Autor: agitosp

  • Popular e perigoso? Presunto tem níveis altos de sódio

    Popular e perigoso? Presunto tem níveis altos de sódio e consumo preocupa especialistas

    Nutrólogo explica as diferenças entre os tipos e traz alternativas para reduzir o consumo diário do embutido, que é considerado um alimento cancerígeno pela OMS

    Presente na maioria das sanduíches, pizzas e tábuas de frios do Brasil, o presunto é um alimento popular, mas nem sempre compreendido em sua totalidade nutricional. Entre o presunto cozido, o peito de peru e o presunto cru, as diferenças de calorias, gordura e, principalmente, sódio são significativas.

    O produto, assim como outras carnes processadas, é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como alimentos que, se consumidos em excesso, podem aumentar a probabilidade de desenvolver câncer.

    “Por serem alimentos processados com altos níveis de sódio e conservantes, como nitritos e nitratos, nenhum deles é ideal. O sódio, importante para a conservação, é um risco para a pressão arterial, enquanto os aditivos são fontes de preocupação por seu potencial carcinogênico. Logo, a moderação é importante”, explica o nutrólogo da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Daniel Magnoni.

    Afinal, qual é o tipo de presunto mais recomendado para aqueles que buscam uma alimentação mais saudável? A resposta, segundo Magnoni, está no equilíbrio entre o teor de sódio e a presença de gordura e aditivos.

    Conheça os diferentes tipos de presunto

    Os presuntos são classificados principalmente pelo método de preparo – cozido, curado, defumado – e pela matéria-prima, como porco ou ave. Daniel Magnoni explica as diferenças entre os principais tipos.

    Presunto cozido: Feito a partir do pernil, é fonte de proteína e, na versão sem capa de gordura, tende a ter baixo teor de gordura e calorias (cerca de 15 kcal e 1g de gordura por 15g). “Contudo, o teor de sódio, aproximadamente 200 mg por 15g, e a presença de aditivos merecem atenção”, comenta o nutrólogo.

    Peito de peru: Produzido com carne de ave magra, é o mais baixo em gordura (aproximadamente de 0,8g a 1,5g por 40g) e é uma fonte de proteínas. “Mais uma vez o risco está no teor de sódio que é, muitas vezes, elevado, cerca de 356 mg a 383 mg por 40g, podendo superar o presunto cozido tradicional, exigindo atenção ao rótulo”, explica.

    Presunto cru (Prosciutto, Parma ou Jamón): É um caso à parte, resultado de longa salga e maturação. “É o mais denso nutricionalmente, sendo o mais calórico e gordo, próximo de 80 kcal e 5,5g de gordura por 15g. É também o que possui o teor de sódio mais alto, cerca de 773 mg por 15g, aproximando-se da dose diária máxima recomendada em poucas fatias. Sua alta concentração de proteína não compensa o excesso de gordura e sódio”, ressalta Magnoni.

    Apresuntado e o presunto defumado: o apresuntado, elaborado com cortes menos nobres, adição de amido e água, apresenta mais gordura e uma qualidade proteica inferior ao presunto cozido, segundo o nutrólogo. “O presunto defumado é geralmente baixo em gordura, cerca de 0,26g por 15g, mas a defumação e os aditivos continuam sendo pontos de cautela”, reforça o médico.

    Qual a melhor opção para o dia a dia?

    Para a saúde, a melhor escolha é procurar versões com baixo teor de sódio. Ou seja, para o nutrólogo, uma alternativa é priorizar aqueles que sejam reduzidos em sódio ou que apresentem o valor mais baixo por porção na tabela nutricional. 

    Também existem diversas substituições frescas e com menos aditivos para o presunto e outros embutidos em sanduíches e lanches. Segundo Magnoni, para quem busca possibilidades mais saudáveis e nutritivas às carnes processadas, há uma gama de proteínas frescas que podem ser incorporadas à dieta. 

    “Entre as opções mais práticas e versáteis, destacam-se os ovos, que podem ser consumidos cozidos ou mexidos, sendo facilmente combináveis com vegetais e temperos naturais. Patês caseiros feitos com atum ou frango desfiado são ótimas alternativas. Ao prepará-los em casa, é possível controlar a quantidade de sal e gordura, utilizando temperos frescos e iogurte natural ou azeite de oliva como base”, comenta.

    Para o médico, outras escolhas ricas em nutrientes e fibras incluem pastas feitas à base de leguminosas ou vegetais. Uma delas é a pasta de grão-de-bico, popularmente conhecida como hummus, que é uma boa fonte de proteína vegetal. Já o guacamole, feito com abacate, é rico em gorduras saudáveis, além de vitaminas e minerais.

