SETEMBRO VERDE PROMOVE CAMINHADA PARA CONSCIENTIZAR SOBRE A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS Ação será realizada no dia 13 de setembro e reunirá instituições de saúde, entidades, pacientes, familiares e comunidade em defesa da doação de órgãos
Como parte das ações da Campanha Setembro Verde, a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) realizará uma caminhada pela conscientização sobre a doação de órgãos. A ação acontece no dia 13 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo. A iniciativa busca ampliar o diálogo sobre transplantes e reforçar a importância de comunicar em vida à família o desejo de ser doador.
A mobilização reunirá profissionais e instituições da área da saúde, organizações da sociedade civil, pacientes transplantados, familiares e a comunidade. Entre os participantes confirmados estão a ONG Heróis do Bem, a Sociedade Brasileira de Hepatologia, a Sociedade Brasileira de Nefrologia, o Instituto do Coração (InCor), o Hospital do Rim e a Bateria da Enfermagem da Unifesp, além de pacientes e familiares.
A ação integra a programação do Setembro Verde, campanha dedicada à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos no Brasil. Segundo a ABTO, 45% das famílias recusaram a doação de órgãos após o diagnóstico de morte encefálica de um familiar em 2025. Atualmente, cerca de 74 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, reforçando a urgência de ampliar a conscientização sobre a importância da doação.
A concentração está marcada para 9h, em frente ao prédio da Fiesp, com saída prevista para às 10h. A caminhada seguirá até o Parque Trianon. A participação é gratuita, e os participantes são convidados a vestir verde, em referência à campanha.
Caminhada Setembro Verde pela Doação de Órgãos | ABTOData: 13 de setembro de 2026 (domingo)Concentração: 9h às 11hLocal: Avenida Paulista, em frente ao prédio da Fiesp — São Paulo/SPTrajeto: Fiesp até o Parque Trianon Evento aberto ao público e gratuito
O vapor como barreira sanitária: como a tecnologia de limpeza transforma a saúde de alérgicos
“A higienização a alta temperatura é um dos pilares do controle ambiental, pois inativa os ácaros e remove alérgenos sem introduzir irritantes químicos nas vias aéreas”, afirma especialista em alergia e imunologia
Para quem convive com rinite alérgica ou asma, o ambiente doméstico pode ser um desafio constante. O acúmulo de poeira e micro-organismos em superfícies porosas é um dos principais gatilhos para crises respiratórias. Nesse contexto, a limpeza técnica utilizando o vapor surge como uma solução de saúde pública dentro de casa, atuando onde métodos convencionais costumam falhar.
O grande diferencial dessa tecnologia está na física do processo: o vapor, ao ser aplicado, adere às partículas de pó. Isso impede que ácaros e outros alérgenos sejam dispersos no ar durante a limpeza, melhorando significativamente a qualidade do ar interno. Além disso, a alta temperatura atua como um agente bactericida natural, eliminando até 99,99% de vírus e bactérias sem a necessidade de uma gota de produto químico.
Pacientes alérgicos frequentemente sofrem com a “escolha difícil” entre a sujeira ou o cheiro forte de desinfetantes, que podem causar irritações na pele e nas mucosas. A limpeza a vapor rompe esse ciclo ao oferecer uma higienização profunda que não deixa resíduos indutores de alergia nas superfícies.
Desde a higienização de brinquedos de crianças, que costumam ser levados à boc, até o tratamento de colchões, estofados e cortinas, o vapor penetra nas fibras e remove sujidades impregnadas que abrigam colônias de micro-organismos.
“Muitas vezes, o paciente foca apenas no tratamento medicamentoso, mas esquece que o sucesso do controle da rinite depende da redução da carga de alérgenos onde ele dorme e vive. Equipamentos que utilizam o vapor são extremamente eficazes porque conseguem alcançar fendas e tecidos onde a limpeza comum não chega. Ao eliminar o uso de produtos químicos voláteis, protegemos a mucosa respiratória já inflamada desses pacientes, proporcionando um ambiente verdadeiramente neutro e seguro para a recuperação“, afirma a médica Alergista e Imunologista Dra. Brianna Nicoletti.
Para a Kärcher, a tecnologia alemã aplicada à limpeza vai além da estética, focando no impacto direto na saúde das famílias. “Nosso objetivo é transformar a rotina de limpeza em um ato de cuidado”, afirma um porta-voz da Kärcher. “Ao desenvolvermos equipamentos que dispensam químicos e neutralizam agentes causadores de alergias através do vapor, entregamos uma solução que protege os grupos mais vulneráveis, como crianças e alérgicos, garantindo eficiência máxima com o menor impacto ambiental possível“, afirma Vinícius Marin, Diretor de Vendas da Kärcher Brasil.
Além da Tecnologia: Dicas para um Ambiente Sempre Saudável
Manter uma casa livre de alérgenos exige uma combinação de tecnologia e hábitos diários. Aqui estão algumas recomendações fundamentais para complementar a higienização profunda:
Ventilação Natural: Mantenha as janelas abertas durante o dia para permitir a circulação do ar e a entrada de luz solar, o que ajuda a reduzir a umidade.
Troca de Roupas de Cama: Lave lençóis e fronhas pelo menos uma vez por semana em água quente para eliminar o acúmulo de células mortas e ácaros.
