Autor: agitosp

  • Como evitar intoxicação alimentar em períodos fora de casa 

    Especialista em Nutrição alerta para cuidados com alimentos e bebidas em viagens e orienta o que fazer em caso de sintomas leves 

    Viagens, sejam a trabalho ou descanso, costumam envolver novos sabores, rotinas diferentes e refeições fora de casa. No entanto, a alimentação em trânsito, especialmente em rodoviárias ou locais com estrutura limitada, exige atenção redobrada. A intoxicação alimentar é uma das queixas mais comuns e pode comprometer a experiência da viagem, além de representar riscos maiores para crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa. 

    Segundo Suziane Martins Severino, professora do curso de Nutrição da Una Jataí, a primeira dica para quem pretende comer fora durante uma viagem é simples: observar o ambiente. “Sempre que for a algum lugar novo para se alimentar, é importante observar a higiene do local e se os arredores não têm foco de sujidades ou lixos expostos. Isso já é um indicativo da qualidade do que está sendo servido”, explica. 

    Comida de rua e água mineral 

    Frutos do mar mal cozidos ou mal higienizados, além de alimentos vendidos em praias, feiras livres ou rodoviárias, estão entre os mais associados a quadros de intoxicação alimentar, especialmente nas férias. “Comidas de rua, por estarem mais expostas, exigem um olhar atento. É importante observar a higiene do vendedor, o aspecto e o odor do alimento antes de consumir”, alerta a professora. 

    Outro ponto essencial é a água. Seja em destinos nacionais ou internacionais, a recomendação é clara: “Prefira sempre a água mineral. A água contaminada também é uma fonte importante de infecções”, orienta Severino. 

    Como saber se o alimento está impróprio 

    Mesmo quando a aparência parece normal, um alimento pode conter micro-organismos capazes de causar doenças. Mudanças no odor ou na textura podem ser sinais de alerta. “Alguns micro-organismos não alteram visivelmente o alimento, por isso, a manipulação correta, a origem confiável e a conservação são fatores essenciais para a segurança alimentar”, afirma. 

    O que fazer em caso de intoxicação 

    Os sintomas mais comuns da intoxicação alimentar incluem náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e, em casos mais graves, cefaleia ou até paralisia muscular. Eles podem surgir em poucos minutos, horas ou até dias após a ingestão. 

    Se os sintomas forem leves, é possível tratar o mal-estar sem uso de medicamentos. “Repouso, ingestão de água potável e soro de reidratação oral são fundamentais. Manter o corpo hidratado é a principal prioridade nesse momento”, orienta a professora. Se os sintomas forem mais fortes ou persistirem, procure um médico. 

    Alimentação preventiva e grupos vulneráveis 

    Manter uma alimentação equilibrada também contribui para a prevenção de infecções. Segundo Severino, alimentos ricos em vitaminas, sais minerais, fibras e probióticos ajudam a fortalecer a imunidade e tornam o organismo mais preparado para lidar com ameaças. 

    Públicos como crianças, idosos e pessoas imunocomprometidas devem redobrar os cuidados. “Esses grupos são mais vulneráveis e podem apresentar sintomas mais severos mesmo diante de contaminações leves. Por isso, o ideal é priorizar locais confiáveis e evitar alimentos crus ou mal armazenados”, destaca. 

    O que levar na bagagem alimentar 

    Para quem vai enfrentar longos trajetos de carro, ônibus ou avião, a professora recomenda alimentos práticos e seguros, como frutas secas, castanhas e nozes. “Esses alimentos têm boa durabilidade e não exigem refrigeração, além de oferecerem nutrientes importantes para manter a energia durante a viagem”, orienta. Em tempos de férias, o cuidado com a alimentação deve acompanhar o planejamento do roteiro.

  • Gatos mais calmos: como reduzir o estresse e garantir o bem-estar do pet?

    Gatos mais calmos: como reduzir o estresse e garantir o bem-estar do pet?

    Reconhecer os sintomas e adotar medidas simples pode fazer toda a diferença na qualidade de vida do felino

    A vida dos gatos mudou bastante nas últimas décadas. De caçadores independentes, que percorriam grandes territórios ao ar livre, eles passaram a viver em ambientes internos, cercados por estímulos típicos da vida doméstica: barulhos constantes, presença de visitantes, mudanças frequentes na casa, novos animais de companhia e, em alguns casos, até a solidão prolongada. Para uma espécie altamente territorial e sensível como a felina, esses fatores podem desencadear níveis significativos de estresse.

    “Quando o gato não se sente seguro, sua resposta comportamental pode variar de atitudes sutis, como se esconder e evitar contato, até reações mais preocupantes, como automutilação por lambedura excessiva, agressividade inesperada ou recusa alimentar”, detalha Mariana Raposo, médica-veterinária gerente de produtos da Avert Saúde Animal.