    “Os queijos magros também são substituições interessantes. O queijo cottage, com baixo teor de gordura e alto teor proteico, e queijos brancos frescos também são recomendados por terem menos sódio e gordura. O queijo tipo ricota é um bom coringa, pois possui menos sal e gordura saturada até quando comparado ao queijo branco. Pode ser utilizado no preparo de molhos, partes e complemento às saladas. Estas opções são ideais para sanduíches, torradas ou como acompanhamento de saladas, fornecendo a saciedade necessária para uma alimentação equilibrada”, finaliza o nutrólogo.

  • Filhote de urso polar nascida no Aquário de São Paulo Nur completa um ano

    Nur completa um ano: filhote de urso polar nascida no Aquário de São Paulo celebra primeiro aniversário com programação especial

    Aquário de São Paulo promove atividades educativas e lançamento de livro infantil em celebração

    Há um ano, o Aquário de São Paulo registrava um feito inédito na América Latina: o nascimento de Nur, a primeira filhote de urso polar a vir ao mundo em território latino-americano sob cuidados humanos. O nascimento, resultado de uma década de trabalho técnico e de uma parceria internacional com o Zoológico de Kazan, na Rússia, colocou o Brasil no mapa da conservação global da espécie, considerada um dos principais símbolos da luta contra o aquecimento global.

    Agora, com um ano de vida, Nur se transformou em emblema de sucesso científico e de conscientização ambiental. Para celebrar a data, o Aquário preparou uma programação especial que reúne ações educativas, atividades interativas e o lançamento de um livro infantil inspirado na filhote.

    O ponto alto das comemorações foi em 17 de novembro, data em que Nur completou 1 ano de vida. A celebração contou com o lançamento oficial do livro infantil “Nur”, nas versões em português e russo. Toda a renda obtida com a edição brasileira será revertida à Polar Bears International, enquanto os valores arrecadados com a versão russa apoiarão ações de conservação no país de origem dos pais de Nur.

    O público ainda poderá visitar o “Cantinho da Nur”, espaço que reúne registros marcantes de seu primeiro ano, como a saída da toca, o primeiro mergulho e os cuidados da mãe, Aurora. O local conta com um mural interativo para mensagens de parabéns, estande do livro e decoração temática no recinto dos ursos, com direito a bolo simbólico e atividades de recreação infantil, como contação de histórias e entrega do “passaporte da Nur”.

    Segundo a veterinária-chefe do Aquário de São Paulo, Laura Reisfeld, o desenvolvimento de Nur representa um marco para a conservação e o bem-estar animal. “A Nur representa o resultado de um trabalho cuidadoso e de um profundo respeito pelo comportamento natural dos animais. Ela nasceu e cresceu sob as melhores condições possíveis, com a dedicação de uma equipe que acompanhou cada etapa, sempre priorizando o bem-estar dela e da Aurora, sua mãe”, afirma.

    Filha de Aurora, vinda da natureza, e de Peregrino, nascido sob cuidados humanos, Nur possui genética considerada estratégica para os programas internacionais de reprodução e conservação da espécie. O sucesso da reprodução no Brasil reforça o papel do Aquário de São Paulo como centro de referência em manejo e pesquisa animal na América Latina.

    Peregrino e Aurora

    O Aquário adota uma prática diferenciada em relação ao manejo de ursos polares. Diferentemente da maioria dos zoológicos, que mantêm machos e fêmeas separados durante a maior parte do ano devido à intolerância entre eles, Aurora e Peregrino permanecem juntos o ano todo. Essa decisão foi tomada com base na observação do comportamento do casal: eles chegaram juntos ao Aquário quando ainda eram jovens e sempre demonstraram uma boa relação. Essa convivência contínua permitiu que eles desenvolvessem um vínculo forte. 

    A aceitação mútua entre Aurora e Peregrino foi fundamental para o sucesso reprodutivo. Como ressalta Laura, além das condições ambientais adequadas, animais com saúde adequada, também é essencial que o casal se aceite. A relação harmoniosa entre eles, cultivada ao longo dos anos, permitiu que a reprodução ocorresse de forma natural e bem-sucedida. O comportamento deles no Brasil é considerado único, demonstrando surpresa com a dinâmica do casal.

    Aquário de São Paulo

    Inaugurado em 2006, o Aquário de São Paulo (ASP) é referência em cuidado e bem-estar animal. Trata-se do primeiro aquário temático da América Latina, localizado no bairro do Ipiranga, na zona sul da capital. Com estrutura de 15 mil metros quadrados, ampliada ao longo dos quinze anos de história, é o abrigo de cerca de 3.500 animais — 250 espécies do Brasil e de outros países. 

    O passeio pelo Aquário é dividido por setores, que vão da água doce até os desertos australianos. O visitante tem a oportunidade de conhecer peixes, arraias, tubarões, pinguins, macacos bugios, lontras, peixe-boi, focas, suricatos, cangurus, lobo-marinho, ursos polares, entre muitos outros animais. Os espaços contam com banners e telas de computador para mostrar ao visitante curiosidades de cada espécie; além disso, educadores ambientais do Aquário estão sempre prontos para tirar dúvidas e dar informações.