Minimalismo no Quarto: Evite o excesso de objetos que acumulam pó, como pilhas de livros, tapetes felpudos ou excesso de almofadas em áreas de dormir.
Cuidado com a Umidade: Verifique regularmente vazamentos em banheiros e cozinhas, pois o mofo é um potente gatilho para rinites e crises asmáticas.
Limpeza de Entrada: Utilize capachos e, se possível, deixe os sapatos na entrada da casa para evitar a propagação de poluentes externos e bactérias trazidas da rua.
Endoscopia todo ano é necessária? Entenda quando o exame realmente é indicado
Frequência do procedimento depende do histórico e dos sintomas de cada paciente; especialista alerta que repetir o exame sem indicação não é, necessariamente, sinônimo de prevenção
Dor ou queimação no estômago, refluxo, azia frequente e desconforto após as refeições estão entre os sintomas que podem levar muitas pessoas ao consultório com a mesma dúvida: será que está na hora de fazer uma endoscopia? Para quem já realizou o exame anteriormente, outra pergunta costuma surgir: é preciso repeti-lo todos os anos? A resposta é não. A necessidade e a frequência da endoscopia devem ser definidas de forma individual, considerando sintomas, histórico clínico e possíveis alterações identificadas em exames anteriores.
A endoscopia digestiva alta é um exame utilizado para visualizar o esôfago, o estômago e a primeira parte do intestino. Por meio dela, é possível investigar diferentes condições, como gastrite, úlceras e alterações relacionadas ao refluxo, além de auxiliar na identificação da causa de alguns sintomas persistentes.
“Não existe uma regra que determine que todas as pessoas precisam fazer endoscopia anualmente. Existem pacientes que realizam uma vez para investigar um sintoma e não precisam repetir por muitos anos, enquanto outros necessitam de acompanhamento mais próximo por apresentarem alguma alteração específica”, explica Mateus Antunes Nogueira, cirurgião do aparelho digestivo da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Quando a endoscopia costuma ser indicada?
A indicação da endoscopia geralmente acontece quando há sintomas persistentes ou sinais que precisam de uma investigação mais detalhada. Entre eles estão dor frequente na região do estômago, azia e refluxo que não melhoram, dificuldade ou dor para engolir, náuseas e vômitos persistentes.
Alguns sinais exigem ainda mais atenção, especialmente quando surgem de forma inesperada ou acompanham uma piora do quadro. Perda de peso sem motivo aparente, anemia, sangramentos e vômitos com sangue, por exemplo, devem ser avaliados por um médico.
“É importante não normalizar sintomas persistentes. Uma azia ocasional depois de uma refeição muito pesada é diferente de um desconforto que acontece com frequência e interfere na qualidade de vida. Quando os sintomas são recorrentes ou surgem sinais de alerta, a investigação se torna necessária”, afirma o especialista.
Então, quando é preciso repetir o exame?
A repetição da endoscopia depende principalmente do resultado anterior e da condição de saúde do paciente. Pessoas que realizaram o exame e não apresentaram alterações importantes não precisam necessariamente incluí-lo em uma rotina anual.
Por outro lado, existem situações em que o acompanhamento pode exigir novos exames. Isso acontece quando o paciente apresenta determinadas alterações que precisam ser monitoradas, quando há necessidade de acompanhar a evolução de uma lesão ou quando surgem novos sintomas.
Também é importante considerar que a persistência ou mudança no padrão dos sintomas pode alterar a conduta. Uma pessoa que realizou uma endoscopia anteriormente, mas passou a apresentar novos desconfortos, não deve simplesmente assumir que o resultado antigo continua válido para a situação atual.
“O intervalo entre os exames não deve ser definido apenas pelo tempo. É preciso avaliar por que aquela endoscopia foi realizada, o que foi encontrado e como o paciente está atualmente. A indicação deve sempre partir de uma avaliação médica”, explica Nogueira.
Fazer endoscopia por conta própria é uma forma de prevenção?
A ideia de realizar exames com frequência para garantir que “está tudo bem” pode parecer uma atitude preventiva, mas nem todo exame precisa ser repetido sem uma razão específica. A endoscopia é um procedimento seguro, mas exige preparo e, na maioria dos casos, sedação.
Por isso, a realização do exame deve ser baseada em uma necessidade clínica. Mais do que estabelecer uma frequência fixa, o ideal é manter acompanhamento médico e informar mudanças nos sintomas ou no estado de saúde.
“Prevenção não significa fazer todos os exames possíveis todos os anos. Significa acompanhar a saúde de forma adequada e realizar as investigações necessárias no momento certo. O excesso de exames também não deve substituir uma boa avaliação clínica”, alerta o cirurgião.
Quais cuidados ajudam a preservar a saúde do aparelho digestivo?
Embora nem todos os problemas digestivos possam ser evitados, alguns hábitos contribuem para o bom funcionamento do organismo e podem ajudar a reduzir desconfortos. Manter uma alimentação equilibrada, evitar excessos, observar quais alimentos desencadeiam sintomas e não ignorar desconfortos frequentes são algumas medidas importantes.
Também é fundamental evitar a automedicação, especialmente quando os sintomas são recorrentes. Medicamentos para azia ou dores estomacais podem aliviar temporariamente o problema e, em alguns casos, mascarar sinais que precisam ser investigados.
