Experiência combina navegação, trechos terrestres e paisagens da Cordilheira dos Andes em um roteiro que cruza a fronteira entre a Argentina e o Chile
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Entre a imponência da Cordilheira dos Andes e o sopro calmo da Patagônia, o Cruce Andino revela que o caminho pode ser tão inesquecível quanto o destino. Ligando Bariloche, na Argentina, a Puerto Varas, no Chile, essa travessia
conduz o viajante por um mosaico vivo de montanhas imponentes, águas cristalinas e bosques preservados.
Realizada ao longo de todo o ano, a rota pode ser feita em um dia, com duração aproximada de 12 horas, ou dividida em etapas, com possibilidade de pernoite em Peulla, no Chile. O percurso completo tem cerca de 180 quilômetros e está sujeito a
alterações conforme as condições climáticas e a operação do serviço.
O trajeto a partir de Bariloche começa com um translado terrestre até Puerto Pañuelo, às margens do lago Nahuel Huapi. De lá, uma navegação de aproximadamente uma hora leva os passageiros até Puerto Blest, passando por paisagens marcadas por
montanhas, bosques e águas de diferentes tonalidades.
Conforme a embarcação desliza, a paisagem se desenha com reverência à Ilha Centinela e o espetáculo natural da Cascada Blanca, abrindo caminho até o refúgio Puerto Blest. A partir dali a viagem alterna navegações e deslocamentos terrestres.
O primeiro trecho por terra acompanha o rio Frías até Puerto Alegre. Em seguida, uma nova embarcação percorre o lago Frías por aproximadamente 25 minutos até Puerto Frías. A rota então segue de ônibus em direção à fronteira com o Chile,
atravessando a floresta temperada valdiviana até Peulla.
Já em território chileno, a travessia continua pelo lago Todos los Santos até Petrohué. O último trecho terrestre acompanha as margens do lago Llanquihue até Puerto Varas, encerrando o percurso entre os dois países.
Uma travessia com diferentes paisagens
A principal característica do roteiro está na variedade de cenários reunidos em uma mesma viagem. Ao longo do caminho, o viajante passa por três grandes lagos, áreas de floresta, montanhas e diferentes ambientes da Cordilheira dos Andes.
Em vez de permanecer em um único meio de transporte, o passageiro alterna entre catamarãs e veículos terrestres, acompanhando a transformação da paisagem a cada etapa. O trajeto também pode ser realizado no sentido inverso, partindo de Puerto Varas
em direção a Bariloche.
Para quem deseja aproveitar a região com mais tempo, existe a possibilidade de dividir a experiência em dois dias, com pernoite em Puerto Blest ou em Peulla. Localizada no Parque Nacional Vicente Pérez Rosales, a vila é cercada por bosques,
cachoeiras, arroios e lagoas. A hospedagem pode ser realizada no Hotel Natura, situado às margens do lago Todos los Santos, com estrutura de acomodação, gastronomia e atividades de lazer.
Bagagem e documentação
A logística da travessia também foi estruturada para que o passageiro não precise carregar a bagagem principal a cada mudança de transporte. Uma mala de até 23 quilos, de acordo com as condições do operador, é identificada no início da viagem e
permanece sob responsabilidade da operação durante o percurso, sendo entregue novamente no destino final. Por isso, documentos de viagem, medicamentos, objetos pessoais e outros itens de uso durante o trajeto devem ser levados na bagagem de mão.
Por se tratar de uma travessia internacional, é necessário passar pelos procedimentos migratórios e aduaneiros dos dois países. Para brasileiros em viagem de turismo, é possível utilizar documento de identidade válido para a entrada nos países do
Mercosul, incluindo Argentina e Chile, desde que esteja em boas condições de conservação e permita a identificação do titular. O passaporte também é aceito. A Polícia Federal recomenda que a identidade tenha sido emitida há menos de 10 anos;
documentos como CNH não substituem o documento de viagem para esse tipo de ingresso.
No caso de menores de idade, podem ser exigidos documentos adicionais para comprovar filiação e autorizações de viagem, de acordo com a nacionalidade, residência e acompanhantes. Recomenda-se consultar previamente a documentação
necessária.
A travessia pode ser realizada em qualquer época do ano e oferece uma forma diferente de conhecer a região dos lagos andinos. Mais do que conectar dois destinos, o roteiro transforma os deslocamentos entre Argentina e Chile em uma sequência de
experiências, com navegação, estrada e paisagens da Cordilheira compondo uma única viagem.