    Esses comportamentos não são “birras”, mas sinais claros de que o animal está com uma sobrecarga emocional. E é nesse ponto que entra a importância de estratégias preventivas para garantir a manutenção do bem-estar do felino.

    Uma das soluções que ganhou destaque nos últimos anos é o uso de análogos sintéticos de feromônios felinos, que reproduzem mensagens naturais que os gatos já utilizam entre si. Ao liberar no ambiente substâncias que imitam os feromônios faciais (F3) que são associados ao bem-estar, como os que o gato deposita ao esfregar o rosto em móveis ou pessoas, cria-se uma atmosfera de familiaridade. “Isso atua diretamente no cérebro, especialmente no sistema límbico, responsável pelas emoções, promovendo sensação de segurança e estabilidade. Em situações de mudança, introdução de novos animais, viagens ou até períodos de ruído intenso, como fogos de artifício, esses feromônios funcionam como um “sinal invisível” de que tudo está sob controle”, explica a profissional.

    Mas os avanços não param por aí. Hoje também existem suplementos nutricionais feitos com a proteína hidrolisada do leite, que auxiliam a prevenir respostas comportamentais relacionados ao estresse, auxiliando no manejo comportamental e bem-estar dos animais.

    “Esses tipos de recursos podem ser utilizados em qualquer fase da vida, especialmente em pets que demonstram maior sensibilidade emocional, atuando de forma complementar às medidas ambientais e comportamentais”, detalha Mariana.

    Outro ponto fundamental ao pensar no bem-estar dos felinos é o enriquecimento ambiental. Brinquedos interativos que liberam petiscos, arranhadores estrategicamente posicionados, prateleiras para escalada e até simples caixas de papelão cumprem um papel importante no estímulo físico e mental. “Ao permitir que o gato expresse seus comportamentos naturais de caça, marcação e exploração, reduz-se a frustração acumulada em ambientes fechados. Além disso, o envolvimento ativo do tutor nessas interações cria um vínculo de confiança que fortalece a segurança emocional do animal”, afirma Mariana.

    Por fim, o tutor não deve subestimar o poder da rotina. Alimentar, brincar e interagir em horários regulares traz ao gato previsibilidade, algo extremamente valioso para uma espécie que gosta de controle sobre seu território e sobre as situações ao seu redor. Pequenas mudanças podem gerar grande desconforto, mas quando o tutor oferece constância, o animal se sente mais protegido diante das inevitáveis variações da vida cotidiana.

  • Cúrcuma: conheça suas propriedades e como aproveitá-las

    Cúrcuma: conheça suas propriedades e como aproveitá-las

    Entenda como essa planta milenar pode contribuir para o seu bem-estar

    Nos últimos anos, a cúrcuma ganhou protagonismo como uma das plantas medicinais mais estudadas pela ciência. Originária da Ásia, ela é utilizada há milhares de anos na medicina ayurvédica e guarda em seu rizoma (um caule parecido com uma raiz) a curcumina, um composto “pleiotrópico”, ou seja, que possui múltiplos efeitos benéficos em diferentes sistemas do corpo.
     

    “A ciência já demonstra que a curcumina, o composto ativo da cúrcuma, pode interagir com muitas moléculas no organismo, o que lhe permite influenciar vários processos biológicos ao mesmo tempo. Por exemplo, tem ação antioxidante, ajudando a proteger as células do envelhecimento precoce e dos danos causados pelo estresse oxidativo. Também possui propriedades anti-inflamatórias, atuando sobre mecanismos relacionados a doenças crônicas. Além disso, estudos indicam atividade antimicrobiana e sugerem um potencial efeito anticancerígeno e neuroprotetor, ainda em investigação”, explica a nutricionista Carolina Chevallier, Gerente Sênior de Assuntos Científicos da Herbalife para a América Central e do Sul.

    Uma revisão sistemática publicada na revista Phytotherapy Research, que analisou mais de 100 ensaios clínicos e incluiu mais de 7.000 participantes, identificou que a cúrcuma pode trazer benefícios para vários aspectos da saúde. Em particular, os resultados sobre quatro parâmetros — glicemia de jejum, colesterol bom (HDL), peso corporal e um marcador de inflamação chamado PCR — foram considerados muito confiáveis pela qualidade dos estudos. Isso significa que há boas evidências científicas sustentando esses efeitos.

    Como escolher a cúrcuma adequada?

    Apesar de todo o seu potencial, a curcumina apresenta baixa biodisponibilidade, ou seja, o corpo aproveita muito pouco do composto em sua forma natural, já que sua absorção é baixa e o que chega ao sangue é rapidamente metabolizado e eliminado, restando pouco tempo para atuar. É nesse ponto que os suplementos ganham relevância, pois muitas formulações são desenvolvidas justamente para superar essas limitações e otimizar o aproveitamento pelo organismo.