“O principal cuidado é observar o próprio corpo. Sintomas persistentes não devem ser tratados apenas com remédios por conta própria. A avaliação médica permite entender a causa do problema e definir se a endoscopia é realmente necessária ou se existem outras formas de investigação”, conclui o cirurgião.
MorumbiShopping reúne arte, colecionismo e automobilismo no evento Super Esportivos, experiência inédita de 18 a 27 de setembro
O encontro ocupa o vão central e o Rooftop do empreendimento com exposição de obras e miniaturas, superesportivos, encontros de clubes, tours guiados e
intervenções artísticas ao vivo
Imagem ilustrativa: divulgação
De 18 a 27 de setembro, o MorumbiShopping transforma dois de seus principais espaços em um ponto de encontro entre arte, cultura automotiva e performance com o Encontro de Super Esportivos. Realizado pelo MorumbiShopping, com concepção e curadoria da BE Galeria, o projeto reúne uma exposição de obras de arte e miniaturas no vão central e uma programação especial no Rooftop, com três superesportivos em exibição, intervenções artísticas ao vivo, alta gastronomia, encontros de clubes automobilísticos e música.
Ao longo de dez dias, a proposta percorre diferentes momentos da cultura automotiva, conectando o universo dos carros às artes visuais, ao cinema, à televisão, aos games e à história do automobilismo. No vão central, a exposição reúne obras e miniaturas colecionáveis, enquanto o Rooftop concentra os veículos e a programação ao vivo. Às sextas-feiras, nos dias 18 e 25, o espaço também recebe encontros de clubes de carros esportivos, reunindo carros de colecionadores em torno da cultura automotiva.
Para Rodolfo Vieira Alves, novo superintendente do MorumbiShopping, a realização do projeto reforça o posicionamento do empreendimento como um destino de entretenimento, cultura e experiências, oferecendo ao público uma programação que vai além das compras e que dialoga com diferentes interesses e estilos de vida. “O MorumbiShopping busca constantemente oferecer experiências que complementem a jornada dos nossos clientes e reforcem nosso posicionamento como um destino de entretenimento. O Encontro de Super Esportivos traduz esse propósito ao reunir arte, cultura automotiva e interação em uma programação aberta ao público. Levar esse projeto para o Rooftop também nos permite explorar diferentes possibilidades para o espaço e criar novos momentos de convivência e descoberta dentro do shopping”, destaca o executivo.
Uma viagem pela cultura automotiva
A exposição do vão central, localizada no Piso Lazer, apresenta obras que exploram diferentes formas de representação do automóvel e sua presença no imaginário popular. Entre os destaques estão trabalhos relacionados a personagens e ícones como DeLorean DMC-12, Batmóvel, Aston Martin DB5, Lotus 97T, McLaren MP4/4 de Ayrton Senna e Aventador inspirado no universo dos videogames. O espaço também reúne retratos e obras de artistas como Luis Vidal, além de dez miniaturas colecionáveis apresentadas em totens com iluminação própria.
A curadoria também explora a ideia da miniatura como obra de arte, incorporando modelos em caixas de acrílico às composições expostas. As peças fazem parte do percurso dos tours guiados, que conectam os dois ambientes do evento.
Ao aproximar obras, miniaturas, carros reais, artistas, pilotos e colecionadores, o Encontro de Super Esportivos cria diferentes portas de entrada para a cultura automotiva, seja para quem já é apaixonado por automóveis ou para quem está descobrindo esse repertório.
Para aprofundar a experiência, o público poderá participar de tours guiados gratuitos, conduzidos pela curadoria do projeto. O percurso parte do vão central, onde estão concentradas as obras e miniaturas, e segue até o Rooftop, conectando a exposição histórica aos superesportivos e às intervenções artísticas. Os tours acontecem às sextas e sábados, das 10h às 17h, e aos domingos, das 15h às 18h, com agendamento pelo aplicativo Multi.
Superesportivos ganham intervenções artísticas ao vivo nos dias 19 e 26 de setembro
Imagem ilustrativa: divulgação
No Rooftop, o público poderá conferir de perto três modelos que representam diferentes capítulos do universo automotivo. Dois dos veículos também se tornam telas para intervenções artísticas realizadas ao vivo durante a programação. No dia 19 de setembro, o artista Luis Vidalrealiza um live painting sobre um esportivo desejo. Reconhecido por seu trabalho dedicado à cultura automotiva, o artista transforma referências de velocidade, design e automobilismo em composições marcadas por movimento e precisão.
No dia 26 de setembro, é a vez da artista JUUH. Artista visual e fotógrafa contemporânea, JUUH transita por diferentes linguagens, como fotografia, intervenções e pintura ao vivo. Para o Encontro de Super Esportivos, leva seu traço caligráfico para a intervenção, criando uma composição que traduz movimento, energia e identidade.
As intervenções serão realizadas em três blocos, das 17h às 18h, das 19h às 20h e das 21h às 22h, permitindo que o público acompanhe o processo de criação e a transformação dos veículos ao longo da noite. As pinturas serão feitas sobre uma película aplicada à carroceria, preservando a pintura original dos carros.
