássica sobremesa, que é marca da indulgência, chega às mesas acompanhada pelo incrível sorvete de baunilha do L’Entrecôte de Paris.

    L’Entrecôte de Paris

    Mille Feuilles Eiffel

    L’Entrecôte de Paris

    Profiteroles

    “O doce de leite tem uma característica muito interessante: ele desperta memória afetiva, mas não precisa estar preso às receitas tradicionais. Quando utilizado com equilíbrio e técnica, pode fazer parte de sobremesas sofisticadas e ganhar novas interpretações sem perder a familiaridade que faz com que seja tão querido”, explica Alessandro Nascimento, chef do L’Entrecôte de Paris.

    A permanência do doce de leite nos cardápios revela uma característica importante do comportamento gastronômico contemporâneo, afinal, o consumidor parece valorizar cada vez mais aquilo que consegue combinar novidade e reconhecimento. É a lógica de revisitar clássicos, atualizar receitas conhecidas e apresentar ingredientes familiares em contextos inesperados.

  • 6 curiosidades sobre o Lulu da Pomerânia – a raça de cão mais popular do Brasil

    Pomerânia, também conhecido como Spitz Alemão, liderou o ranking das
    raças mais registradas em 2019 pela Confederação Brasileira de Cinofilia.

    Pequenos, adoráveis e amorosos, os Pomerânias, também conhecidos como Spitz Alemão e Lulu, conquistaram o coração dos brasileiros. A pelagem única e abundante, a cabeça de raposa com olhos alertas e as pequenas orelhas pontudas, garantem a ele características únicas. Além disso, atributos comportamentais como o de ser muito companheiro, fez com que sua popularidade crescesse, ultrapassando o Bulldog Francês, raça mais registrada em 2018.

    No Brasil, a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) divulga, anualmente, o ranking das raças mais registradas. Em 2019 foram 120.651 registros de cães de raça no país – destes 25.231 foram apenas de Pomerânias. Pensando nisso, a Médica-Veterinária Natália Lopes, Gerente de Comunicação Científica da ROYAL CANIN® Brasil, preparou um levantamento com as principais curiosidades para orientar os apaixonados pela raça.

    1. Descendente das regiões árticas da Islândia

    O Pomerânia é descendente de cães originários das regiões árticas da Islândia. É uma raça que possui várias características semelhantes à dos lobos como, por exemplo, orelhas pequenas (para evitar queimaduras por frio) e subpelo isolante e denso (para manter o calor e protegê-los do frio).

    2. Sensibilidade específicas

    A raça Pomerânia apresenta algumas sensibilidades específicas, dentre elas, a dental, uma vez que os dentes de leite, frequentemente, persistem quando nascem os dentes permanentes, o que provoca o acúmulo de resíduos alimentares e bactérias na boca do cão ainda jovem. Outra sensibilidade, de origem genética, é o deslocamento da articulação do joelho (luxação de patela), que pode predispor o cão à lesão de ligamento e artrite. O fato de possuir uma pelagem densa pode fazer com que a pele perca umidade, provocando seu ressecamento e a perda do brilho dos pelos. Por fim, devido ao seu porte miniatura, possuem tendência à constipação intestinal (fezes mais duras e ressecadas).

    Devido a estas sensibilidades, precisam de cuidados específicos como uma alimentação própria para a raça. Um exemplo é o ROYAL CANIN® Pomeranian, alimento disponível na versão seca e úmida (sachê), indicada para cães adultos e maduros. O croquete adaptado para a mandíbula pequena da raça Pomerânia, auxiliando na saúde dental, além de ter fórmula exclusiva que oferece suporte aos ossos e articulações, ajuda na saúde digestiva melhorando a consistência das fezes, e possui ácidos graxos essenciais que beneficiam a saúde da pele e pelagem. Tudo isso confere mais qualidade de vida ao animal ao longo do tempo.

    Vale lembrar que é importante consultar o Médico-Veterinário de confiança para ele indicar o melhor alimento para cada pet.

    3. Perfil comportamental

    Excelentes companheiros, além de inteligentes, ativos e protetores, o Pomerânia é um cão de raça muito dócil e que adora brincar e se exercitar. Ele está sempre atento, animado e é excepcionalmente dedicado ao seu tutor.

    Com visitas podem se comportar com desconfiança, por isso, desde filhotes precisam ser encorajados à socialização. Mas esta é a mesma razão que os tornam o cão de guarda ideal para o lar. Embora facilmente treinável, esta raça inteligente também pode ter uma veia independente. Se bem treinado (para não latir excessivamente) e socializado, o Pomerânia ficará feliz em conviver com outras pessoas e cães.