    “Vale entender que a versão da cúrcuma em pó é mais indicada para uso culinário (como condimento), enquanto os extratos padronizados (que concentram e medem a quantidade de curcuminóides presentes) ou as formulações avançadas de alta biodisponibilidade (com nanotecnologia, combinadas a outros bioativos ou outras tecnologias) são opções mais adequadas para fins nutricionais (como antioxidante para promoção e proteção da saúde) ou terapêuticos (como os que estão sendo estudados para câncer, doenças neurodegenerativas, osteoartrite etc.)”, comenta Carolina.

    Não existe uma dose única recomendada de cúrcuma, já que a quantidade necessária pode variar conforme o tipo de formulação. 

    Alguns suplementos trazem a dose em miligramas (mg), enquanto outros pedem quantidades maiores, como 1,5 grama ou mais. Isso varia conforme o tipo de ingrediente usado no produto. Por isso, é importante checar se o suplemento usa um ingrediente patenteado e se há estudos clínicos que comprovam a dose recomendada.

    A especialista da Herbalife também recomenda observar outros pontos importantes na hora de escolher um suplemento:

    • Concentração de curcuminóides: verifique no rótulo se o produto indica claramente a quantidade de curcumina ou curcuminóides que oferece e se utiliza um ingrediente patenteado.

    • Biodisponibilidade: prefira produtos que indiquem tecnologias capazes de melhorar a absorção, como a associação com adjuvantes — por exemplo, a piperina (composto da pimenta-preta) — ou formulações avançadas de alta biodisponibilidade.

    • Segurança e qualidade: confira se o suplemento possui registro no principal órgão regulador do seu país e se é produzido por um fabricante reconhecido e também registrado. Isso garante que tenham sido feitos testes de controle de contaminantes (metais pesados, pesticidas e microrganismos) e outros parâmetros de qualidade e segurança. “É importante que todo suplemento tenha a recomendação de um nutricionista ou médico, e que o especialista acompanhe o paciente para assegurar o uso adequado e seguro”, finaliza Carolina.

  • Verminoses silenciosas em cães e gatos: atenção aos sinais escondidos

    Observar pequenos detalhes, realizar o manejo adequado e manter a prevenção em dia faz toda a diferença para a saúde do seu pet

    Quem convive com cães e gatos sabe que eles nem sempre demonstram de forma clara quando algo não vai bem. Um pouco de apatia, cansaço, alteração no apetite ou até uma pelagem sem brilho podem parecer coisas passageiras, mas também podem ser sinais de verminoses. Esses parasitas internos estão entre os problemas mais comuns no dia a dia veterinário e, muitas vezes, se desenvolvem de forma silenciosa, passando despercebidos pelos tutores.

    Sinais que merecem atenção:

    Além da diarreia ou da presença de vermes nas fezes, sintomas mais conhecidos,  outros sinais sutis podem indicar a infestação, como perda de peso gradual; vômitos ocasionais; tosse persistente e mudanças de comportamento.

    Em quadros mais avançados, os animais podem apresentar anemia, baixa imunidade e até complicações graves, já que alguns vermes podem migrar para órgãos vitais, como pulmões e coração.
    “Por serem inespecíficos, esses sinais podem facilmente passar despercebidos. Exames de rotina e a observação cuidadosa do tutor são essenciais para um diagnóstico precoce”, explica a médica-veterinária Marina Tiba, Gerente de Produtos da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.

    A vermifugação não deve ser encarada apenas como tratamento, mas sim como parte da rotina preventiva. O protocolo ideal varia de acordo com idade, peso, saúde, momento reprodutivo e estilo de vida do pet.

    • Filhotes: começar a vermifugação a partir das duas a três semanas de vida, com repetições a cada duas a três semanas até os três meses de idade, e depois mensalmente ou ao final do ciclo vacinal até os quatro a seis meses, a critério veterinário.
    • Adultos: animais que vivem mais dentro de casa podem ter protocolos mais espaçados, definidos com apoio do veterinário e exames de fezes. Já os que passeiam e frequentam praças, hotéis, creches ou têm contato com outros pets precisam de vermifugação mais regular, geralmente a cada três meses.
    • Gatos de vida indoor: mesmo sem acesso à rua, também devem ser incluídos no calendário preventivo, pelo menos semestralmente ou conforme recomendação veterinária, já que ovos e larvas podem ser trazidos nos sapatos, roupas ou objetos dos tutores.