Programação para quem vive a paixão por carros
Além da exposição e das intervenções artísticas, o Encontro de Super Esportivos terá uma programação especial ao longo dos finais de semana. Um DJ também estará presente no Rooftop durante as sextas, sábados e domingos, criando a trilha sonora do encontro.
O Encontro de Super Esportivos acontece de 18 a 27 de setembro, no vão central e no Rooftop do MorumbiShopping. A exposição no vão central funciona diariamente, das 10h às 22h. A programação do Rooftop acontece às sextas e sábados, das 17h às 22h, e aos domingos, das 15h às 20h. Os tours guiados são gratuitos e realizados de sexta a domingo, mediante agendamento.
Serviço: Encontro de Super Esportivos no MorumbiShopping
Data: 18 a 27 de setembro de 2026
Horário: Vão Central (Piso Lazer): todos os dias, das 10h às 22h | Tours guiados gratuitos: programação de sexta a domingo, mediante agendamento. Rooftop (Piso G4): sextas e sábados, das 17h às 22h, e aos domingos, das 15h às 20h
Evento gratuito, agendamento via app Multi
Local: Vão central e Rooftop do MorumbiShopping
Endereço do shopping: Av. Roque Petroni Júnior, 1.089 – Jardim das Acácias, São Paulo – SP, 04707-900
Horário de funcionamento do shopping: Segunda a sábado, das 10h às 22h, domingos e feriados, das 14h às 20h
60 anos da Gemini XI: traje usado em voo que antecedeu ida à Lua está em SC
Peça de Pete Conrad, que três anos depois pisaria no solo lunar, integra exposição com mais de 300 itens originais no Space Adventure
Antes de comandar a Apollo 12 e se tornar o terceiro homem a pisar na Lua, Charles “Pete” Conrad Jr. participou de uma etapa decisiva da corrida espacial. O traje usado por ele na Gemini XI, lançada há 60 anos, pode ser visto hoje no Space Adventure, em Balneário Camboriú (SC).
A nave partiu de Cabo Canaveral em 12 de setembro de 1966, com Conrad e Richard Gordon a bordo. Durante quase três dias, a dupla colocou à prova procedimentos que seriam aproveitados pelo programa Apollo, responsável por levar os primeiros seres humanos à superfície lunar em 1969.
Um dos principais testes ocorreu logo no início da viagem. Apenas 1 hora e 34 minutos depois da decolagem, a cápsula encontrou e se conectou ao Agena, veículo lançado anteriormente para servir de alvo. A operação ajudou a demonstrar a viabilidade de manobras de encontro e acoplamento fora da Terra.
A Gemini XI também chegou a 1.374 quilômetros de altitude, então um recorde para uma tripulação, e Gordon realizou duas atividades fora da cabine. Em outro experimento, os veículos foram unidos por um cabo e colocados em rotação, produzindo um pequeno efeito de gravidade artificial.
Conrad e Gordon retornaram em 15 de setembro, após pouco mais de 71 horas. Três anos mais tarde, o comandante voltaria ao espaço na Apollo 12 e caminharia sobre o solo lunar ao lado de Alan Bean, quatro meses depois da chegada de Neil Armstrong e Buzz Aldrin.
Da Gemini XI ao parque catarinense
Seis décadas depois, o traje de Conrad é um dos mais de 300 objetos originais reunidos no Space Adventure. A coleção permite ao público observar equipamentos ligados a diferentes períodos da exploração espacial e conhecer de perto peças que marcaram essa história.
Além da exposição, o parque catarinense conta com simuladores, ambientes imersivos e planetário com projeção 4K. Para as crianças, o NAVE (Núcleo de Aprendizagem e Viagens Espaciais) oferece atividades práticas, entre elas a montagem e o lançamento de pequenos foguetes.
Mês do Cliente
E tem promoção para aproveitar: até 30 de setembro, o ingresso antecipado do combo Space + Planetário custa apenas R$76,90. No dia da visita, o valor é R$96,90. A promoção é válida para visitas realizadas até 30 de setembro e em todos os canais de venda.
Mês do Bourbon: conheça a história do mais tradicional destilado americano
Reconhecido como um grande símbolo da cultura estadunidense, o bourbon carrega uma tradição histórica e uma identidade marcada por critérios específicos de produção
Em setembro é celebrado o Mês do Bourbon, um dos destilados mais tradicionais e representativos dos Estados Unidos. A bebida foi reconhecida pelo Senado norte-americano, em 1964, como o destilado mais autêntico do país.
Para ser classificado como bourbon, o destilado deve seguir uma série de critérios específicos. Sua receita precisa conter, no mínimo, 51% de milho, e o processo de maturação deve acontecer em barris novos de carvalho carbonizados. Essas características contribuem para o perfil reconhecido da bebida, que costuma apresentar aromas e sabores associados a baunilha, caramelo e especiarias.
Embora os termos sejam frequentemente confundidos, existe uma diferença importante entre as categorias – todo bourbon é um whiskey, mas nem todo whiskey pode ser chamado de bourbon. Além das exigências de produção, a bebida deve ser produzida em território norte-americano para receber essa denominação.
Quando se fala em bourbon, o Kentucky é um dos principais protagonistas dessa trajetória. O estado tem uma relação histórica com a categoria, que começou a ganhar força quando produtores locais passaram a destilar parte do milho cultivado na região. Ao longo do tempo, o Kentucky se tornou o principal centro produtor de bourbon dos Estados Unidos e teve papel fundamental na consolidação e disseminação de um estilo que hoje é reconhecido mundialmente como um dos grandes símbolos da identidade americana.