    Sua boa adaptação a diferentes climas, robustez, aparência e longevidade são atributos que conquistaram milhares de pessoas ao redor de todo o mundo. A expectativa de vida média da raça é de 13 a 16 anos.

    4. Cinco tamanhos diferentes

    Com cinco tamanhos diferentes, variando de 18 a 55 cm, e uma gama de cores de pelagem, o Pomerânia, ou Spitz Alemão, é uma raça com incrível diversidade. As cinco variedades do Spitz Alemão são conhecidas separadamente como Spitz Toy, Spitz Miniatura, Spitz Médio, Spitz Gigante e Spitz Lobo. Em países de língua não alemã, os Spitz Lobos são conhecidos como Keeshonds e os Spitz Toys como Lulu da Pomerânia.

    5. Pelagem exuberante

    Os Pomerânias cativam pela beleza de sua pelagem. Impressionante é o tipo de juba ao redor do pescoço (“rufo”) e a espessa cauda atrevidamente portada sobre o dorso. A camada externa, longa e lisa, fornece proteção contra fatores ambientais externos como a chuva. Já a camada interna atua como um algodão cobrindo a pele, sendo responsável por manter a temperatura do corpo. Por essa razão, os pelos do Pomerânia nunca devem ser raspados.

    Para cuidar desta suntuosa pelagem, é importante aparar os pelos com um profissional a cada dois meses e escovar o animal regularmente, em média uma vez por semana, evitando assim, a formação de nós. O ideal é que o cão seja acostumado a estes cuidados deste filhote e que o processo seja feito de forma delicada para ser um momento agradável.

    6. Cães da realeza e sua popularização

    A rainha Vitória, da Inglaterra, era apaixonada por esses pequenos cães com juba pomposa. A raça acabou se popularizando por toda a Europa devido ao fato de a majestade não ser apenas tutora de vários Pomerânias, mas também ser uma das principais expositoras da raça.

    Fora da Europa, o Pomerânia começou a ganhar popularidade em 1892, quando o primeiro cão da raça foi registrado no livro American Kennel Club (AKC), considerado um dos maiores clubes de registro genealógico de cães de raça pura do mundo, e o maior e mais antigo dos Estados Unidos. Ainda assim, o reconhecimento, de fato, veio somente em 1.900. A partir de então, a raça passou a participar de concursos e exposições até chegarmos nos dias de hoje, com esses adoráveis cãezinhos liderando o ranking de mais registrados no Brasil.

  • Descubra algumas informações interessantes sobre a vodka

    A bebida possui diversas curiosidades que vão desde sua origem e nome até o seu processo de fabricação

    Incolor, de sabor característico e com teor alcoólico entre 35 e 60%, a vodka é uma popular bebida destilada que caiu nas graças de quem não abre mão de apreciar um drink com um sabor que só ela é capaz de oferecer. Além disso, ela possui diversas curiosidades que vão desde sua origem e nome até o seu processo de fabricação. Para quem quer conhecer um pouco mais sobre a vodka, Albert Lifschitz, sócio proprietário da Vodka Svarov, explica alguns tópicos sobre ela, confira:

    – Como surgiu a vodka?

    Foi no ano de 1983, na Rússia, que o renomado cientista Dmitri Ivanovich Mendeleev decidiu misturar álcool e água em diferentes proporções durante um ano. Depois de várias experiências, ele encontrou aquilo que seria o ideal: 40% de álcool e 60% de água.

    – O que significa vodka?

    A vodka é a bebida nacional da Polónia e da Rússia, e seu nome é o diminutivo de água em diversas línguas eslavas, porém, não se sabe ao certo se essa é apenas uma coincidência.

    – Como se dá o processo de fabricação?

    O processo de fabricação da vodca é parecido com o do uísque, no entanto, enquanto este último é destilado a baixas temperaturas – o que dá o sabor aos cereais -, a vodca é destilada a temperaturas bem elevadas e, em seguida, submetida a filtragens químicas para neutralizar seus aromas, além de ter água adicionada à produção.

    – Existe um tipo de copo mais indicado para bebê-la pura?

    Dizem que toda bebida tem o seu copo ideal, e com a vodka não é diferente. De acordo com muitos, o copo mais indicado na hora de apreciá-la é o famoso shot, com 80ml de capacidade.

    – Quais são os países que mais consomem vodka além da Rússia?

    De acordo com uma pesquisa feita pela Euromonitor International, o Brasil está entre os 10 maiores mercados consumidores de vodka no mundo. Nos Estados Unidos é a bebida destilada mais vendida.

    – Quais são as características para reconhecer uma vodka de boa qualidade?