    Serviço:

    Aquário de São Paulo — Rua Huet Bacelar, 407, Ipiranga, São Paulo/SP

  • Nissan Kait: design arrojado e muito espaço para todos

    Imagem do novo Nissan Kait que mostra parcialmente a frente do veículo

    Após a confirmação global do novo integrante do portfólio de produtos da Nissan, o Nissan Kait, durante o Japan Mobility Show 2025, e antes de sua estreia na América Latina, a marca japonesa revela mais detalhes do modelo que combina inovação, design e praticidade.

    O novo Nissan Kait se destaca por oferecer um amplo espaço interno que garante conforto para os passageiros e espaço para as bagagens graças a um entre-eixos de 2,62 metros, capacidade do porta-malas de 432 litros e comprimento total de 4,3 metros – características que o posicionam como uma das opções mais competitivas dentro do seu segmento. 

    Graças ao investimento de R$ 2,8 bilhões que a marca japonesa realizou no Brasil, a produção do Nissan Kait já está sendo preparada no Complexo Industrial da Nissan em Resende, no Rio de Janeiro. 

    O design do Nissan Kait reflete a filosofia da marca: linhas arrojadas que transmitem dinamismo, tecnologia avançada que eleva a experiência de condução e uma estética que une funcionalidade e emoção. Este veículo promete redefinir as expectativas do segmento, oferecendo soluções inteligentes para quem busca conforto, segurança e conectividade em cada trajeto.

    Mais detalhes sobre as especificações técnicas, versões disponíveis e equipamentos serão divulgadas em breve, no momento do lançamento em cada mercado. Com o Nissan Kait, a marca reafirma seu compromisso de oferecer produtos que antecipam as necessidades do consumidor latino-americano e consolidam sua liderança em inovação e mobilidade. 

  • Cuidados com o Pet na estrada

    Com o pet na estrada: tudo o que você precisa saber sobre transporte e cuidados

    Especialista orienta sobre transporte correto, documentação exigida e formas de reduzir o estresse dos animais em deslocamentos

    Malas prontas e o olhar curioso do pet acompanhando cada movimento. Para muitos tutores, deixar o animal em casa já não é uma opção: os cães estão cada vez mais presentes nas viagens em família. Mas, por trás das fotos fofas e das aventuras nas redes sociais, existe um desafio real – garantir que o deslocamento aconteça com segurança e sem estresse para o animal. Com um pouco de planejamento, o trajeto pode ser tão agradável para o pet quanto o destino.

    Antes de sair: avaliação e preparo

    Nem todos os animais estão aptos a encarar longos deslocamentos. Filhotes muito jovens, fêmeas gestantes, idosos ou pets com problemas cardíacos ou respiratórios devem ser avaliados com atenção antes da viagem. Uma consulta prévia com o médico-veterinário é essencial para verificar a condição de saúde, atualizar as vacinas e definir o melhor plano de cuidados.
    O profissional também pode prescrever medicamentos contra enjoo, se necessário, e orientar sobre intervalos de descanso, hidratação e alimentação.

    No carro: conforto, segurança e adaptação

    Para muitos tutores, o carro é o meio mais prático – e também o primeiro contato do pet com viagens mais longas. O segredo está em transformar o trajeto em uma experiência segura e agradável, tanto para o animal quanto para quem dirige. Escolher o acessório certo faz toda a diferença: a caixa de transporte é o item mais indicado, pois oferece proteção e conforto, além de permitir que o pet viaje em um espaço ventilado e estável.

    O acessório deve ser colocado no banco traseiro e preso ao cinto de segurança. Outra opção é o assento pet, que mantém o animal fixo e confortável durante o percurso. Já os cães de grande porte podem viajar com o uso de um cinto específico, preso ao peitoral e ao engate do carro – medida que evita acidentes em freadas bruscas.
    “O tutor deve garantir que o pet esteja devidamente posicionado, pois esses acessórios são imprescindíveis para protegê-los em emergências”, explica a médica-veterinária Marina Tiba, gerente de Produto da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.

    Vale lembrar que o transporte incorreto de animais é considerado infração média pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sujeita a multa e pontos na carteira de habilitação. Mais do que uma questão legal, a norma existe para garantir a segurança do tutor, do animal e de todos os ocupantes do veículo. Um pet solto pode se distrair com o movimento, tentar alcançar o motorista ou ser projetado em caso de frenagem brusca, aumentando o risco de acidentes.

    Além da segurança, o conforto também é essencial.
    “Antes de pegar a estrada, vale acostumar o pet ao carro com pequenos trajetos, para que ele se adapte aos sons e movimentos do veículo. Montar um kit de viagem com água, potes dobráveis, lenços umedecidos, brinquedos e uma manta com o cheiro de casa ajuda a reduzir o estresse e garante praticidade durante o caminho”, orienta Marina.

