Autor: agitosp

  • Últimas semanas de Bluey Ao Vivo, Diversão em Família! no Teatro Claro Mais SP

    Espetáculo inspirado na série infantil segue em cartaz aos sábados e domingos, às 11h e às 14h, até 1º de novembro, em São Paulo

    O espetáculo Bluey Ao Vivo, Diversão em Família! entra nas últimas semanas de temporada no Teatro Claro Mais SP, em São Paulo, onde permanece em cartaz até 1º de novembro, com apresentações aos sábados e domingos, às 11h e às 14h. O show oficial da série infantil Bluey está em sua terceira temporada na cidade.

    Aclamada mundialmente, o desenho animado é produzido pela Ludo Studio, vencedor do Emmy®, e distribuído pela BBC Studios.

    Bluey é uma adorável e incansável cachorrinha da raça Blue Heeler, que vive com sua mãe, seu pai e sua irmãzinha, Bingo. Com energia de sobra, Bluey transforma qualquer brincadeira em jogos imprevisíveis e hilariantes, envolvendo toda a família e o bairro em seu universo cheio de imaginação e diversão.

    Agora, essa aventura chegou aos palcos com uma adaptação teatral original desenvolvida especialmente para a América Latina. O espetáculo conta com um elenco de 14 atores e bailarinos, músicas da série e os dubladores oficiais brasileiros do desenho.

    Bluey Ao Vivo – Diversão em Família! oferece uma experiência imersiva que transporta o público diretamente para o coração da família Heeler. Na história, Bluey e seus familiares transformam cada cômodo da casa em um palco de brincadeiras e descobertas. Em cada espaço, situações divertidas reforçam a importância da união. Ao longo do espetáculo, os fãs são convidados a refletir sobre os valores da convivência em família, do apoio mútuo e da alegria de brincar. O show oficial brasileiro é resultado de uma parceria BBC Studios, Lotus Global e Turbilhão de Ideias.

    Para Gustavo Nunes, diretor da Turbilhão de Ideias, “a realização de Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!, em uma parceria inédita com a Lotus Global, a BBC e a Ludo, representa um passo importante para o entretenimento familiar no teatro brasileiro. Essa união de marcas globais com a excelência da produção local traz a magia de uma das séries infantis mais queridas do mundo para os palcos do país. Mais do que diversão, o projeto valoriza a convivência em família. O carinho do público local com um espetáculo de magnitude global.”.

  • Da adolescência à menopausa, 4 cuidados com a alimentação

    No mês dedicado à conscientização sobre a saúde feminina, a especialista Sueli Longo explica[LS1.1] como necessidades nutricionais mudam ao longo da vida e o papel de nutrientes presentes no leite, como proteínas e cálcio

    O Outubro Rosa é conhecido por colocar a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama no centro das atenções. Mas o período também pode ser um convite para ampliar o olhar sobre a saúde feminina e lembrar que o cuidado com o corpo é construído ao longo de toda a vida.

    Da adolescência à menopausa, o organismo feminino passa por diferentes transformações, que também impactam suas necessidades nutricionais. Formação e preservação da massa óssea, manutenção da massa muscular e aumento das demandas nutricionais em certas fases da vida são alguns dos pontos que merecem atenção.

    Nesse contexto, a alimentação tem papel importante. O leite, por exemplo, é fonte de proteínas de alto valor biológico, cálcio, fósforo e vitaminas, e pode contribuir para a ingestão desses nutrientes ao longo da vida.

    “Quando falamos em saúde da mulher, é importante pensar em uma construção de longo prazo. As necessidades mudam conforme a fase da vida, mas uma alimentação equilibrada desde cedo contribui para que o organismo chegue melhor preparado aos momentos em que determinadas demandas se tornam maiores”, explica a nutricionista Sueli Longo.

    1. Na adolescência, olhar para os ossos antes que eles virem uma preocupação

    Saúde óssea pode parecer um assunto distante para quem ainda é jovem, mas é justamente nas primeiras décadas da vida que acontece uma etapa importante da construção da massa óssea. Na infância e adolescência, o cálcio participa da mineralização dos ossos e contribui para o atingimento do pico de massa óssea de acordo com o potencial genético de cada mulher.

    Por isso, garantir fontes desses nutrientes desde cedo é parte do cuidado com o futuro. Nesse contexto, leite e derivados podem fazer parte da alimentação por reunirem nutrientes importantes para essa etapa de crescimento e desenvolvimento.

    “Muitas mulheres começam a pensar em cálcio e saúde óssea apenas quando chegam à menopausa, mas esse cuidado começa muito antes. A adolescência é uma fase importante para a construção da massa óssea, então alimentação adequada e atividade física nessa etapa são investimentos para a saúde futura”, afirma a Drª Sueli.

    1. Na vida adulta, não esquecer da massa muscular

    Com o passar dos anos, o foco não deve estar apenas nos ossos. A manutenção da massa muscular também faz parte de uma rotina saudável, e a ingestão adequada de proteínas ganha importância nesse contexto.

    Fonte de proteínas de alta qualidade, como a caseína e as proteínas do soro do leite, o leite pode integrar uma alimentação voltada à manutenção da massa muscular, especialmente quando associado à prática de atividade física.

    “O leite é muito lembrado pelo cálcio, mas não podemos esquecer das proteínas. Manter a massa muscular também é parte importante da saúde da mulher e esse cuidado envolve tanto uma alimentação que forneça proteínas adequadamente quanto a prática regular de atividade física”, explica a especialista.

    1. Na gestação, as necessidades mudam

    A gestação é outro momento em que as necessidades nutricionais femininas passam por mudanças. A recomendação de proteínas aumenta nessa fase para atender ao crescimento e desenvolvimento dos tecidos maternos e do bebê. Já o cálcio participa da formação e mineralização do esqueleto fetal, além de continuar importante para a saúde óssea da mãe.