    Uma vodka boa sempre será a mais incolor e inodora possível. A consequência de apreciar uma vodka feita com ingredientes selecionados é que no dia seguinte não é necessário se preocupar com ressaca ou mal-estar.

  • 7 hábitos diários de combate ao estresse

    Saiba quais são as atitudes que podem ajudar a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares e da depressão

    Tremores, aumento da pressão arterial, insônia, dor de cabeça, irritabilidade e aceleração do ritmo cardíaco. Esses são alguns dos sintomas mais frequentes de um episódio de estresse, problema que afeta mais de 90% da população no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Neste mês de setembro, em que é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Estresse, Natália Reis Morandi, psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, reforça a importância de inserir hábitos mais saudáveis na rotina diária para evitar problemas graves, como doenças cardiovasculares e depressão, entre outros transtornos.

    De acordo com o Ministério da Saúde, o estresse é um dos responsáveis por mais de 130 milhões de infartos no Brasil.

    “Apesar de ser uma resposta natural do corpo diante de uma situação de perigo ou de tensão, a manutenção deste estado por longos períodos pode causar danos sérios à saúde, à produtividade e, consequentemente, à qualidade de vida das pessoas”, alerta a especialista.

    Como evitar o estresse?

    Segundo Natália, é aí que está o problema. “Atualmente, com os estímulos da vida moderna e a rotina acelerada, é muito difícil conseguir escapar de situações que nos deixam estressados. Vale lembrar que a situação atual de pandemia tem ampliado esse estresse e desgaste emocional”, destaca.

    O que as pessoas podem fazer, de acordo com a especialista do Hospital São Camilo, é avaliar o que pode ser modificado em suas rotinas para reduzir o problema e fortalecer seu organismo e seus recursos emocionais para enfrentar as situações estressoras que não podem ser alteradas. 

    Quando a pessoa identificar dificuldade de manejo do estresse, deve procurar ajuda profissional.

    A seguir, a psicóloga destaca sete hábitos simples que ajudam a combater o estresse:

    Evite se manter em uma situação estressora

    Natália explica que sentir raiva é normal, mas a frequência desta emoção pode ser um sintoma negativo e gerar desgaste emocional intenso.

    Podemos evitar que ela atinja picos e que nos coloquem em níveis elevados de estresse, mudando o cenário quando isso acontecer para não potencializar e alimentar o sofrimento causado por determinada situação indesejável. 

    “Procure se acalmar e, após refletir sobre o ocorrido, volte novamente a tentar solucionar e/ou enfrentar determinada situação”, sugere.

    Faça exercícios de respiração

    A especialista comenta que, sobretudo para quem vive nas áreas urbanas, a poluição sonora associada a momentos de acúmulos de atividades a serem realizadas pode ser um gatilho para o estresse.

    “O som dos carros, máquinas e equipamentos eletrônicos, entre outros, que mal percebemos no nosso dia a dia, nos mantêm em alerta permanente, a ponto que fica difícil relaxar”, frisa.

    A dica neste caso é reservar alguns minutos para ficar em silêncio. “Feche os olhos, sente-se em uma posição confortável, longe de qualquer barulho, e concentre-se apenas na sua respiração. Inspirar profundamente contando até cinco e expirar, ou realizar uma respiração diafragmática antes de retomar as tarefas diárias pode ser uma solução e promover o relaxamento e alívio do estresse. É importante tentar esvaziar a sua mente e os pensamentos que poderão surgir”, destaca Natália.

    Proporcione situações prazerosas

    A psicóloga reforça que, diante de uma rotina exaustiva, uma dica para aliviar o estresse é fazer algo que desperte sensações de prazer e relaxamento, Além de manter bons hábitos com a alimentação e a qualidade de sono.

    “Ler, se divertir, se distrair, receber uma massagem de 15 minutos, almoçar com um amigo, se presentear, comer algo que goste ou sair da rotina no meio da semana são atividades simples que mantem seu autocuidado físico e emocional, contribuindo para a qualidade da nossa saúde mental”, ressalta.

    Repense a regra do “agora”

    Avalie suas atividades e responsabilidades diárias e pense: tudo precisa ser resolvido agora? A especialista do Hospital São Camilo lembra que é saudável estabelecer prioridades na realização das tarefas, sejam elas pessoais ou profissionais. A recomendação é avaliar o que é necessário e o que é desejável.

    “Negocie prazos possíveis, que você consiga atender com qualidade, ou deixe claro o impacto da pressa na sua entrega. Quando não tentamos refletir e negociar acerca das expectativas dos outros e de si mesmo, as chances de desenvolver um quadro de estresse aumentam.”