    Proteger o interior do carro também faz parte do planejamento: uma capa protetora nos bancos traseiros evita sujeira e danos ao estofado, enquanto uma grade divisória entre os bancos dianteiros e traseiros aumenta o conforto e impede que o animal tente ir para a frente.
    É importante manter o ambiente com temperatura agradável e boa ventilação, além de fazer paradas a cada uma ou duas horas, para que o pet possa se hidratar, se exercitar e fazer suas necessidades.

    Durante o trajeto, o tutor deve estar atento a sinais de estresse, como respiração ofegante, salivação excessiva e tremores. Nestes casos, é indicado parar o veículo, oferecer água e um breve descanso. Se os sintomas persistirem, o ideal é procurar orientação veterinária.

    Viagens de avião: atenção redobrada

    Quando a viagem for de avião, é fundamental verificar com antecedência as exigências da companhia aérea. Em geral, cães e gatos de pequeno porte – desde que o peso total, incluindo a caixa de transporte, respeite os limites definidos pela empresa (normalmente entre 7 e 10 kg) – podem embarcar na cabine de passageiros, acomodados sob o assento à frente do tutor.
    Animais de médio e grande porte devem ser transportados no compartimento de carga pressurizado, em caixas rígidas e bem ventiladas, que sigam os padrões da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

    Em relação a cães-guia ou animais de assistência, há diferenças importantes:
    Cães-guia e cães de serviço treinados para auxiliar pessoas com deficiência têm direito legal de viajar gratuitamente na cabine, ao lado do tutor, sem necessidade de caixa, desde que devidamente identificados e com comprovação de treinamento, conforme regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
    Já animais de suporte emocional e demais pets seguem as políticas específicas de cada companhia aérea, que podem variar quanto ao peso, número de animais por voo e exigência do uso de caixa de transporte.

    O tutor também deve apresentar atestado de saúde atualizado, carteira de vacinação em dia e, em alguns casos, comprovante de tratamento antiparasitário recente.
    É recomendável oferecer a última refeição entre 2 e 4 horas antes do embarque, mantendo água disponível até o momento da viagem. Isso ajuda a evitar mal-estar, enjoo ou acidentes durante o trajeto.
    Acostumar o pet à caixa de transporte antes do embarque é uma das principais estratégias para reduzir o estresse. “Deixe o animal explorar o espaço com brinquedos e petiscos, para que associe o ambiente a algo positivo”, recomenda Marina.

    Nas viagens internacionais, as exigências podem incluir microchip, certificado veterinário internacional (CVI) e vacinação antirrábica dentro do prazo exigido pelo país de destino. Por isso, é importante verificar todas as regras com antecedência.

    Detalhes que garantem o bem-estar do pet

    Além do transporte, é preciso cuidar de outros detalhes para que a experiência seja positiva do início ao fim. A identificação correta é essencial: uma coleira com plaquinha contendo o nome do animal e telefone do tutor é indispensável, e o microchip oferece uma camada extra de proteção, facilitando a localização em caso de perda.

    Manter uma rotina semelhante de alimentação, passeio e descanso também ajuda o pet a se adaptar melhor ao novo ambiente. Preparar um espaço tranquilo, com objetos familiares, brinquedos e uma manta de casa, favorece a adaptação e reduz o estresse. Outra medida é o uso de feromônios sintéticos, disponíveis em spray, coleira e difusor. Essas substâncias reproduzem sinais químicos naturais que transmitem sensação de segurança e conforto aos animais. “Os feromônios sintéticos ajudam o pet a se sentir em um ambiente familiar, mesmo longe de casa. Eles podem ser aplicados na caixa de transporte e utilizados no local da hospedagem, contribuindo para uma experiência mais tranquila”, explica Marina.

    Durante viagens, especialmente em regiões quentes, é importante garantir proteção contra pulgas, carrapatos e mosquitos transmissores de doenças, além de evitar a exposição prolongada ao sol. O uso de antiparasitários e repelentes veterinários deve estar sempre em dia.

    Com planejamento, cuidado e atenção às necessidades do animal, é possível garantir uma viagem segura, tranquila e cheia de boas lembranças – para todos os integrantes da família, humanos e de quatro patas.

  • Winner Beach Hotel –  praia da Juréia

    Winner Beach Hotel – praia da Juréia

    Conhecemos o Winner Beach Hotel, na praia da Juréia.

    Ao sair da rodovia, são aproximadamente 1 km até o hotel. O estacionamento descoberto fica logo em frente, o que facilita o acesso. Após o check-in, subimos para o quarto de categoria Superior, localizado no 2º andar.

    O quarto é confortável e funcional, com cama queen, quatro travesseiros, ar-condicionado, balcão amplo com gavetas, dois armários, frigobar (com o termostato arrancado para não haver ajuste), cabideiro e uma TV com Roku TV. Foram deixadas quatro toalhas, incluindo duas para uso na piscina (que estavam surradas e rasgadas).