    Cuidados que fazem a diferença

    O uso de vermífugos de amplo espectro deve ser associado a medidas simples do dia a dia, como: evitar o contato do pet com fezes de outros animais no ambiente externo;realizar exames de fezes periodicamente; higienizar os ambientes onde o pet circula;recolher as fezes diariamente; e controlar pulgas e carrapatos, que podem transmitir vermes.

    “A combinação desses cuidados potencializa a eficácia da vermifugação e reduz consideravelmente o risco de reinfestações”, reforça Marina.

    Vale lembrar que algumas verminoses são zoonóticas, ou seja, podem ser transmitidas também para os humanos. Crianças, idosos e pessoas com imunidade mais baixa são os mais vulneráveis. Assim, a prevenção vai além do cuidado com o pet: é também uma forma de proteger toda a família.

  • Dia Mundial do Cheeseburger: Milk & Mellow celebra o clássico 

    Dia Mundial do Cheeseburger: Milk & Mellow celebra o clássico com versões que vão do tradicional ao inusitado

    Hamburgueria paulistana com quase 50 anos de história mostra que o lanche é versátil, atemporal e cheio de sabor


    No dia 18 de setembro, é celebrado o Dia Mundial do Cheeseburger, um dos sanduíches mais icônicos do mundo. Em São Paulo, a Milk & Mellow, hamburgueria que há quase 50 anos une tradição, inovação e memória afetiva, é referência para quem busca viver essa experiência com sabor e autenticidade. “A Milk & Mellow é tradição. Temos a preocupação em trazer qualidade em cada mordida e garantir que o sabor do sanduíche de anos atrás seja o mesmo até hoje, para despertar aquela sensação de nostalgia”, destaca Paulo Bueno, sócio da Milk & Mellow.
     


    O cardápio da casa mostra que o cheeseburger pode ser muito mais do que carne e queijo. Há opções para todos os gostos: desde o Cheese Burger clássico (R$ 34), simples e direto ao ponto, até combinações criativas como o JK Burger (R$ 52), um duplo cheeseburger cheddar com picles e maionese rose, que homenageia a unidade conceito da hamburgueria, ou o Cheese Bacon Egg (R$ 59), que ganha ainda mais personalidade com bacon e ovo. 
     

    Para quem gosta de sabores intensos, o Cheese Picanha Bacon Tártaro (R$ 59) traz hambúrguer de picanha com queijo prato, bacon e molho tártaro, enquanto o Cheese Calabresa Vinagrete (R$ 49) aposta na brasilidade com hambúrguer de calabresa, queijo prato e vinagrete. Já os fãs de cortes diferenciados encontram no Prime Rib Burger (R$ 49) um hambúrguer de costela premium com queijo prato, maionese artesanal, onion rings e barbecue.
     


    E não faltam opções para todos os perfis: o Veggie Cheese Salada (R$ 41), feito com hambúrguer de feijão preto, queijo vegano, tomate, alface lisa e maionese vegana artesanal, e o Veggie X Cheddar Cebola Roxa (R$ 32,40), com hambúrguer de batata doce, cebola roxa, queijo cheddar vegano e maionese vegana artesanal, mostram que até o público vegetariano pode celebrar o dia com muito sabor.

    Com ambiente que remete aos diners americanos e décadas de tradição em São Paulo, a Milk & Mellow prova que o cheeseburger é democrático e atemporal — seja no formato clássico ou em versões cheias de personalidade.
     

    Serviço Milk & Mellow

    Unidade JK | Av. Pres Juscelino Kubitschek, 101
    Seg. e Ter., das 12h à 0h | Qua. a Sáb., das 12h às 4h | Dom., das 12h às 2h
    Pedidos: (11) 4118-7878

    Unidade Cidade Jardim | Av. Cidade Jardim, 1085
    Seg. e Ter.: das 12h à 0h | Qua., Qui. e Dom.: das 12h às 02h | Sex. e Sáb.: das 12h às 04h
    Pedidos: (11) 3168 4516

    Delivery (11) 4118-7878 & iFood
    Seg. e Ter., das 12h à 0h | Qua. a Sáb., das 12h às 4h | Dom., das 12h às 2h

  • Setembro Vermelho: campanha alerta para as doenças do coração em cães

    Atenção aos sintomas por parte dos tutores e consultas periódicas ao médico-veterinário são fundamentais para a detecção precoce das cardiopatias e aumentar as chances de promover bem-estar ao animal

    Há onze anos, a Elanco Saúde Animal promove a campanha “Setembro Vermelho” com foco na saúde do coração dos cães. A empresa, referência no desenvolvimento de soluções para a saúde e o bem-estar de animais de estimação e de produção e reconhecida por suas iniciativas em bem-estar animal, aposta na campanha para fornecer informação relevante aos tutores, incentivando-os a levarem seus “cãopanheiros” a consultas regulares como forma de detectar cardiopatias precocemente.