    Por isso, a alimentação durante a gestação merece acompanhamento individualizado, considerando as necessidades da mulher e do bebê e eventuais restrições ou adaptações necessárias.

    “Na gestação, o consumo de leite também deve ser incentivado dentro de uma alimentação equilibrada e de acordo com as necessidades individuais. Além de contribuir com nutrientes importantes para essa fase, é um alimento prático para o dia a dia. O leite longa vida ainda tem a vantagem de passar pelo tratamento térmico UHT, que consiste no aquecimento do leite a temperaturas muito elevadas por poucos segundos, seguido de um rápido resfriamento, eliminando microrganismos que poderiam fazer mal à saúde e/ou estragar o leite, e pelo envase asséptico em embalagens cartonadas, processos que garantem sua segurança microbiológica, além de permitir o armazenamento sem refrigeração antes da abertura”, explica a Dra. Sueli.

    1. Na menopausa, redobrar a atenção aos ossos e músculos

    Com a transição para a menopausa, a redução dos níveis de estrogênio está associada a mudanças no metabolismo que podem afetar a composição corporal e acelerar a perda de massa óssea. Ao mesmo tempo, preservar a massa muscular também ganha relevância para um envelhecimento com qualidade de vida.

    Nesse período, alimentação adequada, prática de atividade física e acompanhamento profissional ganham ainda mais importância para a preservação da saúde osteomuscular.

    “A menopausa é uma fase da vida da mulher onde o cuidado com os ossos merece atenção especial. Cálcio, proteínas, atividade física e acompanhamento profissional fazem parte dessa estratégia, principalmente porque precisamos pensar na preservação tanto da massa óssea quanto da muscular”, reforça a nutricionista.

    Atualmente, diferentes versões de leite, como integral, semidesnatado, desnatado, zero lactose, A2, com maior teor de proteínas ou fortificado, também permitem adaptar o consumo às necessidades e possíveis restrições individuais ou sensibilidade.

    “Cada fase traz necessidades diferentes, mas existe uma mensagem que atravessa todas elas: prevenção também está nos hábitos cotidianos. Alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento de saúde são cuidados que começam cedo e acompanham a mulher durante toda a vida”, finaliza a Drª Sueli Longo.

  • 6 erros comuns no Pilates que podem atrapalhar os resultados

    Especialista explica por que controle, respiração e individualização são mais importantes do que simplesmente executar os movimentos

    A popularização do Pilates fez com que a modalidade chegasse a públicos cada vez mais diversos. Mas, junto com o crescimento da prática, também surgem dúvidas sobre a forma correta de executar os exercícios e sobre o que realmente determina bons resultados.

    Para a fisioterapeuta e especialista em Pilates Mariana Dias, proprietária da unidade do Instituto VOLL em Campinas, a qualidade do movimento é mais importante do que simplesmente completar uma sequência de exercícios.

    “O Pilates não é sobre fazer o movimento de qualquer maneira. Existe um trabalho de controle, consciência e precisão. Muitas vezes, diminuir a amplitude ou a velocidade é justamente o que permite que a pessoa execute melhor e aproveite mais aquele exercício”, explica.

    A especialista aponta seis erros comuns que podem comprometer a prática:

    1. Fazer o exercício no automático
      Repetir movimentos sem prestar atenção ao corpo pode diminuir a qualidade da execução. No Pilates, concentração e consciência corporal fazem parte do exercício e ajudam o aluno a perceber como está se movimentando.
    2. Prender a respiração
      A respiração acompanha o movimento e pode contribuir para o controle e a organização corporal. Segurá-la durante o esforço pode aumentar a tensão desnecessariamente e dificultar a execução.
    3. Confundir amplitude com qualidade
      Tentar fazer um movimento cada vez maior não significa necessariamente evoluir. Uma amplitude adequada, realizada com controle, pode ser mais eficiente do que ultrapassar os próprios limites para alcançar uma posição.
    4. Compensar o movimento
      Quando uma região do corpo não tem força ou mobilidade suficiente, é comum que outra parte tente compensar. Identificar essas compensações é importante para que o exercício cumpra seu objetivo.
    5. Tentar acompanhar o ritmo de outra pessoa
      Cada corpo possui um nível diferente de força, mobilidade, experiência e consciência corporal. Comparar a própria execução com a de outro aluno pode levar a movimentos inadequados ou a uma intensidade que não corresponde à necessidade individual.
    6. Achar que sentir dor significa que o exercício está funcionando
      Desconforto muscular e esforço fazem parte de determinadas práticas, mas dor não deve ser utilizada como parâmetro de eficácia. Dor persistente, aguda ou diferente do padrão habitual deve ser investigada.

    Pilates não é uma competição

    Segundo Mariana, um dos principais diferenciais da modalidade está justamente na possibilidade de adaptar os exercícios para diferentes corpos e objetivos.

    “Temos milhares de possibilidades de exercícios e variações. Isso permite adaptar a prática para aquilo que cada pessoa precisa, seja desenvolver força, melhorar mobilidade, trabalhar consciência corporal ou simplesmente se movimentar melhor no dia a dia”, afirma.

    A especialista também destaca que a evolução no Pilates não deve ser medida apenas pela capacidade de executar movimentos considerados difíceis. Melhorar a estabilidade, perceber uma mudança na postura, ganhar mobilidade ou realizar uma atividade cotidiana com mais facilidade também são sinais de progresso.

    Por isso, mais do que buscar uma execução esteticamente perfeita, a recomendação é respeitar o próprio processo e contar com a orientação de um profissional capacitado para adaptar a prática às necessidades individuais.

  • Marcapasso: o que você precisa sabe

    Cardiologista explica quando o dispositivo é indicado, como é feito o implante, os cuidados após o procedimento e os avanços da tecnologia

    Pequeno e cada vez mais tecnológico, o marcapasso é um dispositivo eletrônico utilizado para monitorar o ritmo cardíaco e emitir estímulos elétricos quando o coração bate devagar demais ou apresenta determinados bloqueios na condução elétrica. Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, o aparelho não substitui o coração nem funciona continuamente: os modelos atuais acompanham os batimentos e atuam apenas quando identificam a necessidade de estimular o coração.