    O banheiro é compacto, com ducha e amenities. Há ainda uma pequena sacada, com mesa e duas cadeiras altas. Para os dogs, o hotel disponibiliza tapetes higiênicos, um ponto positivo para quem viaja com eles.

    O hotel possui duas piscinas: uma aquecida e outra não aquecida. A piscina externa, durante nossa estadia, estava mal conservada, com a água esverdeada. No primeiro momento, achei que fosse apenas o reflexo das laterais, mas ao fazer o check-out, a água já estava completamente limpa — o que confirmou que realmente era falta de manutenção naquele período. A área conta também com uma jacuzzi e um balanço estilo “foto spot”, com asas na parede.

    O café da manhã é servido das 8h às 9h30, com frutas cortadas, café, leite, Danone (servido em uma jarra de plástico de 2 litros), suco de laranja, pão de queijo, bolos, frios e pães (francês, forma e bisnaguinha). No entanto, a reposição dos itens (frios, frutas, café) é falha, principalmente após às 9hrs. Em nossa experiência, faltou reposição até mesmo de pratos e louças, então vale chegar cedo para evitar imprevistos.

    O hotel possui um restaurante que, teoricamente, deveria funcionar diariamente — há inclusive uma placa com horários fixos para todos os dias. Mas, na prática, ele só abre às sextas e aos finais de semana. Na chegada, tivemos um episódio que exemplifica a falta de cuidado no atendimento: paramos no balcão para perguntar sobre porções e o atendente, que estava no celular, apenas gritou para a cozinha: “Vai abrir hoje?” Sem se levantar ou nos dar uma explicação. A resposta veio negativa da cozinha, mas faltou o mínimo de proatividade: alguém do time poderia ter explicado o funcionamento do restaurante e até indicado opções próximas, como em Barra do Una ou Juquehy — já que não há padaria ou restaurante próximos do hotel.

    Em outro momento, perguntamos sobre a possibilidade de late check-out e a resposta pronta foi: “Nos pacotes de final de semana não realizamos o late check out (…) Somente a suíte deverá ser liberada até as 12h”, informaram também poderíamos seguir na piscina ou ir à praia até às 17h, mas com pouca atenção ao contexto, já que estávamos com dogs e a praia é proibida para eles — um detalhe que demonstra a falta de personalização no atendimento.

    No check-out, nos pediram para preencher uma pesquisa. Sinalizamos como pontos “ruins” a piscina e o café da manhã. Ao explicar nossa experiência, ouvimos que “não adianta falar” e que era melhor escrever no papel. Isso passou a sensação de burocracia excessiva e pouca abertura para feedback verbal, algo que poderia ser acolhido de forma mais humanizada.

    Consumimos três águas do frigobar e foi aplicada a taxa de 10% sobre o valor — confesso que fiquei sem entender onde houve serviço nesse item, mas tudo bem.

    Para ser justo, nem tudo foi negativo: a cama é realmente confortável e o hotel está bem localizado, pertinho da praia da Juréia, que impressiona pela beleza. Além disso, o hotel empresta cadeiras e guarda-sol, o que ajuda bastante na experiência de praia, pois não ha quiosques.

    Em resumo: a estrutura tem potencial e a localização encanta, mas a experiência ficou comprometida pela falta de manutenção em áreas importantes e pela ausência de carisma e atenção no atendimento — aspectos que fazem toda a diferença na hospitalidade.

  • Entenda quais são os regimes de comunhão de bens

    Entenda quais são os regimes de comunhão de bens e como isso pode impactar seu casamento 

    Cada regime define como os bens adquiridos antes e durante o casamento serão administrados 

    Diversas são as polêmicas atuais envolvendo famosos e seus casamentos, em que o regime de comunhão de bens escolhido pelo casal impacta diretamente sua relação. Seja em um momento de divórcio, em que a comunhão parcial pode tornar possível um bloqueio dos bens. Ou em um casamento com separação total de bens, formato não tão comum no Brasil. 

    Na comunhão parcial de bens, todos os bens adquiridos após o casamento (a título oneroso) são comuns ao casal, independentemente de quem os adquiriu. Já os bens adquiridos antes do casamento permanecem de propriedade individual de cada cônjuge. “Esse é o regime padrão no Brasil, aplicado, inclusive, automaticamente quando os cônjuges não escolhem outro”, comenta Alexandre de Almeida, Mestre e Coordenador do Curso de Direito do Centro Universitário Anhanguera de Niterói. 

    Durante um divórcio sob o regime de comunhão parcial de bens, os bens adquiridos (a título oneroso) durante o casamento, como imóveis, veículos e investimentos, são considerados comuns ao casal e podem ser bloqueados por ordem judicial. Esse bloqueio impede que os cônjuges vendam, transfiram ou alterem a propriedade desses bens até que o tribunal decida sobre a divisão. 