    “As doenças cardíacas em cães, assim como nos humanos, costumam ser silenciosas. Por isso, quanto antes forem detectadas, mais chances o animal tem de receber um tratamento adequado, que lhe proporcione qualidade de vida”, explica Mariana H. Cappellanes Flocke, médica-veterinária e consultora técnica sênior da Elanco.

    A recomendação é levar os pets jovens pelo menos uma vez ao ano para a realização de check-ups e duas vezes no caso de cães idosos ou de raças predispostas a doenças cardíacas, tais como poodle, yorkshire e cavalier king charles, que são raças propensas a doenças valvares, e dobermanns e boxers, mais suscetíveis à cardiomiopatia dilatada.

    De acordo com a médica-veterinária da Elanco, algumas doenças podem evoluir para casos graves. Assim, a atenção dos tutores é fundamental. Entre as principais manifestações clínicas observadas em cães cardiopatas estão:

    • Tosse persistente, que pode piorar à noite ou quando o cão está deitado;
    • Fadiga e cansaço fácil, mesmo após pouca atividade;
    • Alterações respiratórias, como respiração acelerada ou dificuldade para respirar;
    • Apetite reduzido e aumento da ingestão de água;
    • Cianose (mucosas arroxeadas por falta de oxigenação);
    • Inchaços abdominais ou dos membros devido ao acúmulo de líquidos.

    “Vale também ficar atento a fatores como a obesidade e o sedentarismo que certamente contribuem para o desenvolvimento e agravamento de problemas cardíacos”, alerta Mariana.

    Uma das doenças cardíacas de maior incidência entre os cães é a doença valvar crônica de mitral, quando a valva do coração se torna espessada, degenerada e apresenta falha de fechamento, levando à regurgitação sanguínea e ao aumento do átrio, causando manifestações clínicas graves. “O retorno do sangue do ventrículo para o átrio promove manifestações clínicas desde discretas a muito graves, como uma grande dificuldade de o sangue sair dos pulmões e entrar no coração, o que pode resultar em acúmulo de fluidos dentro do pulmão, dificultando muito a respiração. Essa condição é chamada de edema pulmonar agudo”, explica Mariana. 

    Outras cardiopatias diagnosticadas com frequência são a Dirofilariose (Verme do Coração), uma enfermidade parasitária grave transmitida por picadas de mosquitos infectados, a Degeneração Mixomatosa da Valva Tricúspide (DMVT), a Cardiomiopatia Dilatada (CMD).Todas essas doenças podem evoluir para a Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), uma condição grave em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para o corpo, resultando em acúmulo de fluidos e comprometimento da qualidade de vida do pet.

    Uma campanha que mobiliza tutores e profissionais

    O Setembro Vermelho se consolidou como uma das principais ações de conscientização em saúde animal. O mês foi escolhido em alusão ao Dia Mundial do Coração, comemorado em 29 de setembro. Em sua 11ª edição, a campanha da Elanco contará com:

    • Materiais educativos para tutores e médicos-veterinários;
    • Treinamentos e lâminas técnicas para os profissionais;
    • Ativações em clínicas e hospitais veterinários, com kits de comunicação, brindes e materiais para eventos de check-up;
    • Ações nos pontos de venda, envolvendo balconistas, que têm papel fundamental na orientação dos tutores.

    “Campanhas coloridas como o Setembro Vermelho nos ajudam a falar de temas sérios de forma didática e acessível, sempre chamando todos à ação. Ao longo de mais de uma década, temos visto a receptividade crescer, o que demonstra que estamos cumprindo nossa missão de levar informação e apoiar o cuidado com os pets”, destaca Cristiano Anjo, diretor de marketing da Elanco Brasil.

  • Golpe de conta laranja: saiba como se proteger

    Bancos bloquearão transações suspeitas a partir de outubro de 2025; a ABBC reforça dicas de prevenção da campanha ‘Tem Cara de Golpe’

    Criminosos têm oferecido dinheiro fácil em troca do uso de contas ou documentos de terceiros. Quem empresta ou aluga sua conta, conhecido como “laranja”, pratica uma ação ilegal e corre riscos sérios. Para coibir que transações financeiras sejam destinadas a contas laranjas, o Banco Central publicou a Resolução BCB nº 501, que exige que bancos e instituições de pagamento bloqueiem automaticamente quaisquer transações que tenham estas contas como destinatárias. A norma abrange todas as modalidades de pagamento — Pix, TED, DOC, cartões e outros — e entra em vigor a partir de 13 de outubro de 2025, dificultando o uso de contas de terceiros em esquemas ilícitos.