    Segundo o Dr. Fernando Barreto, cardiologista e diretor médico do São Cristóvão Saúde, a indicação mais comum é a bradicardia sintomática, quando o coração bate mais devagar do que deveria e isso provoca sintomas no paciente. O marcapasso também pode ser indicado em casos de bloqueio atrioventricular, quando o coração apresenta dificuldade para transmitir os sinais que coordenam os batimentos, podendo fazer com que a frequência cardíaca fique muito baixa.

    Outra situação que pode exigir o dispositivo é a doença do nó sinusal, uma alteração que prejudica o ritmo natural do coração e pode causar batimentos muito lentos ou pausas. Em alguns casos de insuficiência cardíaca, também pode ser utilizado um aparelho especial, chamado ressincronizador cardíaco, que ajuda a coordenar os batimentos do coração e melhorar sua eficiência.

    A necessidade de implantar um marcapasso, no entanto, não é determinada apenas pela frequência cardíaca. “É preciso relacionar o ritmo registrado aos sintomas, verificar se existe uma causa reversível e avaliar o tipo de alteração elétrica”, explica o especialista. Entre os sinais que podem estar relacionados a uma frequência cardíaca inadequadamente baixa estão desmaios, sensação de quase desmaio, tonturas frequentes, fraqueza, cansaço excessivo, intolerância aos esforços, falta de ar, confusão mental e quedas sem explicação. Como esses sintomas também podem aparecer em diversas outras condições, a investigação pode envolver eletrocardiograma, Holter, monitorização prolongada e outros exames, conforme cada caso.

    Na implantação tradicional, o procedimento é realizado em ambiente hospitalar, geralmente com anestesia local e sedação. Um ou mais eletrodos são introduzidos por uma veia até o coração e conectados a um gerador, normalmente colocado sob a pele na região abaixo da clavícula. Depois do implante, o equipamento é testado e programado de acordo com as necessidades do paciente. A internação costuma ser curta, embora o período de permanência varie conforme a condição clínica e a complexidade do procedimento.

    Os cuidados após o implante incluem observar a região da incisão e seguir as orientações da equipe médica. Vermelhidão progressiva, secreção, febre, aumento da dor ou inchaço devem ser comunicados ao médico. Também pode haver, durante a recuperação, alguma restrição temporária de movimentos amplos ou esforços com o braço do lado em que o dispositivo foi implantado.

    A tecnologia dos marcapassos também evoluiu. Os aparelhos atuais são menores, apresentam maior durabilidade e podem adaptar a frequência dos estímulos às atividades do paciente. O acompanhamento remoto é outro recurso que facilita o monitoramento, permitindo que informações do dispositivo sejam transmitidas à equipe responsável e contribuindo para a identificação de alterações e o acompanhamento da bateria. Entre as inovações estão ainda os marcapassos sem eletrodos, implantados diretamente dentro do coração por meio de um cateter, e técnicas de estimulação mais fisiológica, que procuram utilizar o próprio sistema elétrico cardíaco para preservar melhor a sincronização da contração.

    Após o período de recuperação, a maioria dos pacientes pode retomar suas atividades habituais, mas o acompanhamento cardiológico permanece necessário para verificar o funcionamento e a programação do dispositivo e acompanhar a bateria. Celulares e eletrodomésticos comuns, em geral, podem ser utilizados normalmente. Como precaução, recomenda-se não deixar o celular diretamente sobre o marcapasso e, quando possível, utilizá-lo no ouvido oposto ao lado do implante.

    Outro cuidado está relacionado a campos magnéticos e equipamentos específicos. Portas de segurança e detectores de metais geralmente não danificam o dispositivo, mas o paciente deve portar a identificação do marcapasso e evitar permanecer parado junto ao detector. Já equipamentos industriais de alta potência e campos magnéticos intensos exigem avaliação específica. Esse cuidado também vale para exames de ressonância magnética: embora atualmente existam sistemas de marcapasso compatíveis com o procedimento, é necessário confirmar a compatibilidade do aparelho e realizar o exame seguindo um protocolo específico.

    “Hoje, o marcapasso é um dispositivo seguro, preciso e cada vez mais tecnológico. Quando bem indicado e acompanhado, ele permite controlar alterações importantes do ritmo cardíaco e proporciona ao paciente mais segurança para retomar sua rotina e suas atividades. O mais importante é que sintomas como desmaios, tonturas ou cansaço excessivo não sejam ignorados, pois uma avaliação cardiológica pode identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado para cada caso”, finaliza Dr. Fernando Barreto.

  • Mulher liberal não é mulher fácil

    Duas mulheres com mais de uma década de meio liberal contam como aprenderam a impor limites

    Quando Naty Love on Fire, como é conhecida no meio liberal, entrou pela primeira vez em uma casa de swing, era Dia dos Namorados e o lugar estava lotado. Ela e o marido tinham escolhido a casa que diziam ser a melhor de São Paulo, porque não faziam ideia do que iam encontrar. “Eu era uma mulher muito insegura com meu corpo, com a minha aparência, com tudo. As pessoas olhavam, passavam perto, queriam conversar, queriam colocar a mão. Chegava a ser meio bizarro”, lembra.

    Quase dez anos depois, aos 42, Naty olha para aquela noite de outro jeito. “Eu achava que, para ter esse estilo de vida, a gente tinha que estar no padrão da sociedade. Não é isso. A sociedade impõe um padrão e, no meio liberal, a gente faz o nosso”.

