João Bosco revisita sucessos na CAIXA Cultural São Paulo

 

 

Cantor apresenta o show ‘Solo’, com clássicos da Música Popular Brasileira, de 11 a 14 de janeiro

 

 

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 11 a 14 de janeiro, o show ‘Solo’, do cantor e compositor João Bosco. No palco, o mineiro, que completa 45 anos de carreira, interpreta seus maiores sucessos e revisita canções de Moacir Santos, Dorival Caymmi, Tom Jobim e Sérgio Mendes. Os ingressos são gratuitos e começam a ser distribuídos às 9h do dia do evento, na própria CAIXA Cultural.

 

João Bosco se apresenta com voz e violão para entoar alguns de seus clássicos, como ‘Quando o amor acontece’ e ‘Papel Machê’, mas também interpretar oito músicas pinçadas dos discos ‘Coisas’ (Moacir Santos), ‘Canções Praieiras’ (Caymmi), ‘Você ainda não ouviu nada’ (Mendes) e ‘The composer of Desafinado, plays’ (Tom Jobim). A escolha vem dos anos 1962 a 1972, quando Bosco executava à exaustão os dez vinis que possuía, ainda como estudante na cidade de Ouro Preto. Os quatro discos de ‘Solo’ fizeram parte dessa leva, fundamental para a sua formação e carreira.  “Eu não sentia falta de mais música. A gente ouvia aqueles discos de uma forma tão profunda que sabia a hora em que o instrumentista respirava e cada detalhe de cada canção, até mesmo a série de improvisos”, rememora.

 

Gravadas entre as décadas de 1950 e 1960, as obras são consideradas essenciais para os amantes da boa música. ‘Canções Praieiras’ (1954), é primeiro álbum de Dorival Caymmi, um dos primeiros a gravar composições próprias no formato voz e violão em um Brasil que migrava do rural para o urbano. Em ‘Você ainda não ouviu nada’ (1962), de Sérgio Mendes, a obra é marcada por arranjos de Moacir Santos e seria o único disco em que Tom Jobim fez arranjos para instrumentos de sopro. Em ‘The Composer of Desafinado, plays’, lançado em 1963, com arranjos do alemão Claus Ogerman, Jobim toca o piano com a mão direita e a esquerda seriam os acordes feitos ao violão. Já ‘Coisas’, álbum de estreia do pernambucano Moacir Santos, lançado em 1965, influencia até hoje gerações de músicos ainda devotos de nomes como Baden Powell, Paulo Moura, João Donato, Nara Leão, Roberto Menescal e Sérgio Mendes, entre outros.

 

“O excesso de informação que existe hoje é um convite ao esquecimento. Estes discos, eu os utilizo até hoje e eles estavam comigo antes mesmo da minha estreia profissional (em 1972). Há compositores importantíssimos na minha vida autoral”, pontua Bosco, que já havia visitado repertórios alheios quando da celebração de 40 anos de sua carreira através do CD e DVD ‘João Bosco, 40 anos depois’

 

A apresentação faz parte do programa de Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural e é patrocinada pela Caixa Econômica Federal.

 

Serviço:

João Bosco – Solo

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro)

Data: De 11 a 14 de janeiro

Horário: 19h15 (quinta a domingo)

Classificação indicativa: Livre

Capacidade: 80 lugares

Ingressos: Entrada franca – ingressos distribuídos a partir das 9h do dia de cada espetáculo

Duração: 60 minutos

Acesso para portadores de necessidades especiais

Informações: (11) 3321-4400

Patrocínio: CAIXA Econômica Federal 

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