    Uma conta laranja (emprestada ou aberta com dados de terceiros) é utilizada por criminosos para movimentar recursos obtidos de forma ilícita, como fraudes, golpes, lavagem de dinheiro ou para efetuar falsos empréstimos. Mesmo que você apenas “empreste” sua conta ou forneça seus documentos, pode ser responsabilizado criminalmente. Entre os principais dispositivos legais aplicáveis estão:

    • Artigo 171 do Código Penal – estelionato
    • Lei nº 9.613/1998 – lavagem de dinheiro
    • Lei nº 12.850/2013 – organização criminosa
    • Lei nº 14.155/2021 – Crimes Cibernéticos ou Eletrônicos

    “Ao ceder uma conta ou documento para terceiros, o cidadão se expõe diretamente a esquemas criminosos e responderá por seus efeitos colaterais; por isso, é fundamental compreender que proteger seus dados é também proteger sua própria segurança jurídica e financeira”, disse Leandro Vilain, CEO da ABBC.

    Como se proteger

    Com base na campanha “Tem Cara de Golpe”, a ABBC recomenda:

    • nunca aceite propostas de dinheiro fácil para abrir ou ceder sua conta ou documentos;
    • não compartilhe suas credenciais (senha, dados biométricos, código token ou código de segurança recebido por SMS);
    • desconfie de anúncios em redes sociais ou aplicativos de mensagens oferecendo pagamento pelo uso da sua conta;
    • se alguém pedir sua conta ou documentos “para receber valores” que não são seus, recuse imediatamente; caso receba uma proposta suspeita, não responda, não forneça dados pessoais e denuncie pelo aplicativo do seu banco ou pelos canais oficiais; e
    • caso desconfie do uso indevido dos seus dados pessoais, registre boletim de ocorrência; e
    • consulte o Registrado no site do Banco Central – https://www.bcb.gov.br/meubc/relatorioemprestimofinanciamento – para saber com quais bancos você possui contas, empréstimos ou financiamentos.

    Para mais informações sobre prevenção a golpes e fraudes, acesse o site da campanha Tem Cara de Golpe da ABBC: www.temcaradegolpe.com.br.

  • Dia do Coelho: confira os principais cuidados para ter com esse animal de estimação

    Médica veterinária da Petz dá dicas para manter a saúde e bem-estar do animal dentro de casa

    Neste ano, o Dia do Coelho é celebrado em 27 de setembro. A data foi criada pela para combater os maus-tratos, a caça predatória e conscientizar sobre o risco de extinção de diversas espécies. A comemoração é feita todo último sábado de setembro. 

    A data também serve como um alerta para os cuidados necessários com coelhos criados como animais de estimação, que vêm ganhando espaço nos lares brasileiros.

    A proposta é promover ações de conscientização sobre o bem-estar dos coelhos, tanto selvagens quanto domésticos. E, segundo especialistas, ter um coelho exige mais do que afeto. É preciso preparo, rotina de cuidados e acompanhamento veterinário específico.

    “Ao contrário do que muitos pensam, coelhos não são pets de baixa manutenção. Eles precisam de ambiente seguro e adequado às suas características, alimentação adequada, atividades físicas diárias e, principalmente, acompanhamento com um veterinário especializado em pets não convencionais”, afirma Renata Fiedler, médica Veterinária Especializada em pets não convencionais e Coordenadora Técnica do Setor de Vidas da Petz.  

    Cuidados veterinários

    Coelhos devem ser levados ao veterinário a cada seis meses para check-up e especialmente para a avaliação oral, já que as alterações dentárias são comuns. Como estes animais mascaram os sinais de enfermidades, as visitas regulares ao veterinário são fundamentais para o diagnóstico precoce e tratamento.

    “A castração é extremamente recomendada, sobretudo nas fêmeas, pois além de impedir gestações indesejadas, ela ajuda a prevenir o desenvolvimento de tumores e contribui para o equilíbrio hormonal e comportamental do animal”, explica Renata. 

    Diferente dos cães e gatos, coelhos não devem ser vacinados no Brasil e a vermifugação deverá ser realizada apenas mediante à realização de exame parasitológico de fezes, não é recomendada uma vermifugação preventiva periódica.

    Alimentação e rotina saudável

    Os coelhos são animais estritamente herbívoros e sua alimentação deve ser rica em fibras grossas. Por isso, o feno de gramíneas deve perfazer pelo menos 70% de sua dieta, já que irá auxiliar na motilidade intestinal, na digestão fermentativa e garantir o desgaste dos dentes, que crescem continuamente. Verduras frescas verdes escuras e rações específicas complementam o cardápio. Porém lembre-se, a quantidade de ração deve ser controlada e perfazer no máximo 10% da dieta! 