    Histórias como a dela ajudam a mostrar uma face do meio liberal que costuma ficar fora da conversa: a das mulheres que encontraram ali um espaço para rever a autoestima, negociar limites e decidir sobre o próprio desejo. Elas também enfrentam um estereótipo antigo, o de que a mulher liberal está disponível para qualquer pessoa e qualquer prática.

    Combinados antes de tudo

    A curiosidade de Naty começou no Instagram, quando ela ainda morava no interior de São Paulo e acompanhava posts de uma mulher do meio liberal. Ela mostrou os posts para o marido, os dois começaram a pesquisar e a conversar e a decisão de conhecer o meio veio depois da mudança para Osasco, na Grande São Paulo. “A gente não sabia muita coisa, sabia o que tinha lido. Mas sabia que era importante conversar e ter os nossos acordos.”

    Hoje, trabalha como recepcionista em uma oficina mecânica, é cozinheira de formação, mãe de três filhos e avó. Em dezembro, completa 20 anos de casamento, e há um ano e três meses também tem um namorado. “A gente já tinha muita confiança um no outro, mas na liberdade a gente se conheceu muito mais.”

    A comunicadora Bibi Lotie, 37 anos, está no meio liberal há mais de 12 anos. Ela é formada em Letras, pós-graduada em Sexualidade Humana e especialista em Psicologia Sexual. Também chegou ao meio a partir de uma conversa com o então marido, e começou pesquisando antes de ir a uma casa liberal. O que mais chamou sua atenção na primeira visita foi a diversidade: “Pessoas de diferentes idades, corpos e estilos, convivendo em um ambiente onde a liberdade sexual era vivida com uma naturalidade que eu ainda não tinha encontrado em outros espaços.”

    Bibi questiona uma ideia comum no meio liberal. “Costumo ouvir que o meio liberal melhora as relações, mas considero essa afirmação simplista. Ter experiências sexuais com outras pessoas não melhora automaticamente relacionamento nenhum. O que pode fortalecer uma relação é a comunicação que essas experiências exigem.” Para ela, o casal que decide viver o meio liberal precisa ter conversas sobre desejos, inseguranças e limites que muitas vezes nunca teve antes.

    “Liberdade não é disponibilidade”

    Bibi tem cerca de 124 mil seguidores no Instagram e 92 mil no TikTok. Ela diz que os comentários preconceituosos fazem parte da rotina de quem fala de sexualidade em público, mas o estereótipo que mais quer desconstruir é outro. “A ideia de que mulheres do meio liberal são fáceis, disponíveis ou sem critérios revela muito sobre como a sociedade ainda enxerga a liberdade sexual feminina. A liberdade de uma mulher jamais deveria ser confundida com disponibilidade irrestrita. Não somos objetos à disposição das fantasias masculinas.”

    Para ela, ser livre não tem a ver com quantas experiências uma mulher vive. “Uma mulher pode desejar viver inúmeras experiências ou nenhuma delas. O fundamental é que essa decisão seja realmente dela, sem pressão para satisfazer o parceiro ou corresponder às expectativas de outras pessoas.”

    Combinar regras antes do encontro é uma forma de evitar esse tipo de situação. No ysos, aplicativo de encontros casuais, o público encontra filtros detalhados, verificação de perfis, chats e galerias privadas, para que casais e solteiras alinhem expectativas e limites antes de se encontrar. 

    Autoestima que não depende do olhar do outro

    As duas contam que o meio liberal mudou a forma como se enxergam, mas não da mesma maneira. Para Naty, foi uma virada: “Me ensinou a me amar do jeito que eu sou. Pra mim, como mulher, foi algo que mudou muito a minha vida.”

    Bibi diz que passou a se reconhecer “como uma mulher que deseja, mas também como alguém que pode despertar desejo”, e faz uma ressalva: “A autoestima precisa ser construída por nós mesmas. Ela não pode depender exclusivamente da validação ou do desejo de outras pessoas.” Se tivesse que resumir em uma palavra o que descobriu sobre si mesma nesses anos, escolheria “potência”: “A potência que temos para sentir, desejar, experimentar prazer e ocupar espaços com a nossa própria voz.”

    Para as mulheres que têm curiosidade sobre o meio, mas ainda sentem medo, os conselhos se completam. Naty pede que, antes de tudo, elas se amem: “Todas merecem se sentir irresistíveis, lindas, maravilhosas.” Bibi lembra que conhecer o meio liberal não obriga ninguém a ficar nele: “É perfeitamente possível conhecer esse universo e concluir que ele não combina com você. E está tudo bem. A liberdade de escolher também precisa incluir a liberdade de dizer não.”

  • A casa parece menor do que realmente é?

    Escolha dos móveis, excesso de objetos e problemas na circulação estão entre os fatores que comprometem a percepção de amplitude; mudanças simples ajudam a deixar os espaços mais funcionais

    Nem sempre a sensação de que a casa está pequena significa falta de metragem. Em muitos casos, a disposição dos móveis, o excesso de objetos e escolhas inadequadas de decoração podem comprometer a circulação e fazer com que os ambientes pareçam menores do que realmente são. A boa notícia é que algumas mudanças simples ajudam a aproveitar melhor o espaço, sem a necessidade de mudar de imóvel ou realizar grandes reformas.

    O Shopping Interlar Interlagos, especializado em móveis, decoração e soluções para a casa, reúne opções para diferentes estilos de ambientes e necessidades. Confira cinco erros comuns que podem prejudicar a percepção de espaço e veja como evitá-los.

    1. Escolher móveis grandes demais para o ambiente

    Um sofá volumoso em uma sala compacta ou uma mesa de jantar que dificulta a passagem são exemplos de como móveis desproporcionais podem comprometer o aproveitamento dos ambientes. Antes de comprar uma peça, é importante medir o espaço disponível e considerar não apenas as dimensões do móvel, mas também a área necessária para utilizá-lo confortavelmente.

