Tag: calibrar os pneus

  • Quando e porque calibrar os pneus do seu carro

    Você sabe quando e porque calibrar os pneus do seu carro?

    A manutenção da pressão adequada aumenta a segurança do veículo, a economia de combustível e a durabilidade dos pneus

    A pressão ideal é fundamental para o bom desempenho dos pneus e consequentemente dos veículos. O uso da pressão adequada para cada veículo e situação em que os pneus serão usados é fundamental para aumentar a segurança, economizar combustível e a durabilidade dos pneus e componentes de suspensão. Lembre-se que quando um automóvel carrega apenas o condutor e está sem carga, a pressão indicada no manual do veículo é diferente de situações como uma viagem com a família, em que o veículo precisa levar quatro passageiros e bagagem, por exemplo.

    O ideal é que os pneus sejam calibrados semanalmente, não ultrapassando o intervalo de 10 dias, pois a perda de pressão pode ser de até um PSI (Pound-force per Square Inch) ou em português libra-força por polegada quadrada, que é a nomenclatura usada no Brasil para medir a pressão dos pneus. No entanto, esta perda de pressão pode ser maior se o veículo for usado todos os dias e carregado ou em estradas e ruas com condições ruins. 

    Os pneus devem ser calibrados quando estão frios, pois após rodarem por alguns quilômetros a temperatura aumenta e isso faz com que a pressão deles aumente. Se forem calibrados com a pressão correta nesta situação, podem ficar abaixo do recomendado quando o pneu esfria.

    Recomenda-se fazer o ajuste de pressão com intervalo de 7 a 10 dias, momento em que as condições gerais de banda de rodagem e laterais deverão ser checadas. Se notar alguma anormalidade, deve-se procurar assistência assim que possível, para reparos ou substituição do produto.

    Benefícios da calibragem correta

    De forma simples deve-se imaginar três cenários distintos: pneu com pouca pressão, pneu com pressão em excesso e pneu com pressão ideal. 

    A baixa pressão compromete a segurança, que é acentuada nesta época do ano quando ocorre um aumento na temperatura ambiente e no volume de chuvas. Os pneus com baixa pressão criam uma área de contato com o solo maior e têm mais riscos de aquaplanagem, situação que acontece quando o veículo trafega em pisos molhados e uma camada de água acumula entre o pneu e a superfície, gerando a perda de contato com o solo, de controle do veículo e possíveis riscos de derrapagem.

    A maior área de contato do pneu com o solo também gera aumento no consumo de combustível, deixa a direção mais pesada e como consequência o carro não responde aos comandos como deveria. A baixa pressão ainda compromete a estrutura lateral dos pneus, tornando-os mais sensíveis a danos nas laterais e ao surgimento de bolhas.

    Em situações mais extremas o aumento da área de contato do pneu pode gerar um aquecimento anormal e até gerar a falha, levando a perda de controle do veículo. Um pneu excessivamente murcho pode até sair da roda durante uma curva.

    Ademais, o uso dos pneus com pressão abaixo da recomendada gera desgaste irregular das extremidades da banda, ou seja, dos ombros dos pneus.

    A pressão em excesso também é prejudicial. Por estar com muita pressão, o pneu fica com uma área de contato menor com o solo, por consequência quando o motorista precisar fazer uma freada de emergência o carro pode não obedecer ao comando corretamente, causando acidentes.

    O conforto para dirigir também é impactado. O motorista pode sentir que o carro está diferente, mais “duro” para realizar os movimentos. A alta calibragem também diminui a durabilidade do pneu, deixando-o mais suscetível quando cai em buracos ou é perfurado por alguma coisa nas ruas, além de aumentar o desgaste na parte central da banda de rodagem.

    A calibragem correta dos pneus promove mais segurança em situações de chuva, freadas bruscas e curvas. Além de propiciar maior durabilidade, mais conforto na hora de dirigir, menor consumo de combustível, ou seja, o motorista economiza ao manter a calibragem em dia.

    “A Dunlop trabalha para garantir os melhores produtos para o público brasileiro e por isso sempre buscamos trazer dicas que ajudem nossos clientes. Prestar atenção na calibragem dos pneus é fundamental para manter a segurança e garantir o máximo de desempenho”, explica Rodrigo Alonso, diretor de vendas e marketing da Dunlop.

    Outro ponto de atenção é lembrar de calibrar o estepe, ou verificar as condições do kit de reparo emergencial ou outra solução técnica para sair da situação de furo ou dano dos pneus, oferecida especificamente para cada modelo de veículo por seus respectivos fabricantes. Para saber a calibragem ideal para seu veículo em qualquer condição, consulte o manual do veículo.

  • Nitrogênio como opção para calibragem. Vale mesmo a pena?

    Na internet, é fácil encontrar algumas dezenas de artigos listando as vantagens de se calibrar os pneus com nitrogênio em substituição ao ar comprimido. Alguns entram, inclusive, em explicações profundamente técnicas para embasar a sua argumentação.

    Em linhas gerais, o nitrogênio é um gás seco e inerte. Por não trazer vapor d’água – geralmente presente no ar comprimido comum – ele sofre baixa dilatação por efeito de calor, fazendo com o que a pressão dos pneus fique constante enquanto sua inércia química colabora para que ele não ataque a borracha da camada interna dos pneus, além de evitar a oxidação das rodas.

    “Sua grande vantagem – talvez a única que realmente faça a diferença –  é conservar a pressão dos pneus por mais tempo. Isso se dá pelo tamanho de suas moléculas que, por serem maiores, têm dificuldade de atravessar a camada de borracha butílica (sintética)”, explica Rafael Astolfi, gerente de assistência técnica da Continental, fabricante de pneus de tecnologia alemã.

    Mesmo assim, a perda de pressão por escape de ar pela camada interna do pneu pode não ser a maior vilã da história, mas sim a válvula. Ela costuma ser uma grande colaboradora ao deixar uma fração de gás escapar quando o pneu sofre um impacto maior. Considerando que impactos nos pneus são uma constante para veículos rodam nas grandes cidades, talvez essa vantagem não seja assim tão grande.

    Embora seja fato que o nitrogênio traz vantagens sobre o ar comprimido devido às suas características físico-químicas, é bastante comum ele acabar por atrapalhar ao invés de ajudar a conservar os pneus.

    “Nossa análise dos relatos que recebemos nos leva a acreditar que o uso nitrogênio acaba por atrapalhar a vida útil dos pneus. Calibrar um pneu com nitrogênio não é barato – chega a custar R$ 10,00 por unidade – e não está disponível em toda a parte. Logo, quem opta por seu uso tenta proteger seu investimento e prefere não mais calibrar os pneus com ar comprimido. Isso leva o motorista a rodar com pneus com pressão baixa até que tenha oportunidade de parar em um local que disponha do gerador de N2 e não há nada pior para um pneu do que rodar com pressão baixa”, alerta o especialista da Continental.

    Um bom hábito de calibração garante que os pneus desempenhem suas funções da melhor forma possível, ampliando sua vida útil além de deixá-los menos susceptíveis a danos por impactos. Seja com ar comprimido ou com nitrogênio, calibre seus pneus – sempre frios – semanalmente!