    Valorize ambientes saudáveis para o trabalho

    Se o seu trabalho é entendido como a sua fonte de sofrimento, a profissional recomenda fazer uma sincera avaliação dos motivos pelos quais você continua nele.

    “A crise econômica e a falta de emprego não devem tirar a expectativa das pessoas de procurar um ambiente profissional melhor para elas”, diz Natália, fazendo referência à Síndrome de Burnout, que atinge mais de 30% dos brasileiros segundo dados da International Stress Management Association (Isma). 

    “Especialmente porque as empresas já estão atentas à necessidade de desenvolver boas políticas internas de Recursos Humanos para reter os seus talentos e, primordialmente, precisamos pensar no nosso bem-estar físico, emocional e social para viver com qualidade”, lembra a psicóloga. 

    Peça ajuda

    “Nós somos seres coletivos, não precisamos fazer tudo sozinhos”, afirma. Ela explica que o hábito de pedir ajuda reduz a pressão, amplia o olhar sobre determinada situação, auxilia na promoção de soluções mais assertivas e minimiza o sofrimento. Traz sensações de conforto e aumenta o bem-estar.

    Tanto em situações de estresse diárias quanto de crises intensas (doenças, mortes, separações, acidentes, entre outras), a rede de apoio de uma pessoa é fator importante para o enfrentamento do problema. Isso também inclui buscar ajuda profissional.

    “Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, precisamos estar atentos aos sentimentos de fracasso e impotência diante destas situações.”

    Pratique atividades físicas e ou artísticas

    O nosso cérebro é estimulado em áreas diferentes quando estamos praticando esportes, caminhadas (curtas ou longas) e realizando atividades artísticas. 

    Ao movimentar o corpo, reduzimos os hormônios causadores do estresse, como o cortisol, e liberamos endorfina. Dessa forma, promovemos melhora do humor e da qualidade do sono.

    Portanto, a psicóloga recomenda caminhar, praticar esportes ou realizar alguma atividade que gere prazer e bem-estar para criar um hábito saudável que ajude a reduzir sintomas de estresse, irritabilidade, cansaço e ansiedade.

    Cantar, dançar, fotografar, cozinhar ou pintar podem ser boas opções. “Descubra o seu talento e explore coisas que goste de fazer”, finaliza.

  • Você sonha com o sexo anal?

    Sexo anal é algo que lhe deixa muito excitado, mas sua namorada diz não ter o menor interesse e que não pretende realizá-lo.

    O que fazer nessa situação? Aqui vão algumas dicas para lhe ajudar nessa tarefa:

    1.    Descobrir o problema
    Na esmagadora maioria das vezes, o problema que os homens têm com isso é o fato de não saberem exatamente qual é o verdadeiro problema – aquele que faz a sua mulher ser contra o sexo anal. Será que ela tem medo da dor? Será que ela acha que isso não é higiênico? Será que são motivos religiosos e ela defende que o ânus não é lugar para tentar ter prazer? Será que foi uma experiência ruim que a fez ficar traumatizada? Antes de tentar qualquer coisa, você precisa identificar o problema para então propor uma solução.

    2.    Deixá-la segura
    Experiências traumatizantes podem ser o suficiente para ela descartar essa ideia por completo e nunca mais deixar ninguém tentar fazer isso com ela. Nesse caso, a sua melhor opção é deixá-la segura em relação a isso.

    Deixe-a saber que você começará devagar e que, quando ela não quiser mais, você irá parar. O ideal é que vocês estipulem uma palavra para estabelecer isso, afinal de contas, como no começo (na hora de colocar), acaba doendo mais um pouco, pode ser que ela esteja disposta a passar dessa etapa para ver se irá aguentar.

    Lembre-se também que, após o pênis penetrar o ânus, independente de ser por muito tempo ou pouco, você precisa trocar a camisinha (ou lavar o pênis) antes de penetrar a vagina novamente, já que o ânus tem muitas bactérias que, se entrarem em contato com a vagina, pode fazer muito mal para a sua parceira.

    Ah, e não custa lembrar: não é só o fato de deixá-la segura, é também o caso de você estar realmente disposto a isso. Você está ali para proporcionar prazer a ela, não faça ou tente nada que você ache que poderá desagradá-la nessa situação.

    3.    Explicar a ela sobre o prazer do sexo anal
    É muito importante também explicar a ela que a mulher pode ter prazer com o sexo anal – coisa que muitas mulheres nem imaginam. O sexo anal pode dar prazer pelo ato em si, e também pelo fato da parede do ânus estar muito próxima da parede vaginal – o que acaba causando (querendo ou não) uma estimulação prazerosa.