E é no Kentucky que está localizada a Buffalo Trace Distillery, uma das destilarias mais tradicionais e reconhecida como referência da categoria, com uma trajetória marcada pela produção de bourbons de alta qualidade e pela preservação da tradição da bebida. A relevância da destilaria é reforçada por importantes reconhecimentos internacionais, como os títulos de Global Distiller of the Year e American Distiller of the Year, conquistados em 2022 pela Whisky Magazine no Icons of Whisky, consolidando a destilaria Buffalo Trace como a destilaria mais premiada do mundo.
Para celebrar a data, conheça três rótulos que representam a diversidade e excelência da categoria, importados com exclusividade pela Aurora Fine Brands no Brasil:
Buffalo Trace
Produzido pela Buffalo Trace Distillery, o Buffalo Trace é um autêntico straight Bourbon whiskey, sendo conhecido pelo equilíbrio entre doçura e complexidade. Apresenta notas de baunilha, caramelo, frutas secas e um toque sutil de especiarias, resultando em uma experiência acessível e versátil, ideal tanto para ser apreciado puro quanto em coquetéis clássicos. Seu perfil equilibrado faz dele uma excelente escolha para encontros descontraídos, happy hours e momentos de celebração entre amigos.
Eagle Rare
Envelhecido por pelo menos dez anos e produzido pela Buffalo Trace Distillery, o Eagle Rare é reconhecido pela elegância e profundidade de seus sabores. É um bourbon seco e muito equilibrado, com notas tradicionais de caramelo, baunilha, amêndoas cristalizadas e cacau. Seu longo período de maturação contribui para um perfil sofisticado, apreciado por amantes de bourbons premium. Devido a sua complexidade e acabamento prolongado, é a escolha ideal para momentos de celebração, degustações especiais ou para ser apreciado puro, valorizando cada camada de aromas e sabores.
1792 Small Batch
O 1792 Small Batch é produzido na histórica Barton 1792 Distillery, localizada em Bardstown, no estado de Kentucky. Produzido artesanalmente com um alto teor de centeio, cevada maltada e milho, o bourbon tem um perfil de sabor expressivo e elegante, trazendo notas de caramelo e baunilha, além de um final marcante e levemente apimentado. É uma ótima opção para quem busca sabores mais robustos e complexos, sendo indicado para degustações mais elaboradas, após o jantar ou em ocasiões especiais que pedem um destilado de personalidade.
Os coquetéis também ocupam um lugar de destaque entre as diferentes formas de apreciar o bourbon. Entre diversas opções clássicas, como Manhattan, Boulevardier e Whiskey Sour, um drink em especial se destaca: o famoso e tradicional Old Fashioned. Considerado um dos primeiros coquetéis da história, o drink se popularizou nos Estados Unidos e, ao longo dos anos, conquistou apreciadores em todo o mundo. Hoje, é um dos grandes clássicos da coquetelaria e uma das principais formas de apreciar o bourbon. Confira a receita do Old Fashioned:
Buffalo Trace Old Fashioned
Ingredientes:
60ml de bourbon Buffalo Trace
10ml de xarope de açúcar
2 dashes de bitter aromático
2 dashes de Regans’ Orange Bitter
Casca de laranja bahia
Modo de preparo: Em um mixing glass, coloque o bourbon, o xarope de açúcar e os bitters. Mexa com uma colher bailarina até gelar e diluir levemente. Coe para um copo baixo de whisky com gelo de boa qualidade. Finalize com a casca de laranja, pressionando sobre o drink para liberar os óleos e decore.
Hora de olhar para o Verão: como começar uma rotina de exercícios com saúde e sem exageros
O mês de Setembro marca a contagem regressiva para o Verão e, para muita gente, também é o momento de tirar do papel a promessa de adotar uma vida mais ativa. Seja para quem nunca frequentou uma academia ou para quem abandonou os exercícios há algum tempo, a principal recomendação é não transformar a proximidade da estação em uma corrida contra o relógio.
Para Leandro Twin – professor de Educação Física, especialista em treinamento e embaixador da BlueFit -, a chegada da estação mais quente do ano pode ser um bom estímulo para mudar hábitos, desde que a preocupação com a aparência não seja o único motivo para começar.
“Querer se sentir melhor com o próprio corpo pode ser uma motivação, mas é importante enxergar o exercício de uma forma mais ampla. Quando você começa a perceber que se movimentar melhora sua disposição, seu sono e sua qualidade de vida, fica muito mais fácil manter essa prática mesmo depois do Verão”, explica Twin.
A atividade física regular está associada a benefícios que vão além da composição corporal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), movimentar-se contribui para a saúde cardiovascular, ajuda na prevenção de doenças crônicas e também está relacionado à melhora do bem-estar e da saúde mental. Para quem está inativo, a entidade recomenda começar com pequenas quantidades de atividade e aumentar gradualmente a frequência, duração e intensidade.