    Exceções incluem heranças, doações e bens de uso pessoal, que permanecem de propriedade individual e não são bloqueados. “Quando se é solicitado o bloqueio por uma das partes, o objetivo mais comum é garantir que os bens sejam preservados e divididos de forma justa, evitando que um dos cônjuges se desfavoreça ou que os bens sejam dissipados antes da conclusão do processo de divórcio”, explica o advogado. 

    Outro caso recente problematizado, é o do casamento sob separação total de bens. Neste regime, cada cônjuge mantém a propriedade exclusiva de seus bens, tanto os adquiridos antes quanto os adquiridos após o casamento. Essa opção pode ser benéfica para casais que possuem patrimônio significativo antes do casamento, empreendedores e profissionais liberais que desejam proteger seus negócios”, acrescenta. 

    Além de casos de casais com filhos de relacionamentos anteriores que querem facilitar a gestão e herança dos bens. O docente explica ainda que, para um empresário, por exemplo, casar sob o regime de comunhão parcial ou total de bens pode complicar negociações e operações comerciais, pois o cônjuge tem direitos sobre os bens adquiridos durante o casamento e pode precisar estar envolvido em transações, atrasando processos e criando obstáculos burocráticos. 

    Alexandre explica todos os diferentes regimes de comunhão de bens, para auxiliar os futuros casais a escolherem a opção que melhor se adequa ao seu caso. “Esses regimes são definidos pelo Código Civil Brasileiro e podem ser escolhidos pelos cônjuges no momento do casamento, por meio de um pacto antenupcial”, salvo o Regime da Comunhão Parcial de Bens. É importante consultar um advogado especializado para entender qual regime é mais adequado para cada situação: 

    1. Comunhão Parcial de Bens 

    Este é o regime padrão no Brasil, aplicado automaticamente quando os cônjuges não escolhem outro regime. 

    Bens adquiridos antes do casamento: Permanecem de propriedade individual de cada cônjuge. 

    Bens adquiridos durante o casamento: São comuns ao casal, independentemente de quem os adquiriu. 

    2. Comunhão Universal de Bens 

    Neste regime, todos os bens dos cônjuges se tornam comuns, incluindo aqueles adquiridos antes do casamento. 

    Bens adquiridos antes do casamento: Tornam-se propriedade comum do casal. 

    Bens adquiridos durante o casamento: São propriedade comum do casal. 

    3. Separação Total de Bens 

    Neste regime, cada cônjuge mantém a propriedade exclusiva de seus bens, tanto os adquiridos antes quanto os adquiridos durante o casamento. 

    Bens adquiridos antes do casamento: Permanecem de propriedade individual de cada cônjuge. 

    Bens adquiridos durante o casamento: Permanecem de propriedade individual de cada cônjuge. 

    4. Participação Final nos Aquestos 

    Os bens adquiridos antes do casamento permanecem de propriedade individual de cada cônjuge. 

    Os bens adquiridos durante o casamento são administrados individualmente, mas, em caso de dissolução do casamento, cada cônjuge tem direito à metade dos bens adquiridos durante o casamento. 

    Bens adquiridos antes do casamento: Permanecem de propriedade individual de cada cônjuge. 

    Bens adquiridos durante o casamento: São administrados individualmente, mas divididos em caso de dissolução. 

    5. Regime de Separação Obrigatória de Bens 

    Este regime é imposto por lei em alguns casos específicos, como quando um dos cônjuges tem mais de 70 anos ou quando o casamento é realizado sem observância das causas suspensivas da celebração. 

    Bens adquiridos antes do casamento: Permanecem de propriedade individual de cada cônjuge. 

    Bens adquiridos durante o casamento: Permanecem de propriedade individual de cada cônjuge.

  • Sete motivos para incluir pescados enlatados na dieta 

     

    O alimento é uma excelente fonte de proteína e traz diversos benefícios para a saúde
     

    Na rotina de quem valoriza refeições balanceadas e ricas em proteína, os pescados enlatados, como atum e sardinha, são aliados estratégicos: práticos, versáteis e altamente nutritivos. Pensando nisso, a Gomes da Costa, líder no segmento, em parceria com a nutricionista Aline David, revela sete motivos para incluir esses alimentos versáteis e saborosos na sua rotina, de forma leve e saudável.


    “Muitas pessoas ainda associam enlatados a alimentos processados e pouco saudáveis, mas no caso do atum e da sardinha, estamos falando de produtos minimamente processados e com alto valor nutricional. Eles são aliados poderosos para uma alimentação equilibrada, oferecendo vitaminas, minerais e proteínas essenciais”, afirma a Aline David, nutricionista parceira da Gomes da Costa.