    “Outros vegetais e frutas pouco doces podem ser oferecidos apenas ocasionalmente como petiscos. Apesar de termos a imagem no imaginário a imagem do coelho comendo cenoura ou maçã, estes alimentos não fazem parte da alimentação diária destes animais e devem ser oferecidos com cautela” Afirma Renata.

    Ambiente e bem-estar

    Os coelhos necessitam de um espaço amplo e seguro, como um cômodo específico na casa, um cercado ou um viveiro. Gaiolas não são recomendadas, já que são animais ativos por natureza. O ambiente precisa conter um piso antiderrapante e macio, para evitar alterações nas patas e na coluna, além disso, deve ser livre de fios elétricos, e objetos inadequados que possam ser roídos e/ou engolidos. A temperatura deve ser amena, visto que são animais de clima frio e o calor excessivo pode gerar hipertermia.

    “Além do espaço físico, é fundamental estimular o pet com brinquedos e atividades que imitem o comportamento natural do coelho, como roer, escavar ou se esconder. Isso melhora o bem-estar físico e emocional do animal”, conclui a veterinária.

  • Nova Academia ao Ar Livre no Parque Ibirapuera

    Urbia Parques inaugura nova Academia ao Ar Livre no Parque Ibirapuera: um espaço moderno, seguro e gratuito

     
     Com equipamentos para todos os grupos musculares, a academia oferece uma experiência de treino completa de acordo com as normas técnicas e regulamentações de segurança
     

    Com equipamentos modernos e seguros para atender a comunidade esportiva do Parque Ibirapuera, a Urbia Parques inaugura nesta semana a Academia ao Ar Livre. O espaço promete atrair os visitantes que buscam saúde e bem-estar em um ambiente democrático e gratuito.

    A academia está instalada próxima ao portão 6, na área onde antes existiam equipamentos construídos com peças de concreto, barras de ferro e pneus e que, por essa razão, ficou conhecido como “Academia dos Flintstones”. A decisão de revitalizar a área veio da necessidade de oferecer uma estrutura em conformidade com as normas técnicas e regulamentações de segurança vigentes. 

    Com equipamentos adequados para exercitar todos os grupos musculares, a academia oferece uma experiência de treino completa, com peso livre e uma variedade de aparelhos de alta performance em material resistente às condições climáticas. O espaço também ganhou piso emborrachado, que garante maior conforto e segurança aos usuários.

    Orientação profissional e segurança

    Com capacidade máxima para receber 50 frequentadores de cada vez, a academia é de uso livre e gratuito para pessoas acima de 18 anos. Para garantir a segurança e não exceder a capacidade máxima, o acesso será controlado por um sistema de entrada, que também prevê o preenchimento – presencial ou de forma digital – do questionário de prontidão para atividade física e assinatura de termo de responsabilidade. Usuários com 70 anos ou mais deverão apresentar atestado médico de aptidão para a prática de atividade física.

    A área conta com um sistema de câmeras de segurança e botão de emergência para assistência imediata, sempre que necessário. A Urbia disponibilizará um profissional de Educação Física uniformizado no local, de segunda a sexta das 6h às 18h e aos sábados das 6h às 12h, para auxiliar na utilização adequada e segura dos equipamentos. Importante ressaltar, que os profissionais não estão autorizados a prescrever treinos individualizados. Não será autorizado o uso do espaço por personal trainers e outros profissionais de Educação Física, salvo se expressamente autorizado pela Urbia.

    O uso da Academia ao Ar Livre requer roupas e calçados adequados, sendo proibido treinar de chinelos, descalço, sem camisa ou vestindo calça jeans. Não é permitido fumar, consumir bebidas alcoólicas ou substâncias ilícitas. Os equipamentos devem ser utilizados de forma consciente, higienizados após o uso e, no caso de halteres e anilhas, devolvidos aos suportes. Também é proibido filmar ou fotografar com equipamentos profissionais sem autorização da Urbia, assim como utilizar aparelhos sonoros sem fones de ouvido. Por fim, é fundamental manter o espaço limpo e descartar o lixo nas lixeiras disponíveis.

    Em caso de mal-estar ou acidente, o usuário deve comunicar imediatamente o profissional presente no local ou a equipe do parque, e, se necessário, dirigir-se ao posto de atendimento mais próximo.

  • Como preservar a mobilidade em pets idosos?

    Caminhadas curtas, brincadeiras e o uso de suplementos são medidas que asseguram a manutenção da qualidade de vida do pet em cada passo

    O envelhecimento dos pets é um processo natural, mas que traz consigo mudanças significativas na saúde e no comportamento. Entre as alterações mais comuns está a perda de mobilidade, resultado de dores articulares, rigidez muscular e, em muitos casos, do avanço da osteoartrite.

