5 costumes de países anglófonos que todo viajante deveria conhecer

Conhecer hábitos de comunicação, etiqueta e convivência pode facilitar a adaptação de brasileiros em viagens internacionais

Viajar para um país de língua inglesa vai muito além de conseguir pedir informações, fazer uma reserva ou conversar com moradores. Mesmo quando o idioma não é uma barreira, hábitos relacionados à comunicação, à alimentação e à convivência social podem ser bastante diferentes dos encontrados no Brasil, e conhecer essas particularidades pode facilitar a adaptação e evitar situações desconfortáveis durante a viagem.

Essas diferenças aparecem em situações simples do cotidiano: a maneira de cumprimentar alguém, o comportamento em filas e até a forma de iniciar uma conversa. Para quem viaja, conhecer esses códigos sociais ajuda a interpretar melhor determinadas situações e a evitar que hábitos comuns no Brasil sejam vistos de outra maneira no destino.

“Aprender uma língua é também entender como as pessoas que a falam se relacionam, se comunicam e vivem. Pequenos hábitos podem fazer diferença na experiência de quem está viajando, principalmente quando o visitante sabe o que esperar e consegue se adaptar ao contexto”, explica Leiza Oliveira, CEO da Minds Idiomas.

Segundo Leiza, alguns costumes podem surpreender brasileiros durante uma viagem:

  1. Nos Estados Unidos, usar o primeiro nome pode ser sinal de cordialidade

Em escolas e universidades dos Estados Unidos, é comum que os alunos se dirijam aos professores pelo sobrenome, geralmente acompanhado de um título como “Mr.”, “Ms.” ou “Mrs.”. A formalidade, porém, não significa necessariamente uma relação distante. Em outros contextos sociais e profissionais, o uso do primeiro nome é bastante comum e pode indicar uma interação mais informal. Para o viajante, observar como as pessoas se apresentam e como são chamadas ajuda a entender o nível de formalidade esperado em cada situação.

  1. A gorjeta tem um peso diferente nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a gorjeta é uma prática comum, especialmente em restaurantes, bares e outros serviços. Diferentemente do Brasil, em que a taxa de serviço costuma aparecer de forma mais padronizada, nos EUA a gorjeta é uma parte esperada da experiência em diversas situações.

“Alguns costumes podem parecer pequenos, mas fazem parte das regras não escritas de convivência. Entender essas diferenças antes de viajar dá mais segurança para o turista e permite que ele aproveite a experiência sem precisar descobrir tudo na prática”, afirma Leiza.

  1. Na Austrália, deixar gorjeta não segue a mesma lógica

Quem viaja para a Austrália pode encontrar uma relação diferente com as gorjetas. Em restaurantes e estabelecimentos, deixar um valor adicional não tem o mesmo caráter esperado que pode existir nos Estados Unidos. A prática fica, em geral, a critério do cliente, especialmente quando ele considera que recebeu um bom atendimento.

A diferença é um exemplo de como o mesmo idioma pode estar inserido em culturas com hábitos distintos. Por isso, reproduzir automaticamente um costume aprendido em outro país de língua inglesa pode nem sempre fazer sentido no novo destino.

  1. No Canadá, tirar os sapatos ao entrar em uma casa pode ser esperado

Ao visitar a casa de alguém no Canadá, é comum que os moradores tirem os sapatos antes de entrar, especialmente durante os meses mais frios, quando neve, chuva e sujeira podem ser levadas para dentro. Em vez de esperar uma orientação explícita, o visitante pode observar o comportamento dos anfitriões e seguir o costume da casa.

A prática pode variar conforme a família e a região, mas conhecer essa possibilidade evita situações constrangedoras e ajuda o visitante a respeitar a dinâmica da casa.

  1. No Reino Unido, pontualidade é uma forma de demonstrar consideração e respeito

Chegar no horário combinado é uma expectativa importante em diversas situações no Reino Unido, especialmente em compromissos, reservas, passeios e encontros. Para o viajante, isso significa que chegar alguns minutos antes pode ser mais adequado do que contar com uma margem de atraso.

A pontualidade também pode evitar problemas práticos, como perder uma atração com horário marcado, um transporte ou uma reserva. “Quando conhecemos previamente essas expectativas, fica mais fácil adaptar o nosso comportamento sem perder a naturalidade. É uma questão de observar o contexto e entender como determinadas atitudes são interpretadas naquele lugar”, explica Leiza.

Mais do que memorizar regras de comportamento, conhecer esses costumes ajuda o viajante a observar o ambiente e compreender melhor as situações que encontra pelo caminho. Para quem está aprendendo inglês, esse contato também pode ampliar o repertório e mostrar como o idioma se transforma de acordo com a cultura e o contexto em que é utilizado.