Baile Profano firma residência no Club Jerome 30.04

Cidade

Com novas sonoridades e curadoria inusitada, baile sai do gueto e provoca conexão entre diferentes mundos

Há 02 anos o jornalista, DJ e curador artístico Andi decidiu colocar a cara na rua literalmente, pegou seu computador, uma caixa de som, sua curadoria inusitada e começou a tocar pelo centro de São Paulo. O que surpreendeu o artista é que o público começou a curtir e seguir. “Não existe melhor termômetro do que o público da rua. Eles não são obrigados a te ouvir, estão lá porque querem, gostam do teu som”, diz.

Vindo de Rio Grande do Sul há uns bons anos, o aka DJ Profano já tocou em eventos e casas como SPFW, Casa de Criadores, L´amour e Nossa Casa Confraria das Ideias, vai além através da música e do seu fundado Baile Profano. O nome reforça um conceito não explorado na noite paulistana, que ousa quebrar paradigmas ao conectar o funk sem misoginia, com letras conscientes, com a música eletrônica, unindo diferentes universos em uma só balada, da periferia à elite. 

A curadoria minuciosa do DJ Profano inova a cena paulistana em festas como HéteroNormaDiva e Noites no Porão que acontecem no aclamado clube Alberta, mudando a cara de algumas noites por lá, antes focada em rock, pop e hip hop.

Além do próprio Baile Profano, fundado pelo DJ, que agora firma residência no atraente Club Jerome, de Cacá Ribeiro, no bairro da Consolação. A casa nasceu no fim de 2016 com a proposta de resgatar a cultura dos pequenos clubes dos anos 80 e 90, para um público apreciador de boas nights na capital paulistana.

E, no próximo dia 30 de abril, após algumas edições como o sucesso do Baile de Carnaval, acontece o Baile Profano no Club Jerome. No comando do som, Ubunto, residente do baile, nome expoente na cena musical que já produziu para Adriana Calcanhoto, a rainha do baile Leiloca Pantoja, Unknown Territories, além de, claro, o DJ Profano, fervem a pista.

A atmosfera quase ritualística da pista de dança do Baile Profano é marcada por sets dançantes, chacoalhados por ritmos percussivos que resgatam trechos ancestrais do mundo todo, principalmente da música brasileira, afro e indígena, com versões atualizadas e eletrônicas da dance music, house, hip hop e techno.

O line up diversificado já rendeu interesse de diversos artistas, Djs e produtores para embalar o line up como Pil Marques, VengaVenga, Renato Cohen e Pedro Dubstrong, Linn da Quebrada, Ubuntu, Leiloca Pantoja, além da Mc Tha, autora de hits empoderados da pista (o mais recente, “Valente”, teve o clipe dirigido pelo cantor e produtor Jaloo).

LINEUP


Ubunto

DJ Profano

Leiloca Pantoja

Unkown Territories

Além dos DJs, Stylist de Zedu Carvalho inspirado em funkeiros urbanos, num ar futurista. Elementos da cultura do funk foram apropriados e ressignificados, com uso de peças da Korshi01, marca utilitária, tendência no mundo inteiro. Os acessórios são da marca Profano.

Como consequência da simbiose entre a música e a arte, o Baile Profano já aconteceu em lugares que vão além do esperado, como o Ocupa ouvidor 63, Galeria Crua, Centro Cultural da Juventude. Artistas plásticos e ilustradores como Moara BrasilLuis SóSuriani e Sirius Amen fizeram parte da curadoria de Andi, que o levaram à exposições e eventos culturais.

Fotos | Pedro Bonacina

Styling | Zedu Carvalho

Beleza | Luana Nascimento

Modelo | Patrick Filgueiras (Guaraná Models) veste Korshi 01, do designer Pedro Korshi, uma das revelações do #SPFW

VALORES
Na porta: R$ 50 entrada ou R$ 70 consumação


Serviços:
Club Jerome
Rua Mato Grosso, 398 – Consolação, São Paulo – SP, 01239-040 
Capacidade: 250 pessoas

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