    Confira as 7 razões para consumir atum e sardinha na sua rotina alimentar:

    1. Poder do Ômega-3: Atum e sardinha são campeões em ômega-3, ácidos graxos que contribuem para a saúde cardiovascular, cerebral e possuem potente ação anti-inflamatória. Fundamentais para o bom funcionamento do corpo.
    2. Fonte de Proteína de Alto Valor Biológico: Essenciais para a construção e reparação muscular, além de promoverem saciedade prolongada, auxiliando no controle do peso e na manutenção de uma dieta equilibrada.
    3. Nutrientes Importantes em Abundância: A sardinha, em especial, é uma excelente fonte de cálcio, vitamina D e B12, fundamentais para a saúde óssea, imunidade e sistema nervoso. O atum também oferece vitaminas do complexo B e minerais como selênio.
    4. Praticidade que Transforma a Rotina: Prontos para consumir, os pescados enlatados trazem mais praticidade para a rotina, sem abrir mão do sabor. São alimentos versáteis que acompanham desde refeições em casa até almoços no escritório, viagens ou lanches rápidos entre compromissos, oferecendo uma opção nutritiva e conveniente para qualquer momento do dia.
    5. Versatilidade nos preparos: De saladas frescas e sanduíches a recheios de tortas, patês, molhos para massas e até mesmo pratos quentes, atum e sardinha se adaptam a inúmeras receitas, adicionando sabor único.
    6. Custo-Benefício: Oferecem uma opção saudável e nutritiva a um preço acessível, tornando a boa alimentação mais democrática e permitindo que mais pessoas tenham acesso a proteínas de qualidade e nutrientes importantes.
    7. Sabor e Variedade para o Paladar: Com diversas opções – em óleo, água, molho de tomate, nas versões picante, defumado, com ervas e outras variações, os pescados garantem sabor e permitem variar o cardápio sem cair na rotina.

    Os pescados enlatados, como atum e sardinha, são uma opção alimentar prática e de alto valor nutricional. A inclusão desses alimentos na dieta pode ser vista como uma forma conveniente de acessar proteínas e outros nutrientes benéficos para saúde, permitindo um consumo sem culpa.

  • Quinta do Olivardo celebra 18 anos com edição histórica do almoço com fado

    Sob as parreiras, evento deste sábado (29) reúne música tradicional portuguesa, culinária típica e o desenterro de um lote exclusivo do Vinho dos Mortos

    A Quinta do Olivardo, em São Roque, celebra seus 18 anos de história com uma edição especial do tradicional Almoço com Fado neste sábado, dia 29. O evento promete envolver o público em uma experiência sensorial que une gastronomia, cultura e emoção.

    Sob as parreiras que emolduram o cenário da Quinta, os visitantes são recebidos ao som do Fado ao vivo, marca registrada que transporta os convidados diretamente às raízes portuguesas. O cardápio à la carte, traz os pratos clássicos que consagraram o restaurante, como o bacalhau preparado de diversas formas, os bolinhos artesanais e os doces típicos inspirados nas receitas tradicionais lusitanas.

    O ponto alto da celebração consagra um momento histórico com o desenterro do lote exclusivo do Vinho dos Mortos, que ficou um ano repousando entre as videiras da propriedade, uma prática centenária da cultura lusitana. Esta edição especial do vinho não foi colocada à venda, tornando o ritual ainda mais simbólico para os frequentadores e para a família Saqui.

    “Celebrar 18 anos da Quinta é reviver memórias, honrar a tradição e brindar tudo o que construímos junto ao nosso público, que nos acompanha com tanto carinho desde o início. Entre música, taças erguidas e pratos que contam histórias, o Almoço com Fado deste sábado promete ser um encontro inesquecível para quem deseja viver a alma de Portugal em cada detalhe”, destaca Olivardo Saqui, fundador da casa.

    As reservas e mais informações podem ser feitas pelo WhatsApp: (11) 9.8856-3222.

  • 7 Motivos que explicam por que sua sobrancelha está caindo

    As sobrancelhas são muito mais do que uma moldura do rosto, elas têm função protetora e estão diretamente ligadas à saúde da pele e dos folículos pilosos. Quando começam a cair em excesso, o problema vai além da estética.

    Segundo Vlassios Marangos Junior, especialista em queda capilar e transplante capilar, a perda de pelos nas sobrancelhas (conhecida como madarose) pode estar associada a fatores locais, hormonais e até doenças sistêmicas.

    “A sobrancelha é sensível às mesmas condições que afetam o couro cabeludo. O erro está em achar que a queda é apenas estética, quando na verdade pode ser o reflexo de algo maior no corpo”, explica o especialista.

    A seguir, sete motivos comuns que explicam por que suas sobrancelhas podem estar caindo, e o que fazer para evitar.

    1. Depilação excessiva e agressões locais

    Pinçar, arrancar ou usar ceras repetidamente pode causar inflamação nos folículos e até falhas permanentes.

    “Cada fio tem um ciclo de vida. Quando a retirada é constante, o folículo pode se atrofiar e deixar de produzir novos pelos”, alerta Marangos.

    1. Estresse e alterações hormonais

    O estresse emocional intenso e variações hormonais (como menopausa, pós-parto ou distúrbios da tireoide) interferem no crescimento dos pelos.