    Em salas pequenas, sofás com braços menos largos, mesas compactas e móveis com desenho visualmente leve podem ajudar a manter a funcionalidade sem sobrecarregar o ambiente. A escolha deve considerar também as necessidades dos moradores e a quantidade de pessoas que utilizam o espaço.

    1. Acumular objetos e móveis sem uma função definida

    Mesas laterais, banquetas, estantes, objetos decorativos e outros acessórios podem deixar a casa mais personalizada, mas, quando utilizados em excesso, prejudicam a organização visual e reduzem a área livre.

    Uma alternativa é priorizar peças que tenham utilidade no cotidiano e revisar periodicamente os objetos expostos. Móveis multifuncionais, como bancos com compartimentos internos e mesas com espaço para armazenamento, também podem ajudar a conciliar organização e praticidade.

    1. Bloquear a circulação entre os móveis

    A disposição dos móveis influencia diretamente a maneira como um ambiente é percebido e utilizado. Quando a passagem entre o sofá, a mesa de centro e outros elementos fica comprometida, a sala pode parecer mais apertada e se tornar menos confortável.

    O ideal é planejar a posição das peças considerando os caminhos de circulação, a abertura de portas e gavetas e o acesso às áreas de uso frequente. Sempre que possível, liberar passagens e evitar móveis em locais de movimento intenso contribui para uma distribuição mais funcional.

    1. Apostar em uma iluminação insuficiente

    Ambientes escuros podem parecer visualmente mais fechados, especialmente quando há poucos pontos de luz ou cortinas que bloqueiam a iluminação natural. Aproveitar a entrada de luz durante o dia e distribuir fontes de iluminação artificial de maneira equilibrada ajuda a valorizar os espaços.

    Luminárias de piso, abajures e pontos de luz indireta podem complementar a iluminação principal e criar diferentes efeitos no ambiente. Espelhos posicionados estrategicamente também podem ampliar a percepção de profundidade e refletir a luz, desde que não provoquem reflexos desconfortáveis.

    1. Usar muitas cores e elementos visuais sem planejamento

    Não é necessário limitar a decoração a tons neutros para criar uma sensação de amplitude. O desafio está em equilibrar cores, estampas, texturas e contrastes para que os elementos conversem entre si, sem gerar excesso de informação visual.

    Uma base de cores coordenadas, combinada a pontos de destaque em almofadas, quadros ou objetos decorativos, pode ajudar a criar continuidade entre os elementos. Cortinas instaladas próximas ao teto e que acompanham a altura da parede, por exemplo, também podem contribuir para a percepção de um pé-direito mais alto.

    Com opções de mobiliário, decoração e soluções para diferentes necessidades, o Shopping Interlar Interlagos oferece aos consumidores a possibilidade de pesquisar alternativas para renovar os ambientes e encontrar ideias para deixar a casa mais prática, confortável e bem aproveitada.

     

    Serviço:

    Shopping Interlar Interlagos

    Endereço: Avenida Interlagos, 2.225 – Interlagos – São Paulo – SP
    Horário de funcionamento:

    Segunda a sábado: das 10h às 22h.

    Domingos e feriados: das 14h às 20h.

  • Dormir mal e passar horas no celular? Veja 7 hábitos que prejudicam o bem-estar

    Isolamento e sedentarismo também estão entre comportamentos que podem afetar a qualidade de vida; Especialista em Ciência da Felicidade explica o que fazer para começar a mudá-los

    Crédito: Magnific 

    Dormir mal, passar horas diante de telas, ficar muito tempo sentado e se afastar das pessoas são comportamentos comuns que, quando se repetem, podem prejudicar diferentes aspectos do bem-estar. Alguns afetam o sono e a disposição, enquanto outros reduzem o convívio social, o descanso ou o tempo dedicado a atividades prazerosas. Identificar quais deles estão mais presentes na rotina é o primeiro passo para começar a mudar.

    Para Gustavo Arns, especialista em Ciência da Felicidade, um dos riscos é que esses comportamentos se tornem automáticos e deixem de ser percebidos. “Um comportamento danoso ao nosso bem-estar puxa outro, que puxa outro”, afirma. O contrário também pode acontecer. Uma mudança positiva na rotina pode facilitar outras escolhas que favoreçam a qualidade de vida.

    Veja sete hábitos que merecem atenção e o que pode ser feito para começar a mudá-los, segundo o especialista.

    Os 7 hábitos que merecem atenção

    1. Dormir mal

    O sono inadequado pode provocar irritabilidade, sonolência, menor capacidade de concentração e dificuldade para tomar decisões. Quando a privação se torna frequente, também está associada a prejuízos para a saúde física e mental. É durante o descanso que o organismo realiza processos importantes para a memória, o humor e a recuperação física.

    Além da quantidade de horas, é importante observar a regularidade dos horários e como a pessoa se sente ao acordar. Arns também recomenda diminuir o contato com telas antes de dormir. Segundo ele, deixar o celular, o computador e outros dispositivos de lado de 30 a 45 minutos antes de se deitar pode ajudar a preparar o corpo para o sono.

    1. Viver sob estresse constante

    O estresse é uma resposta natural diante de desafios e não precisa ser tratado como algo sempre negativo. Uma dose de tensão pode ajudar a reagir a determinadas situações, mas o problema começa quando esse estado se prolonga e o organismo tem pouco espaço para se recuperar. Nessa situação, podem surgir alterações no sono, no apetite, na energia e na concentração, além de piora de problemas de saúde preexistentes.

    Se a sensação de tensão acompanha boa parte dos dias, vale observar o que está consumindo mais energia e em quais momentos há, de fato, descanso. Pausas ao longo da rotina, tempo longe do trabalho e atividades que ajudem a desacelerar não precisam ficar restritos às férias ou aos fins de semana.