    Não a deixe achando que só homens têm condição (através da próstata) de sentir algum tipo de prazer anal. Já passamos da época de achar que sexo anal é coisa de gays ou de pessoas não cristãs.

    Na maioria das vezes não será uma tarefa fácil convencer a sua parceira de se aventurar no sexo anal. Trate do assunto com calma e, se preciso, busque informações tanto para você quanto para a sua parceira.

  • 6 coisas que mudaram na vida dos pets na última década

    Celebrado diariamente por pessoas que têm cães ou gatos em casa, o Dia dos Animais é comemorado oficialmente no mundo todo em 04 de outubro. E para reforçar sua missão de tornar o mundo melhor para os pets, a Mars Petcare apresenta um estudo global, realizado com mais de 13 mil tutores de cães e gatos, para o Censo de Animais de Estimação de 2020, nos meses de junho a agosto, que traz as principais mudanças que ocorreram nos últimos dez anos na vida dos pets. Não é novidade para ninguém que os animais de estimação são parte da família, mas agora é possível provar isso com dados:

    • Adoções de animais estão em alta

    Segundo o estudo, quase 63% dos tutores de cães e 51% dos tutores de gatos adotaram seus pets em abrigos e ONG’s. Este é um dado animador, uma vez que sabemos do problema crônico em diversos países em torno do abandono de animais.

    • Adeus quintal e bem-vindos à cama de seus tutores

    Cães e gatos há séculos se mostram como excelentes companheiros. Mas algo de muito novo aconteceu na última década: começaram ganhando o coração e agora já dominaram a cama de seus tutores. Se antes o perfil era que os pets cuidassem do quintal, hoje eles são guardiões do nosso sono e, inclusive, muitos tutores relatam que dormem melhor quando seu pet está junto.

    Alguns fatores ajudaram nesta mudança: o maior envolvimento afetivo com os pets, considerando-os como membros da família; o crescimento de lares com uma só pessoa; o adiamento nos planos de ter filhos; a queda na taxa de natalidade; e a verticalização das cidades são alguns exemplos.

    • Os pets ajudam muito nossa saúde mental

    O estudo também mostrou que 99% dos tutores de cães e 96% dos tutores de gatos acreditam que seu animal de estimação tem um impacto positivo em sua saúde mental. Os pets são excelentes companheiros e, não à toa, os cães são conhecidos como “o melhor amigo do homem”. Eles transmitem a sensação de segurança e bem-estar, além de nos ajudar a lidar melhor com o estresse, a ansiedade e a depressão.

    • Mais que amigos

    Friends? Na verdade, está mais para amor de pai e mãe para filho. O vínculo com animais de estimação é tão forte que o termo “melhor amigo” é um eufemismo. Ao todo, 72% dos entrevistados tutores de cães e 32% dos tutores de gatos admitiram que já cancelaram planos para poderem ficar com seus animais de estimação.

    • Influenciadores pets

    Verdadeiras estrelas das redes sociais, mais da metade dos tutores de animais de estimação publicam nas redes sociais sobre seus peludos mais de uma vez por mês. E cerca de 17% até ganharam um perfil próprio nas redes sociais. Os pets têm protagonizado a produção de conteúdo digital que vão desde mostrar coisas rotineiras como dormir, comer e passear, a vídeos elaborados, engraçados e educativos dos animais nas mais diversas situações. A criatividade nunca esteve tão aflorada para mostrar tanta fofura.

    • Popularização do teste de DNA

    Dos tutores de cães pesquisados, 67% fizeram um teste de DNA em seus animais de estimação, com o objetivo de ajudar a cuidar dos pets por meio do grande detalhamento que o exame traz. Conhecendo a composição genética do cão ou do gato, o tutor é capaz de adaptar o treinamento, a nutrição e os cuidados às suas necessidades únicas – ajudando a garantir um filhote mais feliz e saudável para os próximos anos.

  • Tire suas dúvidas sobre o Sexo anal

    Preliminares, higiene, tesão e paciência são os principais pontos para o casal atingir a satisfação e o prazer nesta prática

    Muitas vezes por medo, dor ou insegurança algumas mulheres ainda sentem receio de praticar o sexo anal durante as relações sexuais. A sexóloga do C-date , Carla Cecarello, desmistifica os mistérios dessa prática e explica que o sexo anal pode ser gostoso. Porém, cabe aos parceiros decidirem experimentar ou não. “Há muitas formas de tornar essa prática prazerosa, por isso, é preciso se permitir e explorar outras partes do corpo”, aconselha a especialista.