    “O estresse libera cortisol, que reduz o fluxo sanguíneo nos folículos e causa queda em áreas como sobrancelhas e couro cabeludo”, explica o médico.

    1. Falta de nutrientes essenciais

    Deficiências de ferro, zinco, vitamina D, biotina e proteínas podem comprometer o crescimento capilar e dos pelos faciais.

    “O folículo piloso precisa de nutrientes para funcionar. Dietas restritivas ou má absorção intestinal refletem rapidamente na sobrancelha”, observa o especialista.

    1. Uso de cosméticos inadequados

    Produtos como tônicos, géis ou maquiagem com fragrâncias e álcool podem irritar a pele e causar queda.

    “A região da sobrancelha é delicada. O uso contínuo de cosméticos agressivos pode inflamar os folículos e levar à perda progressiva dos pelos”, explica Marangos.

    1. Doenças de pele e infecções locais

    Condições como dermatite seborreica, psoríase, eczema e foliculite afetam a área das sobrancelhas.

    “Essas doenças inflamam a pele, alteram a oleosidade e podem causar falhas temporárias ou permanentes”, alerta o especialista.

    1. Distúrbios da tireoide

    O hipotireoidismo é uma das causas mais comuns de queda nas sobrancelhas, principalmente na parte externa.

    “A baixa produção de hormônios da tireoide desacelera o metabolismo folicular, e os pelos param de crescer”, explica Marangos.

    1. Envelhecimento natural

    Com o passar dos anos, o ciclo de crescimento dos pelos diminui, e as sobrancelhas se tornam mais ralas e finas.

    “É um processo natural, mas pode ser amenizado com tratamentos estimulantes e cuidados adequados com a pele”, orienta o especialista.

    Como tratar e prevenir

    De acordo com Vlassios Marangos Junior, o tratamento depende da causa, mas o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

    “Evitar agressões, manter uma alimentação equilibrada e buscar avaliação médica são passos essenciais. Em casos avançados, o transplante de sobrancelhas pode devolver volume e naturalidade com excelentes resultados”, conclui.

  • Os riscos de automedicação

    Do mascarar sintomas aos efeitos de interações perigosas: especialista alerta para riscos de automedicação

    Analgésicos, antitérmicos e outros figuram entre os principais remédios usados mesmo sem recomendação médica

    O uso de medicamentos sem orientação médica segue como um hábito comum entre os brasileiros e pode trazer consequências sérias para a saúde. Analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos e até mesmo vitaminas são consumidos livremente por muitas pessoas que buscam alívio rápido, mas nem sempre conhecem os efeitos colaterais e as interações que essas substâncias podem provocar. Segundo os últimos dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox/Fiocruz), em 2017, os medicamentos foram o principal agente de intoxicação no país, responsáveis por 27% dos casos registrados.

    De acordo com o Dr. Thiago Piccirillo, clínico geral da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, qualquer medicamento pode representar risco quando utilizado de forma incorreta. “A automedicação cria uma impressão de controle, como se bastasse conhecer os sintomas para decidir o que tomar. Na verdade, cada organismo reage de um jeito e até remédios populares podem causar danos importantes quando usados sem avaliação médica”, afirma o médico. 

    O especialista reforça que o diagnóstico preciso é sempre o primeiro passo para o tratamento adequado. Entre os medicamentos mais consumidos sem indicação médica estão:

    • Analgésicos e antitérmicos: usados para dor e febre.
    • Anti-inflamatórios: buscados para dores musculares, febre e desconfortos variados.
    • Antibióticos: frequentemente procurados de forma equivocada para quadros virais.
    • Antialérgicos: comuns em reações leves, mas que podem mascarar sintomas importantes.
    • Vitaminas e suplementos: muitos utilizam sem necessidade real ou avaliação laboratorial.

    Os riscos associados ao consumo inadequado variam conforme o tipo de medicamento. Anti-inflamatórios, por exemplo, podem aumentar a pressão arterial e causar danos renais e gástricos. Antibióticos usados de forma indiscriminada contribuem para a resistência bacteriana, um problema de saúde pública global. Até mesmo analgésicos considerados inofensivos podem gerar intoxicações, alergias e sobrecarga no fígado. Já vitaminas e suplementos podem causar desequilíbrios metabólicos quando ingeridos sem necessidade comprovada.

    “O perigo da automedicação não está apenas na escolha errada do remédio, mas no fato de que o paciente pode mascarar sintomas de condições mais graves. Muitas vezes, o alívio momentâneo adia o diagnóstico e compromete o tratamento”, explica Dr. Piccirillo.

    O especialista reforça que qualquer medicamento deve ser prescrito por um profissional habilitado, que avalia histórico clínico, possíveis interações, exames necessários e riscos individuais. “Em caso de dor persistente, febre prolongada, reações alérgicas, dificuldade respiratória ou qualquer sintoma que gere dúvida, o ideal é buscar atendimento médico para garantir segurança e tratamento adequado”, conclui.