    1. Isolar-se socialmente

    Estar sozinho por escolha é diferente de não ter vínculos nos quais seja possível confiar, conversar e pedir ajuda. O Harvard Study of Adult Development, iniciado em 1938, relaciona a qualidade das relações à saúde e à felicidade ao longo da vida. Autoridades de saúde também reconhecem a conexão social como um dos elementos importantes para o bem-estar individual e coletivo.

    O especialista aponta que família e amigos costumam aparecer entre as primeiras respostas quando as pessoas são questionadas sobre felicidade, mas nem sempre recebem tempo e atenção compatíveis com essa importância. A solidão também pode se aprofundar quando o contato com outras pessoas vai desaparecendo da rotina.

    Para recuperar esses vínculos, não é necessário esperar uma grande mudança. Procurar um amigo, conversar com alguém da família, participar de uma atividade coletiva ou se aproximar mais de pessoas do próprio convívio são possibilidades. O importante é criar oportunidades reais de contato, em vez de esperar que a proximidade aconteça sozinha.

    1. Pensamentos negativos recorrentes

    Pensar sobre uma dificuldade pode ajudar a encontrar uma solução, mas o problema aparece quando retorna às mesmas preocupações repetidamente, sem conseguir sair desse ciclo. Esse padrão é chamado de ruminação mental e está associado à manutenção de emoções negativas e a sintomas de ansiedade e depressão.

    A proposta não é tentar impedir pensamentos desagradáveis nem se obrigar a pensar de forma positiva. Vale perceber quando a preocupação se tornou repetitiva e está consumindo parte importante do dia. Quando isso provoca sofrimento, interfere na rotina ou se torna difícil de controlar, a orientação é procurar um profissional de saúde.

    1. Passar tempo demais diante de telas, principalmente ao dormir e acordar

    Ficar no celular depois de um dia cansativo pode parecer descanso, mas nem sempre significa que a mente realmente parou. O excesso de telas pode ocupar justamente o período que seria destinado à recuperação, além de reduzir o tempo disponível para conversas, hobbies e outras formas de lazer.

    O uso próximo ao horário de dormir também merece atenção porque pode atrapalhar o sono. Durante o dia, uma forma de avaliar o excesso é perceber se o celular acompanha todas as refeições, interrompe conversas ou ocupa automaticamente qualquer momento livre. Criar períodos sem dispositivos e fazer pausas realmente offline ajuda a devolver espaço a outras atividades.

    1. Passar muito tempo em ambientes fechados

    A luz natural ajuda a regular o relógio biológico, responsável por organizar ciclos como sono e vigília ao longo de aproximadamente 24 horas. Passar grande parte do dia em ambientes fechados e com pouca luminosidade pode dificultar essa regulação e também está relacionado ao humor.

    Para quem permanece muitas horas em locais fechados, uma possibilidade é aproveitar momentos do dia para ficar em ambientes externos ou próximos à luz natural. Isso não significa que a exposição ao sol substitua tratamento para alterações de humor ou sintomas de depressão.

    1. Manter uma rotina sedentária e usar substâncias com frequência

    A falta de movimento e o uso frequente de álcool, cigarro ou outras substâncias podem prejudicar o bem-estar e estão associados a problemas de saúde física e mental. A atividade física regular, por outro lado, contribui para o sono, a disposição e a saúde mental. Caminhar, pedalar, dançar e realizar outras atividades que coloquem o corpo em movimento também contam.

    Para reduzir o sedentarismo, a orientação é começar com movimentos que caibam na rotina. Levantar durante o expediente, caminhar pela casa ou dar uma volta no quarteirão são formas simples de passar menos tempo sentado e incluir mais movimento no dia a dia.

    O consumo de álcool e cigarro também merece atenção. A Organização Mundial da Saúde associa o álcool a mais de 200 doenças, lesões e condições de saúde, incluindo depressão, ansiedade e transtornos relacionados ao uso da própria substância. Todas as formas de consumo de tabaco são prejudiciais, e a nicotina provoca dependência. Quando há dificuldade para reduzir o consumo ou sensação de perda de controle, a orientação é procurar um profissional de saúde.

    Por onde começar

    Perceber hábitos que precisam mudar não significa tentar reorganizar toda a vida de uma vez. Para Arns, a autoavaliação deve ajudar a entender o momento atual, sem se transformar em cobrança. “Faça simplesmente um registro objetivo”, pondera.

    Uma saída é escolher o comportamento que mais interfere na rotina e começar por uma mudança possível. Pode ser antecipar o horário de dormir, caminhar durante a semana, procurar alguém que não vê há algum tempo ou estabelecer um período do dia longe das telas. Depois que esse ajuste estiver incorporado, outros podem ser feitos.

    Os hábitos ajudam a proteger o bem-estar, mas não substituem acompanhamento especializado. Quando alterações de humor, sono, energia ou interesse persistem, pioram ou começam a prejudicar trabalho, estudos e relações, a orientação é procurar um profissional de saúde.

  • 86ª Festa das Flores de Joinville

    86ª Festa das Flores de Joinville prepara grande encontro repleto de beleza, cores e experiências

    Com o tema “Um Feliz Encontro”, a 86ª Festa das Flores de Joinville vai promover a conexão ente diversos públicos, que poderão vivenciar diferentes e memoráveis experiências

    odos os anos, no mês de novembro, a cidade de Joinville (SC), se transforma em um grande jardim com a sua Festa das Flores, a mais antiga festa do gênero, no Brasil. Neste ano, a Festa das Flores de Joinville chega à sua 86ª edição, que será realizada entre os dias 17 e 22 de novembro, no Centro de Exposições e Convenções da Expoville.

    Com o tema “Um Feliz Encontro”, a 86ª Festa das Flores de Joinville vai promover a conexão ente diversos públicos, que poderão vivenciar diferentes e memoráveis experiências.