    As principais dúvidas que permeiam os pensamentos das mulheres com relação ao sexo anal são: “o que será que esta parte do corpo tem de tão especial para eles? Será que é tão mais gostoso assim?”. Muitos homens sentem obsessão por essa prática sexual porque dá a eles comando da situação além de ser uma posição clássica. “É uma posição que oferece uma visão completa do corpo da mulher, sendo muito excitante para eles”, esclarece a sexóloga do C-date. Enquanto esse assunto só é esclarecido para os homens, o sexo anal é visto com alguma desconfiança pelo público feminino, já que grande parte das mulheres reclama da falta de cuidados do parceiro.

    Como tudo no sexo, é preciso ter calma e não pular etapas. Além do cuidado, o parceiro não ter em mente que não é só ele que deve ter prazer. “Se é excitante para um, deve ser bom também para o outro, devendo sempre ser feito com muito cuidado, segurança e higiene”, complementa Carla. Como há sempre muitas dúvidas quanto o assunto é sexo anal, a sexóloga Carla Cecarello explica como deve ser a preparação e dá algumas dicas para que as mulheres também cheguem ao orgasmo por meio dessa prática.

    Higiene: o sexo anal requer alguns cuidados essenciais. Dessa forma, não faça logo após a refeição ou com vontade de ir ao banheiro. “Para a mulher se sentir mais segura, o ideal é que seja feita a limpeza com o chuveirinho antes de iniciar a prática”, indica a especialista;
    Psicológico: esteja realmente a fim de experimentar o sexo anal. Nunca faça algo só para satisfazer o parceiro, o seu prazer deve estar em primeiro lugar. Fazer sem vontade só levará a frustrações sexuais;

    Preliminares: se você decidir fazer sexo anal, lembre-se que não dá para ir “direto ao finalmente”. A melhor fórmula para o sucesso dessa relação sexual é caprichar nas preliminares antes da penetração. “Explore o corpo dela, estimulando o sexo oral no ânus e faça a preparação com os dedos”, sugere Carla;
    Lubrificantes: o ânus não possui lubrificação própria, por isso é necessário utilizar lubrificantes, até mesmo para usar os preservativos. Os melhores lubrificantes são à base de água, a partir disso já é possível ser feita a penetração. “Tente relaxar o máximo que você conseguir. Quanto mais tensa você estiver, mais irá doer à penetração”, ressalta a sexóloga;

    Posições: para o inicio dessa prática o ideal é que o casal não faça posições como de quatro ou frango assado, a penetração será muito direta e poderá causar dores ou incômodos na região. “Tente a posição de ladinho, além de ser um bom estímulo, a mulher conseguirá controlar melhor a situação e o seu prazer”, recomenda a especialista.

    Passo a passo para o sexo anal

    Dica 1: nunca inicie a penetração diretamente com o pênis. Atualmente, existem muitos recursos que estimulam o ânus como, por exemplo: “os plugs que possuem vários tamanhos. Comece com um pequeno e depois vá aumentando aos poucos. Também existem as ‘bolinhas anais’ como se fossem borrachinhas para introduzir no ânus. Ela começa por bolinhas pequenas e vai aumentando aos poucos para bolinhas maiores”, explica a sexóloga do C-date, Carla Cecarello;

    Dica 2: outro recurso é usar o próprio dedo para estimular a parceira.
    – Comece colocando um dedo pela metade, depois passe a colocar um dedo inteiro;
    – Repita o processo, mas agora coloque dois dedos pela metade e por fim dois dedos inteiros. Essa é uma forma de se acostumar com a abordagem do sexo anal;

    Dica 3: quando o pênis for encostar no ânus automaticamente ele irá sofrer uma contração, então espere! Continue encostado no ânus até ele relaxar totalmente para a penetração. Não tente forçar, pois pode causar dores;

    Dica 4: a penetração anal não traz nenhum tipo de satisfação para a mulher. Por isso, quando for fazer a penetração estimule o clitóris ao mesmo tempo;

    Dica 5: nunca retire o pênis do ânus e logo após introduza na vagina com o mesmo preservativo ou sem fazer uma higienização porque estará levando resto de fezes para a vagina e isso pode causar infecções.

    E você, tem mais dicas? Gosta de praticar sexo anal? Conte para nós aqui nos comentários abaixo 😉

  • Transar com ex é uma boa ideia?

    A ciência diz que transar com ex não é problema, já que a conexão e a intimidade existentes acabam “facilitando” a aproximação.

    Só que não é só isso que existe nos bastidores desse jogo sexual. Medo do desconhecido, saudade, autoestima baixa, desejo, conforto, disponibilidade e prazer também são motivos que se misturam por trás do reencontro despretensioso na cama.