O primeiro passo é criar espaço na agenda
Um dos maiores desafios para quem decide mudar os hábitos não está necessariamente no exercício escolhido, mas em conseguir incorporá-lo à rotina. Esperar pelo momento perfeito ou por uma agenda completamente livre pode fazer com que a decisão seja constantemente adiada. Nesse sentido, contar com opções que ofereçam flexibilidade de horários pode facilitar a criação desse compromisso.
Na BlueFit, por exemplo, os horários estendidos permitem que cada pessoa encontre o melhor momento para treinar de acordo com a própria rotina. “Não precisa começar treinando todos os dias. É muito mais interessante escolher uma frequência que você consiga cumprir e criar esse compromisso com você mesmo. Depois, conforme a atividade passa a fazer parte da rotina, você pode ajustar”, afirma Twin.
O Ministério da Saúde também orienta que a prática seja planejada de acordo com a realidade de cada pessoa, identificando horários com maior possibilidade de serem mantidos. A recomendação é experimentar diferentes atividades até encontrar aquelas que sejam prazerosas e possam ser incorporadas ao dia a dia.
Não existe uma modalidade perfeita para todo mundo
A musculação, caminhada, corrida, bicicleta, dança e aulas coletivas são apenas algumas das opções para quem deseja sair do sedentarismo. A escolha pode considerar tanto os objetivos individuais quanto a preferência e a disponibilidade de cada pessoa. “Se você odeia determinada atividade, vai ser muito mais difícil fazer dela um hábito. O exercício precisa conversar com a sua vida. Encontrar algo de que você goste e que seja possível manter é uma parte importante desse processo”, explica o especialista.
Para quem opta pela academia, a orientação profissional também pode ajudar na adaptação. Avaliar o nível de condicionamento, entender as limitações individuais e aprender a executar os movimentos corretamente são medidas importantes, principalmente para quem está começando. A própria BlueFit destaca a importância de um planejamento adequado ao perfil de cada aluno.
Pressa pode atrapalhar a mudança
A vontade de obter resultados rapidamente é outro obstáculo comum. Depois de um período parado, algumas pessoas tentam compensar o tempo perdido aumentando demais a frequência ou a intensidade das atividades. “Um erro muito comum é achar que, para mudar rápido, você precisa fazer tudo de uma vez. Só que uma rotina que deixa você exausto ou cheio de dores logo no início pode acabar desmotivando. O objetivo é fazer com que o exercício caiba na sua vida, e não que ele tome conta dela”, destaca Twin.
Começar aos poucos também permite que a pessoa observe como o organismo responde à nova rotina e faça ajustes ao longo do caminho. Em caso de dor ou mal-estar, o Ministério da Saúde orienta respeitar os sinais do corpo e buscar orientação de profissionais de saúde quando necessário.
O Verão pode ser o começo, não o prazo final
Em vez de encarar os próximos meses como uma contagem regressiva para alcançar determinado padrão estético, a proposta é aproveitar a motivação da estação para construir hábitos que permaneçam. “Se o Verão foi o motivo que fez você começar, ótimo. Mas o objetivo é que ele não seja o motivo para você parar. Quando a atividade física deixa de ser um projeto com data para começar e terminar e passa a fazer parte da sua rotina, você ganha benefícios que vão muito além de uma estação do ano”, finaliza Twin.
Dra. Andréa Melo analisa alta das buscas por bruxismo e explica como estresse, sono, telas e rotina ajudam a entender o avanço do problema entre os brasileiros.
Os brasileiros fizeram mais de 1 milhão de buscas relacionadas ao bruxismo no Google entre julho de 2025 e julho de 2026, segundo levantamento da Dental Speed, distribuidora de produtos odontológicos. O número, que coloca o tema entre as maiores preocupações de saúde bucal e física do país, não surpreende a cirurgiã-dentista Dra. Andréa Melo, mestre e doutora, referência em bruxismo, sono e qualidade de vida. Para ela, o pico de pesquisas é o reflexo de um fenômeno real e mensurável: uma população estressada, hiperconectada e dormindo mal.
O estudo também mapeou o interesse por estado. O Distrito Federal lidera o ranking, seguido por Rio de Janeiro e São Paulo, que registraram 145,9 mil buscas no período. Completam o top 10 Espírito Santo, Ceará, Paraná, Minas Gerais e Goiás, com o Sudeste concentrando o maior número de estados entre os primeiros colocados. Como o levantamento considera o volume de buscas de forma proporcional à população, a presença dos estados do Sudeste no topo sugere uma relação entre o interesse pelo tema e o estilo de vida urbano.
Entre os termos mais pesquisados estão as perguntas “como saber se tenho bruxismo?”, “o que é bom para bruxismo?”, “o que significa bruxismo?” e “qual a causa do bruxismo?”. Já as buscas por “dentista bruxismo” cresceram 21% no período, sinal de que parte das pessoas está saindo da dúvida e procurando ajuda profissional.
Para a Dra. Andréa Melo, o recorde de buscas não é um modismo digital, e sim um termômetro do estilo de vida. Os números de prevalência reforçam a leitura: segundo meta-análise publicada no Journal of Clinical Medicine (2024), a América do Sul tem a maior prevalência de bruxismo em vigília do mundo, cerca de 30% da população, além de 23% com bruxismo do sono.