    “Pela beleza, diversidade e qualidade das plantas que apresentamos em nossa exposição, a Festa das Flores de Joinville é ponto de encontro de orquidófilos, colecionadores e profissionais da área, além de uma grande atração para o público em geral, que se encanta com as cores, formas e beleza das milhares de orquídeas, flores e plantas ornamentais”, afirma Oraci Reinheimer, presidente da AJAO – Agremiação Joinvilense dos Amadores de Orquídeas, entidade realizadora da Festa das Flores.

    E ele completa: “É essa pluralidade que inspira o tema desta edição que vai reunir atrações e vivências que irão envolver públicos de todos os estilos e idades”.

    Espetáculo de flores

    A grande atração da Festa das Flores de Joinville é a exposição. Com cerca de 3,6 mil metros quadrados, o cenário reúne milhares de orquídeas, flores e plantas ornamentais das mais variadas espécies, formas, cores e tamanhos. Nos pódios das campeãs, as mais belas e bem cultivadas orquídeas e plantas da exposição, eleitas por um júri especializado, ganham lugar de destaque.

    Entre todas as plantas, a soberana é a Laelia purpurata, orquídea nativa da Mata Atlântica e que tem o auge da sua floração no mês de novembro. Além de ser a planta símbolo da Festa das Flores, a Laelia purpurata é a flor símbolo de Joinville e do Estado de Santa Catarina.

    A festa também traz como atrações o Mercado de Plantas, a Feira Multissetorial e o Concurso de Jardins, que envolve a comunidade de Joinville e reforça o seu título de “Cidade das Flores”.

    O entretenimento tem espaço garantido com o Concurso da Flor da Melhor Idade e apresentações culturais que ocorrem nos palcos localizados em diferentes espaços do evento.

    Conhecimento científico

    A Festa das Flores de Joinville também reserva espaço especial para promover o conhecimento científico, com a programação do “II Salão Laelia pururata”.

    Neste ano, o Salão Laelia purpurata traz como destaque o IV Congresso Nacional de Jardins Botânicos (IVCNJB), que ocorre de forma integrada à programação da Festa das Flores.

    O Congresso é realizado pela Rede Brasileira de Jardins Botânicos (RBJB) e UNIVILLE – Universidade da Região de Joinville, e tem como foco debater a conservação, a pesquisa, educação ambiental e os rumos da flora brasileira com gestores, pesquisadores e educadores.

    Para o público em geral, o II Salão Laelia purpurata vai oferecer oficinas de cultivo de orquídeas e ações de educação ambiental, voltadas a adultos e crianças.

    História e cultura

    Por sua representatividade histórica e cultural, a Festa das Flores é reconhecida como Festa Oficial do município, como Patrimônio Imaterial de Joinville e, ainda, Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Estado de Santa Catarina.

    A Festa das Flores de Joinville é realizada pela AJAO – Agremiação Joinvilense dos Amadores de Orquídeas, com apoio da Prefeitura de Joinville, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult).

    SERVIÇO — 86ª FESTA DAS FLORES DE JOINVILLE

     Data: 17 a 22 de novembro de 2026

    Local: Centro de Exposições e Convenções da Expoville – Joinville (SC)

    Informações: www.festadasflores.com.br

    Instagram: @festadasflores.jlle

  • Gabi Melim estreia turnê “Escapismo” em São Paulo

    Gabi Melim estreia turnê “Escapismo” em São Paulo com participações surpresas

    No dia 30 de outubro, no Bona Casa de Música, cantora apresenta show dividido em três atos que percorrem diferentes momentos de sua trajetória musical

    Depois de apresentar ao público o universo de “Escapismo”, Gabi Melim estreia em São Paulo, no dia 30 de outubro, a turnê de mesmo nome. No Bona Casa de Música, a cantora apresenta o repertório de seu segundo álbum solo em um show dividido em três atos e promete participações surpresas no palco.

    Com cerca de 1h30 de duração, o show foi construído como uma narrativa que atravessa diferentes momentos da trajetória da cantora. A divisão em capítulos conecta experiências que marcaram sua carreira, a passagem pelo Melim e a construção de sua identidade artística no trabalho solo. Apesar de abraçar o novo, Gabi não abre mão de sua trajetória e do que a fez chegar até aqui. O espetáculo parte justamente desse encontro entre referências, memórias e novas possibilidades.

    O repertório reúne as faixas de “Escapismo”, álbum que transita pelo pop, MPB e outras referências da música brasileira e traz participações de Luísa Sonza, Maria Gadú, Duda Beat, Ana Gabriela e Mestrinho. A proposta do show é ampliar para o palco as diferentes camadas exploradas no disco e criar uma experiência que acompanhe essa trajetória.

    “Eu quis que o show tivesse começo, meio e fim, como uma história. Cada ato representa um momento, uma versão minha e uma parte dessa caminhada. Ao mesmo tempo em que revisito coisas que fazem parte de quem eu sou, também apresento essa Gabi que estou descobrindo agora. Acho que o palco vai ser o lugar onde tudo isso vai ganhar outra dimensão”, conta Gabi Melim.

    A ideia de revisitar diferentes atos ganha peso diante dos 17 anos de carreira da cantora, que começou a compor e se apresentar ainda na adolescência e ganhou projeção nacional ao lado dos irmãos no Melim. Com o grupo, acumulou mais de 3 bilhões de streams e 400 shows, além de apresentações em grandes festivais e turnês internacionais. Em sua trajetória solo, Gabi passou a ampliar suas referências e explorar novas possibilidades sonoras. 

    “Escapismo” já ultrapassou 1,5 milhão de streams nas plataformas digitais, consolidando a repercussão do projeto antes de sua chegada aos palcos. A turnê leva essa narrativa para o ao vivo e coloca em cena as diferentes versões da artista que atravessam o álbum.