    O sexo casual pode ser bastante benéfico para a mulher, permitindo que ela se solte mais, se relacione com novas pessoas e se conheça melhor. “Pode ser um grande laboratório”, resume Carla Cecarello, sexóloga do site de encontros casuais C-date.

    Agora, se o par da noitada sem compromisso for um antigo relacionamento, a situação pode ficar um pouquinho complicada, principalmente se alimentar esperanças ou mesmo conflitos, como lembra a sexóloga. Foi mais ou menos o que aconteceu com Raquel*, 39 anos, gerente de restaurante. Cerca de dez anos atrás, ela viveu um “amor verdadeiro e recíproco”. A época, o casal terminou (numa boa) porque os objetivos para a relação eram diferentes. Durante a década longe, o contato acontecia vez ou outra, mais na amizade, porque sempre um deles estava em outro relacionamento. Até que se reencontraram pessoalmente, ambos solteiros. 

    “A atração e o desejo eram mútuos; não tinha como disfarçar. O sexo, que tinha sido sempre bom, depois de tanto tempo estava ainda melhor. Era sem compromisso, com boas conversas antes e depois, como se fôssemos dois amantes”, conta ela.

    Só que o sentimento despertou. “Criei expectativas, ele também criou ilusões, falamos até em formar família, mas voltaram os altos e baixos da relação. Cheguei no limite e coloquei um ponto final definitivo. Hoje somos perfeitos como amigos. Falamos abertamente sobre novos relacionamentos, problemas, alegrias e até experiências sexuais. Pode parecer estranho, mas quem melhor que um ex para te dizer seus defeitos e qualidades?”, pontua Raquel.

    Medo também influencia

    Camila Moura, especialista em relacionamentos do site Amor & Classe, aponta outro fator, desta vez embalado pelo medo de ficar sozinho. “Isso vem de crenças e pensamentos chamados disfuncionais, que não correspondem com a realidade, porque a pessoa tem certeza de que vai ficar sozinha, que ninguém vai gostar mais dela”, explica. 

    Ou pode ter a ver com receio diante do desconhecido, fazendo com que se prenda à relação passada, mesmo se a vida a dois não era tão boa. “Apesar de estar numa situação desconfortável, a pessoa prefere estar em um ‘desconfortável conhecido’, ou seja, em algo que traz um tipo de conforto”, diz. 

    Na retaguarda disso tudo ainda entra a questão da baixa autoestima. “É quando se acredita que não vai conseguir encontrar alguém e se prende ao passado para diluir a sensação”, aponta Camila. Os riscos, nesse caso, é o amor-próprio ser afetado ainda mais, se houver uma nova ruptura.

    A especialista acredita que uma recaída sexual só se justifica quando a mulher estiver segura, longe dos pensamentos disfuncionais.

    Qual é o objetivo?

    Para Júlia Bárány, psicanalista e mestranda em psicologia transformacional, o sexo é um vínculo muito poderoso entre duas pessoas, principalmente quando praticado durante certo tempo. Além do mais, cria-se um vínculo químico que intensifica o envolvimento, graças à liberação do hormônio ocitocina, chamado “cola do amor”. 

    “É comum que, ao romperem um relacionamento que durou bastante, os parceiros sintam falta um do outro. Isso acontece mesmo se o rompimento tenha sido traumático”, comenta. Caso tenha sido uma relação de dependência, somam-se submissão, vulnerabilidade e incompletude “Na dúvida, não faça. Conquiste o domínio sobre si e, então, não haverá recaída”, aconselha Júlia.

    De acordo com a especialista, não há receitas que funcionem para todo (ex-) casal. Um bom jeito de decidir se vale seguir na aventura é se autoanalisar, relembrar os fatos e responder algumas perguntas, como:

    • O término foi bem resolvido ou envolveu briga?
    • Existe alguma pendência para fechar de vez o relacionamento?
    • Há, ainda, ligação afetiva ou dependência?
    • Ficou algum tipo de trauma?
    • Existe prazer no reencontro?
    • Vai deixar mágoas ou uma sensação de vazio?

    “Ao se fazer questionamentos desse tipo, cada um chega à conclusão que lhe cabe, não porque alguém disse o que deve fazer, mas porque soube encontrar as respostas dentro de si mesmo”, defende.

    A hora de parar

    Alguns indícios podem apontar a necessidade do ponto final. Segundo Júlia, se esse relacionamento esporádico traz algum tipo de sofrimento, é sinal de que não vale seguir. “A dor é sempre um alarme de algo que não vai bem”, comenta.

    A administradora Gabriela*, 35 anos, já teve algumas recaídas com o pai dos seus dois filhos, mas acredita que, se não existisse a proximidade por causa das crianças, ela e o ex nem teriam mais contato. “Diminuiu bastante o envolvimento, da minha parte porque há sempre um desgaste posterior. Então prefiro cortar a intimidade para me preservar”, relata.