“Não é exagero dizer que o bruxismo virou um termômetro do nosso estilo de vida. Na América do Sul, cerca de 30% da população aperta os dentes acordada, a maior prevalência do mundo, e 23% apresentam bruxismo durante o sono. O que a explosão de buscas revela não é só um país com dentes rangendo: é uma população estressada, hiperconectada e dormindo mal, tentando entender o próprio corpo”, afirma.
A especialista destaca ainda a diferença clínica entre os dois tipos de bruxismo, que costuma gerar confusão entre quem busca respostas na internet.
“O bruxismo em vigília é o apertamento que acontece acordado, muitas vezes em momentos de concentração ou tensão. O bruxismo do sono ocorre durante a noite e está diretamente ligado à qualidade do descanso. São comportamentos diferentes, com sinais diferentes, e o tratamento também precisa ser pensado de forma individual”, explica.
O crescimento das buscas por “como curar bruxismo” chamou a atenção da especialista para outro movimento: o autodiagnóstico. Ela defende o papel da internet em despertar a dúvida, mas reforça que a avaliação clínica é insubstituível. Criadora da metodologia DTC ( diagnóstico, tratamento e controle) com mais de 2.500 alunos em 27 países, a Dra Andréa Melo explica que desenvolveu um exame para de fato verificar os movimentos noturno do paciente por 5 a 7 dias. O exame da placa diagnóstica é feito em casa nas condições normais de sono do paciente. A mesma publicou em 2019 o nome exame da placa diagnóstica (EPD) em uma revista científica da área.
“A internet tem um papel importante em despertar a dúvida e levar a pessoa ao consultório, mas o diagnóstico é feito por profissional habilitado. Apertar os dentes não é ‘apenas um hábito’: pode estar associado a estresse, distúrbios do sono e até problemas respiratórios noturnos. Buscar respostas no Google é o primeiro passo; o segundo, e decisivo, é a avaliação de um cirurgião-dentista habilitado e exames complementares diferenciais”, alerta.
Outro ponto que a Dra. Andréa considera essencial para o público entender: a forma como a ciência enxerga o bruxismo mudou. O consenso científico internacional atualizado em 2025 passou a defini-lo como um comportamento motor, que pode ocorrer em diferentes contextos e fatores, e não mais como uma doença. Dentro do consenso internacional das desordens do sono o bruxismo é qualificado como uma desordem motora. Isso amplia o olhar do profissional para além da boca, considerando sono, estresse e qualidade de vida de cada paciente.
Hoje, com o uso cada vez mais comum dos cigarros eletrônicos, muitos jovens – e também seus pais – estão começando a perceber algo preocupante: a forte dependência de nicotina que esses dispositivos causam. Há adolescentes que já não conseguem assistir a uma aula inteira sem sair da sala para “vaporizar”, ou que usam escondido no fundo da classe, já que a fumaça quase não tem cheiro. Muitos dizem que não fumam – apenas “vaporizam”. Mas o efeito no corpo é real e perigoso.
Segundo João Paulo Lotufo, vice-presidente do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), esses aparelhos contêm altas doses de nicotina, uma substância que causa vício rapidamente, além de diversos produtos químicos tóxicos que prejudicam os pulmões, o coração e o cérebro – especialmente em crianças e adolescentes, que ainda estão em desenvolvimento. “Quem usa vape pode ter de cinco a seis vezes mais nicotina no sangue do que quem fuma o cigarro tradicional. Com isso, a dependência é maior e parar se torna muito mais difícil”, explica o médico.
Esse fenômeno não é por acaso, de acordo com Lotufo. Ele diz que existe um marketing bem planejado de uma indústria que aumentou a concentração de nicotina e criou sabores doces e agradáveis para atrair cada vez mais jovens, formando consumidores por muitos anos. “Os sabores de frutas, menta e doces facilitam o início do uso e passam a falsa ideia de algo inofensivo. É importante reforçar: vape não é vapor de água! É um aerossol cheio de substâncias prejudiciais, incluindo metais pesados, produtos cancerígenos e compostos que podem causar inflamações graves nos pulmões”, revela.
Para Marina Buarque de Almeida, membro do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP, esses dispositivos foram divulgados como uma alternativa “menos prejudicial”, mas já se sabe que podem causar doenças pulmonares graves e precoces, tão sérias quanto problemas conhecidos, como o enfisema, por exemplo. “Além disso, muitas informações falsas circulam nas redes sociais, minimizando os riscos e incentivando o uso entre adolescentes”, completa a especialista.
Outro ponto preocupante, segundo a pneumologista pediátrica, é quando adultos acabam normalizando o consumo – seja usando vape junto com os filhos ou tratando isso como algo sem perigo. “O exemplo dentro de casa tem enorme influência”, assegura. Estudos mostram que quando os pais fumam, cerca de metade dos filhos tende a repetir o hábito; quando os pais não fumam, esse número cai muito. “O mesmo acontece com o consumo de álcool. Ou seja, o comportamento da família faz grande diferença”, observa a médica.
“É verdade que nem todas as pessoas que fumam terão doenças graves, mas o risco existe – e aumenta muito quando há histórico familiar de câncer ou problemas respiratórios. O tabagismo pode multiplicar essas chances”, afirma Marina. Na opinião de Lotufo, muitos jovens começam por curiosidade com amigos, às vezes aos 12 ou 13 anos de idade, e quando os pais percebem, o uso já se tornou diário. “O consumo começa cada vez mais cedo e traz riscos reais à saúde”, finaliza o pneumologista pediátrico.