    SERVIÇO

    Gabi Melim — Turnê Escapismo

    📅 Data: 30 de outubro de 2026
    🕣 Horário: 20h30
    ⏱️ Duração: aproximadamente 1h30
    📍 Local: Bona Casa de Música — São Paulo/SP
    🎟️ Ingressos: Eventim

  • Eles têm amantes — mas dizem que não existe traição

    Gleeden debate os novos limites da fidelidade e mostra como o consentimento pode mudar a forma de entender uma relação


    O que caracteriza uma traição: a presença de uma terceira pessoa ou a quebra de um acordo entre duas pessoas?


    A pergunta ganha novos contornos à medida que diferentes formas de relacionamento passam a ser discutidas de maneira mais aberta. Para o Gleeden, plataforma de encontros extraconjugais e relações não monogâmicas, o debate sobre fidelidade também passa por entender que cada casal pode estabelecer seus próprios limites e acordos.


    Um dos exemplos que mais desafiam a concepção tradicional de traição é o cuckold, dinâmica em que uma pessoa pode sentir prazer ao saber, imaginar ou acompanhar o envolvimento sexual do parceiro ou da parceira com outra pessoa. Embora ainda seja tratado muitas vezes como tabu ou fantasia, o fenômeno também faz parte da vida real de casais que estabelecem esse tipo de acordo.


    Quando a terceira pessoa deixa de ser uma traição


    No Brasil, um dos exemplos mais conhecidos é o da influenciadora Bella Mantovani e seu marido, Vagner “Fera” Macedo, que falam publicamente sobre a dinâmica cuckold/hotwife vivida pelo casal.


    Na relação dos dois, experiências com terceiros são discutidas e fazem parte dos acordos estabelecidos pelo próprio casal. Fera chegou a se apresentar publicamente como o “maior corno do Brasil” e chegou a enviar ao Guinness World Records uma solicitação para tentar ser reconhecido como o “maior corno do mundo”, iniciativa que não resultou em um recorde oficial.


    Por trás do tom provocativo e bem-humorado da história, existe uma questão que vai muito além do fetiche: quem determina o que é traição dentro de uma relação?


    Bella e Fera afirmam que sua dinâmica é construída a partir de diálogo, consentimento, liberdade e limites definidos pelos dois.


    Para Thaís Plaza, terapeuta sexual e embaixadora do Gleeden no Brasil, a diferença fundamental está justamente nos acordos.


    “Uma infidelidade não é simplesmente a presença de uma terceira pessoa. Temos que observar os acordos daquela relação. Quando existe consentimento para uma determinada experiência, estamos falando de uma dinâmica completamente diferente de descobrir que um acordo de exclusividade foi quebrado às escondidas.”


    Do fetiche à realidade


    O interesse pelo cuckold pode ter diferentes motivações. Para algumas pessoas, pode envolver voyeurismo, o prazer de perceber que o parceiro é desejado, ciúme, transgressão, novidade ou simplesmente uma fantasia sexual. Não existe uma única explicação para o interesse pela prática.


    E fantasia, desejo e prática não são necessariamente a mesma coisa.


    “Uma pessoa pode se excitar com uma fantasia durante anos e nunca desejar colocá-la em prática. Para quem decide experimentar, o ponto central deve ser o consentimento genuíno, a comunicação e a possibilidade de interromper ou renegociar os acordos a qualquer momento”, explica Thaís.


    A especialista também destaca que aceitar uma prática por medo de perder o relacionamento, por pressão do parceiro ou para provar que é uma pessoa “de mente aberta” não caracteriza consentimento verdadeiramente livre.


    O que dizem os usuários do Gleeden?


    Levantamentos divulgados pelo Gleeden ajudam a dimensionar o interesse dos brasileiros pelo tema.


    Em uma pesquisa sobre cuckolding, 36% dos entrevistados afirmaram que gostariam de ver o parceiro com outra pessoa, enquanto 60% disseram que aceitariam estar com outra pessoa enquanto o parceiro observa. O dado que mais chama atenção para a discussão sobre fidelidade é que 91% consideraram que, quando existe consentimento entre as partes para incluir uma terceira pessoa na relação, não há infidelidade.


    Outro levantamento realizado pela plataforma com 9.380 usuários brasileiros mostrou que 95% declararam ter algum tipo de fetiche, embora apenas 4% afirmassem já ter realizado todas as suas fantasias. Voyeurismo e exibicionismo apareceram entre os interesses mencionados.


    Os números não significam que exista um único modelo de relacionamento sendo adotado, mas ajudam a mostrar que desejos, fantasias e acordos afetivo-sexuais podem ser mais diversos do que a ideia tradicional de monogamia pressupõe.


    Novos relacionamentos, novos acordos


    O debate também se conecta a uma transformação mais ampla na maneira como os adultos discutem relacionamentos e não monogamia.


    Segundo outro estudo divulgado pelo Gleeden em 2025, 53% dos brasileiros entrevistados afirmaram já ter vivido algum tipo de relação não monogâmica, enquanto 42% declararam ter uma visão positiva sobre a não monogamia.


    Para Thaís Plaza, esses dados não significam o desaparecimento da monogamia, mas indicam uma maior disposição para discutir quais regras fazem sentido para cada relação.


    “Não existe um modelo afetivo-sexual que funcione para todo mundo. Há pessoas plenamente felizes na monogamia e outras que constroem acordos diferentes. O problema começa quando presumimos que a outra pessoa conhece uma regra que nunca foi discutida. Relações precisam de acordos, e acordos precisam de diálogo.”


    É justamente nesse espaço de discussão que o Gleeden propõe ampliar a conversa: mais do que definir o que é certo ou errado para todos, entender quais são os limites, desejos e acordos de cada relação.


    A história de Bella e Fera mostra que o cuckold pode ultrapassar o campo da fantasia e existir como uma dinâmica consensual entre pessoas reais. Já os dados do Gleeden ajudam a colocar essa experiência dentro de uma discussão maior sobre desejo, não monogamia e novas formas de compreender a fidelidade.


    No fim, talvez a pergunta mais importante não seja “o que a sociedade considera traição?”, mas:


    o que você e seu parceiro consideram traição?