    Gabriela associa os reencontros sexuais às fases em que os dois estão no seu melhor. “O sexo é bom e já tem uma intimidade construída, mas a falta de compromisso acaba machucando, no fim das contas. Às vezes, fico com a sensação de superficialidade. Depois que acontece, geralmente fica tudo ok, mas um pouco depois, a coisa desanda”, conta ela, que diz se sentir muito mais em paz quando eles estão distantes.
     
    Outras situações que pedem atenção, de acordo com Carla Cecarello, é quando a pessoa deixa de se interessar por outras na medida em que vê o ex como alguém que a deixa confortável e tranquila na hora do sexo. “Quando começa a ter essa comodidade sexual, é o momento que corre o risco de se envolver emocionalmente de novo”, avisa.

    Sem crise? Vá em frente!

    A especialista Júlia observa que, quando um relacionamento se baseia primeiro no sexo e, depois, no amor, voltar a se encontrar reforça o vínculo original. “Se isso não causar sofrimento para nenhum dos dois, não oferece problema algum”, diz.

    Jaqueline*, 29 anos, esteticista, namorou durante 7 meses um rapaz com quem mantinha “ótimo diálogo, confiança e uma energia única”. Veio o término, brigas posteriores, bloqueio nas redes sociais até que o Tinder foi palco da reaproximação.

    “Começamos a conversar como se nada tivesse acontecido e, depois, nos encontramos por acaso numa casa de dança. A gente conversou, ele me chamou para sair dali, pois me deixaria no metrô na manhã seguinte e eu fui. Foi tudo natural, tomamos café juntos, como se nada tivesse acontecido. Continuamos conversando numa boa e estamos nos dando bem assim, sem constrangimentos”, afirma.

    Apesar disso, ela revela ter tido receio de ficar mal ao repetir a experiência. “Mas felizmente nada disso aconteceu. O sentimento mudou bastante e não existe mais aquela euforia de querer estar sempre por perto. Se eu não estiver namorado, supertoparia sair de novo com ele”, diz.

  • 8 Perguntas e Respostas sobre o câncer de mama

    Perguntas e Respostas sobre o câncer de mama

    1 – É verdade que o câncer de mama é o que mais mata mulheres? E quanto a incidência é fato que é o segundo mais comum no mundo?

    Resposta: Sim, o câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil e o segundo mais incidente, com 66 mil casos estimados para 2020, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão  auxiliar do Ministério da Saúde para desenvolver e coordenar as ações integradas para a prevenção e o controle.

    2 – Qual a idade com maior prevalente para o surgimento do câncer de mama? É comum aparecer após os 35 anos? 

    Resposta: A idade é um fator muito relevante para esse tipo de câncer. Na maioria das vezes é mais frequente entre os 50 e 60 anos. Não é muito comum antes dos 35 anos, mas nos últimos anos houve ocorrências em mulheres mais jovens com idade de 30 a 35 anos, especialmente, por fatores associados às mutações genéticas.

    3 – Qual a taxa de mortalidade do câncer de mama?

    Resposta: A taxa de mortalidade é ao redor de 13 mulheres a cada 100 mil.

    4 – Qual o índice de sucesso se descoberto em fases iniciais?

    Resposta: A detecção precoce permite que o câncer de mama seja curável em cerca de 90% dos casos.

    5 – Percentual de aparecimento por hereditariedade? E de forma esporádica?

    Resposta: Em 10% dos casos são por hereditariedade e em 90% casos esporádicos.

    6 – Existe alguma estatística relacionada ao percentual de mulheres com esse diagnóstico que precisarão de cirurgia?

    Resposta: Na grande maioria dos casos de câncer de mama com estadiamento inicial, o tratamento de escolha e a cirurgia. Já em casos mais avançados com tumores acima de 3cm, de maneira geral, podemos optar por iniciar o tratamento com a quimioterapia e posteriormente com a cirurgia.

    7 – Quando feito exame clínico pelo especialista é possível detectar nódulos de quantos centímetros? E quando a própria pessoa faz o autoexame em média ela consegue detectar com quantos centímetros?

    Resposta: Quando o exame das mamas e feito pelo médico é possível detectar nódulos a partir de 1cm. Já no autoexame, as mulheres conseguem detectar acima de 2cm.

    8 – O anticoncepcional usado por muito tempo pode potencializar o câncer de mama? Existe algum estudo com esse percentual?

    Resposta: Não há nenhum estudo que comprove que o uso prolongado de anticoncepcional pode aumentar as chances de câncer de mama.