    “Cães e gatos idosos podem passar a ter dificuldade em subir escadas, saltar para o sofá, correr ou até mesmo realizar atividades simples, como caminhar longas distâncias. Esses sinais não devem ser vistos apenas como parte inevitável da idade, mas como um alerta para que o tutor adote medidas de prevenção e cuidado que garantam bem-estar e qualidade de vida na fase sênior”, afirma Mariana Raposo, médica-veterinária gerente de produtos da Avert Saúde Animal.

    Manter a mobilidade é essencial não apenas para a saúde física, mas também para o equilíbrio emocional do animal. Os pets que permanecem ativos apresentam menor propensão à depressão, à ansiedade e ao isolamento, além de preservarem por mais tempo sua autonomia e autoestima. “Para isso, a introdução de exercícios leves, adaptados à idade e às condições do animal, é uma estratégia indicada. Caminhadas curtas, atividades de baixo impacto e brincadeiras controladas ajudam a fortalecer músculos, manter a circulação ativa e evitar o ganho excessivo de peso, que pode agravar problemas articulares. No caso dos gatos, estimular movimentos com brinquedos interativos, arranhadores em alturas acessíveis e circuitos simples dentro de casa também contribuem para preservar a mobilidade”, detalha a profissional.

    Outro recurso é a fisioterapia, sessões de hidroterapia, alongamentos guiados e exercícios com equipamentos específicos promovem fortalecimento muscular e alívio das dores articulares. A fisioterapia não apenas melhora a mobilidade, como também estimula a liberação de endorfina, trazendo sensação de bem-estar. Muitos tutores relatam melhora significativa na disposição e no humor dos pets após algumas sessões, mas vale lembrar que o tratamento deve sempre ser indicado pelo médico-veterinário, pois o profissional irá avaliar a necessidade e o melhor exercício a ser realizado de acordo com o histórico do animal.

    A prevenção de doenças articulares também é essencial quando se pensa em envelhecimento saudável. “Identificar os sinais precoces, como relutância em brincar, andar mais devagar, mancar ou evitar determinados movimentos é o primeiro passo para que o tutor possa buscar ajuda. Por isso, nessa fase as consultas regulares com o médico- veterinário são ainda mais importantes e permitem monitorar a saúde articular e ajustar o plano de cuidados conforme a necessidade do pet”, conta Mariana.

    Além das atividades físicas, a nutrição desempenha papel decisivo na preservação da mobilidade. O uso do ômega-3, por exemplo, tem se mostrado benéfico no manejo de cães idosos.

    O ômega-3 é um grupo de ácidos graxos essenciais. Dentro desse grupo, dois componentes se destacam por sua importância clínica: o EPA (ácido eicosapentaenoico) e o DHA (ácido docosahexaenoico).

    “O EPA é especialmente eficaz na redução de processos inflamatórios crônicos, como os que ocorrem nas doenças articulares, ajudando a diminuir dor e rigidez nas articulações. Ele age controlando a produção de substâncias químicas que causam inflamação, o que resulta em maior conforto para o animal e melhor mobilidade”, elucida a profissional.

    Já o DHA atua de forma complementar, mas com foco mais amplo. Ele contribui para a saúde das membranas celulares, especialmente no cérebro e nos olhos, favorecendo a cognição, a memória e até a visão do pet idoso. Em animais que sofrem com declínio cognitivo — algo relativamente comum em cães e gatos mais velhos — o DHA pode ajudar a retardar a progressão dos sintomas, mantendo-os mais ativos e responsivos.

    É importante destacar que, para que o ômega-3 exerça efeito terapêutico esperado, a concentração de EPA e DHA deve ser adequada. Por isso, é importante optar por suplementos com certificação de pureza, estabilidade e padronização para garantir garante maior eficácia.

    Outro suplemento essencial, ao pensar na mobilidade dos pets, é o colágeno tipo II que ajuda a promover a regeneração e a reparação da cartilagem, estimulando a produção de colágeno e proteoglicanos, que são componentes importantes da cartilagem articular.

    Diversos estudos apontam que a combinação do colágeno tipo II com o ômega-3 rico em EPA e DHA potencializa os resultados, ajudando a diminuir a inflamação, protegendo as cartilagens, melhorando a mobilidade e favorecendo a qualidade de vida dos pets. “Essa sinergia é especialmente indicada para cães e gatos idosos ajudando não apenas no controle da dor, mas também na preservação da função articular a longo prazo”, conta Mariana.

    Com estímulos adequados, acompanhamento veterinário e estratégias nutricionais, cães e gatos podem envelhecer de forma mais ativa, confortável e saudável, mantendo não apenas a capacidade de se locomover, mas também a alegria de interagir com a família e aproveitar cada momento da vida.