Quem parece saudável também infarta: risco cardiovascular nem sempre aparece no espelho
Pressão alta, colesterol, alterações na glicemia e histórico familiar podem evoluir silenciosamente mesmo em pessoas magras, ativas e sem sintomas; cardiologista alerta que aparência física não substitui avaliação do coração
Ser magro, praticar exercícios e não sentir qualquer desconforto não significa, necessariamente, estar protegido contra um infarto. Parte dos principais fatores de risco cardiovascular não muda a aparência, não provoca sintomas durante anos e só é descoberta quando o paciente mede a pressão, faz exames ou, em situações mais graves, apresenta uma manifestação da doença.
A falsa associação entre boa aparência física e coração saudável pode fazer com que pessoas aparentemente fora do perfil clássico de risco deixem de acompanhar indicadores importantes como pressão arterial, colesterol e glicemia.
Segundo a cardiologista Dra. Bianca Maria Prezepiorski, do Hospital Cardiológico Costantini, esse é um dos motivos pelos quais a prevenção cardiovascular precisa ir além do peso e daquilo que é visível. “O espelho não mede pressão arterial, não mostra colesterol alto e não revela uma predisposição genética. Uma pessoa pode estar com o peso adequado, trabalhar normalmente, fazer atividade física e ainda assim carregar fatores de risco importantes. Sentir-se bem é ótimo, mas não funciona como exame cardiológico”, afirma.
A Organização Mundial da Saúde aponta pressão arterial elevada, glicemia aumentada e alterações nos lipídios sanguíneos entre os fatores metabólicos associados ao aumento do risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e outras complicações cardiovasculares. A hipertensão é especialmente traiçoeira: na maioria dos casos, não provoca sintomas, e a única maneira de identificá-la é medir a pressão.
Magreza não neutraliza colesterol, pressão ou genética
O peso corporal é um componente da avaliação cardiovascular, mas não deve ser analisado isoladamente. Tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, diabetes, hipertensão, alterações de colesterol, idade e histórico familiar compõem uma equação mais ampla.
Há ainda fatores que o paciente não consegue modificar, como idade e predisposição genética, mas que podem justificar acompanhamento mais atento. “Um erro comum é pensar: ‘sou magro, então meu colesterol deve estar bom’ ou ‘faço academia, então não preciso medir minha pressão’. São coisas diferentes. O exercício é extremamente protetor, mas não apaga automaticamente genética, tabagismo, diabetes, hipertensão ou alterações metabólicas”, explica Dra. Bianca.
O histórico familiar merece atenção principalmente quando pais ou irmãos desenvolveram doença cardiovascular precocemente. Nesses casos, conhecer a própria história familiar pode ajudar o médico a decidir quando iniciar a investigação e com que frequência realizar o acompanhamento.
O problema de esperar o corpo avisar
Outro equívoco é procurar avaliação apenas quando surgem dor no peito, falta de ar, palpitação ou queda no desempenho físico.
Em algumas situações, a doença cardiovascular se desenvolve durante anos antes de produzir um sinal suficientemente forte para levar o paciente ao consultório. “Prevenção significa agir antes do sintoma. Quando alguém diz que nunca foi ao cardiologista porque nunca sentiu nada, isso não deve ser automaticamente interpretado como uma boa notícia. Há fatores de risco que são silenciosos justamente enquanto estão causando dano”, alerta a cardiologista.
Isso não significa, segundo ela, transformar pessoas saudáveis em pacientes nem estabelecer uma bateria igual de exames para todos. A avaliação deve considerar idade, hábitos, antecedentes pessoais, histórico familiar e fatores de risco individuais. “Check-up não deve ser uma lista indiscriminada de exames. A medicina cardiovascular trabalha com risco. Precisamos entender quem é aquela pessoa, quais são seus números, sua história e seus hábitos. A partir daí é possível definir o acompanhamento adequado”, acrescenta.
Para Bianca, o Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, é uma oportunidade para substituir uma pergunta muito comum: “eu sinto alguma coisa?” por outra mais útil: “eu conheço meus fatores de risco?”. “A grande mudança de mentalidade é compreender que saúde cardiovascular não é apenas ausência de dor. É saber como está a pressão, conhecer colesterol e glicemia, não fumar, manter atividade física e conversar com o médico sobre a própria história familiar. O coração nem sempre avisa antes”, conclui.
Caminhada do Coração leva prevenção às ruas de Curitiba
Dois dias antes do Dia Mundial do Coração, Curitiba recebe a 22ª Caminhada do Coração, promovida pelo Hospital Cardiológico Costantini. Já tradicional no calendário da cidade, a iniciativa será realizada no domingo, 27 de setembro, com largada às 9h30, na Praça do Japão, e chegada ao Parque Barigui.
O trajeto terá 4,5 quilômetros e busca chamar atenção para a prevenção das doenças cardiovasculares e para a incorporação da atividade física à rotina. A caminhada é aberta à comunidade e costuma reunir milhares de participantes. Para esta edição, a expectativa é superar 5 mil pessoas.
A realização antecede o Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, e transforma uma das medidas mais simples de prevenção, colocar o corpo em movimento, em uma ação coletiva pelas ruas da capital paranaense.
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